TEXTO-MELHOR SÍNTESE
Para encerrar esta série de editoriais em que tratei basicamente do tema -Eleições 2014-, ao concluir a leitura de inúmeros textos que me foram enviados, sem demérito daqueles que conseguiram de forma bastante esclarecedora sintetizar a situação atual do nosso pobre país pós reeleição de Dilma Neocomunista Rousseff, elegi este que vai aí abaixo, escrito pelo Professor Paulo Moura, o qual, para minha felicidade integra o Grupo Pensar+. Boa leitura!
RECONHECER A DERROTA
Fecharam-se as urnas. O PT venceu. Na democracia, cabe aos derrotados reconhecer a derrota, ainda que duvidando que, se o resultado fosse inverso, a atitude do outro lado seria a mesma. Aécio o fez. Saiu das urnas maior do que entrou. Superou os limites do marketing que se rende às médias das pesquisas. Rompeu os limites da mediocridade da política tradicional.
Entendeu e conectou-se com a alma da Nação que carregou-o nos braços no chão da rua, fora dos palanques tradicionais em mais de uma ocasião. Traduziu essa compreensão no discurso da libertação do Brasil e tocou o coração das forças vivas da Nação. Teve a grandeza de sugerir à presidenta reeleita o gesto da conciliação, não obstante ter sido vítima das mais baixas vilezas de que se tem conhecimento em eleições presidenciais no Brasil. Talvez pudesse ser mais contundente na afirmação de linha de oposição que liderará, mas terá oportunidade de fazê-lo com atitudes.
Marina Silva, premonitória, disse, após ser expulsa do segundo turno pelos ataques vis do PT e declarar apoio à mudança: “- Eu prefiro perder ganhando a ganhar perdendo”.
PORTO SEGURO
Quem ganhou e quem perdeu?
O desafio da análise política é entender o significado do resultado de uma eleição, sabendo que o leitor busca o porto seguro da antecipação do futuro.
Não há porto seguro; não há zona de conforto. A política é o reino da mutação. A vitória de hoje pode ser a derrota de amanhã. E vice e versa.
Entendamos, então, o que Dilma ganhou.
O QUE DILMA GANHOU?
Em primeiro lugar, Dilma herda de si mesma uma Nação em frangalhos.
Inflação acima do teto da meta; recessão; crise fiscal, crise nas contas externas, alto endividamento público, represamento artificial de preços controlados, perda de credibilidade perante o mercado e investidores, máquina pública inchada e cara, queda de arrecadação de impostos, estatais quebradas, isolamento perante as forças vivas da Nação e um clima político intoxicado pelos ataques abaixo da linha da cintura praticados pelos petistas, por Dilma e por Lula.
Os mais magoados são os eleitores de Marina e Aécio, que saem das urnas desconfiando de fraude, falando em impeachment, dispostos a seguir na ruas e esperando dos tucanos uma oposição firme, à altura do tom que Aécio imprimiu aos debates.
ANTIPETISMO
Em segundo lugar, Dilma derrotou(?) nas urnas a metade do país que é mais importante pela qualidade do que pela quantidade. Quem gerou a votação de Aécio não foi nenhuma sigla formal; foi o maior partido do Brasil hoje, o antipetismo. Um partido informal que não existiria não fosse a existência do petismo. Por que será? Gente sem envolvimento com política se expôs nas ruas e nas redes sociais aos milhões. A ânsia por liberdade segue viva, mobilizada e mais indignada que durante a campanha.
Quem carregou Aécio nos ombros em Copacabana, saiu em passeata no Largo da Batata e na Faria Lima, no centro e no Parque Moinhos de Vento em Porto Alegre, no centro de Recife e em outras metrópoles do Brasil; quem gritou 1,2,3 Lula no xadrez na em frente ao MASP dia 25/10 e foi às ruas em passeatas em véspera de eleição (alguém já havia visto isso antes?), não foi a militância do PSDB apenas. Foi o mesmo povo pacífico e aguerrido que foi às ruas em junho de 2013 antes que os black bloc os expulsasse.
ESPÍRITO DAS RUAS
Difícil de entender?
