VOLTANDO À COMPETITIVIDADE
Voltando ao tema do editorial de ontem, onde abordei a nossa paupérrima competitividade, vale lembrar que em 2012 (base 2011), mesmo sem ostentar uma boa posição ainda conseguimos fechar em 48º lugar entre os 144 países ranqueados pela WEF (World Economic Forum).QUEDA LIVRE
Lembro, também, que em 2013 (base 2012), um ano após, portanto, o Brasil caiu 8 posições, ficando em 56º lugar. Em 2014 (base 2013) como foi divulgado ontem, descemos mais um degrau, ou seja, passamos para o 57º lugar.PESO MAIOR
Como bem informa o pensador (Pensar+) Paulo Rabello de Castro (coordenador do Movimento Brasil Eficiente), o que mais pesou no recuo da posição brasileira em 2014 (base 2013) foi: 1- a piora nos itens representativos da eficiência pública (135ª posição);2- confiança nos políticos (144ª posição); e,3- desperdício de recursos (137ª posição).PESQUISA REVELADORA
Estes indicadores, aliás, estão todos registrados e disponíveis na recente pesquisa nacional do Datafolha, para o Movimento Brasil Eficiente, mostrando que os brasileiros enxergam o mau uso dos recursos arrecadados, excesso de tributos e muita desconfiança nos políticos.PRÓXIMO GOVERNANTE
Será muito grande, portanto, a responsabilidade do próximo governante, a ser eleito até o mês de novembro (em caso de segundo turno), de responder de modo incisivo e direto ao enorme desafio de Eficiência na gestão pública e controle da corrupção e desperdício.CENÁRIO
O cenário da indústria e, de resto, o nível das expectativas dos empresários estarão muito dependentes de sinalizações práticas dos candidatos que, em boa medida, ainda não aconteceram. Por enquanto, conclui Rabello de Castro, o mercado está sendo embalado por pura esperança de uma renovação da política.MAIS DO QUE OS OUTROS
O Brasil, como pode ser observado depois de ler atentamente o estudo-levantamento feito pelo WEF, quase não piorou. O problema é que vários outros países trataram de melhorar, o que vem resultando na nossa queda gradual e segura no ranking de competitividade. Precisamos, portanto, não só melhorar, mas sermos ainda melhores do que os nossos competidores.PIOROU
Se o Brasil já era uma país travado, muito antes da turma do PT assumir o governo, bastou a dupla Lula/Dilma entrar em cena para tudo piorar. Mais: piorar de forma alarmante e muito preocupante.PLANO REAL
No primeiro momento, quando Lula deu início ao governo neo-comunista, pouca gente percebeu a esperta estratégia de governo do PT. Tanto é verdade que a maioria dos brasileiros (e estrangeiros) passou a rasgar enormes elogios a Lula, por entender que o tripé de sustentação do Plano Real seria mantido.ENCENAÇÃO
O estado de euforia que tomou conta dos enganados, como já está bem claro hoje, fez com que muita gente não percebesse o maquiavelismo dos neo-comunistas. O fato é que toda aquela encenação não passou de um show de ilusionismo para esconder o que realmente estava por trás do plano neo-comunista-petista.BLOCOS
O bloco dos bobos, embriagado por crédito abundante concedido pelo governo, saiu às compras cheio de euforia. Enquanto isso um outro bloco, não menos animado, se via altamente beneficiado pelo fantástico e nunca visto boom de preços das commodities produzidas no país.RANKING DE COMPETITIVIDADE
Com tanta coisa para se divertir, pouquíssimos brasileiros perceberam que o Brasil permanecia (com viés de piora) como um dos países mais ineficientes e carregado de altíssimo peso burocrático. Ontem, ao ser divulgado o Ranking Global de Competitividade (144 países analisados) ficou ainda mais claro para o mundo todo o quanto esses dois governos petistas prejudicaram a economia do nosso pobre país: o Brasil caiu da 56ª, em 2013, para a 57ª, em 2014.BRICS
Só para que tenham uma ideia do arraso observem que entre os países que compõem o Bloco -BRICS- (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a economia brasileira está à frente apenas da Índia, que ficou na 71ª colocação. Que tal?CAIU A FICHA?
