Frase do dia
Tornamo-nos odiados tanto fazendo o bem como fazendo o mal.
- Maquiavel
DÉFICIT PÚBLICO E CRESCIMENTO ECONÔMICO
Pela ótica de Claudio Andrade, fundador da Polo Capital, ainda que o -DÉFICIT PÚBLICO- precise ser discutido, faz-se necessário discutir, com a mesma ênfase, o -CRESCIMENTO ECONÔMICO-.
Na sua abordagem, publicada no Brazil Journal da semana passada, Andrade aponta que MENOS DE 1% DO DÉFICIT PÚBLICO É -PRIMÁRIO- E CERCA DE 7% ADVÊM DE JUROS DA DÍVIDA PÚBLICA. Estamos metidos, portanto, no CÍRCULO VICIOSO: -OS JUROS SÃO ALTOS PORQUE O DÉFICIT É ALTO; e, -O DÉFICIT É ALTO PORQUE OS JUROS SÃO ALTOS-.
O MAIOR PROBLEMA
Embora divirja de muita coisa que Andrade expõe no seu texto, o fato é que o analista está convencido de que neste momento o MAIOR PROBLEMA DO BRASIL NÃO É O DÉFICIT, MAS O CRESCIMENTO, porque se fosse robusto e consistente, resolveria a QUESTÃO FISCAL ao longo do tempo. NOSSO MAIOR DESAFIO, PORTANTO, E DESCOBRIR COMO CRESCER SUSTENTAVELMENTE A 4% AO ANO. Mudar o eixo desta discussão teria vários benefícios. As consequências de longo prazo de crescer 1% ou 4% ao ano são enormes: no primeiro caso, o PIB dobra em cerca de 70 anos; no segundo, em apenas 18.
ÍNDIA
Diz mais: A ÍNDIA tem uma DÍVIDA PÚBLICA semelhante à brasileira, mas seu crescimento potencial é de cerca de 7% e seu custo real de financiamento, apenas 2%. Quando o crescimento nominal supera persistentemente o CUSTO EFETIVO DA DÍVIDA, a dinâmica DÍVIDA/PIB PASSA A SER FAVORÁVEL. No fim, a maioria dos que apontam o DÉFICIT FISCAL como o maior problema do País não enxerga sua resolução como um objetivo em si, mas como um meio de controlar a inflação e garantir o equilíbrio de longo prazo. Ninguém deixa de comer alimentos gordurosos porque deseja ser asceta; faz isso para preservar a saúde e ganhar longevidade.
MUDAR O EIXO DA DISCUSSÃO
Andrade afirma que MUDAR O EIXO DA DISCUSSÃO também amplia o conjunto de políticas disponíveis. O crescimento pode vir de três componentes: TRABALHO, CAPITAL E PRODUTIVIDADE. 1- A demografia limita o crescimento da FORÇA DE TRABALHO NO LONGO PRAZO. No curto e médio prazo, porém, ainda há espaço para aumentar a participação no mercado de trabalho e, em uma economia próxima do pleno emprego, ampliar a imigração é uma solução. 2- Quanto ao CAPITAL, esta talvez seja a maior oportunidade do Brasil. A taxa de investimento é baixa há décadas, fazendo do país uma economia subinvestida. A oferta não cresce o suficiente para acompanhar uma expansão persistente da demanda, o que acaba se traduzindo em maiores importações ou preços mais altos.
Há uma relação estreita e bidirecional entre investimento e crescimento: economias que investem mais ampliam sua capacidade produtiva, e economias que crescem mais criam incentivos para novos investimentos. Isso não é novidade.
GOVERNO DILMA
No governo Dilma, tentou-se estimular o investimento com crédito subsidiado e campeões nacionais. Mas reduzir o custo de capital para alguns setores não resolve o problema da economia como um todo. O custo precisa cair de forma horizontal. Provavelmente, a arma mais poderosa para incrementar investimentos são os juros. Wicksell, um economista sueco, formulou a distinção entre a TAXA NATURAL DE JUROS E A TAXA DE MERCADO, mostrando como uma divergência persistente entre elas poderia gerar processos cumulativos de inflação.
Na direção oposta, juros reais persistentemente elevados desestimulam investimentos e podem reduzir a expansão da capacidade produtiva e, ao fazê-lo, retroalimentam o próprio baixo crescimento que motivou o juro alto em primeiro lugar. O objetivo deveria ser permitir que os juros reais convergissem para um nível compatível com as condições de poupança, investimento e crescimento potencial da economia, de forma a permitir que os empreendedores invistam.
Os juros são hoje o componente mais importante, mas não o único. Algumas políticas industriais no mundo são promissoras, como o RIGI na Argentina ou o recém-lançado “Plan de Reconstruccion Nacional do Chile, que oferece incentivos a certos investimentos considerados especialmente produtivos.
De uma forma geral é sempre mais fácil acelerar o que já está dando certo que recuperar o que não deu, ou construir o que não existe. No caso do Brasil, acelerar as cadeias do agro, do petróleo e o downstream do gás parecem as melhores oportunidades.
