Frase do dia
O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.
- Albert Einstein
APOIO DO REPRESENTANTE DOS REPRESENTANTES
Ontem, logo após expressar, através do meu editorial, a minha enorme preocupação quanto à -CERTEIRA DESTRUIÇÃO COMPULSIVA que LULA promete, caso saia vitorioso na próxima eleição presidencial (que os deuses nos protejam e/ou livrem dessa inglória possiblidade), tomei conhecimento de que o PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, HUGO MOTTA, na condição de legítimo -REPRESENTANTE DOS REPRESENTANTES DO POVO-, DECLAROU APOIO TOTAL À CAMPANHA DE LULA À REELEIÇÃO. Que tal?
CORAÇÃO MALDITO
Sem tirar nem pôr e sem qualquer exagero, HUGO MOTTA, COM TOTAL E VIVA TRANSPARÊNCIA, NÃO APENAS FEZ QUESTÃO DE ABRIR PUBLICAMENTE O SEU VOTO. FEZ MAIS: COM TOTAL SINCERIDADE: -ABRIU O SEU CORAÇÃO CARREGADO DE AMOR À LULA.
O STF NÃO PRECISA DECLARAR APOIO
Pois, a partir desta DECISÃO FIRME, tomada pelo REPRESENTANTE DOS REPRESENTANTES DO POVO BRASILEIRO, NÃO SERÁ VISTO COMO -SURPRESA- a real possiblidade de QUE A MAIORIA DOS MINISTROS DO STF vá na mesma direção e DECLARE, EM VOZ ALTA, APOIO TOTAL À CAMPANHA DE LULA À REELEIÇÃO. No entanto, a julgar pelas decisões que vem sendo tomadas no âmbito do STF, declaração de apoio a LULA é francamente dispensável.
SÓ FALTA O ALCOLUMBRE
Pois, depois de tantos APOIOS DAS AUTORIDADES ELEITAS E NÃO ELEITAS, tudo leva a crer que o PRESIDENTE DO SENADO -DAVI ALCOLUMBRE-, depois de saborear o jantar na companhia de LULA, de ministros do STF e do presidente da Câmara, também tenha sido mordido pela MOSCA DO APOIO. No meu claro entender, só falta ao Alcolumbre DECLARAR O APOIO que nunca deixou de dar. A ver...
ESPAÇO PENSAR +
No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: A IGNORÂNCIA CONSENSUAL, por Alex Pipkin. Confira: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar
SLOGAN PREOCUPANTE
Mais do que sabido, na semana passada, na reunião que manteve com seu marqueteiro, Raul Rabelo, o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, o vice-presidente Geraldo Alckmin e um seleto grupo de apoiadores e colaboradores, o presidente Lula aprovou o PREOCUPANTE SLOGAN -O BRASIL PRONTO PRA MAIS- que deverá de nortear a campanha eleitoral que tem como propósito a sua reeleição.
JUSTIFICATIVAS ABSOLUTAMENTE RACIONAIS
Aqui entre nós e o mundo, a expressão -PREOCUPANTE- que usei para definir o slogan -O BRASIL PRONTO PRA MAIS- tem mais de mil justificativas, todas absolutamente racionais. Mais do que sabido, até aqueles que não conseguem desenvolver um RACIOCÍNIO LÓGICO são testemunhas da péssima administração que o GOVERNO LULA impôs, por exemplo:
1- às ESTATAIS, QUE REPETEM À EXAUSTÃO ROMBOS E MAIS ROMBOS;
2- às CONTAS PÚBLICAS -SEMPRE DEFICITÁRIAS-;
3- ao INCRÍVEL AUMENTO DAS -TAXAS DE JUROS-;
4- ao ENDIVIDAMENTO PÚBLICO RECORDE;
5- ao ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS E EMPRESAS -JAMAIS VISTOS NO NOSSO EMPOBRECIDO BRASIL-; e
6- ao ESCANDALOSO ÍNDICE DE INADIMPLÊNCIA ...
OBSERVAÇÕES INQUESTIONÁVEIS
Ora, a partir dessas poucas observações inquestionáveis, o fato do presidente LULA afirmar que -caso seja reeleito- (tomara que os eleitores que estão propícios a votar em candidatos do PT e partidos aliados abram os olhos) o -BRASIL ESTÁ PRONTO PRA MAIS-, é algo mais do que PREOCUPANTE. É SIMPLESMENTE TENEBROSO. Mesmo assim, em meio à -TRAGÉDIA ANUNCIADA- o que ainda pode deixar os RACIONAIS um pouco mais tranquilos é o FATO de que os ESCOMBROS ACUMULADOS ATÉ AGORA podem servir como ESCUDOS DE PROTEÇÃO DE ALGO MUITO PIOR...
SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO
Na semana passada, ao dar início à -PRIMEIRA SEMANA NACIONAL DO SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO-, os organizadores, com a visível pretensão de convencer os pobres eleitores do nosso empobrecido Brasil de que as URNAS ELETRÔNICAS SÃO CONFIÁVEIS, promoveram a ABERTURA DE UMA DELAS DIANTE DO PÚBLICO, com transmissão -ao vivo- pela internet, mostrando -os componentes do equipamento, como ele é construído, quais dispositivos contém e que funções cada parte desempenha-.
