Frase do dia

  O maior sinal de autocontrole é saber suportar a abundância sem se corromper e a escassez sem se queixar.  

- Sêneca

Artigos


10 ago 2026

O PROBLEMA NÃO ESTÁ NA URNA ELETRÔNICA


SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO

Na semana passada, ao dar início à -PRIMEIRA SEMANA NACIONAL DO SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO-, os organizadores, com a visível pretensão de convencer os pobres eleitores do nosso empobrecido Brasil de que as URNAS ELETRÔNICAS SÃO CONFIÁVEIS, promoveram a ABERTURA DE UMA DELAS DIANTE DO PÚBLICO, com transmissão -ao vivo- pela internet, mostrando -os componentes do equipamento, como ele é construído, quais dispositivos contém e que funções cada parte desempenha-.


AUDITORIA E CONFERÊNCIA

Ora, na real, em todas as vezes que me manifestei sobre este importante tema, apontei que A DESCONFIANÇA QUE REINA NA CABEÇA DOS ELEITORES NÃO ESTÁ NA -URNA ELETRÔNICA, MAS DO QUE ACONTECE A PARTIR DO MOMENTO EM QUE OS VOTOS ALI CONTIDOS ENTRAM NO SISTEMA DE APURAÇÃO. Ou seja, OS DESCONFIADOS ELEITORES-SOBERANOS- QUEREM SE CERTIFICAR DE QUE OS VOTOS APURADOS CORRESPONDEM AOS VOTOS DIGITADOS NAS URNAS. ESSA NECESSÁRIA TRANSPARÊNCIA PRECISA ESTAR ALICERÇADA NA REAL POSSIBILIDADE DE AUDITORIA E/OU CONFERÊNCIA DOS VOTOS DEPOSITADOS NA URNAS.


LINGUAGEM ESPORTIVA

Da mesma forma com que o VAR (Video Assistant Referee) ou -árbitro assistente de vídeo- se tornou uma peça importante e necessária para AUDITAR (tirar eventuais dúvidas que pairam nas cabeças de narradores, comentaristas, torcedores, dirigentes e, principalmente, do próprio árbitro dos jogos de futebol, por exemplo). O SISTEMA DE VOTAÇÃO E/OU APURAÇÃO precisa, mais do que nunca, de UM SISTEMA OU MECANISMO QUE PERMITE VERIFICAR o que REALMENTE ACONTECEU DEPOIS QUE A URNAS FORAM FECHADAS E OS RELATÓRIOS FORAM EXPEDIDOS. Abrir a segurança da informação das eleições para a compreensão pública é, portanto, IMPRESCINDÍVEL.


SOBERANIA

De novo: enquanto não HOUVER TRANSPARÊNCIA - DO INÍCIO AO FIM- as URNAS ELETRÔNICAS E O SISTEMA DE VOTAÇÃO E APURAÇÃO SEGUIRÃO SENDO ALVOS DE DESCONFIANÇA DA MAIORIA DOS ELEITORES. Mais: não adianta perseguir aqueles que DUVIDAM DA EFICIÊNCIA DO SISTEMA. Até porque,  os eleitores são os verdadeiros SOBERANOS, não?


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07 ago 2026

DISCUTIR O CRESCIMENTO


DÉFICIT PÚBLICO E CRESCIMENTO ECONÔMICO

Pela ótica de Claudio Andrade, fundador da Polo Capital, ainda que o -DÉFICIT PÚBLICO- precise ser discutido, faz-se necessário discutir, com a mesma ênfase, o -CRESCIMENTO ECONÔMICO-.

Na sua abordagem, publicada no Brazil Journal da semana passada, Andrade aponta que MENOS DE 1% DO DÉFICIT PÚBLICO É -PRIMÁRIO- E CERCA DE 7% ADVÊM DE JUROS DA DÍVIDA PÚBLICA. Estamos metidos, portanto, no CÍRCULO VICIOSO: -OS JUROS SÃO ALTOS PORQUE O DÉFICIT É ALTO; e, -O DÉFICIT É ALTO PORQUE OS JUROS SÃO ALTOS-.


