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30 jul 2012

PREPARANDO MAIS UM VOO RASANTE


RECADO

Em Londres, a presidente Dilma deu, de viva voz, um recado à indústria automobilística: - Os incentivos fiscais só se justificam desde que os empregos sejam mantidos. Assim, a presidente não deixa por menos: se houver demissões, o governo volta a elevar a já absurda carga tributária. Que tal? Mesmo que esta decisão não signifique um acréscimo de arrecadação. Pode?

INTERVENCIONISMO

Como se vê, a declaração da presidente Dilma mostra o quanto este governo é, e adora ser, intervencionista. Mal sabe que quem tem o poder de garantir empregos e renda é, exclusivamente, o mercado consumidor. Este, como se sabe, mostra sinais claros de esgotamento de demanda.

MANTO IDEOLÓGICO

Bem, mas isto não é mais visto como uma novidade. Afinal, os petistas nunca esconderam a paixão pelo Estado como condutor, regulador e agente único da economia. Na mente dos socialistas, portanto, não há lugar para o raciocínio lógico. Fruto, aliás, do pesado manto ideológico que, por manter os cérebros cobertos, impede a visão e o discernimento.

CRÉDITO POR OBRIGAÇÃO

Pois, assim como o governo Dilma impõe e decide o quê e como as empresas devem agir, é de se supor que em breve os bancos também serão obrigados a dar crédito para quem quiser consumir. E ai daquele que se atrever a desrespeitar as ordens. Aliás, bem dentro do figurino já adotado pela nossa vizinha, Cristina Kirchner (amiga dileta de Dilma), na pobre Argentina.

GALINHA BRASIL

Como o receituário neocomunista não permite, em hipótese alguma, a realização das REFORMAS ESTRUTURAIS, o governo deve anunciar, ainda nesta semana, um novo pacote. Algo que permita a GALINHA BRASIL a dar mais um pulinho, ou mais um voo rasante, de curta distância.

PARCEIRAS

O contraditório é o que pretende o governo federal e o que faz o governo do RS. Dilma já está convencida de que sem parcerias com a iniciativa privada, a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 vão dar conta do maior fiasco da história. Principalmente sob o ponto de vista logístico.

CHEGA DE PRIVATISMO

Pois, enquanto Dilma pensa assim, o governador Tarso Genro (ambos do PT), está todo contente por ter colocado nos braços longos do Estado as rodovias do RS. Seu ímpeto, no entanto, não deve parar por aí: tudo que foi concedido à iniciativa privada precisa voltar, urgentemente, para o governo. -CHEGA DE PRIVATISMO-, como afirmou o governador do RS, na semana passada. Que tal?

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27 jul 2012

FATOS DA SEMANA


DESTAQUES

Entre os fatos que aconteceram nesta semana, dois deles merecem registro e destaque. Principalmente porque foram protagonizados por petistas bem conhecidos por todos os brasileiros: o deputado Raul Pont e o governador Tarso Genro.

MARCA REGISTRADA

A rigor, coisa pra lá de sabida, tudo aquilo que os petistas dizem ou fazem já não causa espanto e muito menos surpresa. Até porque não há quem não conheça o estilo e as ações, consideradas como marca registrada petista, que define o comportamento dos neo-comunistas.

RAUL PONT

Um dos episódios foi protagonizado pelo deputado Raul Pont, que pertence a ala mais radical do PT do RS. Bastante conhecido pelo destempero, Pont também crê ser possuidor do divino dom para julgar tudo e a todos. Pois, convencido de que é o CARA, o deputado petista desferiu, nesta semana, alto e bom som, a seguinte sentença (a declaração foi gravada em vídeo): - ...NÓS NÃO CONTROLAMOS ESSE BANDO DE -SEM-VERGONHA- QUE COMPÕE O TRIBUNAL ELEITORAL.

