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14 ago 2009

SIM, NÓS SOMOS IMBECIS


ENTRE OS CITADOS

Assim como muitos brasileiros inconformados, também lamentei bastante por estar incluído entre aqueles que o presidente Lula, de forma inflamada, acusou de imbecis aqueles que criticam o programa assistencialista -Bolsa Família-. Ainda que aborrecido decidi que não deveria rebater a provocação no mesmo tom. Não seria educado. Mais: seria inadequado além de não acrescentar nada de positivo. E também não ajudaria a esclarecer coisa alguma.

BOLSA DESPERDÍCIO

Como hoje é sexta-feira, dia do Grupo Pensar Econômico se manifestar neste espaço, o melhor mesmo é tratar do Bolsa Família como ele merece ser tratado: com fatos reais e irrefutáveis.Aliás, neste momento já não é mais preciso usar de projeções e/ou expectativas de desperdício a ser colhido no futuro. A verdade já está disponível para uma total compreensão do quanto representa o Bolsa Desperdício.

COM TODA A RAZÃO

Antes de expor o descalabro informo que o fato, por si só, faz com que Lula esteja totalmente correto na sua afirmação. Vocês vão dar razão a ele. Este entendimento adquiriu sentido absoluto depois de ouvir, alto e bom som, o que me contou ABERTAMENTE o diretor do Sinditêxtil, ontem, no almoço que participei na FIEC ? Federação das Indústrias do Estado do Ceará. Vejam:

CURSO PARA 500 MULHERES

Como o setor têxtil é de vital importância para a economia do Ceará, a demanda por mão de obra na indústria têxtil é imensa e precisa ser constantemente formada e preparada. Diante disso, o Sinditêxtil fechou um acordo com o governo para coordenar um curso de formação de costureiras. O governo exigiu que o curso deveria atender a um grupo de 500 mulheres que recebem o Bolsa Família. De novo: só para aquelas que recebem o Bolsa Família.

ATRIBUIÇÕES

O importante acordo foi fechado dentro das seguintes atribuições: o governo entrou com o recurso; o Senai com a formação das costureiras, através de um curso de 120 horas/aula; e, o Sinditêxtil com o compromisso de enviar o cadastro das formandas às inúmeras indústrias do setor, que dariam emprego às novas costureiras. Pela carência de mão obra, a idéia não poderia ser melhor. Pois é.

ZERO DE CONTRATAÇÕES

Pois bem. O curso foi concluído recentemente e com isto os cadastros das costureiras formadas foram enviados para as empresas, que se prontificaram em fazer as contratações. E foi nessa hora que a porca torceu o rabo, gente. Anotem aí: o número de contratações foi ZERO. Entenderam bem? ZERO, gente. Enquanto ouvia o relato, até imaginei que o número poderia ser baixo, mas o fato é que não houve uma contratação sequer. ZERO. Sem qualquer exagero. O motivo? Simples, embora triste e muito lamentável, como afirma com dó, o diretor do Sinditêxtil.

PARA SEMPRE

Todas as costureiras, por estarem incluídas no Bolsa Família, se negaram a trabalhar com carteira assinada. Para todas as 500 costureiras que fizeram o curso, o Bolsa Família é um beneficio que não pode ser perdido. É para sempre. Nenhuma admite perder o subsidio.

SEM NEGÓCIO

Repito: de forma uníssona, a condição imposta pelas 500 formandas é de que não se negocia a perda do Bolsa Família. Para trabalhar como costureira, só recebendo por fora, na informalidade. Como as empresas se negaram, nenhuma costureira foi aproveitada.

A RAZÃO DE LULA

O que sobrou nisso tudo? Muita coisa. O custo alto para formar as costureiras foi desperdiçado. E pelo que foi dito no ambiente da FIEC, casos idênticos do mesmo horror estão se multiplicando em vários setores. Considerando que a região nordeste do país contempla o maior número de beneficiados com o Bolsa Família, aí está a razão para sermos todos imbecis e idiotas. Lula tem razão. Toda razão.