O neto de Tancredo Neves entendeu o espírito das ruas e aceitou de peito aberto, mesmo sendo chamado subrepticiamente de bêbado e drogado por Dilma num debate, mesmo sendo caluniado por Lula como filhinho de papai que bate em mulher (no que foi desmentido), manteve a altivez e respondeu com a crítica política contundente, honesta e verdadeira.
Apesar disso tudo, o pai de família, cuja esposa Letícia reconhece nele um homem de caráter, assumiu a posição de libertador do Brasil, acima de partidos. Letícia buscou um marido cujo principal atributo é o caráter e, com ele teve gêmeos. E a Gabriela, filha de seu primeiro casamento, esteve ao seu lado nos momentos centrais da eleição.
O QUE DESEJAMOS PARA O FUTURO?
Aécio sai da eleição sendo percebido como um estadista. De Lula e Dilma não se pode dizer o mesmo.
Terá sido gratuita a identificação de quase 50% dos eleitores com alguém com esse perfil?
O que esse povo todo que empunhou a bandeira da mudança e votou em Aécio e Marina pensa do Brasil governado há 12 anos pelo PT? O que desejamos para o futuro?
Um país no qual o(a) presidente(a) sabe o que se passa de baixo de suas barbas ou de suas saias e não finja que não sabe.
Um país cujo(a) presidente(a) não seja cúmplice da corrupção e não use o dinheiro público para comprar apoio político com vistas à perpetuação de seu partido no poder.
Um país no qual os detentores do poder não ameacem as liberdades individuais, das quais a mais cara é a liberdade de opinião contra o governo.
Um país no qual o governo não seja cúmplice de gente que viola a propriedade privada e ameaça a inviolabilidade do lar de quem constituiu família e tem direito ao teto pelo qual paga com o suor de seu trabalho e com a garantia dos seus impostos.
Um país no qual todos os partidos respeitem as leis, a ordem e a democracia.
Um país com Legislativo e Judiciário independentes.
Serviços públicos à altura dos impostos pagos por todos.
Políticos que não assaltem os cofres públicos e que gastem corretamente os impostos que pagamos.
Isso é pedir demais? Depois de tudo o que veio à tona será possível esperar isso do PT?
POLÍTICAS PÚBLICAS
Os cidadãos brasileiros trabalham 8, 10, 12, 14, 16 horas por dia, 365 dias por ano para pagar impostos, sustentar famílias, gerar empregos e bancar seus sonhos e a ganância esperta daqueles que ocupam cargos públicos ou gravitam em torno do Estado para sugar-nos a riqueza que a sociedade produz.
São os impostos pagos por quem trabalha e empreende que pagam o Bolsa Família de milhões. Pagam os subsídios dos juros de milhões que estão adquirindo as suas casas e as suas dívidas no programa Minha Casa Minha Vida. Pagam, também, as bolsas do ProUni nas universidades privadas de outros milhões de irmãos. Pagam, pagam, pagamos...
Essas contas é justo pagar, desde que os beneficiários dessas políticas públicas saibam quem as paga. E são pagas; não são dadas, ao contrário do que sugere a propaganda de Dilma.
Quem paga essas contas todas, gostaria que o PT parasse de usar o dinheiro dos impostos de todos para financiar aventuras empresariais como as de Eike Batista, da Friboi e de outros grupos econômicos cuja pujança se deve apenas às amizades com o rei, a rainha, ou às supostas sociedades obscuras com príncipes e princesas, e cuja viabilidade econômica e retorno social se tornam, a cada dia, mais duvidosos.
Dilma, se conseguir, governará pelos próximos quatro anos.
Quase 50% dos brasileiros de todas as classes, regiões, cores, clubes de futebol, religiões, etnias, opções sexuais e ideologias, e que são tão brasileiros como os outros 50% que votaram em Dilma, gostariam de saber se o governo do PT pretende levar adiante as seguintes “políticas públicas”:
1 – Perseguição e tentativa de cerceamento à liberdade de expressão de veículos de imprensa que criticam seu governo;
2 – Interferência no Legislativo e Judiciário com vistas a eliminar a independência desses poderes e impor a vontade do partido à sociedade e às instituições;
3 – Recorrer a plebiscitos como forma de usar a opinião pública para cercear as liberdades democráticas e impor uma Reforma Polícia de viés autocrático visando a perpetuação do partido no poder;
4 - Continuidade da composição de base de sustentação parlamentar com métodos tais como os revelados pelo escândalo do mensalão e do petrolão;
5 – Impedir a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça de investigar se as denúncias da delação premiada de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef têm fundamento.
