Frase do dia

  Eu sou extremamente paciente, desde que eu siga meu próprio caminho.  

- Margaret Thatcher

Artigos


27 jan 2021

RISCO FISCAL EM MODO ALARME


INSTRUMENTOS ANALÓGICOS E DIGITAIS

Os mais conservadores, do tipo que ainda estão mais familiarizados com os instrumentos -analógicos- que medem o RISCO FISCAL do nosso empobrecido Brasil, já devem ter percebido que o ponteiro está na posição -ALARME- indicando, portanto, que a situação das nossas CONTAS PÚBLICAS é simplesmente pavorosa. Já os mais modernos, que preferem os instrumentos -digitais-, não estão conseguindo pegar no sono porque os sons emitidos pela forte SIRENE não permitem qualquer forma de descanso. 


GAMBIARRAS

Ora, em condições normais, independente da preferência -analógica ou digital-, o correto seria se todos os -moradores- do nosso imenso Brasil se preocupassem com a necessária PREVENÇÃO para evitar que a SIRENE do estridente ALARME viesse a ser disparada. Pois, infelizmente, não é o que acontece: em todas as vezes que a SIRENE tocou, os condôminos, ao invés de exigir uma pronta e imediata solução do problema, têm se mostrado plenamente satisfeitos com as -gambiarras- que, historicamente, são utilizadas com o propósito de empurrar a encrenca para sabe lá quando. 


VONTADE POLÍTICA OU HABILIDADE POLÍTICA?

Assim, os FUGITIVOS DOS PROBLEMAS que corroem o nosso Brasil por todos os cantos, valem-se, constantemente do velho CLICHÊ de que a solução das nossas crônicas encrencas dependam de VONTADE POLÍTICA do Chefe do Executivo, quer seja ele presidente, governador ou prefeito. Ora, antes de tudo o mais correto seria usar o termo HABILIDADE POLÍTICA e não VONTADE. Ainda assim, o que acontece é que tanto a HABILIDADE quanto a VONTADE POLÍTICA dos governantes esbarra: 1- nos nojentos DIREITOS (alguns protegidos por Cláusulas Pétreas) impostos pela Constituição; 2- na não rara MÁ VONTADE dos ocupantes do Poder Legislativo; e, 3- no entendimento IDEOLÓGICO dos ministros do STF.   


PÁTRIA E FAMÍLIA

Como fui ensinado que o amor à Pátria é nutrido com a mesma intensidade que é devotada à família, onde todos fazem o máximo possível para que seus dependentes prosperem social, humana e economicamente, entendo que este mesmo comportamento precisa ser exercido quando alguém impede que o Brasil busque a JUSTA ROTA do crescimento e do desenvolvimento. E quem coloca obstáculos -alguns intransponíveis, por determinação da CF de 1988, precisa ser atacado com muita e persistente força até que o caminho seja desobstruído.  


NOVA CONSTITUIÇÃO

Estou convencido, portanto, de que enquanto não forem removidas as CLÁUSULAS PÉTREAS, a nossa Constituição vai continuar barrando totalmente, quer a VONTADE POLÍTICA quer a HABILIDADE POLÍTICA. Mais: Cláusulas Pétreas, repito, só podem ser retiradas com uma NOVA CONSTITUIÇÃO, ou seja, a possibilidade de que isso seja alcançado com o uso de uma ou mais PECs (Proposta de Emenda Constitucional)  é simplesmente igual a ZERO. Ou começamos a tratar de uma NOVA CONSTITUIÇÃO, ou nada pode ser feito. 


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26 jan 2021

ESTE CONGRESSO É REFORMISTA? CONTA OUTRA...


REFORMISTA

Os leitores devem estar lembrados de que, em 2019, tão logo resultou aprovada a REFORMA (?) DA PREVIDÊNCIA, o esperançoso ministro da Economia, Paulo Guedes, numa atitude -POLITICAMENTE CORRETA-, que tinha como intenção clara de seduzir os deputados e senadores para que viessem a aprovar o quanto antes as REFORMAS ADMINISTRATIVA e TRIBUTÁRIA além de outras tantas propostas que haviam sido protocoladas nas duas Casas, fez uso dos microfones de todos os meios de comunicação para declarar que o atual Congresso Nacional é (era) REFORMISTA. 