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13 ago 2009

SEM INVEJA


DEVER DE EMPRESÁRIO

O que leva um empresário gaúcho do setor Feiras e Eventos, como é o caso de Hélvio Pompeo Madeira, da FCEM, a promover feiras nos Estados do Ceará, Goiás e Santa Catarina? Pois, quem conversa com Madeira entende bem os motivos. Primeiro, porque é dever do verdadeiro empresário ficar atento aos movimentos do mercado.

MARKET MAKERS

Segundo, porque quando a oportunidade bate à porta, o negócio é tratar de botar o bloco na rua e fazer acontecer. E quando a oportunidade não se mostra tão visível é a hora da ousadia. É preciso abrir a porta e ir para o risco. Como fazem os market makers.

APOSTANDO NO CEARÁ

O que levou Helvio Madeira a apostar no Ceará, dois anos atrás, com a Maquintex, por exemplo, foi a percepção clara da vontade demonstrada pelos empresários e políticos do Ceará, que queriam ver e fazer o Estado crescer e se desenvolver. Agora, nesta segunda edição da Maquintex, que acontece a cada dois anos, o crescimento no número de expositores já foi expressivo: praticamente 40% em relação à primeira edição.

SINDITÊXTIL

O resultado expressivo fez com que o representante do Sinditêxtil Ceará, Ivan Bezerra Filho, destacasse o papel da FCEM da seguinte forma: - Estamos muito gratos de o grupo FCEM ter escolhido o Ceará para realizar esta feira. Reconhecemos todo este esforço que é fundamental para o mercado.

MUDANÇAS INEGÁVEIS

É óbvio que nem tudo que acontece no Ceará é uma maravilha. Mas, além de surpreendentes, os resultados das mudanças nos últimos anos são inegáveis. Hoje, o Ceará agrada os investidores e visitantes e estimula os moradores. Cada dia que passa o Estado se mostra mais arrumado e com mais disposição para crescer.

CONTAS PÚBLICAS

Além da localização geográfica privilegiada, coisa que encurta em muito a distância dos principais mercados (4h dos EUA e 6h de Portugal), as contas públicas mostram gozar de boa saúde, se comparadas com outros Estados, principalmente, o RS.

MUSCULATURA

A folha de salários dos servidores, por exemplo, compromete algo como 40% da Receita Corrente Líquida (RCL). Esta musculatura, invejável, fez com que, em 2008, o investimento público atingisse 15% do valor da RCL. De novo: comparado com o RS, onde não sobra um centavo para investir, é a glória.

SEM INVEJA

Mas, dentre tantas coisas importantes, a que mais me chama a atenção é o espírito cearense, e dos nordestinos em geral: os empresários são desprovidos da inveja nos negócios. A chave usada para o sucesso que o Estado vem colhendo está na luta conjunta para que tudo melhore. E quando o desenvolvimento é a meta, todos dão às mãos. Bem ao contrário do RS, não?

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12 ago 2009

MAQUINTEX 2009- FORTALEZA


FEIRA

Ontem, o Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza abriu as portas de seus pavilhões para a realização da Maquintex 2009 - Feira de Máquinas, Equipamentos, Serviços e Química para a Indústria Têxtil. Com 120 expositores e 400 marcas, aproximadamente, o público visitante que os organizadores esperam, até sexta-feira, é de 16 mil visitantes.

PÓLO INDUSTRIAL

O Estado do Ceará, entre os muitos setores que experimentam forte crescimento, desponta como um grande pólo da indústria têxtil. Como não há um pé de algodão plantado no Ceará, o abastecimento da matéria prima vem da Bahia, Mato Grosso, Goiás e de fora do país.

PARCERIA

Depois do calçado, o setor têxtil é aquele que tem mais peso na economia do Estado. Se os empresários fazem força, o governo também aparece como um parceiro decisivo. Para que os produtores pudessem enfrentar a boa briga com o mercado internacional, onde a importação oferecia preços mais competitivos, o governo aceitou a redução de 50% do ICMS. Atenção: redução esta sobre uma alíquota já incentivada. O resultado foi imediato e positivo: o governo não acusou redução de receita.