A FORÇA DO PT PARA AVANÇA
Que força tem o PT para avançar nessa direção? Quais são as circunstâncias dessa vitória?
Dilma, Lula e o PT, gastaram toda a munição que tinham, e mais a que não tinham, para vencer essa eleição. Lula excedeu-se tanto nos discursos e nas acusações vis que cometeu contra as candidaturas de Marina e Aécio, que conseguiu sair desse pleito menor do que era antes. Isto é, de ex-presidente voltou a ser um sindicalista de porta de fábrica.
Paira sob a cabeça do PT, a serem verdadeiros os depoimentos do doleiro Alberto Youssef de que há contas secretas desse partido no exterior, se respeitado o devido processo investigatório e judicial, e produzidas as provas, o risco de ser proscrito.
Paira sob a cabeça do PT o sério risco de que mais um de seus tesoureiros e outros de seus dirigentes venha a parar atrás das grades.
Paira sob a cabeça do ex-presidente Lula e da presidente Dilma o risco de que tenha seus sigilos bancários, fiscal e telefônico quebrados numa investigação em que foram necessariamente incluídos pelos operadores de um escândalo de corrupção capaz de manchar com a ilegitimidade as últimas eleições presidenciais que o PT venceu.
Em se comprovando essas denúncias, a proscrição do PT e um processo de impeachment contra a presidente recém-reeleita, não poderão ser tachados de golpe como já se pode antecipar que o PT dirá.
Avizinha-se uma crise política e institucional, de contornos graves, decorrente dos desdobramentos do escândalo da Petrobrás, num contexto em que o PT e o PMDB saem das urnas menores do que entraram, no qual se ampliou a fragmentação partidária e encareceu-se o preço dos apoios parlamentares. Igualmente, estando todas as grandes empreiteiras do país envolvidas no escândalo da Petrobrás, com seus executivos fechando acordos de delação premiada e revelando esquemas idênticos em todas as estatais, imagina-se que os dutos pelos quais escoa o dinheiro que amamenta a base alugada, vão secar até que novos esquemas sejam montados.
Pela classificação de Maquiavel, acima citado, Dilma comanda exércitos mistos. O Príncipe não é um clássico por acaso. Ao compreendê-lo pode-se antever o cenário à frente.
Avizinha-se uma crise econômica com o país mergulhando na recessão com inflação, gerida por uma presidente-economista que recém se elegeu afirmando que a solução não passa por mudanças profundas e sim, apenas, por pequenos ajustes. Se não fizer o que deve: crise econômica. Se fizer o que deve: crise de imagem decorrente da ruptura com o discurso eleitoral.
A percepção da sociedade é a de que nenhum partido a representa. A grande lição desse pleito reside na percepção de muitos de que, para remover um partido como o PT do poder dentro das regras da democracia, será preciso seguir em frente, nas ruas, pelo tempo que for necessário, para convencer mais brasileiros de que a permanência do petismo no poder é uma ameaça nefasta às liberdades, à democracia e à saúde da economia.
Não existe uma “Bolsa Liberdade” e nem uma “Bolsa Democracia” que o governo concede aos que nelas acreditam e delas necessitam como do ar que respiramos. Liberdade e democracia se conquistam e se garantem nas lutas políticas que constroem as nações. Nas ruas, também, e não apenas na tribuna do parlamento, nas páginas dos jornais e nas mídias digitais.
Sair das urnas pedindo conciliação ao mesmo tempo em que ressuscita a proposta bolivariana e golpista de reformar a Constituição pela via plebiscitária, como faz a presidente recém-reeleita, ou falando em avançar sobre a liberdade de imprensa como fez o presidente do PT, não é propor paz, é declarar guerra.
