BUSCA DO ESCLARECIMENTO
Nesta minha incessante busca do entendimento sobre o comportamento absolutamente passivo do povo brasileiro, principalmente nas questões econômicas, me deparei com alguns artigos acadêmicos escritos pelo neurocientista britânico da Universidade da Califórnia, Peter Whybrow.AMERICAN MANIA
Por ter aprofundado seus estudos na sociedade americana, Whybrow sustenta que os seres humanos são neurologicamente inadequados para serem americanos modernos. Como escreveu no seu livro - American Mania -, o cérebro humano evoluiu durante centenas de milhares de anos em um ambiente definido por escassez. Não foi, portanto, projetado para um ambiente de abundância extrema.NÚCLEO DO LAGARTO
Daí os seres humanos serem possuidores de cérebros limitados, segundo Whybrow. Ou seja: temos o núcleo de um LAGARTO COMUM. Somos programados para adquirir o máximo que podemos de coisas que percebemos como escassas, especialmente sexo, segurança e comida.BOLO DE CHOCOLATE
Exemplo: mesmo uma pessoa de dieta, que evita se aproximar de uma fatia de bolo de chocolate, terá dificuldade para se controlar se a fatia de bolo chegar até ela. Os donos de confeitarias sabem disso e a neurociência, idem, diz Whybrow. Naquele momento, como o valor do bolo excede o valor da dieta, ninguém quer pensar no futuro.DISFUNÇÃO FISIOLÓGICA
O que estamos fazendo como esta expansão desmedida do crédito em relação a nossa renda per capita ainda muito pequena, por exemplo, é exatamente isso. Estamos minimizando o uso da parte do cérebro que os lagartos não têm, informa Whybrow. Criamos a disfunção fisiológica. Perdemos a capacidade de autocontrole, em todos os níveis da sociedade.FUNDO DO POÇO
Como termina tudo isso? Do jeito que os americanos estão vendo, certamente. Whybrow crê que embora muita gente saiba que estas aventuras econômicas não se sustentam no prazo longo, O POVO PREFERE VER O FUNDO DO POÇO.Quando nos recusamos a nos controlar, os únicos reguladores passam a ser o nosso ambiente e as privações que ele nos impõe. Para que ocorra uma mudança significativa precisamos que o ambiente nos ministre o nível de dor necessário.INSOLVÊNCIA DE SERVIÇOS
Se muita gente no mundo está preocupada com o nível de INSOLVÊNCIA FINANCEIRA dos seus bancos e governos falidos, a nossa preocupação deveria se voltar para a nossa impiedosa INSOLVÊNCIA DE SERVIÇOS PÚBLICOS. O que diria a NEUROCIÊNCIA sobre isto? Gostaria de saber a opinião de Whybrow após ser informado que pagamos a maior carga tributária do universo sem receber 10% em troca. Creio que o neurocientista vai surtar...DUAS CRISES
Enquanto 2008 já entrou definitivamente para a história como o ano da CRISE FINANCEIRA MUNDIAL, face ao estouro da maior bolha de crédito jamais vista no nosso planeta, 2011 será conhecido como o ano em que se instalou a maior CRISE ECONÔMICA dos Países Ocidentais Ricos.EURO-DRAMA
Pela inexistência de uma Lei de Responsabilidade Fiscal dos países que fazem parte da Comunidade Europeia, notadamente daqueles que fazem parte da Zona do Euro, aí a encrenca acabou se mostrando ao mundo todo como dramática.CONSUMO DESMEDIDO
Fazendo uma análise das duas crises vê-se que elas acabaram se complementando. Explico: aquilo que muita gente entendia como crescimento econômico, nada mais era do que consumo desmedido alimentado por uma absurda concessão de crédito que jamais poderia ser saldado.Esse acúmulo impressionante de dívidas impagáveis acabou se transformando, como se sabe hoje, em pura dívida pública.ATIVOS TÓXICOS PÚBLICOS
Sim, porque na tentativa de dar uma tranquilidade ao sistema financeiro, impedindo a quebra generalizada dos bancos super alavancados (quase todos dos EUA e da Europa), os governos resolveram entrar em cena COMPRANDO OS ATIVOS TÓXICOS (ou podres) que se empilhavam nas prateleiras.MÁ GESTÃO PÚBLICA
Isto explica claramente a dramática relação DÍVIDA/PIB que, de uma hora para outra praticamente todos os países do chamado Primeiro Mundo, ou Desenvolvidos, passaram a registrar. Mais: a crise, que nasceu FINANCEIRA e se transformou em ECONÔMICA escancarou o que pouca gente sabia até então, ou seja, a má gestão das contas públicas de vários países da Zona do Euro.TUDO IGUAL
Pois, se ao longo de 2011, as propostas discutidas nas inúmeras reuniões entre os líderes dos 27 países que formam a Comunidade Europeia, notadamente dos 17 que fazem parte da Zona do Euro, só trataram de EMPURRAR O PROBLEMA COM A BARRIGA, o ano de 2012 tem tudo para ser igual ao anterior.ESTAR SOCIAL
