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24 abr 2024

A GARANTIA DA LIBERDADE DEPOIS DA EXPRESSÃO


POSOLOGIA E MODO DE USAR

No texto a seguir, sobre a propalada -LIBERDADE DE EXPRESSÃO: POSOLOGIA E MODO DE USAR, o pensador Ronald Hilbrecht, para melhor reflexão, inicia separando 1- AQUILO QUE CONSIDERA ADMISSÍVEL; e, 2- O QUE NÃO PODEMOS ACEITAR. Ronald lembra que a Austrália instituiu a primeira agência governamental do mundo dedicada a manter as pessoas seguras nas redes sociais ao lidar com conteúdos agressivos, violentos e discurso de ódio. Atendendo a uma demanda judicial desta agência, um juiz federal ordenou à plataforma X a retirada de um vídeo de um Bispo sendo esfaqueado em uma igreja em Sydney. O conteúdo foi bloqueado em toda a Austrália, mas a ordem de bloqueio se estende também ao resto do mundo.


PODE???

- PODE O GOVERNO DE UM PAÍS CENSURAR CONTEÚDOS, inclusive em OUTROS PAÍSES? Questão talvez mais grave ocorre aqui no Brasil, onde um ministro do STF pretende multar a plataforma X por permitir que pessoas com perfis bloqueados (diga-se, censurados) no Brasil estejam participando de transmissões ao vivo produzidos por terceiros nos EUA e transmitidas no Brasil.

- PODE O GOVERNO DE UM PAÍS DEMANDAR o bloqueio de perfis e participação de “investigados” domésticos nas redes sociais de outros países?


PALCO DE DEBATES

A complicação de hoje em dia decorre do fato de que a antiga praça pública, idealização do palco de debates e trocas de ideias e de informação, era mais limitada a temas locais. Hoje, COM O ADVENTO DA INTERNET E DAS REDES SOCIAIS, este espaço público de discussão se tornou global. Não apenas o escopo dos temas e das discussões aumentou, mas também aumentaram a participação e a diversidade de formas de levar adiante uma discussão.

Sociedades diferentes resolvem o problema do que e como conversar de formas diferentes: na União Europeia (EU), por exemplo, existe legislação específica contra discurso de ódio, enquanto que na perspectiva americana, condicionada à primeira emenda constitucional, a ideia de liberdade de expressão é mais amplamente protegida. Na UE, o discurso de ódio é definido como o incitamento público à violência ou ao ódio com base em certas características, incluindo raça, cor, religião, descendência e origem nacional ou étnica. Já nos EUA, a jurisprudência sobre a primeira emenda constitucional estabelece que o discurso de ódio só possa ser criminalizado quando incitar diretamente atividades criminosas iminentes ou consistir em ameaças específicas de violência dirigidas contra uma pessoa ou grupo.


LIBERDADE DEPOIS DA EXPRESSÃO

Em outros países e regiões do planeta, restrições adicionais à liberdade de expressão se aplicam e transformam em crimes, por exemplo, a adoção de religiões distintas daquela permitida (passível de punição com pena de morte, inclusive) e o ato de criticar o governo (chamado de difamação ou calúnia sediciosa). É conhecida uma antiga piada soviética, onde um ouvinte da fictícia Rádio Armênia pergunta para o radialista qual era a diferença entre os EUA e a URSS, pois ambas as constituições garantiam liberdade de expressão. O radialista responde que a diferença é que nos EUA TAMBÉM SE GARANTIA A LIBERDADE DEPOIS DA EXPRESSÃO.

Na nossa praça pública virtual, participam pessoas oriundas de diversas culturas e com estilos de discussão diferentes, que podem ser proibidos ou livres em locais diferentes. Na torre de Babel das redes sociais, o conceito de liberdade de expressão ficou combalido. Não estamos mais discutindo temas de interesse com nossos vizinhos, onde a civilidade é predominante pois temos que conviver uns com os outros no dia seguinte.


IDEAL DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO É UM IDEAL DE LIBERDADE

É importante entender claramente a centralidade da liberdade de expressão na vida em sociedade, pois é dela que emanam todas as nossas outras liberdades. Em seu livro “Desenvolvimento como Liberdade”, Amartya Sen argumenta que é praticamente impossível haver pobreza extrema com inanição por falta de comida quando existe liberdade de imprensa, que é uma das características essenciais da democracia, uma vez que informação a respeito se espalha criando pressão contra a manutenção dessa situação.

