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10 jan 2005

CUIDADO, TRATA-SE DE UMA DOENÇA CONTAGIOSA


VIRUS PERIGOSISSIMO

Não foi preciso aguardar o laudo dos laboratórios para que fosse identificado o vírus que destruiu totalmente a cabeça outrora pensante do governador Rigotto e sua equipe. O problema, gente, já foi diagnosticado e já era muito conhecido há muito tempo. Só que, desta vez, a manifestação da doença foi muito forte. Foi além do previsto e o mal conseguiu se alastrar rapidamente para outras pessoas, principalmente deputados com poucos anticorpos.

DOENÇA GRAVE

Tal doença, percebe-se, ataca e destrói neurônios, provoca lesões sérias na mentalidade e desta vez fixou-se definitivamente na formação genética do sistema nervoso-tributário destas pessoas. Trata-se, enfim, de uma doença grave, incurável e extremamente perigosa pela facilidade com que é transmitida. Um caos de saúde pública, que só cortando a cabeça dos portadores ameniza e impede o contágio. Este é o diagnóstico completo.

CRIME HEDIONDO

Os efeitos da doença se identificam pela vontade inabalável de viabilizar só a vida dos servidores e não do Estado. Um inferno para quem tem que pagar esta conta da UTI governamental. O curioso, para não dizer trágico, são as conseqüências que já estão sendo sentidas. A primeira delas é de arrepiar: exportar passou agora a ser um crime hediondo na cabeça do governo do RS. E para conter esta onda de vender para o exterior, o governador resolveu criar barreiras brutais, onde a impossibilidade de competir é uma delas.

ÊXODO EMPRESARIAL

Impedir que os exportadores vendam o crédito do ICMS dos insumos adquiridos fora do RS é simplesmente mortal para as empresas que preferiram, se especializaram e se interessaram por clientes internacionais. Ou melhor, isto mais e mais viabiliza (e será imediato) a transferência dessas empresas para outros Estados, onde a doença ainda não atacou seus governantes.

GUINESS BOOK

É a medida mais insana e estranha que já se ouviu falar e praticar. Sem ajudar o mercado interno, o Governo do RS decidiu fechar a porta definitiva ao mercado externo. Creio que esta providencia governamental deve estar sendo muito festejada pelas empresas concorrentes e de outros estados, que passarão a ser fortemente beneficiadas com a saída do RS do mercado internacional. Isto, gente, ainda vai parar no Guiness Book, podem ter certeza.

INELASTICIDADE DA DEMANDA

Voltando ao aumento doICMS sobre os serviços de telefonia, combustíveis e eletricidade, vale a pena entender o seguinte: normalmente, quando o preço de um produto ou serviço tem seu preço aumentado, o resultado é uma queda na demanda. E será tanto mais acentuada quanto maior for o aumento do preço. Existem, no entanto, alguns produtos cuja demanda é inelástica, ou seja, mesmo que os preços se alterem não se modifica o tamanho da procura. Incorporados à vida da sociedade, promovem modificação de consumo em outros produtos, mas nunca naqueles que não podem deixar de ser consumidos. O inverso também é verdadeiro, isto é, quando os preços diminuem também não acontece aumento da procura.

SEM PERDÃO

Esperto, ou incapaz, o governador do RS atacou os serviços cuja demanda é absolutamente inelástica: combustíveis, telefonia e energia. Nós até podemos querer diminuir o consumo no início, mas imediatamente estes serviços voltam a ser demandados. O que provoca diminuição de consumo de outros produtos. Os governantes até sabem isto mas se fazem de bobos ou ignorantes para que sejam perdoados. E tem gente que sempre perdoa. Mas perdoa muito mais uma burrice, nunca uma safadeza.

PANACAS DO TRÂNSITO

O que se viu em Porto Alegre na semana passada é algo fantástico e inusitado. Um caminhão da Brigada Militar colidiu com um outro caminhão (também da Brigada), do Corpo de Bombeiros, e este foi parar dentro do riacho Ipiranga. Um festival de babaquices ao volante, praticado pelos incompetentes motoristas da corporação. Como está sendo proposta pelo governo uma reciclagem, através de cursos para motoristas, os estreantes da medida já são conhecidos: os maiores panacas da BM. Que tal?

