Frase do dia

  Não existe conversa mais tediosa do que aquela onde todos concordam.  

- Michel de Montaigne

Artigos


29 mai 2026

O LUXO VEM ANTES DA RIQUEZA


AINDA SOBRE A PEC DO FIM DA ESCALA 6 X 1

Ainda sobre a desastrosa e inconsequente -PEC DO FIM DA ESCALA 6 X 1-, repasso o texto -LUXO ANTES DA RIQUEZA- do pensador Alex Pipkin, na última expectativa de que o conteúdo consiga produzir efeito -positivo- na mente da maioria dos nossos senadores. Eis: 

- O Brasil é o sujeito atolado em dívidas, com o nome no Serasa, que decide parcelar um terno Armani. Queremos o padrão de vida de Genebra entregando a produtividade de um puxadinho colonial.

 

 


FANTASIA VERDE-AMARELA

A aprovação da PEC que reduz a jornada e altera a escala 6x1 é apenas mais um capítulo dessa fantasia verde-amarela; a de vender atraso econômico como conquista civilizatória.

O argumento nasce blindado contra a realidade. Evoca-se saúde mental para mascarar o colapso da eficiência. Qualquer contestação vira crueldade social. Ocorre que países não enriquecem por decreto, nem produzem bem-estar por bondade no Diário Oficial. Riqueza exige produtividade. E a nossa é uma piada estatística.

Poupamos pouco, investimos mal, educamos por ideologia e sufocamos quem gera emprego sob um manicômio tributário concebido para punir quem produz. Empreender no Brasil já exige uma resistência psicológica que nenhum país civilizado imporia aos próprios cidadãos. Ainda assim, Brasília concluiu que o grande drama nacional é o excesso de trabalho.

 


GRAVIDADE ECONÔMICA

Países ricos reduziram jornadas depois de acumularem capital, tecnologia, automação e eficiência durante gerações. O Brasil decidiu inverter a lógica do desenvolvimento. Primeiro decreta o descanso; depois espera que a prosperidade apareça por milagre.

A conta não será paga pelos autores da PEC. Ela explodirá silenciosamente no desemprego, na informalidade e no desestímulo crescente a quem ainda produz. O país que precisava aprender a competir resolveu descansar antes mesmo de aprender a prosperar. Resta, no entanto, a essa altura, apenas torcer para que a gravidade econômica também seja revogada por PEC.



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28 mai 2026

A ÚLTIMA FLECHA


NEM BAMBU NEM FLECHAS

Ontem à noite, tão logo vi o resultado da votação -em plenário-, na CÂMARA DOS DEPUTADOS, da PEC que PROPÕE O FIM DA ESCALA 6 X 1, entrei imediatamente em contato com a -LOJA QUE VENDE BAMBU- com o propósito de COMPRAR todas as FLECHAS disponíveis, para serem disparadas durante a tramitação da referida PEC no SENADO. O vendedor, estampando um sorriso -vitorioso- no rosto e plenamente convencido de que a PEC vai proporcionar grandes benefícios para a classe trabalhadora, informou que -tanto o BAMBU quanto as FLECHAS- haviam acabado. Disse mais: os pedidos de reposição foram definitivamente cancelados.  


O QUE A CÂMARA APROVOU

A rigor, não precisa ser iniciado em PROFECIA para entender, perceber e compreender que a CÂMARA DOS DEPUTADOS NÃO APROVOU UMA PEC QUE BENEFICIA OS TRABALHADORES. Ao contrário, o que resultou APROVADO (faltando a votação do SENADO) FOI UMA LEI QUE, INEVITAVELMENTE, VAI PRODUZIR, gostem ou não, no nosso cada dia mais empobrecido Brasil, o seguinte:   


CONSEQUÊNCIA ÓBVIA

1- UM EFETIVO AUMENTO DO CUSTO DO TRABALHO (a redução de horas trabalhadas sem a diminuição do salário resulta -matematicamente- em um encarecimento da HORA TRABALHADA;

2- PRESSÃO SOBRE O SETOR SERVIÇOS E COMÉRCIO, notadamente dos segmentos que exigem atendimento contínuo (como varejo e hotelaria), que vão sofrer queda de produtividade imediata ou precisar contratar mais funcionários para cobrir a mesma demanda; e,

3- AUMENTO DA INFORMALIDADE (pequenos e médios negócios, com menor capacidade de absorver os NOVOS CUSTOS TRABALHISTAS, serão OBRIGADOS a contratar EMPREGADOS INFORMAIS. Caso não queiram repassar o AUMENTO DO CUSTO TRABALHISTA para os preços finais, serão obrigados a DEMITIR FUNCIONÁRIOS. Simples assim.


ÚLTIMA FLECHA...