Existe, então, uma conexão direta entre liberdade de expressão, e de imprensa, com o direito à vida e à liberdade de forma geral. David Hume, filósofo escocês amigo de Adam Smith, argumentou que a liberdade de imprensa permitia que “todo o saber, a inteligência e o gênio da nação” fossem “usados ao lado da liberdade e que todos fossem animados em sua defesa”. Afirmou ainda que “tal liberdade é acompanhada de tão poucos inconvenientes que pode ser reivindicada como um direito comum da humanidade”.

A invenção da prensa móvel por Johannes Gutemberg em 1439 foi uma revolução na liberdade de expressão e de ideias, pois permitiu o registro de ideias, sua disseminação e o advento da ciência e tecnologia, além de minar o controle que os governos e a igreja detinham sobre a população. Por outro lado, no mundo islâmico, a prensa móvel foi apenas plenamente permitida quase quatro séculos depois. Lá, o repúdio à imprensa escrita significou a estagnação na matemática e nas ciências e a perda da posição do mundo islâmico como centro líder da cultura.

Como Jared Rubin escreve em “Rulers, Religion, and Riches: Why the West Got Rich and the Middle East Did Not”, “O fracasso dos Otomanos na adopção da imprensa escrita é uma das grandes oportunidades perdidas da história econômica e tecnológica. Na Europa Ocidental, a imprensa proporcionou uma série de novas oportunidades econômicas e educacionais que eram simplesmente impensáveis antes da imprensa.” Como se vê, cerceamento à liberdade de expressão e de imprensa pode levar a uma estagnação cultural e econômica, além de maior repressão política e religiosa.

Ocorre que o IDEAL DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO É UM IDEAL DE LIBERDADE, onde todos são livres para expressar suas opiniões. Entretanto, liberdade de expressão é também uma questão política, de relações de poder, e graças ao advento da internet, dos celulares e das redes sociais, restrições políticas à liberdade de expressão começaram a ser subvertidas. Mais e mais pessoas adquiriram o direito de se expressar livremente, muitas vezes ao arrepio do poder político constituído que ficou mais exposto a críticas e avaliações negativas da sociedade.

John Stuart Mill, em sua obra clássica, “Sobre a Liberdade”, argumenta que deveríamos ser livres para dizer qualquer coisa, “por mais imoral que possa ser considerada”. Seu critério central é a busca pela verdade. Muitas declarações falsas podem conter um grão de verdade, e mesmo uma declaração totalmente falsa nos desafia a reafirmar a nossa posição. É, portanto, uma forma de manter afiada a boa espada da verdade, se você a confronta constantemente com outros argumentos.

Embora liberdade de expressão permita discursos ruins e ofensivos, ela não se limita a isso e deve lidar com o problema dos temas difíceis ou sensíveis. Podemos discutir quaisquer temas sem estarmos sujeitos ao poder de veto dos assassinos, como aqueles que assassinaram os cartunistas franceses do Charlie Hebdo, anos atrás? Podemos discutir outros temas como a cultura do cancelamento, sem sofrermos o poder de veto dos histéricos, que podem, por exemplo, cancelar a vida profissional de um cidadão qualquer por ter sido fotografado, fora de contexto, fazendo gesto que foi mal interpretado? Ou ainda o veto dos ofendidos, onde basta alguém se sentir ofendido para que certas ideias ou pontos de vista sejam proibidos, não por governos, mas por coerção social de minorias? Liberdade de expressão, para que possibilite a emergência da verdade a partir de ideias ruins e defeituosas, deve estar protegida contra o poder de veto de certos grupos.

Liberdade de expressão funciona melhor, como depurativo da verdade, quando conseguimos exercê-la com aquilo que se chama de “civilidade robusta”. Trata-se do princípio básico que diz que devemos ser livres para dizer ou fazer qualquer coisa, desde que não prejudiquemos os outros. Considere então todo o lixo de argumentos que estão presentes nas redes sociais, incluindo aí discurso de ódio e todo tipo de desinformação e fake news. Como se diz por aí, todo o esgoto da internet está prestes a transbordar pelo seu celular.  A civilidade robusta não se presta a impedir discursos ruins ou ofensivos, mas a evitar danos, como a presença de ameaça de violência física ou psicológica.

A civilidade robusta prega que discursos ruins e ofensivos devem ser contidos no debate público, onde a sociedade pode e deve denunciá-los e criticá-los. O estado não deve agir como se fosse nossas mães, dizendo para as crianças o que pode e o que não pode ser feito ou dito. Adultos podem aprender a se guiar pela civilidade robusta e deixar para que o estado apenas lide com discursos perigosos, que exponham outras pessoas a risco. Em outras palavras, o tal do discurso de ódio, enquanto apenas discurso, deve ser combatido pela sociedade, expondo-o com denúncias, críticas e argumentos racionais.