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06 jan 2005

UMA INTERMINÁVEL TAXAÇÃO


ONDA DE COMPENSAÇÕES

Estamos vivendo, infelizmente, um período interminável de pedidos de compensações. Absurdas. E de todos os lados. E quase todas, se satisfeitas, representam perdas brutais para a sociedade e certas vantagens para alguns grupos mais privilegiados. Confiram comigo:

COMPENSAÇÕES ABSURDAS

1- os governadores pedem o que não é devido, baseados na hoje caduca Lei Kandir, que representam, na realidade, mais custos para os contribuintes; 2- o governo federal quer compensar as perdas que teve com o ajuste da tabela do IR tributando as empresas que optaram pela CSLL; 3- e agora, mais uma vez, os agricultores voltaram a exigir que a estiagem deve ser paga pela sociedade.

IRRIGAÇÃO ARTIFICIAL

É de chorar, gente. Esta dos agricultores exigirem compensação pelos prejuízos promovidos pelas secas chega a dar raiva. Principalmente porque todo o ano acontece a mesma coisa. E, lamentavelmente, todos continuam ainda se recusando a fazer investimentos em irrigação artificial, protegendo suas lavouras. E quando os focos de seca aparecem, nem a imprensa quer entender que a natureza não é a culpada, e muito menos os contribuintes.

OS VERDADEIROS CULPADOS

Os verdadeiros culpados, coisa jamais revelada, são exclusivamente os imprevidentes que evitam se proteger contra fenômenos climáticos e contra queda de preços no mercado. E para ambos os riscos há formas corretas e eficientes de proteção. A primeira, com sistemas modernos de irrigação. E a segunda, com operações no mercado futuro.

NÓS SOMOS O HEDGE

Enquanto nada disso é operado, nós é que somos instrumentos de proteção. Gente, nós somos o hedge. Sem esta educação primária não há como haver empresários de setor rural. Temos especuladores de clima e de preços e não empreendedores capazes. Ou seja, o hedge é o dinheiro da sociedade. Pode?

IMPOSTO DE RENDA

Depois que o governo federal de forma surpreendente, na calada da noite de 30 de dezembro de 2004, por Medida Provisória, resolveu aumentar o IR para que optou pela CSLL, cabe agora à oposição fazer a sua parte, impedindo a aprovação da mesma no Congresso. Alguns já estão se manifestando, mas temo muito quando deputados e senadores dizem coisas assim. A única coisa que espero nisto tudo é que os deputados gaúchos não sejam consultados. Nem os estaduais nem os federais. Aqui, como se sabe, os nossos deputados adoram aumento de impostos.

ISS

Por 40 votos a zero, a Câmara de Vereadores do Rio aprovou em primeira discussão o projeto de lei que reduz de 5% para 2% a alíquota do ISS cobrado para a realização de feiras e eventos na cidade. O objetivo é igualar o percentual de São Paulo. O projeto, o primeiro aprovado na convocação extraordinária, voltará a ser apreciado em segunda discussão nos próximos dias. Tomara que os nossos vereadores de PA aprendam com os cariocas.

MINA DE OURO

A Aracruz fechou 2004 com diversos recordes. Em dezembro, as fábricas A, B e C da Unidade Barra do Riacho, localizadas no Espírito Santo, alcançaram novos patamares individuais de produção diária e produziram juntas 194.560 toneladas de celulose. Esta marca significa 9.284 toneladas a mais do que a anterior, registrada em novembro. A produção anual prevista para 2004 também foi superada. Foram 43 mil toneladas a mais, fechando com saldo positivo as três linhas de produção capixabas. As fábricas A e C atingiram novos recordes de qualidade padrão exportação, com 98% e 97,3% respectivamente. A Unidade Guaíba da Aracruz, no Rio Grande do Sul, também bateu recorde de produção de celulose branqueada de eucalipto. Chegou a 400.291 toneladas produzidas ? marca 6% superior à anterior, registrada no ano passado.