PRIMEIRO-MINISTRO

Ora, mais do que sabido, passados quase um ano e meio desde a aprovação da MUTILADA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, nenhuma outra REFORMA resultou aprovada e, para confirmar que o Congresso nada tem de REFORMISTA, inúmeras propostas e/ou medidas provisórias, quando não foram esquecidas nas gavetas da Câmara e do Senado acabaram caducando ou sendo rejeitadas. Algumas, por questões puramente ideológicas; outras, por clara e indiscutível má vontade de seus presidentes, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, onde o primeiro passou a agir como se fosse um PRIMEIRO-MINISTRO do tipo que não admite que o Brasil saia das trevas.     


PACIÊNCIA DE JÓ

Como faltam poucos dias para a eleição dos presidentes da Câmara e Senado, e a eleição entre Artur Lira ou Baleia Rossi está indefinida (melhor seria se fosse o deputado Marcel Van Hattem), Guedes foi aconselhado a ficar mudo até o dia 1º de fevereiro para evitar que seja mal interpretado pela mídia e, por consequência, pelos congressistas. Ainda assim o ministro Paulo Guedes, fazendo uso de uma legítima -PACIÊNCIA DE JÓ-, apenas pediu, ontem, que o Congresso -LIMPE A PAUTA LOGO-, ou seja, que coloque para votação os diversos projetos do governo que estão parados na Câmara e no Senado, em especial as REFORMAS.  


HORIZONTE DE INVESTIMENTOS

Vale lembrar que uma série de medidas que já foram aprovadas pelo Senado estão paradas na Câmara. Da mesma forma, uma série de medidas que já foram aprovadas na Câmara estão paradas no Senado, como é o caso, por exemplo, dos MARCOS REGULATÓRIOS do Petróleo, do Gás Natural, da Cabotagem (Br do Mar) e do Setor de Energia. Daí o pedido de Guedes para que cada uma das Casas do Legislativo LIMPE A PAUTA o quanto antes para que, enfim, o HORIZONTE DE INVESTIMENTOS seja definitivamente DESTRAVADO.  


SEMELHANÇA COM JÓ

Usei propositadamente a figura de JÓ por uma correta e pertinente razão, pois o personagem bíblico guarda muita semelhança com o Brasil. Uma delas diz respeito à brutal decepção financeira que teve: ele dorme milionário e acorda pobre, com notícias das piores que um pai de família pode receber. Seus filhos morrem em um desastre, seu gado morre em outro. Seus pés não sabiam mais onde repousar e seus servos foram mortos ao fio da espada. 


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No ESPAÇO PENSAR + de hoje: A BICICLETA, O COMPUTADOR E O GOVERNO por ROBERTO RACHEWSKY. Para ler acesse o link: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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25 jan 2021

DOUTRINAÇÃO FERRENHA CONTRA O LIBERALISMO


CULTURA SOCIALISTA

A sociedade brasileira, reconhecidamente, muito por força de uma ferrenha DOUTRINAÇÃO que, notoriamente, se arrasta desde a Proclamação da República, externa de forma explícita o quanto tem enorme dificuldade para entender e compreender o quanto o LIBERALISMO produz vantagens inequívocas para a todos os habitantes do nosso planeta. Esta resistência, mais do que sabido, se deve à CULTURA SOCIALISTA que, de forma magistral foi sendo imposta, com enorme intensidade, nas famílias, nas escolas e nos cultos religiosos.


DEMÔNIO

Neste ambiente de forte pressão doutrinária da CULTURA SOCIALISTA, que ensina que não cabe ao INDIVÍDUO fazer suas próprias escolhas e/ou tomar decisões, e que estas tarefas são melhor resolvidas se deixadas para o COLETIVO, ou o ESTADO, o convencimento do quanto o LIBERALSIMO produz, efetivamente, a necessária prosperidade se mostra como uma MISSÃO IMPOSSÍVEL. Ou seja, enquanto o Brasil não romper com a CULTURA SOCIALISTA, o LIBERALISMO seguirá sendo considerado e apontado como um DEMÔNIO que não consegue ter a mínima chance de ser experimentado e aproveitado.