Liberdade de expressão, como elemento central na constituição de nossas outras liberdades, precisa ser preservada com a atuação firme da sociedade complementada por atuação do estado, apenas onde necessário. Neste mundo novo de discursos sem fronteiras da internet e redes sociais, onde nossos interlocutores não são mais os vizinhos de outrora e não mais compartilham necessariamente os mesmos valores e ideais, manter viva a depuração de ideias e a busca incessante pela verdade pela manutenção da nossa liberdade de expressão é o grande desafio que devemos enfrentar.

P.S. Para possibilitar melhor reflexão sobre o tema, que é importantíssimo e praticamente inesgotável em suas nuances, gostaria de sugerir a leitura de dois livros, um vídeo e um site:



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23 abr 2024

INFLAÇÃO: OBRA DE MAUS GOVERNANTES


INFLAÇÃO

Antes de tudo, tomara que entendam, da mesma forma como a EMISSÃO DE MOEDA, tanto À VISTA (papel moeda, ou moeda escritural) como A PRAZO- (emissão de títulos de endividamento público), produz INFLAÇÃO, os já costumeiros AUMENTOS DE IMPOSTOS propostos sistematicamente por maus governantes com o propósito de irrigar os COFRES PÚBLICOS, também resulta, de forma invariável, em AUMENTO GENERALIZADO DE PREÇOS. Ou seja, sem tirar nem pôr, ambas providências geram INFLAÇÃO.


GOVERNADORES PRESSIONAM A INFLAÇÃO

A propósito deste importante assunto, hoje cedo, ao ler a Gazeta do Povo me deparei com o texto do jornalista Vandré Kramer -COM PROBLEMAS DE CAIXA, OS ESTADOS SOBEM ICMS E PRESSIONAM AINDA MAIS A INFLAÇÃO - apontando o seguinte: - Para tentar melhorar as contas, governadores recorreram a aumentos no ICMS, o principal tributo estadual. Um levantamento da Mix Fiscal, empresa especializada em monitoramento de tributos para o varejo, mostra que só neste ano 11 unidades da federação já elevaram as alíquotas do imposto – BA, CE, DF, GO, MA, PB, PE, PR, RJ, RO e TO.


ACACIANO

Segundo informa o -ACACIANO- Fabrício Tonegutti, diretor-executivo da Mix Fiscal, especialista em tributação no varejo, -O aumento dos impostos força os supermercadistas a repassarem os preços dos alimentos ao consumidor e, consequentemente, diminui o poder de compra das famílias brasileiras”. Quem sofre mais, obviamente, é a população de baixa renda, que gasta proporcionalmente mais com alimentos. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que as famílias com rendimento domiciliar de até R$ 3.158,99 (renda baixa e muito baixa) foram as mais prejudicadas.


ESTADOS PERVERSOS

Mais: Pernambuco é um dos estados que está sentindo maiores impactos. A alíquota básica do ICMS foi majorada em 2,5 pontos percentuais, passando de 18% para 20,5%. Somado ao adicional de 2% do Fundo de Combate à Pobreza, a medida pode gerar um AUMENTO DE ATÉ 10% NOS PREÇOS DE ALGUNS ALIMENTOS NAS GONDOLAS. 

- Outro estado, Goiás,  também deve promover sério aumento de preços, ou INFLAÇÃO, por força da elevação de 18% para 20% da alíquota geral do ICMS  “Na prática, o consumidor acabará pagando 4% mais caro”.


TERCEIRO ANO CONSECUTIVO

Este é o terceiro ano consecutivo em que as unidades da federação reveem as alíquotas do ICMS. Em 2022, as discussões e a majoração foram impulsionadas pelas leis complementares (LCs) 192 e 194, que reduziram o imposto sobre os combustíveis e energia, que estão entre as principais fontes de arrecadação.

Na ocasião, governadores e secretários da Fazenda alegaram que as RECEITAS ESTADUAIS PODERIAM DIMINUIR. Que tal?


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: O ÚLTIMO PAU DO GALINHEIRO, por Percival Puggina. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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22 abr 2024

BASEADO EM FRACASSOS REAIS


RETROSPECTIVA DOS 15 ANOS DE GOVERNOS PETISTAS

Quem se dispõe a fazer uma RETROSPECTIVA dos 15 anos de MEDÍOCRES GOVERNOS PETISTAS (2003 a 2010 com Lula; de 2011 até maio de 2016 com Dilma; e, 2023 até abril de 2024 novamente com Lula), terá em mãos um farto DOCUMENTO BASEADO EM -FRACASSOS REAIS-. 


