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17 mai 2005

COLHENDO O QUE SE PLANTA


MÁ EDUCAÇÃO

Com a explosão do numero de escândalos e corrupções chega-se a uma conclusão: o Brasil não pode ser acusado de não investir em educação de seu povo. Ao contrário, tem conseguido investir os recursos orçados. E está conseguindo, com certeza, resultados fantásticos nesta área. Só que o dinheiro está sendo aplicado, exclusivamente, na má educação ao invés de ser na boa educação. Hoje, com certeza, já não há quem não tenha alguma esperteza. No trânsito, nas filas, no esporte, nas empresas, no governo, enfim, em todas as atividades. Uma prova de que muita educação existe. A má educação.

INSTRUMENTO DE DEFESA

Você está mesmo acreditando que uma - CPI da Corrupção - vai mudar a cara do Brasil? Tomados por uma emoção natural, depois dos escândalos divulgados, é razoável entender que a revolta tomou conta da sociedade mais sã. E aí qualquer coisa que possa atenuar o trauma é sempre bem aceito. Até uma CPI vira arma de defesa para o povo. Só que inútil.

SÓ COM SANGUE

Com certeza, pois, se houver um pingo de emoção contida, pode se perceber que nada disso resolverá o nosso futuro. Primeiro, porque os participantes de uma CPI são os próprios parlamentares, que usam o grande espírito de corpo. Segundo, porque o problema está na formação ética dos políticos, coisa que não se pode discutir no Brasil pelo montante de mal educados e espertos hoje existentes. Gente, coisas assim só melhoram com sangue.

MERCANTILISMO PURO

Já é hora de todos entenderem que ainda não se praticou o capitalismo no Brasil. Embora hoje já tenhamos ensaios até mais voltados para o socialismo, que por sinal anda avançando sistematicamente por aqui, ainda somos um país puramente mercantilista. Tudo está bem claro e evidente, mas a sociedade ainda confunde as coisas e acaba sempre criticando o capitalismo sem saber que vivemos no mundo mercantilista. Assim, deixamos de provar as delicias do capitalismo e não combatemos o péssimo sistema que nos impõem. E a mídia também ajuda para o mal.

EXEMPLOS CONSTANTES

Quando se lê e ouve, por exemplo, que os calçadistas estão fechando as portas de suas empresas, alegando problemas no câmbio; quando os agricultores não estão querendo pagar seus empréstimos pelo mesmo motivo; quando outros setores da economia vivem repetindo o mesmo drama, etc.. , chega-se enfim a uma única conclusão: sem governo eles não têm como existir. Quando as coisas são muito favoráveis, ou seja, com câmbio a favor e preço de seus produtos em alta no mercado daqui e do exterior, os ganhos são exclusivamente das pessoas físicas.

TÁBUA DE SALVAÇÃO

Quando, porém, há uma invertida no mercado, aqueles ganhos jamais voltam para socorrer o caixa das empresas para compensar o período ruim. Por isso as empresas continuam sempre descapitalizadas. E a tábua de salvação é sempre o governo. Isto explica o mercantilismo. Mercado, gente, só interessa quando é para ganhar. Quando é para perder o contribuinte é quem deve bancar. Bem, se é assim, prefiro até o socialismo. Aí, como se sabe, todos perdem. Mas, ao menos, aprendem e fazem uma revolução.

COMPLACÊNCIA

Falar ou escrever sobre o MST é muito mais promover o crime e a desesperança. Mas, algumas coisas não podem passar em branco. A pregação do monstro Stédile, de dar um ? pau - no Ministro da Fazenda é o exemplo da má educação e da complacência do governo com os patifes. Mais: o governo ainda ajuda com recursos as caminhadas para que o pau seja dado. Isto também é uma forma de corrupção, pois o dinheiro do povo é usado contra o povo.

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16 mai 2005

A OPÇÃO PELA CORAGEM


VAMOS PRESSIONAR

A decisão tomada pelo governador Rigotto, quanto ao reajuste dos servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público gaúcho, foi corajosa. Tinha, como se sabe, duas opções: o acovardamento ou a coragem. Preferiu, felizmente, a coragem e vetou o aumento. Parabéns, governador. Cabe agora observar qual o papel dos deputados da base aliada. Mostraram fraqueza quando endossaram o aumento do ICMS, no equivocado projeto que Rigotto lhes enviou. Agora continuarão fracos, buscando derrubar o veto do governador? Vamos pressionar. Nunca só aguardar.