Mais: no ranking do Fórum, apenas a Venezuela obtém peso da regulamentação estatal mais nefasta que no Brasil. Para o economista sênior da entidade, Beñat Bilbao, o problema é que o governo neo-comunista-petista sequer conseguiu fazer as reformas estruturais que prometeu. Ou seja: o Brasil desperdiçou o período de vacas gordas e não fez as reformas estruturais. Agora, será ainda mais difícil. Caiu, finalmente, a ficha?MENSAGENS
Tenho recebido mensagens de leitores/assinantes do Ponto Critico dizendo que aqueles que leem os editorias já estão convencidos daquilo que precisa ser feito para que a economia cresça com índices decentes no nosso país, de forma consecutiva, por vários anos.DIVERGEM POR INTERESSE
Mesmo convencido de que grande parte dos leitores do Ponto Crítico é formada por gente bem mais esclarecida, informada e pra lá de consciente de que o país só poderá entrar num círculo virtuoso de crescimento se várias reformas vierem a ser feitas (e muito bem feitas), admito que ainda há muita gente que, mais para não perder certos privilégios conquistados, esperneiam, relutam e divergem do pensamento lógico.PENSAR+
Pois, a partir desta realidade é que todos aqueles que hoje fazem parte do PENSAR+ (grupo que reúne Pensadores cujo objetivo principal é produzir conteúdos que ajudem no esclarecimento sistemático da relação Causa/Efeito das decisões tomadas e/ou que deixam de ser tomadas em todos os níveis e esferas de Poder) fazem de tudo para levar cada dia mais esclarecimentos a um maior número de pessoas possível.ANALFABETISMO FUNCIONAL
Deve ser levado em conta, como de resto os Pensadores sabem muito bem, que por ser absurdo o número de brasileiros que sofrem de analfabetismo funcional, grande parte dos conteúdos, por mais didáticos que sejam, não produzirá os resultados necessários. Vão, lamentavelmente, esbarrar: 1- na falta de interesse sobre os temas abordados; e/ou, 2- na falta de entendimento dos temas abordados.PRINCÍPIO
Como não há outra saída fora o correto conhecimento da relação -Causa/Consequência- o princípio que rege o compromisso dos -Pensadores- é a paciência, a perseverança e, principalmente, procurar ficar o mais longe possível das questões ideológicas.IDEOLOGIA DO ATRASO
Até porque é neste particular que se formam as grandes barreiras (a maioria intransponíveis) que impedem o raciocínio lógico e prejudicam a maioria dos debates e discussões sobre os mais variados temas.TUDO PREVISTO COM ANTECEDÊNCIA
Como tudo que está acontecendo com a economia do nosso pobre país foi previsto com enorme antecedência por parte do nosso -grupo- de Pensadores, ao menos os leitores mais atentos não se sentiram enganados: todos foram brindados com estudos que hoje os índices econômicos, comprovadamente, estão mostrando.PRAXE
O editor-executivo do Valor Cristiano Romero, dias atrás publicou um artigo contando que dois economistas do Banco Mundial - Otaviano Canuto e Philip Schellekens - , aos quais a presidente Dilma-Neocomunista Rousseff, seu magnífico ministro Guido Mantega e, principalmente, o criador de ambos, o ex-presidente Lula, vão desancar o pau (como de praxe), desenvolveram um estudo sobre o comprovado péssimo crescimento econômico do nosso pobre país.PERSPECTIVAS
Em tese, o estudo, que leva o título: Três Perspectivas sobre o Pessimismo quanto ao Crescimento Brasileiro-, expõe o quadro que os brasileiros que têm algum discernimento já estão cansados de falar: a explicação para o baixo crescimento do nosso PIB, que se arrasta desde 2008, está, basicamente, na falta de reformas.CRESCIMENTO?