RESULTADO

A rigor, se levarmos apenas em conta mínima que os PROGRAMAS DE GOVERNOS PETISTAS não são obras do acaso, mas muito bem PENSADOS, PLANEJADOS E EXECUTADOS, obedecendo fielmente a CARTILHA elaborada e devidamente fiscalizada pelo FORO DE SÃO PAULO, aí o resultado da RETROSPECTIVA não tem como provocar um sentimento de SURPRESA. 


RECUPERAÇÃO DO TEMPO PERDIDO

Agora, se o pesquisador, eventualmente cansado, achar por bem deixar de lado os FRACASSOS OBTIDOS no período 2003 A 2016, ficando apenas naquilo que foi PENSADO, PLANEJADO E EXECUTADO nesses últimos 16 meses, com o retorno de LULA na presidência (2023 a abril de 2024), só no que diz respeito 1- às CONTAS PÚBLICAS; e, 2- aos terríveis DESMONTES DOS AVANÇOS OBTIDOS sob as batutas de Temer e Bolsonaro, o DOCUMENTÁRIO mostrará que o PROJETO -PÉ NA TÁBUA- visava uma RECUPERAÇÃO RÁPIDA DO TEMPO PERDIDO (maio de 2016 até o final de 2022).  


INDIGNADOS INOFENSIVOS

Mais: desta vez A COLEÇÃO DE NOTÓRIOS FRACASSOS REAIS, além de contar com FORÇAS SUPREMAS IMPLACÁVEIS, do tipo que NÃO TEM O MENOR COMPROMISSO COM A CONSTITUIÇÃO, também contam com FORTE COLABORAÇÃO DO CONSÓRCIO FORMADO PELA MÍDIA ABUTRE. Este quadro sombrio e preocupante, infelizmente, faz do POBRE POVO BRASILEIRO que AMA A LIBERDADE, um BANDO DE -INDIGNADOS INOFENSIVOS-. 


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: O PAÍS DENTRO DE UM PRECIPÍCIO!, por Alex Pipkin. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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19 abr 2024

A HUNGRIA DÁ SHOW E MERECE SER SEGUIDA


HUNGRIA

Da mesma forma como a decadente MÍDIA TRADICIONAL não mostra mínimo interesse em analisar e/ou comentar o que acontece na Hungria, presidida pelo excelente, porém pouco conhecido, Viktor Orbán, quase nada também é noticiado nas REDES SOCIAIS. Assim, infelizmente, pouco ou nada se sabe sobre as boas e importantes realizações que acontecem naquele belo país localizado no Leste (ou centro) europeu. 


EMBAIXADA DA HUNGRIA

A rigor, a Hungria só foi mencionada pela MÍDIA ABUTRE depois que foram vazadas algumas imagens -divulgadas pelo NYT- de câmeras de segurança (??) mostrando a movimentação do ex-presidente Jair Bolsonaro, nos dias 12 e 14 de fevereiro último, que resultou na demissão de dois funcionários brasileiros. Fora disso, absolutamente nada. 


VIKTOR ORBÁN

Hoje, no entanto, o atento pensador Thomas Korontai, depois de assistir a boa e esclarecedora matéria produzida pelo BP- BRASIL PARALELO, compartilhou o seguinte vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=xTWtoOPJqn4) sobre VIKTOR ORBÁN - O GRANDE HERÓI DA RESISTÊNCIA CONTRA O AVANÇO SOCIALISTA EUROPEU-. Viktor Orbán -Primeiro-Ministro da Hungria desde 2010- é um grande líder de alcance global que defende abertamente os valores da vida comum, que os militantes de diversas ideologias insistem em afirmar que se trata da "ideologia conservadora". 


IDEOLOGIA CONSERVADORA

A tal -IDEOLOGIA CONSERVADORA-, aponta Korontai, é tudo aquilo que busca perverter ou subverter a ordem natural das coisas. Como chamar de "ultradireita" alguém que defende a VIDA, A EDUCAÇÃO, SEM DOUTRINAÇÃO ANTINATURAL, O LIVRE MERCADO, A SOBERANIA DO POVO E DO PAÍS, dentre outros valores que trouxeram as sociedades humanas até aqui? 
Mais: não tenho nenhuma dúvida, o grande herói deste século, até agora, é este obstinado húngaro, exatamente como Donald Trump o adjetivou, "não há melhor", porque Orbán consegue segurar toda a pressão europeia sobre um pequeno país de 10 milhões de pessoas, tornando-se o último baluarte cristão e dos valores naturais da vida. Vale a pena ver os 22 minutos deste pequeno documento.