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05 jan 2005

OS EDITORIAIS DOS JORNAIS FORAM CONTAMINADOS


CABEÇAS CONFUSAS

É bastante compreensível que todos queiram defender seus Estados e suas cidades. Faz parte do jogo exigir que a União contribua bem mais para que as coisas aconteçam localmente. Só que é imprescindível que todos entendam que vivemos no Brasil e que as contas do país precisam ser pagas pelos brasileiros.

A UNIÃO FICOU COM A CONTA

Quando os Estados se livraram das suas pesadas dívidas, contraídas ao longo de muitos anos pelas suas criminosas administrações, a União assumiu os títulos de todos os Estados da federação e passou a receber em prestações mensais. Esta conta representa, hoje, mais de R$ 400 bilhões. Isto que as taxas aplicadas são bem mais baixas do que os Estados pagavam, ou melhor, só rolavam com os credores.

EXIGÊNCIA É IMPOSTO

Para suportar e fazer frente a este colossal montante assumido, a União começou um processo de aumento de impostos e contribuições. E a cada gesto ou pedido de socorro dos Estados, mais impostos são cobrados e mais contribuições são exigidas. Portanto, quando se vê, ouve ou lê certos governadores pedirem mais recursos da União, podem ter certeza de que novos impostos serão exigidos caso se confirme alguma ajuda.

COMPENSAÇÃO É IMPOSTO

Esta estúpida desoneração das exportações é uma delas. Até editoriais de jornais estão cometendo o mesmo equívoco de entender como justas as compensações. Burrice e desconhecimento. Ou vontade de pagar mais impostos federais. Por favor, acreditem: compensação concedida pela União é saída de dinheiro dos cofres do Tesouro Nacional. Que, por sua vez, é obtido por impostos e contribuições. Quando um governador pede ajuda, o que está pedindo é tão somente mais impostos para os contribuintes.

PEDINDO MAIS

E a cada vez que é exposto o quanto a União concentra recursos, e que os mesmos deveriam ser melhor repartidos entre Estados e Municípios, é admitir que devemos manter e aumentar a pesada carga tributária. Se fossem minimamente competentes, justos e honestos, os governadores e a sociedade deveriam pedir que houvesse uma diminuição da carga dos impostos federais para que a proporção anterior fosse mantida. E não querer ficar com os impostos arrecadados. O que não se pode pretender ou querer é defender governos promovendo mais ataques aos contribuintes.

MEGA LIQUIDAÇÃO

Os gaúchos precisaram que comerciantes paulistas e de outros estados viessem para cá para ensinar como se faz liquidação e se enfrenta concorrência. Esta liquidação que será promovida pelo Magazine Luiza, no dia 8 de janeiro, das 5 às 11h da manhã é uma legítima operação de guerra. Se não fosse pela presença de gente assim aqui no RS, nunca saberíamos como participar. Parabéns.

FORNERIA

Estive, ontem, 4, na abertura da mais nova casa do grupo Dado Bier. Foi um coquetel à imprensa, mas hoje é a abertura para os clientes. Um sucesso a Forneria Dado Bier. E a prova de que há espaço para novos investimentos, desde que sejam feitos com competência. Aliás, o empresário Eduardo Bier Correa já está voltando a conversar com a Prefeitura de Porto Alegre para tentar reativar o projeto do Cais do Porto. Quem sabe, com a nova administração pública, as coisas ficam mais fáceis para os investimentos. Parabéns pela iniciativa, Dado.

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04 jan 2005

A MELHOR SAÍDA PARA RIGOTTO


REINANDO NO INFERNO

Confesso que nunca vi alguém ser tão criticado e escorraçado como o nosso governador Rigotto, depois de ter feito o que fez. Aliás, tudo fruto de sua enorme fraqueza, despreparo e falta de palavra. Agora vai reinar no inferno e deixará de ser considerado pelas coisas boas que pudesse ter feito. O estrago provocado no sentimento de todos os gaúchos (salvo na cabeça de sua equipe e de 27 deputados) pelo aumento do ICMS foi de tal monta que não admite comparações e ressalvas. Gente, foi um desastre monumental.