As atitudes do partido no poder é que definirão a forma como os cidadãos brasileiros, libertários, democratas, pacifistas e pagadores de impostos, reagirão ao governo. Para quem precisará prestar contas à investigação em curso sobre o assalto à Petrobrás, esse é um péssimo começo.
SEGUNDO REINADO
A presidente Dilma Neocomunista Rousseff, após a confirmação de que venceu o pleito que lhe confere um segundo reinado cheio de desejo ditatorial ( ainda que as urnas estejam exalando um forte cheiro de fraude), nas entrevistas que concedeu aos maiores veículos de comunicação do país disse, e repetiu, que está pronta para dialogar.
FORMA
OK. Ainda que não exista qualquer possibilidade de diálogo com ditadores ou mesmo pré-ditadores, como de resto tem sido o comportamento dos líderes-membros do Foro de São Paulo, cuja organização comunista tem como fundador o ex-presidente Lula, para que haja colaboração da oposição é preciso saber como se estabeleceria tal diálogo.
TÉCNICA GRAMSCISTA
Para começar é preciso levar em conta o histórico de praticamente tudo que aconteceu nesses últimos quatro anos. Isto já estabelece, claramente, que Dilma tentará impor a velha e surrada técnica Gramscista, qual seja a de MENTIR, MENTIR E MENTIR. Ora, como as outras pontas do pretenso diálogo não vão abrir mão da VERDADE, só por aí a conversa sequer inicia.
OPOSIÇÃO
Aliás, depois de tudo que se viu e ouviu ao longo da campanha eleitoral, além daquilo que está sendo especulado, como é o caso de uma possível fraude nas urnas, o PT vai impedir qualquer possibilidade de diálogo. Como bem disse, inclusive, o senador Aloysio Nunes (candidato a vice de Aécio Neves), ontem no plenário: - Da forma absurda como os petistas mentiram aos eleitores, quanto às propostas de Aécio, não há o que conversar. Há, exclusivamente e tão somente, OPOSIÇÃO.
DIÁLOGO DE ALIADOS
A propósito, na noite de ontem já foi possível observar a existência de um diálogo pra lá de interessante. Não com o deputados da oposição, mas com os próprios aliados do governo Dilma Neocomunista Rousseff: liderados pelo PMDB, a Câmara do Deputados liquidou com as pretensões da presidente em criar os Conselhos Populares, com características bolivarianas.
O NOSSO DIÁLOGO
Anotem aí: se tudo que se viu nas ruas e nas urnas, mostrando que metade da população brasileira está farta de tanta corrupção, baixo crescimento, inflação alta e excesso de incompetência, é mesmo para valer, está emergindo um novo Brasil daqui para frente. O que não pode acontecer, para mostrar qual o tipo de diálogo que queremos, é a desmobilização. Em frente, portanto!!!
DESABAFOS
Na medida em que a ficha do resultado das eleições vai entrando em processo de queda, e com isso a cabeça dos mais exaltados emocionalmente vai ficando mais fria, percebe-se que muito do que foi dito por inúmeros eleitores de Aécio Neves, principalmente na noite de domingo, não passou daqueles desabafos que a dor de uma perda normalmente promove.
MANIFESTAÇÕES E COMENTÁRIOS
Ontem, enquanto lambia as feridas que resultaram da -luta- eleitoral que acabou em vitória de Dilma e/ou derrota de Aécio, tratei de ler o máximo possível das milhares de manifestações, desabafos e comentários postados nas redes sociais e nos mais diversos sites.
SEPARATISMO
Pois, entre tantas, o desabafo que mais chamou a atenção foi a declaração a favor de um SEPARATISMO, como forma de vingança contra o povo do nordeste do nosso pobre país, cuja maioria votou em Dilma Neocomunista Rousseff.
NÃO SERVE PARA O RS
Ora, na medida em que os ânimos vão ficando mais serenos é possível entender que esta idéia de SEPARATISMO, mesmo com a insistência de alguns (a chance é zero), não contemplaria o RS. Face à terrível situação econômica e financeira que o Estado do RS enfrenta, não só por total incompetência governamental, mas muito por vontade do povo gaúcho, por certo que os demais Estados da Federação prefeririam ficar com os Estados do Nordeste.