INCENTIVOS

Para continuar estimulando o crescimento e novos investimentos, os incentivos concedidos pelo Governo e prefeituras são inúmeros. Quanto maior a distância na interiorização dentro do Estado; quanto maior a preocupação com meio ambiente; e, quanto maior o número de contratações, maior o incentivo, que pode chegar a 78% de redução de ICMS no setor têxtil, e 75% nos demais.

SALTO

Com estas providências, o Ceará deu um salto enorme na última década. E promoveu uma grande revolução nas cidades mais pobres. A maioria dos operários contratados, ao preferir remuneração por produção, se esforça de todas as formas para cumprir bem melhor as tarefas.

NOVOS INVESTIMENTOS

Segundo o Secretário do Desenvolvimento do Estado do CE, que também é 1º vice-presidente da FIEC ? Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Ivan Rodrigues Bezerra, as coisas não param por ai. Novos investimentos estão chegando por aqui: um grupo coreano deve investir R$ 6 bi numa siderurgia.

OUTROS SETORES

Outros setores que estão na mira de investidores que não param de chegar por aqui é o de energia ( até 2010 o Estado será auto-suficiente), o cimento e o naval, etc. Como eu disse ontem, o Ceará está bombando. Muito além do conhecido turismo de lazer. Maravilha.

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11 ago 2009

UMA NOVA U.R.S.S.


SOCIALISTAS LATINOS

Se a Cortina de Ferro, representada pelos países que formaram a antiga URSS - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas - foi extinta com a queda do muro de Berlin, os socialistas latinos resolveram que isso não poderia ficar assim.

UNIÃO SUL-AMERICANA

Para não deixar morrer a idéia nem os princípios que levaram à ruína vários países do leste europeu, os socialistas latinos simplesmente formaram uma outra URSS: a União das Repúblicas Socialistas Sul-americanas.

MESMO PROGRAMA

Se a sigla adotada não foi esta (URSS), embora tudo combine com a Soviética, o programa que está sendo posto em prática é uma copia fiel da cabeça ideológica dos monstros do antigo leste europeu.

O MURO

Para tentar disfarçar, UNASUL foi a sigla escolhida pelos socialistas latinos. E agora, para completar o quadro e ficar tudo igual à velha URSS, só falta a construção do símbolo: o Muro. É provável que a obra comece na divisa com a Colômbia. Só pode...

QUERMESSE

Ontem, a reunião de Cúpula da URSS, digo, Unasul, parecia uma verdadeira quermesse. Com direito às fanfarras do mais saliente de todos: o comunista-mor Hugo Chávez, que está doente com as bases americanas na Colômbia.

A SAÚDE DO VICE

Lula, embora preocupado, pois faz parte do Clube e comunga das mesmas idéias, preferiu cair fora do ambiente. Para tanto usou como desculpa o estado de saúde de seu vice, Jose Alencar, e voltou rapidinho ao Brasil.

MAQUINTEX 2009

Para quem vive no RS, principalmente no inverno, o Ceará é um verdadeiro paraíso. Além do calor que impera durante o ano inteiro, o sol, seu grande produto turístico é entregue todos os dias aos seus visitantes. Uma maravilha.Hoje, às 14h, começa a Maquintex 2009, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Pelos contatos que fiz, ontem à noite, é impressionante como a região nordeste do pais está bombando. As indústrias do setor têxtil e do calçado não param de investir por aqui. A maioria destas com sotaque gaúcho. A razão principal? A logística. Ninguém está mais perto dos mercados consumidores, principalmente dos EUA e da Europa, do que os Estados do nordeste.

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10 ago 2009

CAMPANHAS ENVOLVENTES


CRACK

O Grupo RBS de Comunicação, através de todos os seus veículos, desencadeou uma forte campanha de alcance regional visando o combate às drogas, principalmente o CRACK, considerada aquela que mais avança no país.