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: AGORA O MUNDO INTEIRO SABE SOBRE AS ILEGALIDADES QUE ACONTECEM NO BRASIL, por J.R.GUZZO. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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18 abr 2024

O ESPÍRITO DO CAPITALISMO


STEPHEN KANITZ

Como leitor assíduo dos textos produzidos pelo mestre em administração Stephen Kanitz, dos quais até poucos dias atrás não via razões para discordar, ao ler seu último artigo -O BRASIL NÃO É UM PAÍS CAPITALISTA- https://blog.kanitz.com.br/o-brasil-nao-e-um-pais-capitalista/. confesso que fiquei muito decepcionado. Já na primeira linha, Kanitz afirma que esse é um dos maiores ERROS cometidos por nossos intelectuais, economistas e marxistas de esquerda. Disse mais: -NÃO TEMOS CAPITAL MÍNIMO E NECESSÁRIO PARA FUNCIONAR, -CAPITALISMO SEM CAPITAL- SIMPLESMENTE NÃO FUNCIONA, NEM CAPITALISMO É-.


CARACTERÍSTICA DO CAPITALISMO

Ora, em qualquer livro de Economia, o CAPITALISMO TEM COMO CARACTERÍSTICA A LIBERDADE ECONÔMICA, (LIVRE INICIATIVA), O DIREITO À PROPRIEDADE PRIVADA, A ACUMULAÇÃO DE RIQUEZAS E O TRABALHO. Como se vê, o CAPITAL NÃO SE RESTRINGE A RECURSOS FINANCEIROS, que antes de tudo podem ser PRÓPRIOS OU DE TERCEIROS. Bem diferente, portanto, do que afirma Stephen Kanitz. 


CAPITALISMO E SOCIALISMO

Para que fique bem claro, vou mais além: o CAPITALISMO é um SISTEMA ECONÔMICO que DEFENDE O INDIVÍDUO, A PROPRIEDADE PRIVADA E TEM COMO PROPÓSITO A BUSCA PELO LUCRO. Diferente do SOCIALISMO, que DEFENDE A DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA PRODUZIDA DE MANEIRA IGUALITÁRIA E SE OPÕE À PROPRIEDADE PRIVADA.  


INSEGURANÇA JURÍDICA

De novo, portanto: CAPITAL FINANCEIRO, para tornar um negócio possível, exige o cálculo do RISCO e do RETORNO DO VALOR INVESTIDO. Como tal, pouco importa se o CAPITAL É PRÓPRIO OU DE TERCEIROS, pois em ambos os casos é preciso levar em conta a TAXA DE RETORNO. O que realmente afugenta os interessados é a INSEGURANÇA JURÍDICA que, infelizmente, está em franco crescimento no nosso empobrecido Brasil.


ESPAÇO PENSAR +

Assistam o maravilhoso discurso do Dep. Federal Marcel van Hatten. https://www.instagram.com/reel/C54aI_QKTrr/



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17 abr 2024

LABORATÓRIO GLOBALISTA


GOLPES

Por mais que o RUFAR DOS TAMBORES daqueles que LUTAM CONTRA O COMUNISMO atestem, categoricamente, que tanto o -GOLPE- de 1964 quanto a -TENTATIVA DE GOLPE- de 2022/2023 são duas GRANDES E CRIMINOSAS -FAKE NEWS-, o FATO é que o poderoso RUFAR DOS TAMBORES DO CONSÓRCIO DA MÍDIA ABUTRE, com apoio de Lula e seus aliados que estão à frente do TSE e do STF, insistem, constantemente, na tese de que esses dois GOLPES existiram. 


CONTRAGOLPES

Entretanto, para que fique registrado, o que aconteceu, de FATO, em 1964, foi um certeiro CONTRAGOLPE para barrar o flagrante COMUNISMO que já havia ARROMBADO a porta do nosso empobrecido Brasil. E, da mesma forma, em 2022, por força de um enorme contingente do povo brasileiro, o que aconteceu foi uma -FRACASSADA- TENTATIVA DE CONTRAGOLPE, a considerar que desta vez o REGIME COMUNISTA foi, enfim, implantado. 


O GOLPE DO -GOLPE-

A propósito deste recorrente tema, vale a pena ler o artigo escrito pelo advogado e jornalista Antonio Fernando Pinheiro Pedro, em oportuno artigo intitulado -A DITADURA EM CURSO NO BRASIL É MERO LABORATÓRIO DA ORDEM GLOBALISTA-. Eis:

 

O GOLPE DO "GOLPE"

 O dia 8 de janeiro de 2023 revela ter sido uma GRANDE FARSA engendrada pelo próprio governo globalista de Lule e seu escritório jurídico - o STF, com o intuito de INCRIMINAR manifestantes em Brasília, reprimir a liberdade de expressão e criminalizar a mobilização popular no Brasil.

