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04 fev 2026

SATANÁS DE TRÊS PATAS


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PATAS ENORMES

Mais do que sabido, percebido e sentido, é enorme o sacrifício imposto PELAS ENORMES PATAS dos INDECENTES E SAFADOS PODERES -EXECUTIVO, chefiado pelo presidente Lula, responsável pela administração pública federal, nomeação de ministros e comando das Forças Armadas; JUDICIÁRIO, cujos membros do STF atuam como AUTORIDADE MÁXIMA do tipo que TOMA DECISÕES TIRÂNICAS (sem dar a mínima para a Constituição); e LEGISLATIVO, composto por deputados federais e senadores responsáveis por criar e aprovar leis. 


COMPETIÇÃO

Pois, como se os integrantes dos TRÊS PODERES estivessem participando de uma COMPETIÇÃO onde o SATANÁS VENCEDOR é aquele que PRODUZ MAIS SACRIFÍCIOS AOS PAGADORES DE IMPOSTOS, ontem à noite, para marcar a VOLTA RETUMBANTE DO RECESSO PARLAMENTAR, o CONGRESSO NACIONAL SAIU NA FRENTE AO APROVAR PROJETOS DE LEI QUE AMPLIAM OS JÁ AMPLIADOS REAJUSTES E GRATIFICAÇÕES PARA OS SERVIDORES DA CÂMARA E DO SENADO. Mais: COM MECANISMOS QUE PODEM CHEGAR A DOBRAR AS FANTÁSTICAS REMUNERAÇÕES. Pode? 


LICENÇA SAFADA

Mais ainda: os projetos também CRIAM UMA LICENÇA COMPENSATÓRIA QUE, NA PRÁTICA, VAI PERMITIR QUE BOA PARTE DOS SERVIDORES TENHAM UMA -LICENÇA A CADA TRÊS DIAS TRABALHADOS (??),- LIMITADO A 10 FOLGAS POR MÊS. Que tal? Detalhe nojento: as votações foram simbólicas, ou seja, IMPOSSIBILITANDO SABER COMO VOTOU CADA PARLAMENTAR.


PRIMEIRA CLASSE

Como se não bastasse tamanha SAFADEZA, cujo CUSTO É EXTREMAMENTE ELEVADO, o que vai exigir MAIS IMPOSTOS PARA A SOCIEDADE, hoje pela manhã, o site Poder 360 informou que o governo Lula concluiu 2025 com 579.070 funcionários públicos na ativa. Ou seja, são 4.140 profissionais a mais na comparação com 2024, quando eram 574.930. Mais: é o 3º ano seguido que sobe o número de funcionários do governo federal. O total registrado ao final de 2025 é o maior desde 2021, quando havia 583.674 trabalhadores.... Que tal?


O PACOTE DA CASTA

A propósito, eis a sensata opinião do jornalista Felipe Vieira, a respeito dessa FANTÁSTICA E INOMINÁVEL SAFADEZA.

O PACOTE DA CASTA, OU POR QUE O TETO É SEMPRE PARA OS OUTROS -   

- O Congresso Nacional acaba de mostrar, mais uma vez, que no Brasil o Estado até pode ser lento — desde que o assunto não seja o bolso dos protegidos. Quando é para cuidar dos seus, a máquina funciona como um relógio suíço. Em apenas cinco horas, parlamentares apresentaram, votaram e aprovaram um pacote que cria penduricalhos, amplia benefícios e libera pagamentos acima do teto constitucional para servidores da Câmara e do Senado.

Cinco horas. Menos do que dura uma sessão qualquer cheia de discursos vazios. Menos do que o tempo gasto em falas solenes sobre democracia, responsabilidade fiscal ou “sensibilidade social”. Mas foi tempo suficiente para garantir reajustes escalonados até 2029, gratificações capazes de dobrar salários e licenças compensatórias transformadas em dinheiro vivo. Tudo muito bem embalado sob a etiqueta “indenizatória” — aquela palavra mágica que faz privilégio parecer legal, técnico e inevitável.