TEMA

A escolha do tema da campanha, além de louvável é extremamente oportuna pelo estrago que o CRACK vem promovendo em muitas famílias e/ou na sociedade como um todo. Parabéns, portanto, pelo alerta.

EXISTÊNCIA DA CAMPANHA

Quando uma empresa de comunicação detém um potente índice, tanto de audiência quanto de leitores, como é o caso da Globo (país) e da RBS (região sul), o resultado das campanhas tende a ser muito promissor. Se todos não seguem os conselhos propostos, ao menos sabem da existência da campanha.

DROGA PESADA

Consciente do terrível mal que faz o CRACK, gostaria que houvesse uma redução substancial do consumo da droga. Mas, pelo efeito comparativo, creio que estamos convivendo com uma droga bem mais pesada e pior do que o CRACK: a política brasileira e seus ocupantes. Gente, esta é a pesada droga que, literalmente, está liquidando com o país.

RESULTADO DECISIVO

Sem entrar no mérito das campanhas do Diretas Já! e do Fora Collor!, ambas lideradas pela Rede Globo mas com a adesão das demais empresas de comunicação do país, o resultado foi decisivo: os dois propósitos foram atingidos. Mais: com participação efetiva e entusiasmada do povo nas ruas.

MAL MAIOR

Sem desmerecer a campanha de combate às drogas, mas por questão de prioridade no combate ao mal maior que se abate no povo brasileiro, o que o país mais precisa neste momento é um envolvimento geral, da mídia e da sociedade como um todo, visando afastar os políticos safados e mudar radicalmente este sistema eivado de privilégios e cheio de esperteza.

MOTIVAÇÃO

Só campanha com o mesmo envolvimento é que pode produzir os efeitos que precisamos. Por enquanto, embora de grande efeito, só a internet não resolve. Ainda é preciso um forte apoio da mídia aberta, que chegue com força aos jovens e ao povão. Eles precisam ser motivados para o combate. Aí tudo acontece. Como já aconteceu no passado.

MAQUINTEX

Sigo hoje para Fortaleza, CE, a convite da FCEM, empresa organizadora da Maquintex - Feira de Máquinas, Equipamentos, Serviços e Química para a Indústria Têxtil, que começa amanhã, 11, e vai até sexta, 14, no Centro de Convenções do Ceará. Além de curtir uma temperatura mais agradável escrevo de lá contando as razões do Ceará levar vantagem na atração de eventos.

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07 ago 2009

O BRASIL CLAMA POR REFORMAS


GRUPO PENSAR ECONÔMICO

Diante de tanto descalabro, tanto no ambiente político totalmente apodrecido, quanto nas despesas públicas que não param de crescer, não há nada mais urgente do que fazer algumas reformas na Constituição. Este é o pensamento, a convicção e a certeza do GRUPO PENSAR ECONÔMICO.

NA TÁBUA DE SALVAÇÃO

É mais do que óbvio que os políticos nunca vão perder seus privilégios incríveis. E nunca vão deixar de praticar atos de improbidades administrativas. Como precisamos conviver com esta praga eterna é hora de exigir uma boa compensação. Para continuar pagando a conta, cada vez mai salgada, a economia precisa ficar mais competitiva. Soltando algumas amarras é possível estimular mais investimentos e perseguir um crescimento continuado, parecido com os países asiáticos. O Grupo Pensar Econômico não é muito esperançoso de que a compensação aconteça, mas tem por obrigação mostrar o norte, escrevendo o que pensa na tábua de salvação. O artigo do economista Paulo de Tarso Pinheiro Machado, Diretor Técnico da Pólo - RS Agência de Desenvolvimento e da Agenda 2020, membro do Grupo Pensar Econômico, explica o pensamento do GPE:

MEDIDAS NECESSÁRIAS

Superar os efeitos da crise econômica internacional é a tarefa do momento que se impõe ao país através da adoção de medidas necessárias de política econômica. Todavia, as mesmas não serão suficientes para, de forma sustentável, melhorar os aspectos estruturais brasileiros como o precário nível em que se encontra a educação, a saúde, a infra-estrutura, aspectos estes, que obstaculizam a capacidade agregar competitividade e valor econômico e social ao país.