A minha convicção é que a solução do problema, para o bem e para o mal, acabará sendo mesmo via CALOTE: de valor (todo ou em parte) e/ou de prazo. Aqui entre nós: será que alguém, de sã consciência, ainda crê que a Grécia e outros países da Zona do Euro conseguirão pagar suas dívidas? Será que vão acabar com a farra dos gastos públicos como deve ser feito? Este mesmo raciocínio, certamente, também pode ser estendido a outros países. Inclusive o nosso, por exemplo. Mais do que nunca, gente, anotem aí: não adianta rezar para que tudo termine bem. É preciso acabar com a ilusão do Bem Estar Social e fazer o possível Estar Social para que tudo se conserte.MAIS DO QUE SABIDO
É mais do que sabido que a maioria dos brasileiros não tem a mínima noção do significado da palavra ROMBO. Muito menos da palavra DÉFICIT.Pois, até para quem tem algum conhecimento de que ROMBO ou DÉFICIT, nas contas públicas, é o valor a ser financiado pelos contribuintes de impostos, ainda é preciso explicar melhor o assunto, além de repetir a lição várias vezes.INJUSTO PRA CARAMBA
Dentro desta lógica vejam o que acontece com a nossa lamentável PREVIDÊNCIA SOCIAL, como exemplo: quando as contribuições dos trabalhadores ativos não são suficientes para poder pagar os proventos dos inativos (aposentados), a sociedade em geral (contribuintes de impostos) é chamada para entrar com os recursos adicionais. Simples assim, embora injusto pra caramba, não?ROMBO DA PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES
Como integro um pequeno grupo de pessoas que vem abordando de forma insistente esta que é, sem dúvida, a maior e mais fantástica injustiça social do nosso país, volto mais uma vez ao tema. Principalmente porque, na semana passada, foi divulgado o tamanho do ROMBO promovido pelo REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO GOVERNO FEDERAL.CATÁSTROFE
O ROMBO, ou DÉFICIT desta conta atingiu um valor acima do ASSUSTADOR. E, mesmo assim, a maioria dos jornais preferiu não noticiar a catástrofe. O motivo, imagino, é que esta notícia não cairia bem neste momento em que muita gente está em férias. E, povo em férias, ainda mais no verão, só quer saber de festa, espumante e cerveja.ROMBO DE R$ 56 BILHÕES
Pois, ainda que a mídia não noticie, o fato é que o ROMBO desta conta da Previdência dos Servidores da União, que será pago, obviamente, pelos contribuintes de impostos, bateu um novo recorde em 2011: R$ 56 bilhões. Que tal?Isto, gente, para atender um público de 1 milhão de privilegiados. O que prova, com todas as letras e números, o quanto o governo é adepto de MAL FEITOS sem ser minimamente importunado. Pode?INSS
Mas, ATENÇÃO: o INSS, ou Regime Geral de Previdência Social do setor privado, deve apresentar um ROMBO, ou DÉFICIT, de R$ 36 bilhões em 2011 (ainda assim o governo vai festejar, uma vez que este ROMBO será menor do que o do ano anterior). Detalhe importante: o número de aposentados do INSS é de 27 milhões de pessoas, aproximadamente. Então, de novo: o ROMBO provocado por 1 milhão de aposentados (privilegiados) é de R$ 56 bilhões; já o ROMBO de 27 milhões de miseráveis é de R$ 36 bilhões. Que tal? Fechando a conta, a soma dos ROMBOS das duas estúpidas PREVIDÊNCIAS, em 2011, atingiu a escandalosa cifra de R$ 92 BILHÕES.SEM REFORMA
É isso aí, gente: enquanto a previdência do INSS, que atende os brasileiros de SEGUNDA CLASSE, reduziu o ROMBO em 2011, a classe privilegiada, ou PRIMEIRA CLASSE, constituída exclusivamente por servidores públicos da União, foi responsável pelo maior desequilíbrio das contas da União de todos os tempos, com um crescimento de 10%. Indecência histórica, não? Pode?O interessante, para não dizer REVOLTANTE, é que nem assim a REFORMA DA PREVIDÊNCIA anda. Já impostos para custear a saúde, por exemplo, não param de ser discutidos. Aí é duro, não?MITT ROMNEY
Mesmo que tenha saído vitorioso na largada das prévias do Partido Republicano, em Iowa, ainda é muito cedo para dizer que Mitt Romney será o adversário do atual presidente do EUA, o democrata Barack Obama, na eleição presidencial de novembro deste ano. Até porque as margens que dividem as preferências iniciais dos delegados são muito estreitas.INTERESSE PRÓPRIO
Sei perfeitamente que a escolha do presidente dos EUA é assunto de interesse exclusivo dos cidadãos americanos. Cabe, portanto, somente a eles o direito de acertar ou errar na escolha, como de resto acontece em todos os países que vivem sob o regime democrático.RON PAUL
Pois, mesmo assim, levando sempre em consideração que os liberais autênticos nunca caem no gosto do povo em geral, simplesmente porque a maioria das pessoas entende que, quanto maior o ASSISTENCIALISMO melhor para o país, sem se dar conta do quanto ele produz injustiça social, confesso que gostaria muito que Ron Paul fosse o escolhido.POLÍTICA ECONÔMICA