AUDITORIA E CONFERÊNCIA
Ora, na real, em todas as vezes que me manifestei sobre este importante tema, apontei que A DESCONFIANÇA QUE REINA NA CABEÇA DOS ELEITORES NÃO ESTÁ NA -URNA ELETRÔNICA, MAS DO QUE ACONTECE A PARTIR DO MOMENTO EM QUE OS VOTOS ALI CONTIDOS ENTRAM NO SISTEMA DE APURAÇÃO. Ou seja, OS DESCONFIADOS ELEITORES-SOBERANOS- QUEREM SE CERTIFICAR DE QUE OS VOTOS APURADOS CORRESPONDEM AOS VOTOS DIGITADOS NAS URNAS. ESSA NECESSÁRIA TRANSPARÊNCIA PRECISA ESTAR ALICERÇADA NA REAL POSSIBILIDADE DE AUDITORIA E/OU CONFERÊNCIA DOS VOTOS DEPOSITADOS NA URNAS.
LINGUAGEM ESPORTIVA
Da mesma forma com que o VAR (Video Assistant Referee) ou -árbitro assistente de vídeo- se tornou uma peça importante e necessária para AUDITAR (tirar eventuais dúvidas que pairam nas cabeças de narradores, comentaristas, torcedores, dirigentes e, principalmente, do próprio árbitro dos jogos de futebol, por exemplo). O SISTEMA DE VOTAÇÃO E/OU APURAÇÃO precisa, mais do que nunca, de UM SISTEMA OU MECANISMO QUE PERMITE VERIFICAR o que REALMENTE ACONTECEU DEPOIS QUE A URNAS FORAM FECHADAS E OS RELATÓRIOS FORAM EXPEDIDOS. Abrir a segurança da informação das eleições para a compreensão pública é, portanto, IMPRESCINDÍVEL.
SOBERANIA
De novo: enquanto não HOUVER TRANSPARÊNCIA - DO INÍCIO AO FIM- as URNAS ELETRÔNICAS E O SISTEMA DE VOTAÇÃO E APURAÇÃO SEGUIRÃO SENDO ALVOS DE DESCONFIANÇA DA MAIORIA DOS ELEITORES. Mais: não adianta perseguir aqueles que DUVIDAM DA EFICIÊNCIA DO SISTEMA. Até porque, os eleitores são os verdadeiros SOBERANOS, não?
ESPAÇO PENSAR+
No ESPAÇO PENSAR+: QUEM PRECISA DE PARTIDOS ASSIM?, por Percival Puggina. Confira: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar
DÉFICIT PÚBLICO E CRESCIMENTO ECONÔMICO
Pela ótica de Claudio Andrade, fundador da Polo Capital, ainda que o -DÉFICIT PÚBLICO- precise ser discutido, faz-se necessário discutir, com a mesma ênfase, o -CRESCIMENTO ECONÔMICO-.
Na sua abordagem, publicada no Brazil Journal da semana passada, Andrade aponta que MENOS DE 1% DO DÉFICIT PÚBLICO É -PRIMÁRIO- E CERCA DE 7% ADVÊM DE JUROS DA DÍVIDA PÚBLICA. Estamos metidos, portanto, no CÍRCULO VICIOSO: -OS JUROS SÃO ALTOS PORQUE O DÉFICIT É ALTO; e, -O DÉFICIT É ALTO PORQUE OS JUROS SÃO ALTOS-.
O MAIOR PROBLEMA
Embora divirja de muita coisa que Andrade expõe no seu texto, o fato é que o analista está convencido de que neste momento o MAIOR PROBLEMA DO BRASIL NÃO É O DÉFICIT, MAS O CRESCIMENTO, porque se fosse robusto e consistente, resolveria a QUESTÃO FISCAL ao longo do tempo. NOSSO MAIOR DESAFIO, PORTANTO, E DESCOBRIR COMO CRESCER SUSTENTAVELMENTE A 4% AO ANO. Mudar o eixo desta discussão teria vários benefícios. As consequências de longo prazo de crescer 1% ou 4% ao ano são enormes: no primeiro caso, o PIB dobra em cerca de 70 anos; no segundo, em apenas 18.
ÍNDIA
Diz mais: A ÍNDIA tem uma DÍVIDA PÚBLICA semelhante à brasileira, mas seu crescimento potencial é de cerca de 7% e seu custo real de financiamento, apenas 2%. Quando o crescimento nominal supera persistentemente o CUSTO EFETIVO DA DÍVIDA, a dinâmica DÍVIDA/PIB PASSA A SER FAVORÁVEL. No fim, a maioria dos que apontam o DÉFICIT FISCAL como o maior problema do País não enxerga sua resolução como um objetivo em si, mas como um meio de controlar a inflação e garantir o equilíbrio de longo prazo. Ninguém deixa de comer alimentos gordurosos porque deseja ser asceta; faz isso para preservar a saúde e ganhar longevidade.
