Frase do dia
Quando a política penetra no recinto dos tribunais, a justiça se retira por alguma porta.
- François Guizot
ROUBAR MENOS
Antes de tudo, para que fique bem claro na mente dos eleitores Paulistas, ontem, 23, durante o debate entre os candidatos ao Senado por SP, promovido pelo Estadão e realizado no teatro da FAAP, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil no terceiro governo Lula, Simone Tebet, que deixou o cargo para se candidatar ao Senado, sem tirar nem pôr AFIRMOU, mesmo sem causar mínima surpresa aos ouvintes e telespectadores, que -A CLASSE POLÍTICA PRECISA -ROUBAR MENOS-. Que tal?
NÃO ROUBAR
Felizmente, para o universo de BRASILEIROS QUE NUTREM ESPERANÇAS DE QUE ALGO DE BOM ACONTEÇA NA CABEÇA DOS ELEITORES MAIS INCLINADOS A VOTAR EM LULA E DEMAIS CANDIDATOS DE ESQUERDA, o preocupado candidato Guilherme Derrite, do PP, de imediato rebateu a declaração de Simone Tebet afirmando que -OS POLÍTICOS NÃO DEVERIAM -ROUBAR MENOS-, MAS SIMPLESMENTE DEIXAR DE ROUBAR-.
ROUBAR MENOS É TOLERÁVEL E LEGAL?
Na real, diante da DECLARAÇÃO CONSCIENTE da candidata esquerdista Simone Tebet, os eleitores Paulistas, assim como todos dos demais estados do nosso empobrecido Brasil, querem saber o que realmente significa -ROUBAR MENOS-. Melhor: o FATO DE ROUBAR MENOS, por se tratar de ROUBAR QUANTIDADES MENORES, simplesmente DEIXA DE SER CRIME E COMO TAL PASSA A SER LEGAL E TOLERÁVEL?
ILUMINAR AS FRESTAS DOS CÉREBROS
Triste realidade. Como Deus não se intromete em eleições, o que resta aos mais religiosos conscientes é rogar para que Deus se proponha a ILUMINAR as FRESTAS DOS CÉREBROS DE UMA PARCELA SUFICIENTE DE ELEITORES que ainda se mostram DISPOSTOS A EXPULSAR OS LADRÕES QUE OCUPARAM OS PODERES DA SOFRIDA REPÚBLICA.
ESPAÇO PENSAR+
NO ESPAÇO PENSAR+: LULA NA ONU: QUANDO A DIPLOMACIA VIRA PALANQUE, por Fábio Paiva. Confira: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar.
SURUBA INSTITUCIONAL E A INDÚSTRIA DO PODER
Dando seguimento ao compartilhamento de textos produzidos por pensadores que analisam, comentam e emitem opinião, sobre as PRECÁRIAS CONDIÇÕES DO NOSSO EMPOBRECIDO BRASIL, cujo progresso não é obra do acaso e/ou fruto de mera incompetência, mas de algo MUITO BEM PLANEJADO pelo PT e partidos aliados, quem assina o editorial de hoje é o pensador Alex Pipkin, autor do oportuno conteúdo que leva o título -SURUBA INSTITUCIONAL E A INDÚSTRIA DO PODER-. Eis:
BEM-VINDO À SURUBA
- Existe no Brasil uma indústria que não produz um único parafuso e, ainda assim, movimenta fortunas. Sua matéria-prima é o ESTADO. Seu produto é a proximidade da caneta.
Você quer evidências? Abra os jornais. Banqueiros, escritórios de advocacia, ministros, relatórios secretos, suspeitas de blindagens e autoridades discutindo quem pode investigar quem. Tragicômico.
O cidadão comum tenta atravessar esse labirinto de lama e, no terceiro parágrafo, já perdeu a conta de quem investiga, quem é investigado, quem julga, quem contrata e quem conhece quem.
Bem-vindo à suruba institucional.
ESCÁRNIO
Não se trata de condenar o investigado da semana antes das provas. Minha pergunta é anterior e mais indecente. Por que construímos um Estado no qual estar perto de quem manda pode valer mais do que produzir?
James Buchanan ganhou o Nobel ajudando a desmontar uma farsa providencial. O homem não atravessa a porta do Estado e deixa seus interesses no cabide. Continua sendo a mesma criatura, sensível a dinheiro, prestígio, amizade, influência e poder. A posse altera o cargo; jamais altera a espécie.
O problema do Estado hipertrofiado não é apenas seu custo escorchante. É quanto passa a valer sua captura. Quanto mais o poder pode conceder, proibir, tributar, subsidiar, investigar, perdoar, interpretar e excepcionar, mais valiosa se torna a proximidade da caneta. Criamos o mercado e depois simulamos espanto com os compradores. Escárnio.