FESTIVAL DA CORRUPÇÃO

A revista Veja, assim como as demais revistas semanais, vêm mostrando, a cada edição, um pedaço da corrupção que se alastra pelos órgãos públicos no Brasil. Nada do que está sendo veiculado é surpresa, pois a corrupção por atacado já integra os indicadores de vários institutos internacionais que classificam o risco-Brasil. O que a Veja mostra, na sua ultima edição, é onde, com quem, e como foi flagrado mais um ato de corrupção. Como não são só estes, imaginem a quantas andamos. É para isto que pagamos impostos, gente. Altos impostos. E ainda há quem entenda que não deve haver pena de morte por aqui. Sai dessa.

CORRUPÇÃO EXPONENCIAL

Já o caso Rondônia, levado ao ar no Fantástico, da TV Globo, ontem, foi mesmo fantástico. O lamentável é que as imagens gravadas pelo governador de RO, mostradas na TV, o Judiciário de lá não deixou que os cidadãos rondonienses assistissem. Mais fantástico ainda. Até porque quem paga a conta não tem o direito de saber para onde está indo o seu dinheiro. Uma corrupção exponencial, elevada a quinta potência. Cheia de cumplicidade de Poderes Constituídos. Como bons moços vamos ficar quietos? Claro que sim.

A OPÇÃO É SUA

É por isto que não tem sentido a existência de empresas públicas. Mesmo que possam mostrar alguma eficiência, as estatais provam que são muito vulneráveis à corrupção. E quando são alvos de corrupção, na empresa pública o prejuízo é do contribuinte. Sendo privada, o pepino resta ao acionista. Portanto, escolha a sua opção: 1 ? Você é masoquista, gosta mesmo de sofrer e pagar pela corrupção, por isto adora empresa pública; 2- Você se beneficia da corrupção e por isto não quer que acabe. A escolha é sua.

UM ESTADO PROVINCIANO

O RS é um reduto fantástico de pessoas portadoras de Diploma de Provincianos. Por favor, entendam que não é uma doença, mas uma característica do povo. Está enraizado no DNA das pessoas e de suas organizações. Principalmente naquelas que cuidam da divulgação e da exposição dos acontecimentos, como é o caso da mídia. Sim, a mídia gaúcha adora destacar nas suas manchetes, e nos seus programas, tudo aquilo que possa manter vivo o sentimento provinciano. Os comunicadores, pelas suas manifestações, crêem que é uma virtude agir como provincianos.

RIDÍCULO

O momento forte, deste destacado sentimento no RS, aparece mais ainda quando se observa a facilidade com que as pessoas se intrometem e acreditam saber mais da vida alheia do que das suas próprias. A paixão fica mais ardente quando fazem fofocas e querem saber com quem as pessoas dormem, se dormem e porque dormem. Pois, na semana passada, com a separação do casal - Ronaldo/ Cicarelli -, o provincianismo foi aos píncaros. A ponto de uma emissora de rádio, de grande audiência, dedicar quase duas horas da sua programação para discutir o início, meio e fim da relação do casal. E com convidados. Ridículo.

COM PATROCÍNIO

O incrível é que o programa tem até patrocinador. Sim, empresas que anunciam e gastam dinheiro com tais assuntos. Aliás, tanto a produção do programa, quanto o próprio apresentador, há muito tempo, adoram fazer intromissões na vida alheia. Mas, o fato de convidados consentirem em participar do programa para dar palpites, aí é o fim da picada.

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13 mai 2005

COMO CONSTRUIR UMA DÍVIDA ESTRUTURAL


EXEMPLO OPORTUNO

Ontem, fiz referencia à decisão corajosa de Lula por ter vetado o aumento dos servidores do Legislativo. Hoje, estou mostrando o que representam tais aumentos na formação das dívidas estruturais na União, Estados, e Municípios. Vejam o exemplo do RS: O governador Rigotto identificou o problema do Estado como estrutural, quando insistiu e obteve a lamentável aprovação do aumento do ICMS para a telefonia, combustíveis e energia.