O MAIOR PROBLEMA

Embora divirja de muita coisa que Andrade expõe no seu texto, o fato é que o analista está convencido de que neste momento o MAIOR PROBLEMA DO BRASIL NÃO É O DÉFICIT, MAS O CRESCIMENTO, porque se fosse robusto e consistente, resolveria a QUESTÃO FISCAL ao longo do tempo. NOSSO MAIOR DESAFIO, PORTANTO, E DESCOBRIR COMO CRESCER SUSTENTAVELMENTE A 4% AO ANO. Mudar o eixo desta discussão teria vários benefícios. As consequências de longo prazo de crescer 1% ou 4% ao ano são enormes: no primeiro caso, o PIB dobra em cerca de 70 anos; no segundo, em apenas 18.


ÍNDIA

Diz mais: A ÍNDIA tem uma DÍVIDA PÚBLICA semelhante à brasileira, mas seu crescimento potencial é de cerca de 7% e seu custo real de financiamento, apenas 2%. Quando o crescimento nominal supera persistentemente o CUSTO EFETIVO DA DÍVIDA, a dinâmica DÍVIDA/PIB PASSA A SER FAVORÁVEL.  No fim, a maioria dos que apontam o DÉFICIT FISCAL como o maior problema do País não enxerga sua resolução como um objetivo em si, mas como um meio de controlar a inflação e garantir o equilíbrio de longo prazo. Ninguém deixa de comer alimentos gordurosos porque deseja ser asceta; faz isso para preservar a saúde e ganhar longevidade.


MUDAR O EIXO DA DISCUSSÃO

Andrade afirma que MUDAR O EIXO DA DISCUSSÃO também amplia o conjunto de políticas disponíveis. O crescimento pode vir de três componentes: TRABALHO, CAPITAL E PRODUTIVIDADE. 1- A demografia limita o crescimento da FORÇA DE TRABALHO NO LONGO PRAZO. No curto e médio prazo, porém, ainda há espaço para aumentar a participação no mercado de trabalho e, em uma economia próxima do pleno emprego, ampliar a imigração é uma solução. 2- Quanto ao CAPITAL, esta talvez seja a maior oportunidade do Brasil. A taxa de investimento é baixa há décadas, fazendo do país uma economia subinvestida. A oferta não cresce o suficiente para acompanhar uma expansão persistente da demanda, o que acaba se traduzindo em maiores importações ou preços mais altos.

Há uma relação estreita e bidirecional entre investimento e crescimento: economias que investem mais ampliam sua capacidade produtiva, e economias que crescem mais criam incentivos para novos investimentos. Isso não é novidade.


GOVERNO DILMA

No governo Dilma, tentou-se estimular o investimento com crédito subsidiado e campeões nacionais. Mas reduzir o custo de capital para alguns setores não resolve o problema da economia como um todo. O custo precisa cair de forma horizontal. Provavelmente, a arma mais poderosa para incrementar investimentos são os juros. Wicksell, um economista sueco, formulou a distinção entre a TAXA NATURAL DE JUROS E A TAXA DE MERCADO, mostrando como uma divergência persistente entre elas poderia gerar processos cumulativos de inflação.

Na direção oposta, juros reais persistentemente elevados desestimulam investimentos e podem reduzir a expansão da capacidade produtiva e, ao fazê-lo, retroalimentam o próprio baixo crescimento que motivou o juro alto em primeiro lugar. O objetivo deveria ser permitir que os juros reais convergissem para um nível compatível com as condições de poupança, investimento e crescimento potencial da economia, de forma a permitir que os empreendedores invistam.

Os juros são hoje o componente mais importante, mas não o único. Algumas políticas industriais no mundo são promissoras, como o RIGI na Argentina ou o recém-lançado “Plan de Reconstruccion Nacional do Chile, que oferece incentivos a certos investimentos considerados especialmente produtivos.

De uma forma geral é sempre mais fácil acelerar o que já está dando certo que recuperar o que não deu, ou construir o que não existe. No caso do Brasil, acelerar as cadeias do agro, do petróleo e o downstream do gás parecem as melhores oportunidades.