SANTA CATARINA
Arrisco a dizer, inclusive, que se a idéia do SEPARATISMO evoluir para valer, até os catarinenses iriam fazer campanha para expulsar o RS do mapa do Brasil. Primeiro, porque os gaúchos têm mostrado uma predileção histórica pelo PT, coisa que em SC isto jamais aconteceu.
NORTE E NORDESTE
A arrasadora vitória de Dilma nas regiões NO e NE do país se deu, como todos já imaginavam, por força do Bolsa Família. Exemplo: a Neocomunista venceu em 100% das cidades de seis Estados brasileiros: Amazonas, Amapá, Sergipe, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. Por partes:
MARANHÃO
O Maranhão saiu da lista acima por causa de uma cidade: São Pedro dos Crentes. Esta foi a ÚNICA cidade no MA em que Aécio Neves ganhou. E mesmo assim por apenas cinco votos: 1.256 votos contra 1251 a favor de Dilma. Detalhe apavorante: no Maranhão, 50% da população recebe o Bolsa Família. Que tal? Pergunto: o problema é o povo do Nordeste?
RETRATO DA ELEIÇÃO
Bem, depois dessas primeiras horas desde a apuração dos votos digitados por mais de 100 milhões de eleitores brasileiros, cujo resultado, por margem mínima, fez da candidata Dilma Petista-Neocomunista Rousseff a vencedora do disputadíssimo pleito, cabe analisar com a cabeça fria e os pés no chão o que foi decidido nas urnas e o que se espera para os próximos anos.
DIAGONAL ESCLARECEDORA
1 - Ficou claro, e indiscutível, pela preferência dos eleitores de cada Estado, que o país saiu dividido. Basta traçar uma linha diagonal, no sentido Noroeste-Sul, para identificar o grande recado das urnas:
UM BASTA À CORRUPÇÃO E MODELO BOLIVARIANO
1.1 - a metade mostrada à esquerda do mapa queria romper com o modelo bolivariano (que impõe baixíssimo crescimento econômico e inflação alta) e dar uma basta à corrupção desvairada; e,
REFERENDUM
1.2 - a outra metade, à direita deste mapa, preferiu fazer desta eleição
presidencial um REFERENDUM, no qual aprovaram os absurdos atos de corrupção
assim como a Transição para o Socialismo, defendido pelo Foro de São Paulo e
bem espelhado pelo que acontece em Cuba e na Venezuela.
POSTURA EQUILIBRADA
Pois, ainda que o raciocínio lógico diga que a situação econômica do país não tem como melhorar com a Matriz defendida por este governo Neocomunista, dependendo de uma (nova) postura equilibrada, sem ironias e muito focada, a resistência que pode vir a ser imprimida por todos que votaram em Aécio Neves tem tudo para avançar e neutralizar algumas das investidas do governo.
FRUSTRAÇÃO
É normal, neste momento de enorme frustração em que uma margem mínima de votos propõe a perda de uma eleição, que os vencidos desabafem e promovam manifestações impensadas. Faz parte da indignação. Entretanto, passados alguns dias é preciso que a cabeça volte a dar espaço único, e restrito, à sensatez.
CAINDO A DIFERENÇA
Só com inteligência, boas propostas, estratégia eficiente e objetivos claros seremos capazes de uma virada em 2018. Vale lembrar que a preferência por candidatos do PT à presidência, nos últimos doze anos, vem diminuindo. Seguindo na mesma toada, a próxima eleição, dependendo do nosso bom trabalho, o Neocomunismo tem tudo para sair derrotado.
ATENÇÃO ELEITORES
Este é o último editorial que escrevo antes do Segundo Turno das Eleições 2014. E, da mesma forma focada como trabalhei ao longo desses últimos meses, renovo aqui o GRANDE APELO a cada um dos leitores do Ponto Critico:
GRANDE APELO
Peço que cada leitor/assinante converse com o maior número possível de pessoas que, na sua ótica, ainda não enxergou que o nosso pobre país está diante de uma encruzilhada, com dois caminhos absolutamente distintos à frente.