Dizem que o melhor caminho para uma boa resposta está na boa pergunta. Sair da discussão exclusivamente fiscal pode levar o debate a um tema em que existe maior concordância na sociedade: como fazer o Brasil crescer mais. Talvez, em torno desse objetivo, ajustes fiscais se tornem mais palatáveis. E, ao ampliar o denominador, o próprio esforço fiscal necessário pode ser menor ao longo do tempo.
INÉRCIA INFLACIONÁRIA
Ao concluir o seu pensamento, Andrade aponta que -durante boa parte dos anos 80, o debate econômico brasileiro se concentrou na inércia inflacionária. O diagnóstico estava correto ao identificar um importante mecanismo de propagação da inflação, mas incompleto ao não resolver as condições fiscais e monetárias que a alimentavam. Diagnósticos econômicos podem estar corretos e, ainda assim, identificar apenas parte do problema. Após a redemocratização o Brasil fez cinco planos econômicos para inflação, quase todos com algum mecanismo para combater a inércia via congelamento ou pacto de preços. Todos fracassaram. No final, a solução para a inflação veio com o Plano Real, que combinou elementos de duas correntes de pensamento e atacou simultaneamente a indexação de preços e os déficits fiscais federal e estaduais, além de estabelecer uma política monetária apertada que ajudou a ancorar o câmbio.
O PROGRAMA DE GOVERNO DO PT ESTÁ SENDO CUMPRIDO À RISCA
Ontem, revendo alguns editoriais que escrevi há exatos quatro anos atrás (agosto de 2022), me deparei com um texto no qual fiz comentários sobre o -PROGRAMA DE GOVERNO DA CHAPA DE LULA EM 2022-, CONSTRUÍDO EM COLIGAÇÃO COM PARTIDOS ALIADOS. Para quem não lembra, o PROGRAMA DO PT, que está sendo cumprido à risca, sempre teve como OBJETIVO CLARO, pelas propostas e inciativas ali contidas a DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA. Dito e feito.
CUMPRIMENTO DO DEVER PETISTA
A considerar a inquestionável e crescente DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA E DAS FINANÇAS PÚBLICAS, devo admitir que -bem ao contrário do que venho falando, escrevendo, criticando-, dizendo que o presidente LULA é MAU GESTOR, precisa ser corrigido. Ou seja, comparando o que propõe o PROGRAMA com tudo que o GOVERNO LULA-PETISTA vem fazendo e propondo, o presidente tem se mostrado um EXCELENTE GESTOR. De novo: levando em correta conta tudo que LULA fez nesses quatro anos de governo, e promete fazer caso seja reeleito, nada mais é do que o CUMPRIMENTO DO DEVER PETISTA.
ANTES DE CRITICAR, COMPARE...
Antes, portanto, que algum leitor, mesmo os mais atentos, critique o presidente LULA - pelo ABSOLUTO DESCONTROLE DE GASTOS PÚBLICOS, pelo FANTÁSTICO ENDIVIDAMENTO PÚBLICO, pelas ALTÍSSIMAS TAXAS DE JUROS, pela HIPERTROFIA DO ESTADO, pela EXÍMIA MÁ GESTÃO DAS ESTATAIS, pelo DESCASO PELO MÉRITO, pelo INCONTROLÁVEL APETITE TRIBUTÁRIO, pelo DESDÉM PELA INICIATIVA PRIVADA, etc.., sugiro que faça a devida COMPARAÇÃO com aquilo que prega o CLARO E ESCANDALOSO PROGRAMA DE GOVERNO DO PT, o qual, diga-se de passagem, SEMPRE FOI TRANSPARENTE, ou seja, JAMAIS ESCONDEU OU CAMUFLOU SEUS REAIS E DEMONÍACOS PROPÓSITOS.
COM FOLGA
Como se vê, claramente, uma boa ou má gestão é consequência do atendimento ao PLANO PROPOSTO e ESTABELECIDO. Neste aspecto, repito, como o PLANO DE GOVERNO DO PT tem como claro PROPÓSITO A DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA E DAS FINANÇAS PÚBLICAS, aí há que se admitir que LULA é, efetivamente, um ADMINISTRADOR DIFERENCIADO, do tipo que BATE TODAS AS METAS COM MUITA E EXUBERANTE FOLGA.
ESPAÇO PENSAR+
No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: A ARROGÂNCIA DAS EXCEÇÕES, por Alex Pipkin. Confira: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar
PALESTRANTES...
Mais do que sabido, algumas entidades e/ou associações que reúnem sistematicamente profissionais que atuam nas mais variadas atividades, têm por hábito convidar palestrantes cujos currículos oferecem uma boa dimensão de suas experiências. Como tal, após as apresentações, a maioria, senão todos, se propõem a debater e/ou serem questionados sobre os temas desenvolvidos.
SIM OU NÃO
Pois, com o nítido propósito de verificar e julgar o quanto foi proveitosa a apresentação, tão logo o palestrante se despede e sai de cena, a mesa diretora pede que cada participante do encontro assinale, através de -SIM- OU -NÃO-, se estaria disposto a -ENTREGAR A ADMINISTRAÇÃO DE SUA EMPRESA, DE SEUS BENS PESSOAIS E DE SEUS INVESTIMENTOS AO PALESTRANTE-.