A SURPRESA VEM DO SECOVI-SP

Como se trata de uma CULTURA, muito bem difundida e explorada, não pode ser visto como surpresa quando líderes de instituições empresariais ficam no mais absoluto silêncio diante da morosidade e o interessado desleixo quanto às PRIVATIZAÇÕES e TRAMITAÇÕES DAS REFORMAS. A grande e real surpresa está, portanto, quando um líder empresarial rompe o SILÊNCIO e resolve dar luz ao LIBERALISMO. É o caso do presidente do SECOVI-SP, Basilio Jafet, que emitiu uma nota da entidade dizendo que SÓ O LIBERALISMO PODE SALVAR O BRASIL. Eis o que a nota assinada por Jafet:


MUDANÇAS NECESSÁRIAS

Expressiva parcela do nosso país parece resistente a mudanças necessárias. Assim foi em relação à reforma trabalhista, felizmente aprovada. A previdenciária passou quando a opinião pública entendeu o tamanho do problema, firmou posição e cobrou. Agora, temos uma AGENDA LIBERAL a nortear a política econômica e, mais uma vez, vozes se levantam contra qualquer medida que venha nessa direção. E qual é a essência dessa agenda liberal? Ter o Estado como indutor do desenvolvimento; ter o investimento privado promovendo o desenvolvimento; liberar o Estado para investir em setores essenciais, suprindo a eventual ausência de capital empresarial.


DIREITOS FUNDAMENTAIS

A execução dessa agenda parte de um diagnóstico preciso sobre onde o Estado é ou não eficiente, o que pode ser ou não privatizado, ser objeto de concessões ou de parcerias público-privadas, mapear órgãos públicos que podem ser fundidos, absorvidos ou simplesmente suprimidos. As premissas do liberalismo, abraçadas por vários países progressistas, são atribuídas ao filósofo inglês John Locke (século XVII), tendo por base o contrato social, o DIREITO À VIDA, À LIBERDADE, À PROPRIEDADE e À BUSCA (cada um no seu modo) DA FELICIDADE. 


PRESIDENTE ENCLAUSURADO

Ganhou notoriedade durante o Iluminismo, que dominou a Europa no século XVII. Hoje, o liberalismo é definido como uma filosofia política e moral, cujos valores são liberdade, igualdade, direitos individuais, democracia, igualdade racial e de gênero, liberdade de expressão e de imprensa, pluralidade de opiniões e livre mercado, sem a mão pesada do Estado limitando sua capacidade realizadora. A questão é que essa agenda liberal mexe com interesses corporativos. E eles são poderosos. Mandam no Congresso, nos governos e até mesmo no Judiciário. Prefeito, governador, ministro ou PRESIDENTE DA REPÚBLICA que deseja promover uma mudança transformadora termina ENCLAUSURADO. E a forma de libertá-los é a pressão popular.
Existem estatais que serão mais produtivas nas mãos do setor privado. Basta ver o que aconteceu com a telefonia e com as rodovias. E que irá acontecer com o saneamento básico, com a aprovação do novo marco legal.


ASSUMIR A AGENDA LIBERAL

A questão é: o que fazer com os funcionários, frise-se, concursados? Exonerá-los simplesmente? Podemos pensar em várias possibilidades de aproveitar essa mão de obra, realocando-a em setores onde é nítida a escassez de funcionários. Se imaginarmos apenas o volume de documentos que existe Brasil a fora para ser digitalizado, temos aí um campo enorme de trabalho útil e necessário. A União não tem recursos. Precisa deles para levar avante programas sociais imprescindíveis. Os investidores privados têm como suprir essa lacuna e prestar os serviços que a sociedade há anos espera receber, haja vista os elevados impostos que arrecada. O primeiro passo é assumir de vez essa agenda liberal. O segundo, construir arcabouço legal que garanta segurança jurídica ao capital nacional e internacional. O terceiro é finalmente ver o eterno país do futuro acontecer.


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22 jan 2021

O BRASIL E SUAS CRISES


A FELIZ CONVIVÊNCIA COM CRISES

O comportamento -sereno e manso-, que o povo brasileiro em geral revela no seu cotidiano, dá a entender, claramente, que a convivência com as mais variadas e incríveis CRISES é algo que provoca prazer, pouco importando as CONSEQUÊNCIAS que as mesmas impõem no dia a dia, principalmente, aos mais atingidos.  Esta atitude -CONSERVADORA-, que se traduz pelo hábito de convivência prazerosa, evidencia que as CRISES precisam se manter intactas e, se possível for, que venham outras mais, pois todas serão bem recebidas como se fossem novos filhos. 