CAMINHO 1
O caminho escolhido pelo PT, com Dilma Neocomunista Rousseff à frente, pelo saldo do histórico político, econômico e ético mostrado e demonstrado nesses últimos 12 anos, identifica, claramente, que o destino do nosso país é o ABISMO.
CAMINHO 2
Já com Aécio Neves, mesmo que paire dúvidas sobre a possibilidade da redução de intervenções de governo na economia, uma coisa é certa: o Brasil vai abandonar imediatamente a Matriz Bolivariana desenvolvida e implementada pelo Foro de São Paulo. Só por aí, a confiança na economia já aumenta e com ela forma-se uma onda favorável para o crescimento e desenvolvimento.
DIGITANDO O VOTO
Insistam, e lembrem à exaustão, com todos aqueles que puderem contatar até o momento em que estarão prontos para digitar seus votos para governador (RS) e presidente (BR), dos riscos e oportunidades que esta eleição divide e proporciona.
PROMISSOR
Volto a informar que o caminho promissor só é possível com Aécio Neves eleito como presidente; e no RS, com Sartori como governador.
BLOCO NA RUA
Vamos lá, portanto, meus caros leitores. Não desanimem nem desconsiderem. A hora de colocar o BLOCO NA RUA, e o VOTO NA URNA, é agora. Ou nunca!!!
CAROS LEITORES
Faltando poucas horas para a eleição presidencial, a qual reputo como uma das mais importantes da nossa história, e aproveitando para agradecer as centenas de manifestações recebidas pelo novo visual apresentado pelo Ponto Critico a partir de ontem, me proponho a fazer alguns esclarecimentos que julgo por demais importantes neste momento:
NÚMERO DE ASSINANTES
1- O crescimento constante do número de assinantes do Ponto Critico se dá, basicamente, pelo repasse dos editoriais que grande parte dos leitores habituais promovem nas suas redes de relacionamento. A partir daí qualquer pedido de assinatura da -web-opinion- se dá por exclusiva vontade do interessado.
LIBERALISMO
2- É importante frisar, portanto, que o número significativo e cada vez maior de assinantes, não resulta de cadastramentos feitos através de listas de -mailings- comumente ofertadas no mercado. Tampouco, o editor escolhe assinantes. Quer seja por cor, sexo, idade ou pensamento ideológico. Este, alías, é um dos princípios do liberalismo, do qual jamais me afastei.
DECISÃO DO LEITOR
3- Como o ato de vir a se cadastrar e, consequentemente, de passar a ler o Ponto Critico é uma decisão exclusiva do assinante, o mesmo, certamente, tem o direito sagrado de discordar e, inclusive, deixar de ler e/ou pedir o descadastramento.
ALCANCE LIMITADO
3- Mesmo que se mantenha crescente o número de interessados, uma coisa é mais do que certa: o Ponto Crítico, mesmo que tenha leitores fora do país, aqui no Brasil sempre será um veículo de alcance limitado. Isto porque o interesse e o entendimento dos conteúdos publicados exigem um mínimo de capacidade de discernimento dos leitores, coisa que no nosso pobre país, infelizmente, ainda representa um sério obstáculo.
VOTO ABERTO
4- Mesmo que o voto seja secreto (para proteger os eleitores de eventuais perseguições), qualquer comunicador, como é o meu caso, que se dispõe a fazer campanha aberta contra um ou mais candidatos (a governador e presidente), e apoia aqueles que podem representar alguma mudança, está, de forma corajosa, abrindo seu voto. Principalmente, porque sabe dos riscos que está correndo neste momento em que a nossa já tênue democracia está por um fio.
ÚLTIMO ESFORÇO
Desta forma, neste momento que antecede a digitação decisiva dos votos que vão eleger o governador do Rio Grande do Sul e o presidente do Brasil, sinto-me no dever, por tudo que escrevi nesses 13 anos, desde o primeiro editorial publicado, de convocar todos os leitores para um último e derradeiro esforço:
doem, pelo amor que têm pelo RS e pelo BR, a maior parte do tempo que ainda resta para, através de suas redes de relacionamento e conversas pessoais, para pedir votos para José Ivo Sartori (15) para governador do RS, e para AÉCIO NEVES (45) para presidente do Brasil.