Tomara que os SENADORES prefiram nutrir, através do VOTO EM PLENÁRIO, um sentimento de que realmente PENSAM E GOSTAM DOS TRABALHADORES. De minha parte só me resta dizer que este editorial é a minha ÚLTIMA FLECHA ...



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27 mai 2026

DIDÁTICA IRREFUTÁVEL


REUNIÃO RELÂMPAGO

Ontem, com enorme atraso, um grande número de empresários -industriais do nosso empobrecido País, sob a liderança do presidente da CNI, Ricardo Alvarez Alban, se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para propor o adiamento da votação da PEC que estabelece o FIM DA ESCALA 6 X 1 -SEM REDUÇÃO SALARIAL- para DEPOIS DAS ELEIÇÕES. A REUNIÃO -RELÂMPAGO- foi providenciada logo após o ACORDO FIRMADO ENTRE -LULA e HUGO MOTTA-, quando o presidente da Câmara dos Deputados prometeu levar à votação -em plenário- até a próxima semana, com a CERTEZA DE APROVAÇÃO, a referida PEC. 


CINCO POR DOIS... ou GATO POR LEBRE...

Pois, na mesma linha do que já afirmei em editorial anterior -ENQUANTO HOUVER BAMBU TEM FLECHA-, achei por bem, e necessário, compartilhar o seguinte conteúdo DIDÁTICO E PRA LÁ DE RACIONAL produzido pelo pensador e ex-empresário Silvio Sibemberg, com o título -CINCO POR DOIS...ou GATO POR LEBRE... Eis: 

- Sempre entendi, enquanto empresário, o SALÁRIO COMO A CONTRAPARTIDA DO TRABALHO. Essa -LÓGICA UNIVERSAL- corre risco no Brasil caso o projeto de mudança na escala de trabalho passe para o modelo 5x2, com a diminuição da jornada de 44 para 40 horas semanais.


LEI DE GÉRSON

O empresário, que é quem paga o salário, receberá 10% menos trabalho de seu colaborador. Em termos objetivos, concederá um “desconto” ao empregado ao se contentar com menos produção pelo mesmo preço. Ao contrário de países desenvolvidos que mudaram a escala e não sofreram queda de resultados, nossa realidade é outra: somos um país com deficiências marcantes na educação e na produtividade. Aqui, a cultura do querer levar vantagem (“Lei do Gérson”) ainda se faz presente.

Se a produção não cair com a diminuição da jornada, é possível que parte das empresas simplesmente ENXUGUE EQUIPES. Nesse cenário, trabalhadores que já produziam menos tenderão a ser substituídos, em vez de premiados por maior dedicação numa carga horária reduzida. É como continuar pagando o mesmo valor por uma pasta de dentes cujo conteúdo do tubo diminuiu 10%. Se antes durava dez dias, agora acaba em nove. Ou se usa menos o produto, com provável perda de eficiência, ou o custo aumenta.


MAIS ÓCIO

Com a indústria, o comércio e o setor de serviços — que dependem intensamente de mão de obra —, não será diferente: haverá uma tendência de queda na produtividade ou a necessidade de compensação via aumento de preços ao consumidor. Por outro lado, se essa mão de obra passar a ser substituída por tecnologia ou pelas novas soluções oferecidas pela Inteligência Artificial (IA), o desemprego poderá aumentar. Teremos, no caso, mais ócio, sem a necessidade de mudar escala alguma. E a conta para sustentar essa parcela da população seguirá nas costas de poucos que produzem.

Na carona dessa mudança, virão aumentos inevitáveis dos chamados custos sociais, bancados pelos impostos arrecadados desses mesmos meios produtivos — ou seja, uma provável elevação da carga tributária. A sociedade terá mais horas de folga, mas a custos ainda difíceis de mensurar. Esse aumento do tempo livre também exigirá maior renda para manter o padrão de vida do empregado beneficiado pela redução da carga horária, gerando uma pressão invisível no orçamento das famílias.

Paralelamente, a informalidade, que não arrecada para os cofres públicos, tenderá a crescer. A demanda por segurança pública poderá aumentar e a qualidade de vida, que em tese deveria melhorar, corre o real risco de piorar.


SENSAÇÃO DE IMPOTÊNCIA

É difícil entender a que se propõe essa mudança estrutural no país, além das óbvias motivações eleitorais de curto prazo. O preço a pagar no futuro poderá ser alto e sairá, outra vez, dos mesmos bolsos: de empregados e empregadores. Nossos políticos raramente olham um palmo além dos próprios umbigos. Temos que caprichar nas próximas escolhas nas urnas para diminuir essa sensação de impotência.