HISTERIA COLETIVA

Dentro deste clima de paixão por CRISES, a chegada do vírus COVID-19 resultou numa nova e flagrante crise: a CRISE DO HISTERISMO COLETIVO, a qual contou, e segue contando, com a forte e decisiva ajuda, monumental, dos MEIOS DE COMUNICAÇÃO. Pois, hoje cedo, ao ler o texto - COMO SE ESPALHA A HISTERIA COLETIVA - ENTENDENDO O MOMENTO ATUAL-, obra do jornalista Jefferson Severino, especialista em turismo, as minhas convicções aumentaram ainda mais. Eis aí alguns trechos: 

 


ADMIRÁVEL GADO NOVO

- Quando ouço a música “Admirável Gado Novo” do poeta Zé Ramalho, percebo claramente o quanto os “meios de comunicação de grande massa” desinformam e criam um pânico generalizado sem precedentes. Neste feriadão de final de ano vi gente correndo na praia de máscara (respirando CO2), tomando banho de praia de máscara, pedalando de máscara e até na piscina de máscara. Além disso, todos vemos gente dirigindo sozinhos ou em família, com máscaras!!!!


VIDA DE GADO

De fato, uma verdadeira vida de gado. Isso sem contar aqueles que estão em casa. Não saíram pra nada e mesmo assim se contaminaram. Trata-se de uma histeria coletiva, ou “doença sociogênica em massa”, é fascinante. Casos de histeria coletiva são documentados desde a Idade Média. Deixe-me mencionar apenas alguns dos casos mais recentes, como é o caso da peça de rádio de Orson Welles, GUERRA DOS MUNDOS, que foi transmitida em 1938, logo após o suspense do Acordo de Munique, cuja peça supostamente causou pânico entre seus ouvintes, que pensavam estar sob o ataque de marcianos. Outro caso intrigante trata de um episódio exibido na televisão de Portugal -MORANGOS COM AÇÚCAR-, no qual os personagens foram infectados por um vírus fatal. Após o programa, mais de 300 alunos relataram sintomas semelhantes aos vivenciados pelos personagens do programa de TV, como erupções na pele e dificuldade para respirar. Algumas escolas até fecharam. O Instituto Nacional de Emergências Médicas de Portugal concluiu que o vírus, na real, não existia, e os sintomas eram causados?? por HISTERIA COLETIVA.


EFEITOS PLACEBO E NOCEBO

Da mesma forma, no voo 203 da Emirates em setembro de 2018, dezenas de passageiros começaram a acreditar que estavam doentes após observar outros passageiros com sintomas semelhantes aos da gripe. Como consequência do pânico, todo o voo foi colocado em quarentena. No final, apenas alguns passageiros tiveram um resfriado comum ou uma gripe sazonal.

É bem sabido que existem efeitos NOCEBO, que são opostos aos efeitos do PLACEBO. Devido ao efeito PLACEBO, uma pessoa se recupera de uma doença porque ela espera se recuperar. Ao contrário, quando sofremos o efeito NOCEBO, adoecemos apenas porque esperamos adoecer. Em uma profecia autorrealizável, a expectativa pode causar o sintoma. A ansiedade e o medo exacerbam esse processo.


SINTOMAS

A HISTERIA COLETIVA pode causar sintomas nas pessoas. Além disso, seja ela coletiva ou não, faz com que as pessoas se comportem de maneiras que pessoas prudentes não afetadas pela histeria considerariam absurdas. Está aberto para pesquisas empíricas investigar se e em que extensão o mundo tem sofrido histeria coletiva durante a epidemia de covid-19. Todos nós vimos pessoas acumulando papel higiênico, usando máscaras enquanto dirigiam sozinhas ou ouvimos histórias de pessoas que praticamente não saíram de suas casas por meses. Também conhecemos pessoas que têm medo do vírus, embora seu próprio risco de morte seja minúsculo.