ANTES DE DIGITAR OS VOTOS NA URNAS...
Como estamos em plena campanha eleitoral, onde todos os candidatos falam, falam e falam -sem parar- sobre projetos e propostas que pretendem defender -caso sejam eleitos-, bom seria que todos os eleitores do nosso empobrecido Brasil, antes de digitar os votos nas urnas eletrônicas, respondessem para si, para os seus familiares e para os amigos a mesma pergunta: - VOCÊ ESTÁ DISPOSTO A ENTREGAR A ADMINISTRAÇÃO DE SUA VIDA, DE SEUS NEGÓCIOS, DE SEUS BENS E DE SEUS INVESTIMENTOS PARA OS CANDIDATOS QUE ESCOLHEU?
REPETIR O ERRO VAI CUSTAR TUDO
Ora, a considerar as TRAGÉDIAS COMETIDAS -DE FORMA ABSOLUTAMENTE INTENCIONAL E CRIMINOSA APENAS NESSES ÚLTIMOS QUATRO ANOS DE GOVERNO, isso pressupõe que a MAIORIA DOS ELEITORES ACHOU POR BEM, EM 2022, ENTREGAR SUAS VIDAS, SEU PAÍS, SEUS NEGÓCIOS E SEUS INVESTIMENTOS PARA SEREM ADMINISTRADOS PELO PRESIDENTE LULA-PETISTA E SEUS ALIADOS.
COMO TAL, SE VOLTAREM A REPETIR O MESMO ERRO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES, DE ANTEMÃO PRECISAM SABER QUE -NÃO TERÃO MUITA COISA PARA SER ADMINISTRADA-...
FINALMENTE...
De uns tempos para cá, finalmente, uma parcela significativa do povo brasileiro, a própria MÍDIA e outros tantos até então muito desatentos, parecem terem se dado conta, embora com muito atraso, de que -NÃO TEM COMO SOBREVIVER POR TANTO TEMPO: 1- COM ESSE NÍVEL DE JURO REAL; e 2- COM A DÍVIDA PÚBLICA CRESCENDO IRRESPONSAVELMENTE -SEM PARAR-.
MOTIVO
Tudo leva a crer, salvo um sempre possível engano, que o real motivo que levou essa grande parcela da sociedade brasileira a perder o sono foi esta recente informação -oficial- dada pelo Banco Central: - NO ACUMULADO DE 12 MESES -ATÉ JUNHO DE 2026-, o CUSTO COM OS JUROS BATEU EM R$ 1,16 TRILHÃO, que EQUIVALE a 8,8% DO PIB, ANTE A R$ 912,3 BILHÕES, ou 7,41% DO PIB, NOS 12 MESES ATÉ JUNHO DE 2025.
FATO ESTRONDOSO
O que muito chamou a atenção, com toda a certeza, é o FATO -ESTRONDOSO- de que a DÍVIDA PÚBLICA DO GOVERNO GERAL que compreende o -GOVERNO FEDERAL, O INSS, OS GOVERNOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS–, AVANÇOU IRRESPONSAVELMENTE PARA 81,9% DO PIB EM JUNHO DE 2026, ALCANÇANDO A MARCA FATÍDICA DE R$ 10,4 TRILHÕES.
SEM EXAGERO
Como o presidente LULA JÁ MOSTROU -VIVAMENTE- QUE O APETITE PETISTA POR ROMBOS É SIMPLESMENTE INCONTROLÁVEL, há que se admitir, sem nenhum exagero, que entre 2032 e 2035, o ENDIVIDAMENTO PÚBLICO VAI ULTRAPASSAR OS 100% DO PIB, como bem demonstra um conclusivo estudo produzido pela Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados. Que tal?
ESPAÇO PENSAR+
No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: O JOGO E A REGRA DO JOGO, por Percival Puggina. Confira: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar
Formado em Administração, o comunicador de PENSAMENTO LIBERAL, nome de grande credibilidade na comunidade gaúcha, com ideias próprias e firmes, é defensor da economia de mercado e do fim de qualquer subsídio por parte do governo.
Gilberto Simões Pires iniciou sua carreira na área de comunicação em 1986, no Rádio. A seguir atuou como comentarista econômico na TVE (Mercado em Ação); na TV Guaíba (Câmera 2); no Grupo RBS (Rádio Gaúcha, RBS TV e Jornal Zero Hora); na TV Pampa (Pampa Boa Noite).
Após, na Rede Bandeirantes Porto Alegre, ancorou os programas -PRIMEIRO PLANO- na Band AM, e CONTROLE REMOTO na Band TV.
Por oito anos ancorou Programa -PONTOCRITICO.COM- no canal 20 da NET e, desde 2009, escreve diariamente a E-OPINION LIBERAL - PONTOCRITICO.COM- .
Em ambientes associativos é membro efetivo do Clube de Editores e Jornalistas de Opinião e coordenador da Sociedade Pensar+.
EQUIPE EDITORIAL
Editor: Gilberto Simões Pires
Assinaturas: Lúcia Pedroso
Para Anunciar: Cristina Sacks