MUDAR O EIXO DA DISCUSSÃO
Andrade afirma que MUDAR O EIXO DA DISCUSSÃO também amplia o conjunto de políticas disponíveis. O crescimento pode vir de três componentes: TRABALHO, CAPITAL E PRODUTIVIDADE. 1- A demografia limita o crescimento da FORÇA DE TRABALHO NO LONGO PRAZO. No curto e médio prazo, porém, ainda há espaço para aumentar a participação no mercado de trabalho e, em uma economia próxima do pleno emprego, ampliar a imigração é uma solução. 2- Quanto ao CAPITAL, esta talvez seja a maior oportunidade do Brasil. A taxa de investimento é baixa há décadas, fazendo do país uma economia subinvestida. A oferta não cresce o suficiente para acompanhar uma expansão persistente da demanda, o que acaba se traduzindo em maiores importações ou preços mais altos.
Há uma relação estreita e bidirecional entre investimento e crescimento: economias que investem mais ampliam sua capacidade produtiva, e economias que crescem mais criam incentivos para novos investimentos. Isso não é novidade.
GOVERNO DILMA
No governo Dilma, tentou-se estimular o investimento com crédito subsidiado e campeões nacionais. Mas reduzir o custo de capital para alguns setores não resolve o problema da economia como um todo. O custo precisa cair de forma horizontal. Provavelmente, a arma mais poderosa para incrementar investimentos são os juros. Wicksell, um economista sueco, formulou a distinção entre a TAXA NATURAL DE JUROS E A TAXA DE MERCADO, mostrando como uma divergência persistente entre elas poderia gerar processos cumulativos de inflação.
Na direção oposta, juros reais persistentemente elevados desestimulam investimentos e podem reduzir a expansão da capacidade produtiva e, ao fazê-lo, retroalimentam o próprio baixo crescimento que motivou o juro alto em primeiro lugar. O objetivo deveria ser permitir que os juros reais convergissem para um nível compatível com as condições de poupança, investimento e crescimento potencial da economia, de forma a permitir que os empreendedores invistam.
Os juros são hoje o componente mais importante, mas não o único. Algumas políticas industriais no mundo são promissoras, como o RIGI na Argentina ou o recém-lançado “Plan de Reconstruccion Nacional do Chile, que oferece incentivos a certos investimentos considerados especialmente produtivos.
De uma forma geral é sempre mais fácil acelerar o que já está dando certo que recuperar o que não deu, ou construir o que não existe. No caso do Brasil, acelerar as cadeias do agro, do petróleo e o downstream do gás parecem as melhores oportunidades.
Dizem que o melhor caminho para uma boa resposta está na boa pergunta. Sair da discussão exclusivamente fiscal pode levar o debate a um tema em que existe maior concordância na sociedade: como fazer o Brasil crescer mais. Talvez, em torno desse objetivo, ajustes fiscais se tornem mais palatáveis. E, ao ampliar o denominador, o próprio esforço fiscal necessário pode ser menor ao longo do tempo.
INÉRCIA INFLACIONÁRIA
Ao concluir o seu pensamento, Andrade aponta que -durante boa parte dos anos 80, o debate econômico brasileiro se concentrou na inércia inflacionária. O diagnóstico estava correto ao identificar um importante mecanismo de propagação da inflação, mas incompleto ao não resolver as condições fiscais e monetárias que a alimentavam. Diagnósticos econômicos podem estar corretos e, ainda assim, identificar apenas parte do problema. Após a redemocratização o Brasil fez cinco planos econômicos para inflação, quase todos com algum mecanismo para combater a inércia via congelamento ou pacto de preços. Todos fracassaram. No final, a solução para a inflação veio com o Plano Real, que combinou elementos de duas correntes de pensamento e atacou simultaneamente a indexação de preços e os déficits fiscais federal e estaduais, além de estabelecer uma política monetária apertada que ajudou a ancorar o câmbio.
Formado em Administração, o comunicador de PENSAMENTO LIBERAL, nome de grande credibilidade na comunidade gaúcha, com ideias próprias e firmes, é defensor da economia de mercado e do fim de qualquer subsídio por parte do governo.
Gilberto Simões Pires iniciou sua carreira na área de comunicação em 1986, no Rádio. A seguir atuou como comentarista econômico na TVE (Mercado em Ação); na TV Guaíba (Câmera 2); no Grupo RBS (Rádio Gaúcha, RBS TV e Jornal Zero Hora); na TV Pampa (Pampa Boa Noite).
Após, na Rede Bandeirantes Porto Alegre, ancorou os programas -PRIMEIRO PLANO- na Band AM, e CONTROLE REMOTO na Band TV.
Por oito anos ancorou Programa -PONTOCRITICO.COM- no canal 20 da NET e, desde 2009, escreve diariamente a E-OPINION LIBERAL - PONTOCRITICO.COM- .
Em ambientes associativos é membro efetivo do Clube de Editores e Jornalistas de Opinião e coordenador da Sociedade Pensar+.
EQUIPE EDITORIAL
Editor: Gilberto Simões Pires
Assinaturas: Lúcia Pedroso
Para Anunciar: Cristina Sacks