NOTÍCIAS NEGATIVAS

Embora a investigação da possibilidade de uma histeria corona coletiva seja certamente interessante, gostaria de me concentrar aqui em outra questão mais fundamental. Ou seja, até que ponto a existência do Estado pode exacerbar as histerias coletivas. Certamente, pode haver casos de histeria coletiva em uma sociedade livre, devido ao viés de negatividade do cérebro humano. Nós nos concentramos em notícias negativas e sofremos estresse psicológico quando pensamos que não temos controle. Isso pode acontecer também em uma sociedade livre, quando prevalecem notícias negativas. Ainda assim, em uma sociedade livre existem certos mecanismos e limites autocorretivos que tornam mais difícil para uma histeria coletiva sair do controle.

 

Como mecanismo corretivo, existem estratégias bem conhecidas para reduzir o medo e a ansiedade. Em uma sociedade livre, as pessoas são livres para fazer uso dessas estratégias. Pode-se liberar a tensão do corpo por meio de esportes e exercícios. Além disso, é essencial se distrair das notícias negativas e se socializar. Em uma sociedade livre, essas distrações são abundantes.

 

É verdade que a histeria pode levar as pessoas a infligir enormes danos a si mesmas e aos outros. No entanto, em uma sociedade livre, existe um limite essencial para a destruição causada pela histeria coletiva e esses são os direitos de propriedade privada. Em uma sociedade livre, a histeria coletiva não pode levar a uma violação massiva dos direitos de propriedade privada pelo Estado simplesmente porque o Estado não existe.

 

Além disso, enquanto qualquer pessoa com histeria de saúde pode fechar voluntariamente seu negócio, usar uma máscara ou ficar em casa, em uma sociedade livre ninguém pode forçar os outros, que não sucumbem à histeria, a fechar seus negócios, usar máscaras ou quarentena. Uma pequena minoria que continua a viver sua vida normal e é livre para fazê-lo pode ser um alerta para aqueles que sucumbiram à histeria coletiva, especialmente os casos limítrofes. Imagine que um pequeno grupo de pessoas continua a fazer compras, a trabalhar, a respirar livremente, a encontrar-se com amigos e familiares e não morre. Então, outros podem seguir seu exemplo e o grupo de histéricos diminui.

 

Embora a destruição infligida pela histeria coletiva seja limitada pelos direitos de propriedade privada em uma sociedade livre, tais limites não existem quando há um Estado. [4] Na verdade, um grupo bem organizado que sucumbiu à histeria coletiva pode obter o controle do aparelho de Estado e impor medidas ao resto da população e infligir danos inauditos. A possibilidade de histeria coletiva é uma razão importante pela qual a instituição do Estado é tão perigosa.

Além disso, embora em uma sociedade livre existam mecanismos que reduzem o pânico coletivo, a histeria coletiva pode ser exacerbada pelo Estado por várias razões:

 

1- o Estado pode e, como é o caso da epidemia COVID-19, proíbe e restringe as atividades que reduzem medo e ansiedade, como esportes e diversão. O Estado na verdade promove o isolamento social, contribuindo para a ansiedade e tensão psicológica, ingredientes que estimulam a histeria coletiva.

 

2- o Estado adota uma abordagem centralizada para lidar com a fonte da histeria; no nosso caso, a ameaça percebida por um vírus. Como consequência, não há nenhuma ou há muito pouca experimentação para resolver o problema, porque o Estado impõe sua solução. Pessoas que não sucumbiram à histeria e se opõem à abordagem do Estado são reprimidas. Elas não podem demonstrar formas alternativas de enfrentar a “crise”, porque essas formas alternativas são proibidas pelo Estado. Como consequência, o pensamento de grupo aumenta e a histeria se alimenta, pois nenhuma alternativa é mostrada às pessoas.

 

3- em um Estado, a mídia é frequentemente politizada. Os meios de comunicação e as plataformas de mídia social mantêm relações estreitas com o Estado. Os meios de comunicação podem ser de propriedade direta do Estado, como canais de TV públicos, podem precisar de licenças estatais para operar, podem buscar agradar agências estatais ou simplesmente empregar pessoas que foram educadas em escolas estatais. Essas agências de notícias e plataformas de mídia social se envolvem em massivas campanhas de notícias negativas, intencionalmente assustam as pessoas e suprimem informações alternativas. Se as pessoas ouvirem, assistirem ou lerem histórias negativas e unilaterais durante todo o dia, seu estresse psicológico e ansiedade aumentam. A histeria coletiva patrocinada por um setor tendencioso da mídia pode ficar fora de controle.