 

Várias coincidências COMPROVAM essa falácia ESQUERDO-GOLPISTA , tais como:

1 - Viagem inesperada do Lula para Araraquara, alegando chuvas na cidade (ocorridas oito dias antes), contrariando a própria atitude, de não ter comparecido às demais tragédias, bem maiores, Brasil afora;

2 - Presença do Ministro da Justiça no Ministério da Justiça em pleno domingo. Inusual, visto que em função da natureza da viagem, o normal seria estar na comitiva do Lula;

3 - Sintomática redução do efetivo da Guarda Presidencial, no dia dos fatos;

4 - O não acionamento da Força Nacional, que estava em prontidão e em condições de agir - ou seja, parecia estar ali apenas para agir se algo realmente saísse do script;

5 - O incrível surgimento de um documento de intervenção no Distrito Federal, com o consequente afastamento do governador, feito em tempo recorde, com inúmeras firulas e filigranas jurídicas - dando a entender que já se encontrava previamente escrito;

6 - O rápido deslocamento na volta da comitiva de Araraquara para o DF, com a visita aos locais depredados;

7 - A concentração das medidas de responsabilização na figura da Polícia Militar do Distrito Federal pelos episódios, tendo seu Cmt Geral sido preso e o Secretário de Segurança processado, enquanto o chefe do GSI e o Cmt do Batalhão do Exército, responsáveis pela guarda presidencial,  permaneceram  ilesos;

8 - O sumiço dos vídeos incriminadores, vazados em um ou outro canto, mostrando ter sido a iniciativa do vandalismo cuidadosamente preparada por gente infiltrada; em ações desconectadas da multidão pacífica que ocupava a esplanada.

 

 Ao fim e ao cabo, cidadãos estão sendo condenados a penas absurdas... sem que no episódio conste ter ocorrido tiros, quarteladas, sequestros ou declarações de tomada do poder por quem quer que fosse - ou seja, nada do que houve caracteriza em tese e de fato, tentativa de "supressão violenta" do Estado de Direito .

 

Depredações e invasões. Algo que movimentos esquerdistas fazem inúmeras vezes, em ministérios, assembleias, e no Congresso Nacional, constituem infrações de dano ao patrimônio gravíssimas. No entanto, há um abismo jurídico e fático entre o ocorrido e a pretendida responsabilização por "atos golpistas". E construir jurisprudência na base do proselitismo só evidencia a montagem de um "enredo".

 

Golpe de Estado... exige por definição o protagonismo de agentes governamentais com potencial de agir coativamente, burlando a Ordem constituída para assumir um poder fazendo uso da força. NADA DISSO, se viu ou se vê no episódio de 8 de janeiro ou nos movimentos de consulta protagonizados institucionalmente pelo Presidente Bolsonaro ao final do seu governo.  

 

O episódio "golpista" de 8 de janeiro... e os ensaios inquisitoriais sobre a "minuta do golpe" - a história revela a cada dia e o tempo torna cristalino, se resumem a  um mero "gatilho", armado para justificar as medidas ditatoriais e a censura que agora se abatem no ambiente político e social do Brasil. Medidas que já levaram à morte de inocentes injustamente presos, à prisão de lideranças por suspeitas erigidas em silogismos, à perseguição de parlamentares e uso da persecução sistemática contra opositores - ou seja...  à caracterização de uma ditadura totalitária em curso, sob o malho de um judiciário "engajado" e de um governo notoriamente predador.

 

O que assistimos hoje é, de fato, um golpe de estado, tutelado e protagonizado pela jusburocracia instalada em Brasília.


O GOLPE À PROCURA DE UM

Vivemos um regime que se alega democrático, mas que, em verdade, se revela uma patética ditadura bolivariana, manejada por quadros que aparelharam o Poder Judiciário e, assim, passam a agir de forma totalitária sem que ocorra o devido controle jurídico sobre seus atos.

 

A técnica da "terceirização" do aparato repressivo isenta o governo de ser acusado pela supressão da liberdade, fazendo-se de mero executor de medidas ditadas por magistrados engajados. É o que ocorre na ditadura venezuelana de Nicolas Maduro - cuja "tecnologia" parece ter sido transferida para o Brasil.

 

Esse "bolivarianismo" necessita se firmar às custas da eterna busca por inimigos. Daí a retroalimentação da caçada a golpistas até debaixo da cama do militar da esquina... e a insistência dos micos amestrados do "jornalixo" da mídia mainstream, em sustentar narrativas de forma incessante.