A ÚNICA SAÍDA

A pergunta que resta: há ainda alguma forma de reconciliação do governador com uma sociedade tão magoada? Sim, existe uma, embora a desconfiança sempre estará por perto. A única saída que Rigotto dispõe, e que ainda pode promover, é simplesmente deixar de usar a demoníaca autorização recebida pelos fracassados e incompetentes deputados.

RECUPERAR A FACE

Ou seja, até abril de 2005 há tempo para um arrependimento do mal que fez. Basta não aumentar as alíquotas do ICMS sobre telefonia, combustíveis e energia. Mas, se quiser recuperar a face totalmente e voltar a ter credibilidade, além de não usar o direito de aumentar, deveria usar da boa vontade de baixar o ICMS, que já é extremamente elevado para os serviços atingidos. A decisão é sua, governador. O senhor tem estômago para tanto?

O IMPOSTOR E O AMANTE DE IMPOSTOS

Segundo os dicionários brasileiros, impostor é aquele que tem impostura. É um embusteiro, um hipócrita, aquele que usa o artifício para enganar. Impostura é tal qual um trapo que se prende ao anzol para atrair peixes. Qualquer semelhança com aqueles que nos levam a votar nos seus projetos e propostas e depois de eleitos mudam os planos, o que significa? Serão eles só amantes de impostos?

OS FALIDOS

A estimativa da CNM - Confederação Nacional dos Municípios - é de que a metade dos municípios no Brasil estão falidos. Ora, isto foi cantado em prosa e verso desde que começaram a pipocar as emancipações. E mais uma vez a burrice e o despreparo do povo brasileiro ficou estampado. Ao invés de procurarem melhorar as administrações públicas entenderam que deveriam aumentar o número de municípios. Junto com eles vieram novas contas, com as Câmaras, as delegacias, o Ministério Público, o Judiciário e os funcionários de todos os órgãos criados.

AUMENTO DE GASTOS

A partir daí os gastos aumentaram astronomicamente e as receitas nem tanto, pois tudo tem limite. Muita gente simplesmente deixou de pagar impostos. Outros nunca pagaram e ainda trataram de aumentar suas atividades informais evitando contribuir para desperdícios absurdos. Ou seja, os inteligentes foram os que optaram pela informalidade. Os espertos ficaram com o que ainda entra nos cofres públicos. E os trouxas continuam pagando para sartisfazer somente aos espertos, nunca para receberem os benefícios prometidos pela legislação.

FALTA DE CAPACIDADE

O curioso nisto tudo é que a Lei de Falências só serve para empresas. Mas foi aprovado por funcionários públicos. Porque não estenderam as prerrogativas da lei para os prefeitos? Antes de reclamar que a União fica com o bolo maior da arrecadação tributária está mais do que na hora de fazer administrações corretas. Chega de por a culpa de tudo nos outros. Ou alguém defende que os prefeitos são capazes? Sai dessa.

COMPENSAÇÃO NEFASTA

A compensação pelo refresco concedido pelo governo no Imposto de Renda das Pessoas Físicas teve um preço pouco divulgado. Por medida provisória, Lula resolveu a questão: a perda de arrecadação pela revisão da tabela foi compensada pelo aumento o Imposto de Renda das empresas prestadoras de serviços que recolhem pelo regime de Lucro Presumido, onde o cálculo do lucro presumido passou de 32% do faturamento bruto para 40%, ou seja, um aumento de 25% no valor do imposto. Maravilha.

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03 jan 2005

ANO NOVO, ATITUDES ANTIGAS


SAÚDE E DINHEIRO

Desde o início da nossa civilização, a cada ano novo que entra é natural e automático o desejo, entre amigos e familiares, de que o novo período seja feliz e cheio de realizações. E todos pedem e desejam, em primeiro lugar, que sejam brindados com muita saúde. Dinheiro vem imediatamente após, e para tanto a cor amarela nas roupas já identifica esta vontade e expectativa.

VIRADA FESTIVA

Nesta virada de ano, a impressão que tive, no litoral norte do RS, é de que os festejos foram mais acentuados, sugerindo que os resultados alcançados em 2004 foram muito bons, e que a repetição, com mais alguma coisa em cima, aconteça novamente. Concordo em gênero, número e grau. E desejo que todos recebam o seu quinhão de suas pretensões.