PERGUNTA INDECENTE
Corrupção também é caráter. O corrupto escolhe ser corrupto e deve responder por isso. Mas uma sociedade adulta não desenha suas instituições esperando que homens poderosos sejam santos. Faz o contrário, limitando o poder porque conhece o homem. Por aqui, preferimos procurar o canalha da semana. A cada novo escândalo, exigimos sua cabeça e preservamos a máquina que tornou tão lucrativo chegar perto dele. Trocamos os homens. Mantemos o prêmio. A grande sacanagem é outra. Não é haver gente disposta a comprar influência, mas termos construído um Estado no qual a influência pode valer uma fortuna. O escândalo muda de nome. A mercadoria continua a mesma. Enquanto autoridades pronunciam democracia, Estado de Direito e, naturalmente, povo, permanece uma pergunta indecente. Depois de tanto tempo disputando, protegendo e investigando o poder, quando sobra tempo para o povo?
Eu não quero um Estado menor porque acredito na bondade dos homens. Quero um Estado menor exatamente porque conheço o bicho. Estado necessário, sim. Mastodonte, não. A caneta, sempre menor que o ego de quem a segura.
ARTE DO CONVENCIMENTO
Nesta semana, a penúltima antes das importantíssimas ELEIÇÕES 2026, os editoriais serão ocupados por conteúdos produzidos por pensadores -INCANSÁVEIS-, do tipo que se dedicam à ARTE DO CONVENCIMENTO dos eleitores que apresentam maior dificuldade para perceber o quanto é CRÍTICA a SITUAÇÃO DO NOSSO EMPOBRECIDO BRASIL. Como tal eis aí o ótimo texto -BANALIDADE DO MAL-, do jornalista de economia Silvio Lopes. Eis:
BANALIDADE DO MAL
A expressão "BANALIDADE DO MAL" foi criada pelo filósofa Hannah Arendt para explicar as atrocidades massivas que podem ser cometidas por pessoas comuns, e que justificam-se dizendo cumprir ordens, sem, porém, fazer uso de seu espírito crítico para a recusa. Ela referia- se ao oficial nazista Adolf Eichmann, responsável pela logística do Holocausto que alegou, em seu julgamento " apenas obedecer a ORDENS SUPERIORES".
Vivemos hoje, no Brasil, uma situação muito semelhante ao Holocausto, disfarçado pela justificativa da "defesa da democracia", em nome do que se destroem reputações e vidas, sem dó e sem piedade. O espírito de Eichmann parece ter-se incorporado no de Moraes, o "Supremo" assassino de nossa paz e verdadeiro destruidor de nossa incipiente democracia.
EiCHMANN / MORAES
Questiono- me, sem obter resposta: "Como podemos ter chegado a uma situação tal de deixarmos se criar um monstro tão cruel e impiedoso, e ainda por cima, exercendo papel primordial numa instituição justamente erigida para fazer justiça e pautar-se pelo equilíbrio e bom senso em suas ações? A verdade é que não é só o Eichmann/Moraes o culpado por termos chegado a essa barbárie civilizacional em pleno século XXI. Há dezenas, centenas e, quem sabe, até milhares de canalhas incrustados nas instituições deste país que, um dia, precisam "prestar contas" de sua traição ao povo brasileiro e à nossa busca pela felicidade neste abençoado país.
TRIBUNAL DE NUREMBERG
Tal qual se fez ao final da Segunda Guerra Mundial, é imperioso que se instale neste país um JULGAMENTO JUSTO PARA ESSES CRETINOS, IMPATRIOTAS E ASSASSINOS . Por que não reeditarmos por aqui algo semelhante a um TRIBUNAL DE NUREMBERG verde-amarelo? Nada mais justo que isso! Se como dizia Sérgio Buarque de Holanda em seu histórico "RAÍZES DO BRASIL", o brasileiro é um homem "cordial", não podemos deixar que isso tenha o significado literal de boçal: tosco, estúpido e ignorante.
A DITADURA PERFEITA
O texto -A DITADURA PERFEITA -AS ELEIÇÕES ACONTECIAM NA DATA MARCADA, OS VOTOS ERAM CONTADOS E A CONSTITUIÇÃO ERA CITADA COM REVERÊNCIA-, escrito pelo ex-presidente da Federação Interamericana de Advogados, André de Almeida, publicado no jornal O Globo de ontem, 20/9, precisa ser lido, relido e compartilhado. Eis:
FERRAMENTA JURÍDICA ELÁSTICA
Houve um país em que ninguém precisou fechar o Congresso. As eleições aconteciam na data marcada, os votos eram contados, e a Constituição era citada com reverência em cada discurso oficial. Havia oposição, jornais, sindicatos e uma Suprema Corte. Visto de fora, era uma democracia. Visto de dentro, era outra coisa.