SEM-VERGONHA

Dentro do figurino, mostrando que não se arrepende de nada (o que já é uma característica pessoal do deputado), Pont foi ainda mais coerente depois que viu a sua declaração registrada na imprensa. O deputado se saiu com essa: - ACHO QUE VOCÊS ESTÃO PRATICANDO UM JORNALISMO MARROM E VAGABUNDO. Que tal? Fica claro que, para ele, que a Justiça Eleitoral é formada por gente SEM-VERGONHA. E os petistas, por gente (?) COM-VERGONHA. Pode?

TARSO GENRO

O segundo episódio foi protagonizado pelo governador Tarso Genro, quando assinou, na última terça-feira, 24, a notificação extrajudicial que ratifica a decisão de não prorrogar os contratos do programa de concessões rodoviárias. Foi um show.

ÓDIO PELA INICIATIVA PRIVADA

No solene ambiente, o discurso de Tarso foi recheado de todos os tipos de deboches. Bem alinhado com o estilo petista de governar e de se apresentar, o governador não deixou escapar o ódio que destila por serviços públicos, quando realizados pela iniciativa privada.

VOLTA DAS ESTATAIS

Cheio de entusiasmo, Tarso Genro disse, também alto e bom som: - A VISÃO PRIVATISTA E INSENSÍVEL FOI DERROTADA. Que tal? Bastou essas declarações feitas pelo governador do RS, para entender, claramente, que no encerramento do prazo dos contratos de concessões de energia elétrica, que hoje estão com a AES Sul e RGE, tudo voltará para a CEEE. É a volta das estatais. A volta ao atraso. Tá bom assim?

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26 jul 2012

OS BALANÇOS E A REALIDADE ECONÔMICA


SEM SURPRESA

Creio que todos aqueles que acompanham os noticiários econômicos, não podem dizer que estão surpresos com os números revelados nos balanços das empresas brasileiras de capital aberto, referente ao segundo trimestre de 2012.

DEMANDA E CUSTOS

A grande maioria das empresas, como se vê, mostra que na comparação com o mesmo período de 2011, houve uma redução dos lucros. Se, para algumas, os balanços identificam que a demanda pelos produtos ofertados ficou menor, para praticamente todas está bem claro que os custos aumentaram. Isto, no mercado interno.

ABANDONO

Já as empresas que lidam com o mercado externo, o quadro apresentado neste semestre é ainda menos alvissareira. Para que tenham ideia do desempenho do setor, observem que desde 2005 não se via um número tão reduzido de empresas exportadoras. Após 2007 (considerado o auge), este número não parou de cair. Só neste ano, mais de 350 empresas abandonaram o mercado externo.

ÂNGULO DA CRENÇA

Ora, diante desta pura e clara realidade já é possível entender que o desempenho da economia brasileira para este ano não tem como ser animador. Nem para os mais otimistas, que sempre preferem olhar pelo ângulo da lua, da crença, dos búzios, das cartas e da fantasia em geral.

DUAS MEDIDAS

Antes que alguém pergunte se o governo sabia de tudo isto que está sendo colhido, me antecipo com a resposta: tanto sabia que tratou de incentivar o consumo através de duas MEDIDAS principais: 1- incentivos fiscais temporários; e, 2- abundante oferta de crédito.

DIAGNÓSTICO

Pois, como já é notório, tais medidas não são capazes de animar a economia por muito tempo. O Ponto Crítico e os demais Pensadores (do Grupo PENSAR!), como pode ser constatado clicando em ARTIGOS ANTERIORES (na home page do site: www.pontocritico.com) tem sido repetitivos no diagnóstico: o problema, que o governo recusa atacar é um só: o CUSTO BRASIL.

ABANDONAR AS DROGAS

Volto a repetir: o tratamento e a cura do potente CUSTO BRASIL, como todos os meios científicos já deixaram bem claro, dependem de precisos processos cirúrgicos. Mesmo com o uso de anestésicos, já se sabe que o procedimento é doloroso.Se fazem necessárias, com urgência, várias AMPUTAÇÕES. De vários órgãos. Todos tomados por um terrível câncer que corroi as contas públicas. Em compensação, também é sabido, depois dos cortes o paciente passa a ter uma vida muito saudável. Nunca mais precisará tomar essas drogas (chamadas de incentivos) paliativas, que o governo não para de injetar no corpo frágil da economia brasileira. Cuja reação é pífia, não?

