Artigos

03 set 2014

CAIU, FINALMENTE, A FICHA?


PIOROU

Se o Brasil já era uma país travado, muito antes da turma do PT assumir o governo, bastou a dupla Lula/Dilma entrar em cena para tudo piorar. Mais: piorar de forma alarmante e muito preocupante.

PLANO REAL

No primeiro momento, quando Lula deu início ao governo neo-comunista, pouca gente percebeu a esperta estratégia de governo do PT. Tanto é verdade que a maioria dos brasileiros (e estrangeiros) passou a rasgar enormes elogios a Lula, por entender que o tripé de sustentação do Plano Real seria mantido.

ENCENAÇÃO

O estado de euforia que tomou conta dos enganados, como já está bem claro hoje, fez com que muita gente não percebesse o maquiavelismo dos neo-comunistas. O fato é que toda aquela encenação não passou de um show de ilusionismo para esconder o que realmente estava por trás do plano neo-comunista-petista.

BLOCOS

O bloco dos bobos, embriagado por crédito abundante concedido pelo governo, saiu às compras cheio de euforia. Enquanto isso um outro bloco, não menos animado, se via altamente beneficiado pelo fantástico e nunca visto boom de preços das commodities produzidas no país.

RANKING DE COMPETITIVIDADE

Com tanta coisa para se divertir, pouquíssimos brasileiros perceberam que o Brasil permanecia (com viés de piora) como um dos países mais ineficientes e carregado de altíssimo peso burocrático. Ontem, ao ser divulgado o Ranking Global de Competitividade (144 países analisados) ficou ainda mais claro para o mundo todo o quanto esses dois governos petistas prejudicaram a economia do nosso pobre país: o Brasil caiu da 56ª, em 2013, para a 57ª, em 2014.

BRICS

Só para que tenham uma ideia do arraso observem que entre os países que compõem o Bloco -BRICS- (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a economia brasileira está à frente apenas da Índia, que ficou na 71ª colocação. Que tal?

CAIU A FICHA?

Mais: no ranking do Fórum, apenas a Venezuela obtém peso da regulamentação estatal mais nefasta que no Brasil. Para o economista sênior da entidade, Beñat Bilbao, o problema é que o governo neo-comunista-petista sequer conseguiu fazer as reformas estruturais que prometeu. Ou seja: o Brasil desperdiçou o período de vacas gordas e não fez as reformas estruturais. Agora, será ainda mais difícil. Caiu, finalmente, a ficha?

Leia mais

02 set 2014

ALTO GRAU DE ACERTO


MENSAGENS

Tenho recebido mensagens de leitores/assinantes do Ponto Critico dizendo que aqueles que leem os editorias já estão convencidos daquilo que precisa ser feito para que a economia cresça com índices decentes no nosso país, de forma consecutiva, por vários anos.

DIVERGEM POR INTERESSE

Mesmo convencido de que grande parte dos leitores do Ponto Crítico é formada por gente bem mais esclarecida, informada e pra lá de consciente de que o país só poderá entrar num círculo virtuoso de crescimento se várias reformas vierem a ser feitas (e muito bem feitas), admito que ainda há muita gente que, mais para não perder certos privilégios conquistados, esperneiam, relutam e divergem do pensamento lógico.

PENSAR+

Pois, a partir desta realidade é que todos aqueles que hoje fazem parte do PENSAR+ (grupo que reúne Pensadores cujo objetivo principal é produzir conteúdos que ajudem no esclarecimento sistemático da relação Causa/Efeito das decisões tomadas e/ou que deixam de ser tomadas em todos os níveis e esferas de Poder) fazem de tudo para levar cada dia mais esclarecimentos a um maior número de pessoas possível.

ANALFABETISMO FUNCIONAL

Deve ser levado em conta, como de resto os Pensadores sabem muito bem, que por ser absurdo o número de brasileiros que sofrem de analfabetismo funcional, grande parte dos conteúdos, por mais didáticos que sejam, não produzirá os resultados necessários. Vão, lamentavelmente, esbarrar: 1- na falta de interesse sobre os temas abordados; e/ou, 2- na falta de entendimento dos temas abordados.

PRINCÍPIO

Como não há outra saída fora o correto conhecimento da relação -Causa/Consequência- o princípio que rege o compromisso dos -Pensadores- é a paciência, a perseverança e, principalmente, procurar ficar o mais longe possível das questões ideológicas.

IDEOLOGIA DO ATRASO

Até porque é neste particular que se formam as grandes barreiras (a maioria intransponíveis) que impedem o raciocínio lógico e prejudicam a maioria dos debates e discussões sobre os mais variados temas.