 

Na medida em que a "casa cai" perante a história, a necessidade de "rechear" a farsa se amplia. Assim é que a conjunção orwelliana da novi língua e do duplipensar levam o aparato bolivariano, instalado em Brasília, a agora "rever" o passado, como se fora um "Ministério da Verdade". Daí vem a intenção de fazer "colar" o roteiro mambembe da "caçada à minuta golpista" - taxando todo o debate ocorrido no acirrado período das confusas eleições de 2022, como "tentativa de golpe". 

 

O caso é outra cortina de fumaça para dissimular o conjunto de manobras sórdidas que puseram um "descondenado" no palácio do planalto... monitorado de perto por verdugos togados postados no palácio vizinho.

 

Reuniões, pareceres,  análises e minutas sobre eventual adoção de um estado de emergência, estado de sítio, decretação de intervenção federal com uso das Forças Armadas, etc... eventualmente ocorridas - ou não, no âmbito do governo, passaram a ser taxadas neurolinguísticamente como "golpe". Com efeito, só um psicopata deliberado confunde trâmite de minuta em gabinete - sem qualquer efeito prático por parte dos tomadores de decisão, como "golpe". Isso é algo como tirar da ficção o filme estrelado pelo Tom Cruise ("Minority Report"), em que indivíduos eram presos preventivamente e condenados pela intenção criminosa "pensada"... 

 

O fato é que esse pesadelo orwelliano se abate hoje no Brasil, contando com um amplo aparato de mídia comprada e idiotas de todo tipo, empenhados na farsa em forma de narrativas.

 

A ARQUITETURA DA NOVA DITADURA

O Golpe de Estado em curso adota uma arquitetura interessante, urdida pelo corpo das carreiras jurídicas e pelo esquema de jornalismo, aparelhados pela esquerda: 

 

1- O meio de subversão da Ordem se desloca para a sede de um poder isento de controle popular: o STF. Assim, o judiciário deixa de produzir jurisprudência para agir com jurisproselitismo, rompendo a ordem legal;

 

2- O STF usurpa o papel do Ministério Público - com anuência servil da liderança engajada deste, e destaca um ou dois membros para assumirem o domínio do aparato policial, transformando a polícia federal em uma espécie de "gestapo". A partir daí, inicia um processo violento de supressão da ordem democrática, cassando prerrogativas do Parlamento e impondo censura e repressão sobre opositores da ditadura, meios de comunicação, instituições civis e empresariado. Por outro lado, implementa a "revisão do passado", descondenando todo o aparato criminoso que bancava financeiramente a estrutura corrupta do lulopetismo.

 

3- Liberado do ônus de "reprimir" cidadãos e "rasgar" a ordem legal (terceirizados para o judiciário), o governo Lule trata de ampliar a cooptação das chefias do Poder Legislativo, visando destruir os marcos legais e constitucionais que impedem a consolidação do regime ditatorial, bem como passa a impor mudança radical nos marcos legais e meios administrativos que protegem a vida de nascituros, a moral e os costumes, a unidade familiar, o livre-mercado, a educação e a contratação pública. 

 

Essa máquina disruptiva trabalha hoje de forma híbrida e acelerada, enganando os desavisados e destruindo o Estado de Direito.

 

A DITADURA É UM LABORATÓRIO GLOBALISTA 

Mas não se engane o leitor, essa opereta é apenas uma parte do grande Golpe globalista que está sendo urdido, tendo o Brasil por experimento. Afinal, parece que os ratos de laboratório brasileiros são mais "dóceis" ao "pacto de Davos".

 

Mas... o que pretendem os globalistas, que patrocinam os verdadeiros golpistas?

 

Aperfeiçoar os mecanismos de controle e condução das estruturas de poder, controlando a soberania popular, de forma a afastar de vez o "populacho", do controle efetivo das Políticas de Estado conduzidas globalmente.

 

Como pretendem isso?

 

Primeiro, judicializar o processo político de ponta a ponta - erigindo barreiras de toda ordem à formação "independente" de lideranças, organização partidária, manifestação de opiniões e mobilização em torno de ideias "não condizentes" com o que se estabeleceu ser "politicamente correto".

 

Nesse sentido, a guerra legal trata de estressar o indivíduo que ouse pensar e agir "fora da caixa", bombardeando-o com a política de "cancelamento" nas redes sociais.

 

Não se trata, portanto, de atormentar cidadãos com processos legais absurdos. Trata-se de bani-los dos meios de intercomunicação e convivência social, interditar financeiramente o seu meio de vida e estender a punição do indivíduo aos seus familiares e dependentes econômicos.

 

Pensar criticamente... é "golpismo". Contestar consensos é "negacionismo". Cria-se uma neurolinguística para imbecis a serviço da mediocridade solidária...

 

No outro plano, busca-se a mesmerização da população - hipnotizada pela demanda de "emergências", reduzindo pessoas a números.