PT PRÓ-MERCADO

Aliás, tomando por base a entrevista concedida pelo ministro Palocci no final de 2004, creio que poderemos ter, em 2005, um ano ainda bom ou cheio de esperanças. Para começar, e por incrível que pareça, o Brasil está completamente de cabeça para baixo. Estamos presenciando, com muita surpresa, uma grande inversão de posições na condução da nossa economia. O PT passou a ser pró-mercado enquanto que os demais partidos se mostram cada vez mais pró-estado, ou estatizantes. Incrível. Isto ninguém esperava e muito menos tão rapidamente. Observem:

O PT E OS DEMAIS PARTIDOS

1- As PPP já poderiam ter acontecido em outros governos, mas só o foram no governo Lula; 2- A Lei de Falências, depois de ficar um século dentro do Congresso, idem; 3- O risco-país, depois que o próprio PT colocou nas alturas, pelas mãos do próprio PT caiu ao menor nível da história; 4- O PT também foi mais sensível e reduziu o IR sobre aplicações financeiras e investimentos, cujas taxas menores já estão em vigor; 5- Com o PT, o BC está cada vez mais independente; 6- Para confirmar tal independência, o cambio está só flutuando, a inflação está monitorada como nunca e os juros atendem às vontades técnicas do COPOM e suas necessidades macroeconômicas. Chega, não?

A ENTREVISTA DE PALOCCI

Quando ouvi e li a entrevista concedida pelo ministro Palocci, no final de 2004, percebi que os outros políticos (de todos os partidos) preferiram o atraso, e o PT de Lula o avanço. Entre tantas coisas inteligentes, não me esqueço de duas coisas absolutamente lógicas ditas por Palocci: impostos devem significar benefícios à sociedade, nunca prejuízos. Entendeu, Sr. Rigotto? E outra: o tempo de repasse da Lei Kandir já passou. Os governadores não fazem o que devem e não querem uma solução definitiva. Têm medo de promover mudanças no ICMS, que deve ser cobrado no destino.

COMPENSAÇÕES

Assim como alguns governadores mais afobados e grandemente equivocados querem e exigem compensação pelas exonerações das exportações, os empresários e entidades gaúchas, bastante contrariados e onerados com o aumento do ICMS promovido pelo governador Rigotto, deveriam usar o mesmo expediente da compensação para corrigir o aumento do tributo. Explico: os eleitos para o Executivo e ao Legislativo nunca descuidam de pedir contribuições para suas campanhas eleitorais. Agora, depois de eleitos resolveram cuspir no prato que comeram, quando decidiram pelo aumento do ICMS. Creio e sugiro que, na próxima eleição, o recurso sempre fornecido aos candidatos seja usado para pagar o tributo. Não é esta é escola do governador e de seus seguidores? É, pois, hora de aprender a fazer compensações. Que tal?

VONTADE DE SOFRER

Pensando bem, a cada dia fica mais evidente que a sociedade gaúcha adora pagar mais imposto. Primeiro, porque nunca se convence daquilo que o Estado deve fazer. Segundo, que está plenamente convencida de que o Estado deve ser empresário. Gente, já foram apresentados todos os tipos de cálculos e projeções que provam o quanto custam as empresas públicas e a máquina estatal. Está mais do que claro e límpido, e ninguém mais contesta, de que o custo dos monstrengos públicos é infinitamente maior do que o lucro que os mesmo apresentam ou que até poderiam apresentar.

ADORAÇÃO POR IMPOSTOS

Pois, ainda assim, preferem pagar pelo prejuízo ao invés de se desfazer dos demônios. Pode? É incrível, mas qualquer pesquisa identifica que a maioria dos gaúchos adora estatais. As respostas mostram que vivem se lamentando e até se mostram revoltados por algumas empresas terem sido vendidas, o que demonstra que gostam de pepinos. Você acha isto incrível? Pois é, mas é a mais pura verdade. Uma cultura inexplicável de querer sofrer sem parar. Gente, privatizar ou se desfazer de fábricas de rombos é palavra proibida por aqui. Vão gostar de impostos assim lá no inferno.