TUDO PREVISTO COM ANTECEDÊNCIA

Como tudo que está acontecendo com a economia do nosso pobre país foi previsto com enorme antecedência por parte do nosso -grupo- de Pensadores, ao menos os leitores mais atentos não se sentiram enganados: todos foram brindados com estudos que hoje os índices econômicos, comprovadamente, estão mostrando.

Leia mais

01 set 2014

OS PESSIMISTAS ESTÃO CERTOS


PRAXE

O editor-executivo do Valor Cristiano Romero, dias atrás publicou um artigo contando que dois economistas do Banco Mundial - Otaviano Canuto e Philip Schellekens - , aos quais a presidente Dilma-Neocomunista Rousseff, seu magnífico ministro Guido Mantega e, principalmente, o criador de ambos, o ex-presidente Lula, vão desancar o pau (como de praxe), desenvolveram um estudo sobre o comprovado péssimo crescimento econômico do nosso pobre país.

PERSPECTIVAS

Em tese, o estudo, que leva o título: Três Perspectivas sobre o Pessimismo quanto ao Crescimento Brasileiro-, expõe o quadro que os brasileiros que têm algum discernimento já estão cansados de falar: a explicação para o baixo crescimento do nosso PIB, que se arrasta desde 2008, está, basicamente, na falta de reformas.

CRESCIMENTO?

Eis o que dizem os economistas: - De 1947 a 1980, o Brasil cresceu a uma média de 7,5% ao ano. Entre 1981 e 2003, período que marcou a crise da dívida, a taxa de crescimento anual caiu para 2%. A estabilização da economia desde 1994 e um ambiente externo favorável aceleraram a expansão média anual para 5% entre 2004 e 2008.

MENOS

Apesar de ter resistido bem à crise mundial de 2008, inclusive ao registrar crescimento de 7,5% em 2010, o Brasil tem avançado desde 2011 a taxas que lembram o período 1981-2003. Na verdade, a confirmar-se a projeção mediana do mercado para o PIB de 2014 - alta que será inferior a 1% -, a média dos anos Dilma será de míseros 1,8%. Ou menos.

REFORMA MACROECONÔMICA

O crescimento (acelerado) de 2004 a 2010 foi resultado dos efeitos retardados das reformas realizadas nos anos 90 e na primeira metade dos anos 2000. O Brasil colocou a -casa macroeconômica em ordem- e implementou reformas nos setores financeiro, comercial e social. Os prêmios de risco de ativos brasileiros caíram de forma sistemática depois que ficou claro o compromisso com a disciplina fiscal (LRF), o regime de metas para inflação e o câmbio flutuante, independentemente do partido político no comando do governo. Adicionalmente, condições externas favoráveis ajudaram a diminuir as restrições financeiras.

ABUSOU

Para muitos, o Brasil parou de crescer porque, nos últimos três anos, o governo (Dilma) resolveu por em risco a credibilidade duramente conquistada. Com o objetivo de acelerar o crescimento, o governo relaxou a política fiscal, tolerou inflação mais alta e fez intervenções no câmbio para amortecer a volatilidade. Além disso, usou os preços administrados para controlar a inflação e abusou de operações parafiscais pouco transparentes para estimular o crédito.

LONGA E INACABADA

Canuto e Schellekens consideram EXAGERADA a tese de que a piora das condições externas nos anos recentes, com o baixo crescimento das economias avançadas, a moderação da expansão chinesa, o aumento da aversão dos investidores a risco e a elevação do custo do crédito externo, tem sido a grande responsável pelo baixo crescimento do Brasil. Eles lembram que a maior parte do PIB brasileiro é dado pelo mercado interno e que, aqui, a atividade tem uma -orientação externa limitada-. Das dez maiores economias, a brasileira é a que possui a menor participação das exportações no PIB. Para os economistas (concordo plenamente) o ambiente microeconômico é crítico para o crescimento, -ainda mais hoje do que no passado-. A razão está na dinâmica demográfica, que tem reduzido o crescimento da força de trabalho no Brasil. - Crescimento maior requer, portanto, primeiro e principalmente o aumento da produtividade do trabalho, mas isso permanece limitado por um ambiente de negócios pesado e um ritmo lento de acumulação de capital humano e físico. Vale registrar que Canuto participou da equipe que, no início do governo Lula, sob a liderança do então ministro Antônio Palocci, promoveu avanços importantes na agenda de reformas microeconômicas. No período seguinte à saída de Palocci, essa agenda foi abandonada em prol de medidas de estímulo ao consumo. Mais recentemente, alguns esforços, especialmente os coordenados pelo secretário de Política Econômica, Márcio Holland, foram retomados, mas a agenda, como assinalam Canuto e Schellekens, é -longa e inacabada-.