O resultado é simples de entender — e difícil de engolir: salários mensais que podem chegar a R$ 77 mil, livres, leves e soltos, acima do teto constitucional.

E aqui vale lembrar o básico. O teto do funcionalismo público hoje é de R$ 44 mil, valor que corresponde ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Em tese, ninguém no serviço público deveria ganhar mais do que isso. É o princípio que sustenta toda a lógica do teto: o maior salário da República serve de limite para todos os outros.

Na prática, porém, isso virou conversa fiada. O teto existe no papel, nos discursos e nas entrevistas. Na vida real, foi driblado por gratificações, auxílios, bônus, licenças “indenizatórias” e todo tipo de criatividade contábil. Resultado: há milhares de servidores ganhando acima do teto — alguns muito acima — e ninguém faz absolutamente nada.

Não é erro, nem exceção. É método. Sempre que o contribuinte é chamado a apertar o cinto, o Estado afrouxa o seu. Sempre que se fala em ajuste, eficiência ou sacrifício coletivo, o Congresso responde com benefícios corporativos — aprovados longe do debate público, cheios de termos técnicos e apresentados como se fossem uma exigência da civilização moderna.

O timing diz tudo. O Brasil discute déficit, dívida crescente, cortes, contingenciamentos e a dificuldade crônica de entregar serviços públicos decentes. A resposta do Legislativo não é cortar excessos ou dar exemplo. É o contrário: ampliar estruturas, criar vantagens e garantir aumentos automáticos. Para eles, a crise nunca chega. Para nós, ela nunca vai embora.

E não estamos falando de trocados. Só na Câmara dos Deputados, o impacto anual estimado é de R$ 500 milhões. No Senado, mais R$ 277 milhões. Quase R$ 800 milhões por ano para engordar contracheques, num país que vive repetindo que “não há espaço no Orçamento”.

A justificativa oficial é o velho disco arranhado: “valorização das carreiras” e “retenção de talentos”. Curioso como essa preocupação só aparece quando o tema é salário. Nunca surge quando se fala em produtividade, qualidade das leis ou resultados entregues à sociedade. Se eficiência fosse o critério, talvez o Congresso tivesse de devolver dinheiro — não pedir mais.

Mais revelador do que o conteúdo do pacote é o método. Não houve debate público, não houve tempo para análise e, claro, não houve constrangimento. As lideranças se acertaram, apertaram o botão da urgência e passaram o trator. Os votos contrários vieram de poucos parlamentares dos extremos — do Novo e do PSOL — que, apesar das diferenças, chamaram a coisa pelo nome: criação de supersalários em plena crise fiscal.

No restante do plenário, reinou o silêncio cúmplice. Corporativismo, afinal, não tem ideologia. Quando o assunto é benefício próprio, direita, esquerda e centro se entendem como nunca conseguem fazer para discutir saúde, educação ou segurança pública.

Enquanto isso, o brasileiro comum segue ouvindo sermões sobre paciência, sacrifícios e reformas duras. O ajuste fiscal, como sempre, começa longe de Brasília e termina dentro no bolso do povo.

Depois, quando cresce a descrença na política, os parlamentares fingem surpresa. Falam em crise de representação, em radicalização, em desinformação. Não é nada disso. É aritmética moral básica: um Congresso que legisla em causa própria não pode esperar respeito de quem paga a conta.

Agora, o projeto do Senado segue para sanção presidencial. O da Câmara ainda passa pelos senadores. Se houver veto, será surpresa. Se não houver, será apenas mais um dia normal em Brasília.

Não há, em momento algum, discussão séria sobre mérito, desempenho ou impacto social. Não se mede produtividade, não se cobra resultado, não se avalia custo-benefício. A lógica é simples e antiga: quem está dentro protege quem está dentro. A casta cuida da casta.

Enquanto o brasileiro faz malabarismo para pagar aluguel, comida e transporte, o Congresso segue fazendo o que faz melhor: cuidando de si e dos seus — com o dinheiro dos nossos impostos.

No Brasil, o teto existe. Só não é para todos.