 

4- notícias negativas de uma fonte confiável são especialmente prejudiciais para a saúde psicológica e produzem ansiedade. Se existe na sociedade uma instituição de poder total como o Estado que intervém na vida das pessoas desde o nascimento até a morte[5], as declarações de seus representantes ganham peso. Muitas pessoas atribuem grande autoridade a esses representantes e às advertências das instituições estatais. Portanto, quando um médico como Anthony Fauci fala em nome do Estado e diz às pessoas para se preocuparem e usarem máscaras, torna-se mais fácil desenvolver uma histeria coletiva do que seria em uma sociedade descentralizada.

 

5- o Estado às vezes deseja ativamente instilar medo na população, contribuindo assim para a produção de histeria coletiva. Na verdade, durante os primeiros meses da epidemia de corona, um documento interno do Departamento do Interior da Alemanha vazou para o público. No estudo, os especialistas recomendam que o governo alemão instale o medo na população alemã. O artigo recomenda aumentar o medo por meio de três medidas de comunicação. Em primeiro lugar, as autoridades devem enfatizar os problemas respiratórios dos pacientes covid-19, porque os seres humanos têm um medo primordial da morte por asfixia que pode facilmente desencadear o pânico.

Em segundo lugar, o medo também deve ser instilado nas crianças. As crianças podem ser infectadas facilmente quando se encontram com outras crianças. Elas deveriam ser informadas de que, quando elas, por sua vez, infectassem seus pais e avós, estes poderiam sofrer uma morte dolorosa em casa. Essa medida pretende invocar sentimentos de culpa. Terceiro, as autoridades devem mencionar a possibilidade de danos irreversíveis de longo prazo desconhecidos após uma infecção corona e a possibilidade de morte súbita de pessoas que já foram infectadas. Todas essas medidas visavam aumentar o medo na população. O medo, afinal, é a base do poder de todo governo.

Como H.L. Mencken colocou: “Todo o objetivo da política prática é manter a população alarmada (e, portanto, clamando para ser conduzida à segurança), ameaçando-a com uma série infinita de monstros, todos eles imaginários”.

 

Resumindo: a histeria coletiva é possível em uma sociedade livre, mas existem mecanismos de autocorreção, e o dano que essa histeria pode infligir é limitado pela aplicação dos direitos de propriedade privada. Pelo contrário, o Estado amplifica e exacerba o pânico coletivo, causando uma devastação tremenda. O que são surtos locais, limitados e isolados de histeria coletiva em uma sociedade livre, o Estado pode converter em uma histeria coletiva global.

Infelizmente, não há limite para o dano que a histeria coletiva pode causar à vida e à liberdade se tomar conta do governo, já que o Estado não respeita a propriedade privada. A violação inescrupulosa das liberdades básicas durante a epidemia corona é um exemplo disso. Portanto, a possibilidade de histeria coletiva é outra razão pela qual o Estado é uma instituição tão perigosa de se ter.



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GILBERTO SIMÕES PIRES

Formado em Administração, o comunicador de pensamento liberal, nome de grande credibilidade na comunidade gaúcha, com ideias próprias e firmes, é defensor da economia de mercado e do fim de qualquer subsídio por parte do governo.

 

Gilberto Simões Pires iniciou sua carreira na área de comunicação em 1986, no Rádio. A seguir atuou como comentarista econômico na TVE (Mercado em Ação); na TV Guaíba (Câmera 2); no Grupo RBS (Rádio Gaúcha, RBS TV e Jornal Zero Hora); na TV Pampa (Pampa Boa Noite).
Após, na Rede Bandeirantes Porto Alegre, ancorou os programas -PRIMEIRO PLANO- na Band AM, e CONTROLE REMOTO na Band TV.
Por oito anos ancorou Programa -PONTOCRITICO.COM- no canal 20 da NET e, desde 2009, escreve diariamente a web-letter - PONTOCRITICO.COM- .


Em ambientes associativos é membro efetivo do Clube de Editores e Jornalistas de Opinião além de coordenar a Sociedade Pensar+.

 

EQUIPE EDITORIAL

 

Editor: Gilberto Simões Pires
Assinaturas: Lúcia Pedroso
Para Anunciar: Cristina Sacks

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