Leia mais

31 ago 2014

DESAFIANDO A LÓGICA, A FÍSICA E O BOM SENSO


INCURÁVEL

O incurável ministro Mantega, como se vivesse em outro planeta (já estou com pena dos habitantes desse planeta) sem dar a mínima para o enorme fiasco que se traduziu a economia brasileira por ele comandada nesses últimos anos, cometeu mais um impropério ao dizer, ontem, que o Brasil vai crescer 3% em 2015 e que a inflação ficará em 5%. Que tal?

MIRAGEM

Mantega, certamente, está vendo miragens pelos olhos e pelos poros. Se alguma coisa de verdadeiro pode acontecer em 2015 é o agravamento da recessão que já bateu nas portas da indústria. E não demora também deve bater nas portas do comércio.

FOCUS

O Boletim Focus, do BC, que goza de grande credibilidade porque traduz o pensamento dos agentes do mercado, além de projetar um crescimento pífio, de 0,6%, (por enquanto) para 2014, não arrisca um índice maior do que 1,2% para 2015.

EVOLUIU

Para não dizer que Mantega continua exatamente o mesmo MINISTRO MEDÍOCRE que sempre foi, desta vez ao menos apresentou uma evolução: abandonou o índice mágico, de 4%, que a cada ano anunciava para o crescimento da nossa economia. Agora, mesmo muito fora da casinha ( diminuiu para 3%) Mantega já evoluiu muito, não?

COMPARAÇÃO

Seria ótimo que Mantega tomasse conhecimento dos dados apresentados nesta semana pelo ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, em artigo publicado na Folha de São Paulo. Eis, por exemplo, o resultado da comparação do quadriênio atual (de 2011 a 2014) com o anterior (de 2007 a 2010): 1) uma redução do crescimento acumulado do PIB de 19,6% para 7,4%, uma queda de 60%; 2) uma ampliação da taxa de inflação acumulada de 22,0 para 27,0%, um aumento de 20%; e3) uma deterioração do déficit em conta corrente acumulado de US$ 98,2 bilhões para US$ 268 bilhões de dólares, um aumento de 170%. Que tal?

ENCRENCADO BRASIL

Como os petistas desafiam a lógica, a física, a matemática e, principalmente, o bom senso, certamente vão desconsiderar o que não pode ser contestado. Vão encontrar culpados, como sempre fazem, em outras freguesias que não as deles. Ah, está cada vez mais difícil culpar a crise internacional, se forem observados os desempenhos econômicos de vários países latinos, como México, Chile, Colômbia, Peru, Panamá e Paraguai. Agora, para piorar o argumento petista, até os EUA deve crescer três ou quatro vezes mais do que o nosso encrencado Brasil.

TROCA DE NOMES DE AVENIDAS

Para finalizar, diante da repercussão que teve a minha NOTA DE NOJO, quanto à aprovação do projeto do PSOL, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, que resultou na troca do nome da Av. Castelo Branco para Av. Legalidade, só porque Ditador não pode ser nome de rua, faço aqui um desafio:Partindo da mesma lógica e do mesmo fundamento, urge a troca dos nomes de pelo menos duas Avenidas. As que levam o nome de Getúlio Vargas e Júlio de Castilhos. Que tal? Vamos fazer campanha?

Leia mais

28 ago 2014

A BOLHA BRASILEIRA


BOLHA DE CRÉDITO

Nos últimos anos, principalmente depois do estouro da Bolha de Crédito, que iniciou nos EUA e, por consequência, acabou se espalhando por toda a Europa, muita gente quis saber se o Brasil também poderia ser vítima daquele mesmo fenômeno.

SISTEMA FINANCEIRO SÓLIDO

Pois, em todas as vezes que fui convidado a falar sobre o assunto expliquei que aquele tipo de Bolha, cujo efeito provocou a crise financeira mundial, passava longe da nossa fronteira. Graças, felizmente, à situação do nosso sólido Sistema Financeiro, que não estava (e continua não estando) alavancado.

ACORDO DE CAPITAL DA BASILEIA

Ou seja, o Brasil obedecia (e continua obedecendo) o Acordo de Capital da Basileia, oficialmente denominado International Convergence of Capital Measurement and Capital Standards, cujo objetivo é criar exigências mínimas de capital para instituições financeiras como forma de fazer face ao risco de crédito.

ALAVANCAGEM

É sabido que a altíssima alavancagem dos bancos americanos se deu, principalmente, pela desenfreada concessão de crédito imobiliário. A irresponsabilidade era tanta que alguns bancos (que acabaram falidos) estavam com montante de operações de credito equivalente a 45 vezes o valor do capital. Pode?