Dizem que o melhor caminho para uma boa resposta está na boa pergunta. Sair da discussão exclusivamente fiscal pode levar o debate a um tema em que existe maior concordância na sociedade: como fazer o Brasil crescer mais. Talvez, em torno desse objetivo, ajustes fiscais se tornem mais palatáveis. E, ao ampliar o denominador, o próprio esforço fiscal necessário pode ser menor ao longo do tempo.


INÉRCIA INFLACIONÁRIA

Ao concluir o seu pensamento, Andrade aponta que -durante boa parte dos anos 80, o debate econômico brasileiro se concentrou na inércia inflacionária. O diagnóstico estava correto ao identificar um importante mecanismo de propagação da inflação, mas incompleto ao não resolver as condições fiscais e monetárias que a alimentavam. Diagnósticos econômicos podem estar corretos e, ainda assim, identificar apenas parte do problema. Após a redemocratização o Brasil fez cinco planos econômicos para inflação, quase todos com algum mecanismo para combater a inércia via congelamento ou pacto de preços. Todos fracassaram. No final, a solução para a inflação veio com o Plano Real, que combinou elementos de duas correntes de pensamento e atacou simultaneamente a indexação de preços e os déficits fiscais federal e estaduais, além de estabelecer uma política monetária apertada que ajudou a ancorar o câmbio. 



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06 ago 2026

LULA É UM EXÍMIO GESTOR


O PROGRAMA DE GOVERNO DO PT ESTÁ SENDO CUMPRIDO À RISCA

Ontem, revendo alguns editoriais que escrevi há exatos quatro anos atrás (agosto de 2022), me deparei com um texto no qual fiz comentários sobre o -PROGRAMA DE GOVERNO DA CHAPA DE LULA EM 2022-, CONSTRUÍDO EM COLIGAÇÃO COM PARTIDOS ALIADOS. Para quem não lembra, o PROGRAMA DO PT, que está sendo cumprido à risca, sempre teve como OBJETIVO CLARO, pelas propostas e inciativas ali contidas a DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA. Dito e feito. 


CUMPRIMENTO DO DEVER PETISTA

A considerar a inquestionável e crescente DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA E DAS FINANÇAS PÚBLICAS, devo admitir que -bem ao contrário do que venho falando, escrevendo, criticando-, dizendo que o presidente LULA é MAU GESTOR, precisa ser corrigido. Ou seja, comparando o que propõe o PROGRAMA com tudo que o GOVERNO LULA-PETISTA vem fazendo e propondo, o presidente tem se mostrado um EXCELENTE GESTOR. De novo: levando em correta conta tudo que LULA fez nesses quatro anos de governo, e promete fazer caso seja reeleito, nada mais é do que o CUMPRIMENTO DO DEVER PETISTA.


ANTES DE CRITICAR, COMPARE...

Antes, portanto, que algum leitor, mesmo os mais atentos, critique o presidente LULA - pelo ABSOLUTO DESCONTROLE DE GASTOS PÚBLICOS, pelo FANTÁSTICO ENDIVIDAMENTO PÚBLICO, pelas ALTÍSSIMAS TAXAS DE JUROS, pela HIPERTROFIA DO ESTADO, pela EXÍMIA MÁ GESTÃO DAS ESTATAIS, pelo DESCASO PELO MÉRITO, pelo INCONTROLÁVEL APETITE TRIBUTÁRIO, pelo DESDÉM PELA INICIATIVA PRIVADA, etc..sugiro que faça a devida COMPARAÇÃO com aquilo que prega o CLARO E ESCANDALOSO PROGRAMA DE GOVERNO DO PT, o qual, diga-se de passagem, SEMPRE FOI TRANSPARENTE, ou seja, JAMAIS ESCONDEU OU CAMUFLOU SEUS REAIS E DEMONÍACOS PROPÓSITOS. 


COM FOLGA

Como se vê, claramente, uma boa ou má gestão é consequência do atendimento ao PLANO PROPOSTO e ESTABELECIDO. Neste aspecto, repito, como o PLANO DE GOVERNO DO PT tem como claro PROPÓSITO A DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA E DAS FINANÇAS PÚBLICAS, aí há que se admitir que LULA é, efetivamente, um ADMINISTRADOR DIFERENCIADO, do tipo que BATE TODAS AS METAS COM MUITA E EXUBERANTE FOLGA.