CORAGEM OU COVARDIA

Agora, na expectativa de obter, junto ao STF, a chance de poder vetar o aumento dos servidores do Judiciário gaúcho em 8,9%, que acabaria conquistado pelos demais Poderes, Rigotto está diante de um novo problema estrutural. E ele precisa se decidir. Se for corajoso, vetando o aumento, evita o crescimento estrutural da dívida do Estado. Se, ao contrário, preferir se acovardar, estará dizendo ao povo gaúcho que novos aumentos de impostos serão necessários para enfrentar mais uma questão estrutural, endossada por ele mesmo. Este é o problema grave vivido pela União, Estados e Municípios. Ou passamos a ter coragem ou gostamos de impostos. A sociedade quer entender.

DEFININDO O CUSTO

Muita gente já está convencida de que o Brasil é mesmo um país caro demais para seus habitantes. Mas, a grande maioria do nosso povo não conseguiu perceber qual é este custo e qual o preço que paga para manter as Instituições, que estão inseridas nos Poderes constituídos. O custo do Poder Executivo, que tem o Presidente da República à sua frente, é aquele que ainda assim tem suas despesas mais divulgadas. Que não são poucas e muitas nem tão corretas. A ponto de nos deixarem sempre de cabelo em pé.

COMPARAÇÃO LÓGICA

O custo do Poder Legislativo é aquele que passou a ser conhecido, embora de forma mais restrita, pelos absurdos ganhos dos deputados e senadores. Que é monstruoso e vem se tornando motivo suficiente para explicar o tamanho da informalidade e da criminalidade no país. Afinal, na mesma velocidade com que os parlamentares avançam no nosso bolso, muita gente aproveita o exemplo, não suporta o custo, e avança também no bolso dos cidadãos mais certinhos, aqueles que ainda estão pagando impostos. Ou seja, a forma de ganho é diferente, mas os princípios que regem a obtenção das vantagens são os mesmos. Ambos, no entanto, muito injustos.

O PRIVILEGIADO

O Poder Judiciário, por final, é aquele que todos entendem como o mais privilegiado de todos. Ninguém desconhece que seus representantes desfrutam de enormes e injustificados benefícios e privilégios. Aí, a parada é dura e complicada. Vejam, a sociedade paga, por ano, mais de 19 bilhões de reais para manter o Judiciário. E mesmo assim, 60% dos processos que chegam lá, não são julgados. Em outras palavras: pagamos por 100, recebemos serviços que representam 40. Mas com custo de 300. Um horror. Mais: não é por falta de juízes, como muitos se acostumaram a ouvir até agora. Ao contrário. Tem mais do que é recomendável, segundo as Nações Unidas. Tudo isto foi confirmado pelo próprio presidente do STF.

BASTA

Com todas estas informações, cada vez mais transparentes, e ao alcance dos brasileiros, só uma ignorância muito aguda faz com que haja tanto silêncio. Em qualquer vilarejo deste mundo as coisas já teriam tido um basta. De muitas maneiras.

A SOCIEDADE CONDENA

Aqui no Brasil, basta que seja aberto um caminho para a investigação de qualquer pessoa e, pronto: o coitado já está praticamente condenado. Investigação é sinal de culpa. E, depois de investigado,se for considerado inocente, ainda assim vai pairar muita desconfiança. Em suma: ele pode ser considerado inocente pela Justiça, mas é culpado pela sociedade. Tal qual já está acontecendo com o ex-presidente do Grêmio Foot-Ball Portoalegrense, José Alberto Guerreio, no episodio ISL. A honra dele já está enxovalhada, antes mesmo da defesa. Que, pelo visto, vai surpreender.

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12 mai 2005

ENCHENDO AS MEDIDAS


COMO DEVE SER FEITO?

Não há um setor da economia brasileira que não esteja se queixando da cotação do dólar frente ao real. Os empresários considerados mais competentes estão bem iguais aos menos preparados. Todos estão gritando, se dizendo prejudicados com o câmbio. E culpam o governo pelo descalabro. Embora o assunto já tenha enchido as medidas, o curioso é que ainda não foi apresentado pelos desesperados como deve ser corrigido o valor da moeda.

APONTANDO O CAMINHO

O setor de mineração chegou a apontar o caminho. Mostrou como é possível obter um lucro fantástico vendendo para o exterior. Tudo sem que o câmbio desfavorável criasse dificuldades. Conseguiu, como é sabido, e de forma brilhante, aumentar o preço do minério de ferro em dólares. Se os demais exportadores estão enfrentando dificuldades com o câmbio, a hora é buscar acertar a mão criando novos produtos. Com diferenciais suficientes para obter mais preço e valor.

COMO SE FAZ?