BOLHA BRASILEIRA

Voltando à nossa realidade tupiniquim faz-se necessário registrar que mesmo longe da possibilidade de sermos vítimas daquele tipo de Bolha, o fato é que, levado por um sentimento típico de inveja, o governo resolveu que precisava construir uma BOLHA BRASILEIRA.

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS

A Bolha Brasileira, para que todos entendam, não propõe nenhuma crise bancária. De novo: os bancos estão sólidos e pouco alavancados. O estouro se dará pela forma da elevação, sistemática e preocupante, da inadimplência.Eis o que informa a CNC - Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo: Impulsionada pelo crescimento na oferta de algumas modalidades de crédito, principalmente imobiliário, a parcela de famílias endividadas não para de subir. Em agosto o índice de inadimplência chegou a 63,6% ? o mais elevado percentual em um ano.

CONSIDERANDO...

Considerando: 1- que o PIB não deve crescer mais do que 0,6% neste ano; 2- a atividade industrial não para de cair;3- o comércio e serviço, idem;4- os bancos estão reduzindo a oferta de crédito e/ou tornando mais caros os financiamentos;5- as demissões já começaram;tudo leva a crer que a inadimplência deve crescer ainda mais. Como se vê, o governo, enfim, conseguiu mostrar ao mundo todo que também sabe montar uma BOLHA. A BOLHA BRASILEIRA. Que tal?

Leia mais

27 ago 2014

OUTRO QUE SAIU DO ARMÁRIO


OUTRO CONVENCIDO TARDIO

Outro empresário do tipo - CONVENCIDO TARDIO-, que também resolveu sair do armário, como fez Abílio Diniz (sobre o qual teci comentários no editorial de ontem), é Benjamin Steinbruch, que além de presidente da CSN e primeiro-vice-presidente da Fiesp, é também apoiador de primeira hora do governo Lula/Dilma Neocomunista Petista.

PUXA-SACO-MOR

Pois, depois de ocupar por vários anos a cômoda posição de -puxa-saco-mor- do governos Lula/Dilma, diante do atual notório e indiscutível fracasso da atividade industrial brasileira, nesta semana (somente agora, portanto) o empresário se rendeu, de corpo e alma, à realidade dos fatos.

COLOCANDO PARA FORA

Tal qual Diniz (não sei se combinaram), Steinbruch também resolveu colocar para fora a sua indignação e revolta com os destinos da nossa economia. Como ele próprio escreveu -

BIDU

Em artigo que escreveu para a Folha de São Paulo, Steinbruch, agindo de forma pra lá de ridícula e melancólica, como se estivesse diante de um fato novo, expôs um aspecto da economia que lhe incomoda profundamente neste momento de reta final na corrida eleitoral: se disse convencido de que a produção industrial não para de cair. E que o Brasil caminha como um cordeiro para a recessão. (bidu, não?)

CAINDO DO CÉU

Como se tivesse caído do céu, sem saber coisa alguma do que se passa no nosso pobre país, o petista presidente da CSN se revelou impressionado com o que está ocorrendo na indústria de São Paulo. Dados da Fiesp, conta ele, mostram que foram demitidos no Estado 15,5 mil empregados no setor no mês de julho. Em 2012 e 2013, os dados acumulados indicam o fechamento de 88 mil vagas de trabalho. Considerada a estimativa de 100 mil perdas para 2014, teremos um volume impressionante de 188 mil empregos perdidos em três anos.Que coisa, não Benjamin? Assim o senhor nos deixa muito preocupados...

DOENÇA GRAVE

Em termos de oferta de trabalho, continua o ET industrial, é como se duas empresas do tamanho da Petrobrás tivessem fechado as portas.
 Agora o sintoma de que a doença do primeiro vice-presidente da Fiesp é preocupante: ele crê que ações emergenciais podem ser tomadas independentemente de eleições. A primeira, pasmem, seria a redução imediata dos juros, que permanecem em 11% ao ano e representam forte desestímulo aos investimentos produtivos. Pode?

RECESSÃO

Lamentavelmente, gente assim, notoriamente os petistas, acaba misturando CAUSA COM CONSEQUÊNCIA. Os juros estão altos porque o país não tem projeto econômico adequando. A -Matriz Econômica- adotada pelo PT, partido do coração de Steinbruch, está alinhada com a Matriz Bolivariana. Como o governo só se preocupou, e continua se preocupando, com o consumo, deixando a oferta ao -deus dará-, o crescimento do PIB só poderia ser pífio. A recessão, portanto, é fruto das besteiras que o senhor mesmo apoiou.

Leia mais