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25 jul 2012

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS...


INÉDITO

Como é do conhecimento de todos, a OAB/RS e o PROCON/RS protagonizaram, recentemente, algo que até então era considerado muito improvável: proibiram as operadoras de telefonia de vender novos chips, até que as mesmas apresentassem seus planos efetivos de investimentos.

DISCRIMINAÇÃO ODIOSA

Pois, independente do puxão de orelhas que essas entidades deram na Agência Reguladora, a quem caberia tomar todas as providências para evitar o problema, o que assistimos nada mais é do que uma odiosa DISCRIMINAÇÃO contra as concessionárias de telefonia celular.

SERVIÇOS PÚBLICOS

Sim, porque TODOS os serviços públicos concedidos, como eletricidade, água, esgoto, saúde, educação, segurança e rodovias, deveriam ser atingidos pelo mesmo tipo de proibição. As empresas e o governo só poderiam aceitar novos clientes/usuários desde que mostrassem capacidade de atendimento e, principalmente, fornecimento dos serviços.

ESCURIDÃO

Ontem, por exemplo, pela enésima vez, a CEEE, empresa estatal gaúcha de fornecimento de energia deixou, por várias horas, em vários bairros de Porto Alegre, os já cansados consumidores na escuridão. Simples assim...

O SILÊNCIO DA OAB E DO PROCON

Ora, se a Agência Reguladora que deveria cuidar do setor de energia nada faz e tampouco comenta, só tenho uma pergunta: - por que a OAB e o PROCON também não agem no sentido de proibir a CEEE de aceitar novas ligações de luz até que provem capacidade de fornecimento?

SAÚDE PÚBLICA

Mais: como a saúde pública é, reconhecidamente, de péssima qualidade, e tão ou mais importante do que telefonia, o que leva a OAB e o PROCON a fazer vistas grossas ao mau atendimento (ou a falta dele)? Pelas mesmas razões que levaram a proibir as operadoras de telefonia de vender novos chips, também deveriam proibir novos atendimentos. Até que o governo fizesse os investimentos necessários, não?

MESMO TRATAMENTO...

O mesmo raciocínio serve para todos os serviços concedidos. Mas, como se vê, ou se viu, o que houve mesmo foi uma pura discriminação contra as operadoras de telefonia. Todos os serviços públicos mereceriam o mesmo tratamento, não? Ou seja, Dois Pesos ...

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24 jul 2012

A REALIDADE DO CRÉDITO


DILEMA

Um dilema que mexe com as cabeças dos consumidores do mundo todo é a decisão de GOZAR HOJE E PAGAR AMANHÃ; ou, PAGAR HOJE E GOZAR AMANHÃ.Entretanto, diante do apelo do ofertante, o consumidor muitas vezes se deixa dominar. Alguns, pelo impulso e/ou pela impaciência. Outros, até pela necessidade imediata.

REAÇÃO

No caso dos impacientes, que não admitem esperar, a maioria só tem como saída a compra a crédito. Já os menos apressados, que preferem ficar longe do endividamento, têm consciência de que a satisfação de suas necessidades depende de uma prévia formação de poupança.

SOMOS CONSUMIDORES

Analisando o país à luz da TAXA DE POUPANÇA, que oscila entre 17% e 18% há muitos anos, a conclusão (matemática) é simples: os brasileiros estão muito mais para CONSUMIDORES do que para POUPADORES.