Mas, voltando ao primeiro bloco, a pergunta é: Qual a providência que pode ser tomada para melhorar o câmbio para os exportadores e não piorar para os importadores. Por favor, responda. Deve voltar a fixar a moeda? E, a partir daí, se comprometer a comprar os dólares ofertados? Ou deve manter a moeda flutuante, mas comprar e comprar até que o preço atinja o preço que os exportadores exigem? Já é hora de apresentar soluções que não sejam ridículas a ponto de fazer com que os contribuintes de impostos não paguem por tudo.

VETO CORAJOSO

A decisão do presidente Lula, ao vetar o aumento dos salários dos servidores do Legislativo Federal, foi magnífica. Mais, foi corajosa e digna de aplausos, certamente. Até hoje nenhum político teve a coragem de fazer o que Lula fez ontem. Todos sempre lavaram as mãos para não enfrentar as dificuldades políticas de uma negação de aumento de salários. Nem no Poder que representa e muito menos nos outros Poderes.

A TAL ISONOMIA

É exatamente por isto que estamos atolados de custos e despesas. A tal da isonomia sempre foi a forma encontrada para que todos os servidores, de todos os Poderes, tenham conquistado o mesmo tratamento. E, assim, nós todos sempre nos ferramos. Afinal, nós é que pagamos a conta.

TOMARA

Quanto ao desafio feito pelo presidente da Câmara, de que vai derrubar o veto presidencial, é a pura demonstração da falta de responsabilidade do Legislativo. Não é porque tem verba sobrando que deve aumentar salários. Deve pensar no processo em cadeia e na necessária redução de despesas de governo, onde entram todos os Poderes. Tomara que os governantes se espelhem na correta atitude do presidente e comecem a ter mais cuidado com o dinheiro público e com os contribuintes. Tomara.

REFORMA DO ICMS

A reforma do ICMS, traduzida como reforma tributária, tanto pela mídia como pelos políticos, anda ceia de dificuldades. Sempre há aqueles que querem piorar o que não é tão bom. Até o Confaz dá pontapés no projeto produzindo deformidades e criando dificuldades. Na realidade, ninguém quer uma coisa melhor para os contribuintes. Isto sem falar que qualquer mudança no ICMS, não reserva possibilidades de redução da ganância tributária.

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11 mai 2005

REUNIÃO DE CÚPULA


ESPORTE FAVORITO

É óbvio que não se pode desprezar a realização de uma reunião de Cúpula América do Sul- Países Árabes. Desde que seja para buscar mais desenvolvimento para os seus membros. Como o objetivo não foi só este para que houvesse a realização do encontro, como ficou evidente, é de se lamentar que boa parte do tempo destinado ao encontro tenha sido para o esporte preferido dos envolvidos: fazer críticas aos EUA. Virou, em última análise, um Fórum Social de Meio Mundo.

GROSSERIAS

E, por conseguinte, não faltaram as tradicionais grosserias. De todos os lados, principalmente dos latinos, que sempre fazem questão de mostrar a velha falta de educação. O maior dos mal-educados, o presidente argentino, foi fora-de-série. Avesso ao Mercosul, ao Brasil, ao mundo, simplesmente se retirou sem dar explicação. E durante a sua curta participação, mostrou que estava muito contrariado. Com tudo. Um vexame.

FANFARRÃO

Já o populista presidente venezuelano só veio com um interesse: discursar, fofocar e provocar. Como a mídia adora o tipo foi a glória. Trata-se, porém, de um fanfarrão perigoso que muita gente está se apaixonando. Mas, que é um monstrengo latino, que lembra muito bem aquele alemão responsável por uma guerra, cujo final está completando 60 anos neste mês. Um horror.

OS MÍOPES

Sobra quem nisto tudo? Sobram os panos quentes oferecidos a todo o momento pelos representantes do governo brasileiro. Eles adoraram o encontro, pois fizeram o seu papel. Cumprindo um programa estratégico, se mantêm um pouco distantes de todos os malucos. Mas não passa de um jogo de cena para dar a impressão de que não querem se comprometer com aquilo que, decididamente, sempre estiveram comprometidos. Há quem não tenha visto isto. Os míopes.

DESISTÊNCIA SURPREENDENTE

Ninguém ainda pode afirmar, pois a noticia pegou a todos de forma surpreendente. Mas já é possível fazer algumas deduções sobre a desistência da JC Penney de permanecer no Brasil. De repente, resolveu não querer mais a Lojas Renner e colocou à venda a empresa. Ora, se fosse bom não teria dúvidas em ficar por aqui. Algo há. E as explicações são as mesmas de um vendedor de automóvel: inventa razões simpáticas para que os compradores não desistam. Cair fora daqui não é novidade. O risco, no entanto, é que diz o quando e o porquê.