ESPAÇO PENSAR+

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: A ARROGÂNCIA DAS EXCEÇÕES, por Alex Pipkin. Confira: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar

 



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05 ago 2026

REPETIR O ERRO PODE CUSTAR TUDO


PALESTRANTES...

Mais do que sabido, algumas entidades e/ou associações que reúnem sistematicamente profissionais que atuam nas mais variadas atividades, têm por hábito convidar palestrantes cujos currículos oferecem uma boa dimensão de suas experiências. Como tal, após as apresentações, a maioria, senão todos, se propõem a debater e/ou serem questionados sobre os temas desenvolvidos. 


SIM OU NÃO

Pois, com o nítido propósito de verificar e julgar o quanto foi proveitosa a apresentação, tão logo o palestrante se despede e sai de cena, a mesa diretora pede que cada participante do encontro assinale, através de -SIM- OU -NÃO-, se estaria disposto a -ENTREGAR A ADMINISTRAÇÃO DE SUA EMPRESA, DE SEUS BENS PESSOAIS E DE SEUS INVESTIMENTOS AO PALESTRANTE-.


ANTES DE DIGITAR OS VOTOS NA URNAS...

Como estamos em plena campanha eleitoral, onde todos os candidatos falam, falam e falam -sem parar- sobre projetos e propostas que pretendem defender -caso sejam eleitos-, bom seria que todos os eleitores do nosso empobrecido Brasil, antes de digitar os votos nas urnas eletrônicas, respondessem para si, para os seus familiares e para os amigos a mesma pergunta: - VOCÊ ESTÁ DISPOSTO A ENTREGAR A ADMINISTRAÇÃO DE SUA VIDA, DE SEUS NEGÓCIOS, DE SEUS BENS E DE SEUS INVESTIMENTOS PARA OS CANDIDATOS QUE ESCOLHEU?


REPETIR O ERRO VAI CUSTAR TUDO

Ora, a considerar as TRAGÉDIAS COMETIDAS -DE FORMA ABSOLUTAMENTE INTENCIONAL E CRIMINOSA APENAS NESSES ÚLTIMOS QUATRO ANOS DE GOVERNO, isso pressupõe que a MAIORIA DOS ELEITORES ACHOU POR BEM, EM 2022, ENTREGAR SUAS VIDAS, SEU PAÍS, SEUS NEGÓCIOS E SEUS INVESTIMENTOS PARA SEREM ADMINISTRADOS PELO PRESIDENTE LULA-PETISTA E SEUS ALIADOS.

COMO TAL, SE VOLTAREM A REPETIR O MESMO ERRO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES, DE ANTEMÃO PRECISAM SABER QUE -NÃO TERÃO MUITA COISA PARA SER ADMINISTRADA-... 



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Espaço Pensar +





GILBERTO SIMÕES PIRES

Formado em Administração, o comunicador de PENSAMENTO LIBERAL, nome de grande credibilidade na comunidade gaúcha, com ideias próprias e firmes, é defensor da economia de mercado e do fim de qualquer subsídio por parte do governo.

 

Gilberto Simões Pires iniciou sua carreira na área de comunicação em 1986, no Rádio. A seguir atuou como comentarista econômico na TVE (Mercado em Ação); na TV Guaíba (Câmera 2); no Grupo RBS (Rádio Gaúcha, RBS TV e Jornal Zero Hora); na TV Pampa (Pampa Boa Noite).
Após, na Rede Bandeirantes Porto Alegre, ancorou os programas -PRIMEIRO PLANO- na Band AM, e CONTROLE REMOTO na Band TV.
Por oito anos ancorou Programa -PONTOCRITICO.COM- no canal 20 da NET e, desde 2009, escreve diariamente a E-OPINION LIBERAL - PONTOCRITICO.COM- .


Em ambientes associativos é membro efetivo do Clube de Editores e Jornalistas de Opinião e coordenador da Sociedade Pensar+.

 

EQUIPE EDITORIAL

 

Editor: Gilberto Simões Pires
Assinaturas: Lúcia Pedroso
Para Anunciar: Cristina Sacks

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