SEM SACRIFÍCIOS

Não há portanto, como discordar do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, que, em entrevista concedida à revista Isto É Dinheiro, disse que o brasileiro não gosta de vida de muitos sacrifícios. Tudo porque o Estado garante uma cobertura social que permite uma vida um pouco mais folgada que a de outras sociedades.Para comparar, Barros fez referência à China e à Coréia, cujas taxas de poupança são extremamente altas (40% e 35%, respectivamente).

RISCO

Ora, tomando por base a realidade dos números acima, qualquer exagero cometido na concessão de crédito, independente do preço do juro cobrado, aumenta, na mesma proporção o risco de inadimplência. Portanto, quanto maior o calote, mais caras ficam as taxas de juros.

JUROS ALTOS

Os meios de comunicação parecem não entender a lógica de mercado. Nos últimos dias tenho ouvido muitas reclamações de que enquanto o governo propõe a redução da Selic, os bancos, financeiras e administradoras de cartões de crédito mantém as taxas nas alturas e/ou subindo.

COMPARAÇÃO

Para mostrar que as nossas taxas são as maiores do mundo, os meios de comunicação fazem comparações com outros países. Não levam em conta, porém: 1- que a nossa taxa de poupança é muito baixa; 2- que a renda do brasileiro em relação ao crédito obtido é muito baixa; e 3- que os cartões de crédito bancam o risco junto aos lojistas. Isto sem falar na carga tributária, que é cobrada sobre os valores acrescidos pelos juros.

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23 jul 2012

A AGENDA PRESIDENCIAL


DE CORPO E ALMA

Nesta semana, a agenda do governo tem uma única tarefa: todos devem se entregar de corpo e alma para fazer com que a recepção ao ditador Hugo Chávez, que vem ao Brasil para festejar, ao lado da comandante Dilma, a entrada definitiva da Venezuela no Mercosul, seja, simplesmente, épica.

REVOLUÇÃO GRAMSCISTA

Devidamente comprometidos com o programa de Antônio Gramsci, que trata da Revolução Gramscista na América Latina, o qual é sempre lembrado em todas as reuniões do Foro de São Paulo, o propósito desta visita de Chávez é reafirmar, mais uma vez, a meta pretendida pelos parceiros latinos.

MAIS UM PASSO

A entrada da Venezuela no Mercosul pode não significar muita coisa, a considerar a complicada relação comercial entre todos os parceiros, que são regidos pelo espírito do NACIONALISMO ECONÔMICO. Ainda assim é mais um passo que o grupo de líderes neocomunistas dá no sentido da dominação da ideologia do atraso em toda a América Latina.

PENSAMENTO NEOCOMUNISTA

Volto a repetir, pela enésima vez: embora muita gente ainda não saiba (simplesmente porque a mídia aberta brasileira faz questão de guardar esse assunto como segredo), o certo é que todos os líderes latinos que comungam do pensamento social-comunista têm como propósito transformar a América Latina numa Cortina de Ferro.

EMPRESÁRIOS VENEZUELANOS

Este assunto pode soar como fantasia aos olhos e ouvidos dos menos crentes. Mas é assim, através de atitudes que geram pouco interesse público, que as mudanças vão acontecendo. Os empresários venezuelanos, como vem sendo bastante divulgado, não cansam de dizer que não deram importância às atitudes de Chávez, no início de seu governo. Agora, muitos estão abandonando o país, com destino ao Panamá, por exemplo.

BRASIL ENGAJADO

Pois, diante das atitudes que o governo vem tomando, desde o triste episódio de Honduras e chegando até o lamentável posicionamento a respeito do Paraguai, um recado já foi dado: o Brasil, com Lula e Dilma à frente, está engajado no propósito de fazer com que todos os países da região sigam os exemplos de Cuba (originalmente) e da Venezuela (atualmente), onde o que não existe é DEMOCRACIA. E, por consequência, também não há LIBERDADE.

SEM FANTASIAS

Este editorial está sendo escrito com antecedência de uma semana. Peço que confiram os acontecimentos e façam suas próprias avaliações. Verão, tenho absoluta certeza, de que não sou adepto à fantasias.

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