Eis o que dizem os economistas: - De 1947 a 1980, o Brasil cresceu a uma média de 7,5% ao ano. Entre 1981 e 2003, período que marcou a crise da dívida, a taxa de crescimento anual caiu para 2%. A estabilização da economia desde 1994 e um ambiente externo favorável aceleraram a expansão média anual para 5% entre 2004 e 2008.MENOS
Apesar de ter resistido bem à crise mundial de 2008, inclusive ao registrar crescimento de 7,5% em 2010, o Brasil tem avançado desde 2011 a taxas que lembram o período 1981-2003. Na verdade, a confirmar-se a projeção mediana do mercado para o PIB de 2014 - alta que será inferior a 1% -, a média dos anos Dilma será de míseros 1,8%. Ou menos.REFORMA MACROECONÔMICA
O crescimento (acelerado) de 2004 a 2010 foi resultado dos efeitos retardados das reformas realizadas nos anos 90 e na primeira metade dos anos 2000. O Brasil colocou a -casa macroeconômica em ordem- e implementou reformas nos setores financeiro, comercial e social. Os prêmios de risco de ativos brasileiros caíram de forma sistemática depois que ficou claro o compromisso com a disciplina fiscal (LRF), o regime de metas para inflação e o câmbio flutuante, independentemente do partido político no comando do governo. Adicionalmente, condições externas favoráveis ajudaram a diminuir as restrições financeiras.ABUSOU
Para muitos, o Brasil parou de crescer porque, nos últimos três anos, o governo (Dilma) resolveu por em risco a credibilidade duramente conquistada. Com o objetivo de acelerar o crescimento, o governo relaxou a política fiscal, tolerou inflação mais alta e fez intervenções no câmbio para amortecer a volatilidade. Além disso, usou os preços administrados para controlar a inflação e abusou de operações parafiscais pouco transparentes para estimular o crédito.LONGA E INACABADA
Canuto e Schellekens consideram EXAGERADA a tese de que a piora das condições externas nos anos recentes, com o baixo crescimento das economias avançadas, a moderação da expansão chinesa, o aumento da aversão dos investidores a risco e a elevação do custo do crédito externo, tem sido a grande responsável pelo baixo crescimento do Brasil. Eles lembram que a maior parte do PIB brasileiro é dado pelo mercado interno e que, aqui, a atividade tem uma -orientação externa limitada-. Das dez maiores economias, a brasileira é a que possui a menor participação das exportações no PIB. Para os economistas (concordo plenamente) o ambiente microeconômico é crítico para o crescimento, -ainda mais hoje do que no passado-. A razão está na dinâmica demográfica, que tem reduzido o crescimento da força de trabalho no Brasil. - Crescimento maior requer, portanto, primeiro e principalmente o aumento da produtividade do trabalho, mas isso permanece limitado por um ambiente de negócios pesado e um ritmo lento de acumulação de capital humano e físico. Vale registrar que Canuto participou da equipe que, no início do governo Lula, sob a liderança do então ministro Antônio Palocci, promoveu avanços importantes na agenda de reformas microeconômicas. No período seguinte à saída de Palocci, essa agenda foi abandonada em prol de medidas de estímulo ao consumo. Mais recentemente, alguns esforços, especialmente os coordenados pelo secretário de Política Econômica, Márcio Holland, foram retomados, mas a agenda, como assinalam Canuto e Schellekens, é -longa e inacabada-.INCURÁVEL
O incurável ministro Mantega, como se vivesse em outro planeta (já estou com pena dos habitantes desse planeta) sem dar a mínima para o enorme fiasco que se traduziu a economia brasileira por ele comandada nesses últimos anos, cometeu mais um impropério ao dizer, ontem, que o Brasil vai crescer 3% em 2015 e que a inflação ficará em 5%. Que tal?MIRAGEM
Mantega, certamente, está vendo miragens pelos olhos e pelos poros. Se alguma coisa de verdadeiro pode acontecer em 2015 é o agravamento da recessão que já bateu nas portas da indústria. E não demora também deve bater nas portas do comércio.FOCUS
O Boletim Focus, do BC, que goza de grande credibilidade porque traduz o pensamento dos agentes do mercado, além de projetar um crescimento pífio, de 0,6%, (por enquanto) para 2014, não arrisca um índice maior do que 1,2% para 2015.EVOLUIU
Para não dizer que Mantega continua exatamente o mesmo MINISTRO MEDÍOCRE que sempre foi, desta vez ao menos apresentou uma evolução: abandonou o índice mágico, de 4%, que a cada ano anunciava para o crescimento da nossa economia. Agora, mesmo muito fora da casinha ( diminuiu para 3%) Mantega já evoluiu muito, não?COMPARAÇÃO