 

O que parece ser o benefício do Governo Eletrônico e Cadastro Único, é utilizado como meio que permite ao Estado e às corporações globais controlarem completamente a sua vida. Desta forma, cadastros e registros cruzados permitem que o careca togado da esquina... ou o barbudinho de uma agência de "fact check" no terminal de um laptop, destruam um cidadão com um toque de tecla. 

 

Hoje, condenam um cidadão ao limbo, ao ostracismo, sem julgamento. Exigências sobre crianças, hoje, retiram o crédito dos pais de família. Punem filhos na escola por manifesta discordância política dos progenitores, etc...

 

Os grandes instrumentos desse avanço de controle sobre tudo são: 

 

1- a jusburocracia - organismos judiciários e de persecução engajados ou cooptados;

2- as agências de controle de fatos, coligadas aos provedores de redes sociais - hoje verdadeiros agentes de policiamento ideológico a serviço da narrativa globalista;

3- a mídia mainstream, comprada e cooptada pelo sistema financeiro - transformada em papagaio das agendas globalistas; e

4- os militantes das causas identitárias, todas elas inseridas na agenda globalista, visando desumanizar os nascituros (para institucionalizar o aborto como instrumento de Estado), conferir autonomia às crianças (para torná-las presas fáceis da perversão e destruir as bases morais da sociedade), liberar opioides e drogas, "normalizar" o crime organizado, destruir a independência dos indivíduos, a unidade familiar, a identidade nacional, a cultura, a educação e a tradição - todos os elementos que mantém o tecido social mobilizado. 

 

O tecido social mobilizado é o grande alvo, porque ameaça a pretendida mesmerização das massas e as agendas de "emergências" globais - invocadas como meio de enfraquecer indivíduos e Nações. O objetivo desse desastre é tão claro como mesquinho:  concentrar ainda mais a riqueza nas mãos dos globalistas, isolar e reduzir a população mundial (diminuindo drasticamente suas exigências de consumo, demanda alimentar, mobilidade e mudança de padrão).

 

A ideia é claríssima: tornar o indivíduo um ser temente ao sistema que o controla, tornar o Transestado Globalista um "grande irmão" que dirá a ele, indivíduo, como se conduzir nas mais variadas "emergências" que o establishment irá criar - para mantê-lo vivo por meio de "passaportes" de vacina, de mobilidade, de crédito, de alimentação adequada (ao sistema, óbvio), de clima, etc.  

 

TUDO ISSO, sob o pretexto de proteger a saúde, a democracia, a diversidade, o clima da terra, a "opção de gênero" e a "boa informação"... e, claro, punir os "negacionistas" - aqueles que ousam pensar.

 

A GAIOLA DOS RATOS

Se o leitor, a essa altura, já se identificou com os ratos de laboratório... saiba que de fato já é um deles. 

 

Porém, é preciso saber que as ratazanas postas no "controle" do processo... também são elementos manipulados, igualmente descartáveis - com a diferença que sobre as ratazanas, permite-se desfrutarem do privilégio da desonestidade intelectual, da hipocrisia, do cinismo, da corrupção moral... porque, afinal, o experimento global também aufere esses parâmetros.

 

Posto tudo isso, convido o leitor a compreender o porquê do golpe estar se processando sobre nossas cabeças, a pretexto de se combater um golpe que jamais existiu. 

 

A ideia é dissuadir ações presentes, reprimindo o passado.

 

É a destruição da reação eventual. Criminalizar alguma ação, no sentido de prevenir ou evitar o inferno que sobre nós agora se abate, e que haja sido ensaiada - ainda que não ocorrida. 

 

As ratazanas têm medo do passado.  

 

O GLOBO REAGE

Mas a reação contra o globalismo e suas agendas, já está a ocorrer.

 

A Europa, neste exato momento, já está reagindo e esse golpe globalista com ares "progressistas".  

 

Os Estados Unidos também já acordam contra esse inferno burocrático.

 

Japão, Coreia e até mesmo a grande corporação protocapitalista da China, tratam de contornar esse Golpe Globalista, que se em parte lhes beneficia, financeiramente pode escravizá-los. 

 

Na América do Sul, não é diferente. Observe-se a reação na Argentina, Paraguai, Uruguai e as mudanças de ares no Chile, Peru, Equador...etc.

 

Resta o laboratório, e os ratos,  no Brasil.


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: O filme "O CAMINHO DA PROSPERIDADE", do diretor Paulo Moura, sobre as reformas econômicas do ministro Paulo Guedes será lançado em Nova York no dia 14 DE MAIO. Confira aqui: https://www.youtube.com/watch?v=7wpdPRxdLvg



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