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26 mai 2026

INVESTIR NO PARAGUAI: SUGESTÕES SEDUTORAS


MAIS SOBRE INVESTIR NO PARAGUAI

Face ao interesse manifestado por inúmeros leitores quanto às sugestivas declarações feitas pelo ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Marco Riquelme, em recente evento do grupo Mercado&Opinião, em São Paulo, com pedidos de mais informações sobre as reais vantagens de INVESTIR NO PARAGUAI, que foram alvos do editorial de ontem, 25 , com o título - PARAGUAI - A PASÁRGADA LATINO-AMERICANA-, eis aí o que o governo do nosso país vizinho está oferecendo, por exemplo, às pessoas físicas:  


INVESTOR PASS

Para começar, como bem refere Rafael Balago, repórter internacional da Exame, em abril o PARAGUAI lançou NOVAS MODALIDADES DE VISTO DE RESIDÊNCIA PARA INVESTIDORES. Neste modelo, chamado de INVESTOR PASS, quem abrir um negócio ou investir no país GANHA DIREITO A UM DOCUMENTO DE RESIDENTE PERMANENTE, O QUE PERMITE PAGAR MENOS IMPOSTOS. O programa possui QUATRO CATEGORIAS DE INVESTIMENTO, que exigem A PARTIR de US$ 70 mil (R$ 350 mil na cotação atual).


QUATRO CATEGORIAS DE INVESTIMENTOS

1- INVESTIMENTO EM NEGÓCIOS COMERCIAIS OU INDUSTRIAIS - Para tanto se faz necessário empregar ao menos cinco cidadãos paraguaios.

2- INVESTIMENTO FINANCEIRO - O interessado precisa investir ao menos US$ 200 mil (R$ 1 milhão) no mercado de ações do Paraguai, ou em outros tipos de investimento financeiro, e manter o dinheiro nele ao menos por DOIS ANOS. 

3- INVESTIMENTO EM IMÓVEIS - É preciso investir ao menos US$ 200 mil (R$ 1 milhão) em um projeto imobiliário, como a compra, a construção ou a operação do imóvel, que não pode ser para uso pessoal.

4- INVESTIMENTO EM TURISMO - O estrangeiro deve investir ao menos US$ 150 mil em serviços, infraestrutura ou atividades relacionadas ao turismo. O Paraguai tem interesse especial em desenvolver o turismo em Ciudad del Este, vizinha de Foz do Iguaçu. A região já recebe fluxo intenso de turistas e compradores, e o país quer oferecer mais opções a eles, bem como aumentar seu faturamento no setor.


DIREITO OFERECIDO PELO INVESTOR PASS

Em caso de aprovação, o estrangeiro recebe um VISTO DE RESIDÊNCIA PERMANENTE -VÁLIDO POR DEZ ANOS- QUE PODE SER RENOVADO. O documento dá direito a trabalhar no país e a pagar menos impostos, na comparação com estrangeiros que não possuem o visto. A taxação de dividendos cai de 15% para 8%. A permissão vale apenas para o aplicante. Outros membros da família precisam fazer pedidos de residência temporária separadamente. Após dois anos, eles também podem pedir a residência permanente.


REQUISITOS

DETALHE: O RESIDENTE NÃO PRECISA MORAR NO PAÍS PARA MANTER O DOCUMENTO. Basta comparecer para retirar o documento. A solicitação pode ser feita online. O interessado precisa apresentar certidões de antecedentes criminais, declarar a origem dos recursos e, depois, demonstrar o andamento dos investimentos para o governo paraguaio. De acordo com o governo paraguaio, os pedidos de residência passaram de 28.000 para 47.000 em 2025, com a expectativa de atingir 80.000 em 2026. A maioria deles vem do Brasil.


ESPAÇO PENSAR+

No ESPAÇO PENSAR+: MEXA-SE, por Percival Puggina. Confira: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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GILBERTO SIMÕES PIRES

Formado em Administração, o comunicador de PENSAMENTO LIBERAL, nome de grande credibilidade na comunidade gaúcha, com ideias próprias e firmes, é defensor da economia de mercado e do fim de qualquer subsídio por parte do governo.

 

Gilberto Simões Pires iniciou sua carreira na área de comunicação em 1986, no Rádio. A seguir atuou como comentarista econômico na TVE (Mercado em Ação); na TV Guaíba (Câmera 2); no Grupo RBS (Rádio Gaúcha, RBS TV e Jornal Zero Hora); na TV Pampa (Pampa Boa Noite).
Após, na Rede Bandeirantes Porto Alegre, ancorou os programas -PRIMEIRO PLANO- na Band AM, e CONTROLE REMOTO na Band TV.
Por oito anos ancorou Programa -PONTOCRITICO.COM- no canal 20 da NET e, desde 2009, escreve diariamente a E-OPINION LIBERAL - PONTOCRITICO.COM- .


Em ambientes associativos é membro efetivo do Clube de Editores e Jornalistas de Opinião e coordenador da Sociedade Pensar+.

 

EQUIPE EDITORIAL

 

Editor: Gilberto Simões Pires
Assinaturas: Lúcia Pedroso
Para Anunciar: Cristina Sacks

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