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29 dez 2004

SORRIA, VOCÊ JÁ FOI ASSALTADO


LUTO FECHADO

Além de estarmos de luto fechado estamos muito decepcionados. Confesso que nunca acreditei que a maioria dos deputados ainda pudesse nos salvar de uma medonha elevação de tributos. O que confirma, mais uma vez, tudo aquilo que quase todos já sabiam e imaginavam: o que o povo quer, infelizmente o parlamento não quer mesmo. Assim foi, mais uma vez, o que vimos ontem. Mais imposto e, por conseguinte, mais gastança do setor público.

QUEM GANHOU?

Alguém saiu ganhando com isto? Sim, os servidores. Nem houve tempo para esfriar os cadáveres dos contribuintes. Ainda agonizantes foram todos implacavelmente tungados. E quase tudo aquilo que lhes foi tirado estupidamente passou para os bolsos dos funcionários públicos. O ganho deles, gente, simplesmente significa a redução do nosso ganho. Pois é.

DECLARAÇÕES ESTÚPIDAS

Pior do que a aprovação do projeto louco e destemperado foram as declarações daqueles que defendem o aumento. Eis algumas delas: o governador Rigotto chegou a afirmar que já não conta mais com os remédios que os governantes anteriores dispunham, como inflação e caixa único. Fantástico. Confundiu remédio com veneno. Por isso resolveu nos envenenar mais ainda com o seu projeto nefasto.

FICA NA LEMBRANÇA

Já o deputado Frederico Antunes (PP), por exemplo, fazendo questão de mostrar seu péssimo conhecimento de administração, disse que só defendeu a viabilidade governamental. Que coisa... Gente assim e outros mais, que disseram coisas injustificáveis e votaram a favor do projeto, nem precisamos anotar seus nomes para as próximas eleições. Basta a lembrança do que fizeram ontem, no fatídico 28 de dezembro de 2004.

O PAPEL DAS ENTIDADES

Depois dos prejuízos confirmados para a sociedade é sempre muito difícil enaltecer algum fato que tenha contribuído para tentar evitar a desgraça. De qualquer forma, o papel exercido pelas entidades empresariais lideradas pela Fiergs, Fecomércio, Federasul, Farsul, Fed. CDL, etc., foi importante. Tentaram heroicamente e de todas as formas demover as cabeças atrofiadas de alguns deputados, o que não foi se confirmou.

PÊSAMES

O interessante é que muitos deles procuram os empresários para obter recursos para suas campanhas, se dizendo parceiros das mesmas vontades. Mentirosos, vão agora fazer parte da galeria de fotos que esclarece suas posições diante de propostas que desgraçam a sociedade. Junto com as congratulações pela tentativa de nos salvar, envio às entidades todas os meus sinceros sentimentos pela derrota.

FELIZ 2005?

Vai ser difícil manter o ânimo para o ano de 2005, depois de tanta desgraça e irresponsabilidade promovida pelo Governo e a maioria Legislativo do RS. Até parece que as desgraças mais fortes ficam mesmo reservadas para o final de cada ano. E, neste 2004, depois de muito festejo pelos resultados que há muito tempo vínhamos obtendo, culminamos com a única coisa que jamais deveria acontecer: aumento da carga tributária. Eu fiz o que pude e fui derrotado. Lamento. Volto no próximo ano tentando outras coisas. Para quem ainda acredita, um Feliz 2005. Até.

CENTRO DE SOLUÇÕES

A Claro e a Nokia lançaram ontem, 28, o mais moderno centro de tecnologia empresarial de telecomunicações do Brasil. Chama-se Centro de Soluções Claro Empresas e vai funcionar no segundo piso da loja Claro da 24 de outubro, em Porto Alegre. O objetivo é oferecer aos usuários corporativos a possibilidade de experimentar tudo o que a tecnologia móvel pode oferecer em termos de serviços. Hoje são mais de 13 soluções, como automação de força de vendas, telemetria, alarme via celular, interligação de filiais via celular, rastreamento de veículos, etc.. Depois do aumento do ICMS na telefonia, mais gerenciamento é exigido.

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