Um escritor estrangeiro, num debate transmitido pela televisão desse país, disse em voz alta o que muitos sussurravam: aquilo era uma “ditadura perfeita”. Perfeita porque não parecia ditadura. Não precisava de tanques nas ruas; bastava controlar as instituições que deveriam controlá-la.
Toda DITADURA PERFEITA precisa de uma ferramenta jurídica elástica. Nesse país, ela chamava de criminoso quem difundisse ideias que, a juízo das autoridades, perturbassem a ordem pública. Ninguém sabia onde terminava a opinião e começava o delito, e essa era a virtude da norma. Com base nela, um grande líder da oposição foi preso. Questionada, a Suprema Corte declarou a lei constitucional. O governo não perseguia opositores: protegia a ordem.
O tipo penal vago não precisa ser aplicado a todos. Basta que todos saibam que pode ser.
FALEI DO MÉXICO
A comissão que organizava as eleições era presidida por um ministro do governo, e os resultados eram validados pelos próprios eleitos. O partido governante disputava a eleição, apitava o jogo e homologava o placar. Quando alguém reclamava, a resposta vinha pronta: as instituições estavam funcionando normalmente. E estavam, exatamente como haviam sido desenhadas.
Não havia censura declarada. As verbas de publicidade oficial irrigavam as redações amigas. Partidos de oposição existiam, mas viviam do que o governo lhes concedia: registro, cadeiras e dinheiro público. A oposição não era ameaça. Era álibi. A Suprema Corte tinha ministros togados e sessões solenes, mas, nas questões que importavam ao poder, não decidia contra o governo.
Havia jantares de bilionários, em que o presidente e seus ministros pediam aos banqueiros o financiamento da campanha do partido. Um deles esvaziou os bancos que comprou na privatização para financiar o partido, e o rombo foi pago com dinheiro público.
Sindicatos, pessoas humildes e servidores foram organizados em setores ligados ao partido, em troca de cargos, verbas e benefícios. Um líder sindical ficou décadas no comando do país. Tudo se fazia em nome da democracia, palavra inscrita no lema oficial do partido. Quem criticava a Justiça e o governo atacava a democracia, suas conquistas e a própria nação.
Havia eleições, que o partido não podia perder. Havia imprensa, e havia o custo de exercê-la. Havia juízes, e havia a previsibilidade de suas sentenças. Havia leis, elásticas quando o alvo era o adversário. E havia a palavra democracia, pronunciada mais do que em qualquer outro lugar. Se o leitor pensou no Brasil, enganou-se. Falei do México.
QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA
O país foi governado pelo mesmo partido de 1929 a 2000, o PRI a partir de 1946. A expressão “DITADURA PERFEITA” é de Mario Vargas Llosa, em 1990. O crime de dissolução social vigorou de 1941 a 1970, e o líder preso foi o dirigente ferroviário Demetrio Vallejo. A Comissão Federal Eleitoral era presidida pelo secretário de Governo. Em 1976, José López Portillo foi o único candidato presidencial registrado. A Suprema Corte validou o artigo 145 em 1960, no caso do muralista Siqueiros. O banqueiro é Carlos Cabal Peniche. O lema do PRI é “Democracia e justiça social”.
O regime caiu em 2000, quando o PRI perdeu, pela primeira vez, uma eleição presidencial, para Vicente Fox. Qualquer semelhança é mera coincidência. E, se não for, talvez valha perguntar por quê.
Formado em Administração, o comunicador de PENSAMENTO LIBERAL, nome de grande credibilidade na comunidade gaúcha, com ideias próprias e firmes, é defensor da economia de mercado e do fim de qualquer subsídio por parte do governo.
Gilberto Simões Pires iniciou sua carreira na área de comunicação em 1986, no Rádio. A seguir atuou como comentarista econômico na TVE (Mercado em Ação); na TV Guaíba (Câmera 2); no Grupo RBS (Rádio Gaúcha, RBS TV e Jornal Zero Hora); na TV Pampa (Pampa Boa Noite).
Após, na Rede Bandeirantes Porto Alegre, ancorou os programas -PRIMEIRO PLANO- na Band AM, e CONTROLE REMOTO na Band TV.
Por oito anos ancorou Programa -PONTOCRITICO.COM- no canal 20 da NET e, desde 2009, escreve diariamente a E-OPINION LIBERAL - PONTOCRITICO.COM- .
Em ambientes associativos é membro efetivo do Clube de Editores e Jornalistas de Opinião e coordenador da Sociedade Pensar+.
EQUIPE EDITORIAL
Editor: Gilberto Simões Pires
Assinaturas: Lúcia Pedroso
Para Anunciar: Cristina Sacks