É PRECISO FESTEJAR?

A performance negativa identificada pelos indicadores da indústria do RS já demonstram o estrago que o governo conseguiu promover depois de aumentar as alíquotas do ICMS e de restringir o crédito do mesmo imposto aos exportadores. E isto foi só o início do desespero, pois a medida ainda é recente. O curioso é que outros Estados começam a mostrar outro tipo de comportamento. Santa Catarina que o diga, principalmente por estar ao lado. Precisamos festejar as iniciativas do governo do RS, não é mesmo?

PEDÁGIOS

É oportuno observar que as empresas concessionárias de rodovias do RS não conseguiram o resultado esperado. Os investimentos feitos, como mostra o estudo encomendado pela AGERGS, não obtiveram o retorno previsto. Como os usuários, geralmente, não gostam de pagar pedágio e imaginam que os grupos econômicos ganham muito em cima das tarifas cobradas, aí está a notícia. É duro, pois até a Justiça dificultou a cobrança por algum tempo em várias praças de pedágios. Deste jeito vamos acabar ficando sem estradas.

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10 mai 2005

ANTEVENDO MAIS PROBLEMAS


RISCO NATUREZA

Dias atrás escrevi sobre o risco produzido pela natureza, onde as variações climáticas muitas vezes se apresentam como uma forma de difícil administração. Os períodos de estiagem, dependendo do solo, ainda podem ser controladas por sistemas corretos de irrigação. Já as inundações são bem mais difíceis.

PREVISÕES COMPLICADAS

Como a maioria dos agricultores gaúchos desdenharam as previsões do tempo e mostraram pouca capacidade para enfrentar a estiagem, apesar das informações fornecidas pelos meteorologistas americanos, imaginem o que vão fazer com as inundações, como já prevêem os australianos para a América do Sul.

A LEI DAS PROBABILIDADES

Pois é bem isto que pode acontecer. Caso se confirmem as previsões do Instituto Australiano de Meteorologia, como informa o leitor atento Ewandro Puggina, estamos fritos, ou melhor, molhados. Eis o informe: - Fenômenos tipo El Nino podem provocar seca na Austrália e inundações na América do Sul, com probabilidade entre 30% e 50% de ocorrência. Ou seja, o risco é o dobro do que seria de esperar para esta época do ano -. Embora ninguém queira que isto aconteça, o mais importante é observar a lei das probabilidades.

AO CONTRÁRIO

Todos os brasileiros certamente ainda lembram da frase do então ministro Ricupero, quando disse: - O bom a gente fatura. Já o ruim não se comenta -. Agora, já entrando no clima eleitoral de 2006, corremos o sério risco de fazer o contrário. Pelo que se ouve e lê, o país pode ficar com o mal e deixar pra lá o que está mais certo.

VOLTA FMI !

O lado mais correto, o macro-econômico, está sendo constantemente bombardeado pelas oposições e pelos próprios aliados(?) do governo. Como a tradição nos informa, é quase certo que vamos, mais uma vez, ceder ao fracasso. Gente, estamos praticamente prontos para abandonar tudo aquilo que foi conquistado no sentido de obtermos alguma credibilidade junto ao mercado internacional. A continuar assim, o próximo passo será, de novo, pedir ajuda ao FMI.

PAÍS COMPLICADO

Enquanto matamos o tímido sucesso, os nossos graves problemas continuam intocáveis, pela condução da micro-economia. Não flui, pois faltam soluções suficientes para que os negócios aconteçam. E, por outro lado sobram medidas assistencialistas que só provocam gargalos e obstáculos intransponíveis.

PARA O INFERNO

Como se isto não bastasse, no âmbito do governo só acontecem reuniões festivas com representantes fracassados. As fotos e as declarações de Kirchner, Hugo Chávez e Lula mostram o caminho que estamos metidos. Somos tão ruins quanto qualquer um de seus países. Partimos para uma verdadeira caminhada para o nada, ou para o inferno. Confesso,. inclusive, que já cansei de ouvir falar em Mercosul e com a possibilidade de ver acontecer esta besteira. Esta hipótese, gente, já foi retirada de qualquer sonho de inocentes.

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