Seria ótimo que Mantega tomasse conhecimento dos dados apresentados nesta semana pelo ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, em artigo publicado na Folha de São Paulo. Eis, por exemplo, o resultado da comparação do quadriênio atual (de 2011 a 2014) com o anterior (de 2007 a 2010): 1) uma redução do crescimento acumulado do PIB de 19,6% para 7,4%, uma queda de 60%; 2) uma ampliação da taxa de inflação acumulada de 22,0 para 27,0%, um aumento de 20%; e3) uma deterioração do déficit em conta corrente acumulado de US$ 98,2 bilhões para US$ 268 bilhões de dólares, um aumento de 170%. Que tal?ENCRENCADO BRASIL
Como os petistas desafiam a lógica, a física, a matemática e, principalmente, o bom senso, certamente vão desconsiderar o que não pode ser contestado. Vão encontrar culpados, como sempre fazem, em outras freguesias que não as deles. Ah, está cada vez mais difícil culpar a crise internacional, se forem observados os desempenhos econômicos de vários países latinos, como México, Chile, Colômbia, Peru, Panamá e Paraguai. Agora, para piorar o argumento petista, até os EUA deve crescer três ou quatro vezes mais do que o nosso encrencado Brasil.TROCA DE NOMES DE AVENIDAS
Para finalizar, diante da repercussão que teve a minha NOTA DE NOJO, quanto à aprovação do projeto do PSOL, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, que resultou na troca do nome da Av. Castelo Branco para Av. Legalidade, só porque Ditador não pode ser nome de rua, faço aqui um desafio:Partindo da mesma lógica e do mesmo fundamento, urge a troca dos nomes de pelo menos duas Avenidas. As que levam o nome de Getúlio Vargas e Júlio de Castilhos. Que tal? Vamos fazer campanha?BOLHA DE CRÉDITO
Nos últimos anos, principalmente depois do estouro da Bolha de Crédito, que iniciou nos EUA e, por consequência, acabou se espalhando por toda a Europa, muita gente quis saber se o Brasil também poderia ser vítima daquele mesmo fenômeno.SISTEMA FINANCEIRO SÓLIDO
Pois, em todas as vezes que fui convidado a falar sobre o assunto expliquei que aquele tipo de Bolha, cujo efeito provocou a crise financeira mundial, passava longe da nossa fronteira. Graças, felizmente, à situação do nosso sólido Sistema Financeiro, que não estava (e continua não estando) alavancado.ACORDO DE CAPITAL DA BASILEIA
Ou seja, o Brasil obedecia (e continua obedecendo) o Acordo de Capital da Basileia, oficialmente denominado International Convergence of Capital Measurement and Capital Standards, cujo objetivo é criar exigências mínimas de capital para instituições financeiras como forma de fazer face ao risco de crédito.ALAVANCAGEM
É sabido que a altíssima alavancagem dos bancos americanos se deu, principalmente, pela desenfreada concessão de crédito imobiliário. A irresponsabilidade era tanta que alguns bancos (que acabaram falidos) estavam com montante de operações de credito equivalente a 45 vezes o valor do capital. Pode?BOLHA BRASILEIRA
Voltando à nossa realidade tupiniquim faz-se necessário registrar que mesmo longe da possibilidade de sermos vítimas daquele tipo de Bolha, o fato é que, levado por um sentimento típico de inveja, o governo resolveu que precisava construir uma BOLHA BRASILEIRA.ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS
A Bolha Brasileira, para que todos entendam, não propõe nenhuma crise bancária. De novo: os bancos estão sólidos e pouco alavancados. O estouro se dará pela forma da elevação, sistemática e preocupante, da inadimplência.Eis o que informa a CNC - Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo: Impulsionada pelo crescimento na oferta de algumas modalidades de crédito, principalmente imobiliário, a parcela de famílias endividadas não para de subir. Em agosto o índice de inadimplência chegou a 63,6% ? o mais elevado percentual em um ano.CONSIDERANDO...
Considerando: 1- que o PIB não deve crescer mais do que 0,6% neste ano; 2- a atividade industrial não para de cair;3- o comércio e serviço, idem;4- os bancos estão reduzindo a oferta de crédito e/ou tornando mais caros os financiamentos;5- as demissões já começaram;tudo leva a crer que a inadimplência deve crescer ainda mais. Como se vê, o governo, enfim, conseguiu mostrar ao mundo todo que também sabe montar uma BOLHA. A BOLHA BRASILEIRA. Que tal?