DESAFIO

Mesmo considerando os avanços obtidos, o grande desafio do Brasil está na capacidade de viabilizar as reformas estruturais. Por meio delas é que o país poderá aspirar a uma melhor condição de seu contexto econômico e social.

COMEÇAR POR ONDE?

Por onde começar, afinal? A sociedade necessita compreender que existe um cronograma de reformas necessárias e que a inversão na ordem das mesmas representará tentativa de retardar e postergar a reorganização institucional do país. Nesse sentido, a ordem das reformas inicia pela reforma constitucional, seguida das reformas política, fiscal e tributária. Estas reformas consideradas estruturantes viabilizariam outras reformas necessárias como a trabalhista, a previdenciária, a penal e etc..

PRIMEIRA REFORMA

4- A Reforma Constitucional é a primeira das reformas porque o Brasil não pode continuar submetido ao arcabouço anacrônico, confuso e irreal da Constituição de 1988. A reforma via convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte exclusiva é necessária sob todos os aspectos:? 1- para resgatar a genuinidade do processo constituinte; ? 2- porque seu conteúdo mandatório possibilitará remover os anacronismos e as inadequações da atual constituição que foi elaborada sob o manto do vício parlamentar eleitoreiro e demagógico.

DEMAIS REFORMAS

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REFORMA POLÍTICA

A segunda Reforma é a Política, para possibilitar o aperfeiçoamento da democracia corrigindo as distorções no sistema de representação popular, tais como: 1- a desproporcionalidade da representação dos Estados na Câmara dos Deputados; o financiamento das campanhas eleitorais; 2- a cláusula de barreira aos partidos inexpressivos; a proibição das coligações para as eleições proporcionais; rever o horário gratuito de rádio e televisão concedido pela lei eleitoral, aos partidos e candidatos; 3- a fidelidade partidária; 4- o voto distrital puro ou misto; e5- o voto facultativo. Todos estes aspectos precisam ser tratados por que muitos deles são potenciais estimuladores da improbidade e da corrupção.

REFORMA FISCAL

A terceira é a Reforma Fiscal. É preciso uma revisão e modernização da forma de gerir o Estado, ou seja, questionar os atuais mecanismos de alocação de recursos, os quais estão descolados dos fins representados pelas demandas da sociedade ? reduzida taxa de investimento ? e estão concentrados nos meios que é a sustentação das máquinas públicas ? nível crescente e insustentável das despesas correntes. A elaboração dos orçamentos dentro de uma ótica exclusivamente funcional é incompatível com a complexidade e visão sistêmica do mundo globalizado. Por exemplo, alocar recursos orçamentários na educação com base na destinação percentual (35%) do orçamento total significa engessar recursos sem a devida correspondência dos resultados.

REFORMA TRIBUTÁRIA

Por fim a reforma tributária que permita reverter o atual quadro de insustentabilidade da carga de impostos pagos pelos cidadãos brasileiros. Rever uma estrutura tributária complexa, cara, e desigual que fere o princípio do federalismo fiscal é condição essencial a reverter as desigualdades regionais e interpessoais de renda. A União apropria a maior parcela do bolo tributário (62%) restando aos Estados e Municípios 38%. Por sua vez, gasta muito em termos de custeio e de pessoal e pouco em infraestrutura. Como exemplo, atualmente, o governo federal arrecada mais de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em impostos e retorna em termos de investimento menos de 3%. Para haver crescimento, tem que ter investimento.

PRESSÃO DA SOCIEDADE

Portanto, o desafio do País está posto e cabe a sociedade pressionar para que as reformas sejam levadas a efeito, caso contrário, continuaremos no sofisma de que somos uma nação emergente e, concomitantemente, ocupando os últimos lugares nos indicadores de crescimento e desenvolvimento.

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