Com Ron Paul arrisco a dizer que, além do povo americano o mundo todo também seria extremamente beneficiado. Isto, naturalmente, se o Congresso dos EUA viesse a lhe dar Carta Branca para que pudesse colocar em prática a política econômica que defende com unhas e dentes, porém com extremo conhecimento.O FIM DO FED
A minha admiração por Ron Paul não é emocional, embora tenha sido despertada no exato momento em que li a primeira página do livro de sua autoria: O FIM DO FED. Pode parecer um absurdo para quem não tem iniciação em economia e finanças (a maioria dos habitantes do nosso planeta), mas a idéia defendida por Ron Paul é, simplesmente, magnífica.O FIM DOS MAIORES PROBLEMAS
Segundo Paul, acabar com o Federal Reserve (Banco Central dos EUA), resolveria os problemas mais incômodos do nosso tempo. Permitiria o fim da depreciação do dólar; tiraria do governo os meios para financiar suas guerras intermináveis; inibiria os ataques do governo contra as liberdades civis dos americanos; interromperia sua vasta acumulação de débito a ser paga pelas FUTURAS GERAÇÕES; e, impediria a maciça expansão do Estado Assistencialista, que transformou os EUA numa nação de dependentes.MONOPÓLIO DA MOEDA
Se o problema do monopólio da moeda for resolvido com a extinção do FED, muitos outros problemas também serão resolvidos. Fundamentalmente, afasta-se do governo a capacidade de usar artifícios financeiros para expandir sem limites. É, enfim, o primeiro passo para restaurar o governo constitucional, pois sem o FED o governo federal seria obrigado a viver por seus próprios meios. Que tal? Vamos copiar? Melhor: vamos eleger Ron Paul como presidente do Brasil?IDÊNTICAS
As manchetes dos jornais brasileiros, neste início de 2012, sem tirar nem por são praticamente idênticas àquelas que foram publicadas nos anos anteriores, ao mostrarem as tragédias provocadas pelo clima no nosso país.ESPAÇO CATIVO
Se as cidades atingidas pelas chuvas nem sempre são os mesmas, já a seca, que atinge pela enésima vez o sul do Estado do RS, o que tornou o fenômeno em algo crônico, além do espaço cativo que conquistou nos noticiários também garantiu especialização de repórteres para cobrir catástrofes.INCOMPETÊNCIA MÁXIMA
Se a natureza não faz outra coisa a não ser cumprir com o seu papel, que poderia (e deveria) ser previsto com boa antecedência face ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia, os nossos governantes também cumprem à risca com as suas obrigações. Todos eles agem bem de acordo com o esperado pelo povo, ou seja, com a máxima incompetência.VONTADE DE DEUS
Enquanto tudo isso se repete, graças à complacência da sociedade que não tem a mínima escolaridade, os governantes tratam de agir com o máximo de esperteza fazendo com que o dinheiro público seja desperdiçado sem parar. O interessante é que, diante das múltiplas tragédias muita gente ainda crê que tudo faz parte da vontade de Deus e/ou do destino. Pode?PERDA DE UM CONTRIBUINTE
É bem provável que os políticos não tenham se dado conta de um fato: cada vez que um brasileiro morre, atingido por catástrofes que poderiam ser previstas a tempo, vão juntos para o mesmo caixão um contribuinte de impostos e um eleitor. Quem sabe, a partir desta descoberta algo venha a mudar. Sei não...TOLERÂNCIA TOTAL
Como o ano mal começou, e as tragédias já atingem proporções elevadas, o que se pode esperar para o período todo? Ainda mais se for levada em consideração a inexplicável tolerância sempre demonstrada pelos governantes populistas, que admitem construções de casas nas encostas dos morros?PRESENTE NAS NOSSAS VIDAS
Pois, mesmo sem ter a mínima iniciação em quiromancia ou leitura do futuro, estou certo de que vamos assistir inúmeras catástrofes e muito desperdício de dinheiro público. Sem falar nos atos de corrupção, que vão aumentar, e da violência, que, indiscutivelmente, estará cada vez mais presente nas nossas vidas.1,5 TRILHÃO
O Impostômetro, painel disponibilizado no centro da capital paulista pela Associação Comercial de SP, que mede a arrecadação tributária do país, fechou 2011 marcando a fantástica soma de R$ 1,5 trilhão de impostos federais, estaduais e municipais pagos pelos brasileiros no período.PAPEL INFORMATIVO
Como a sociedade brasileira já mostrou que não vai além da indignação, o papel desempenhado pelo painel é, exclusivamente informativo. Assim, pouquíssimas pessoas se deram conta que, em relação ao ano anterior (2010), a arrecadação nominal teve um aumento de 17,1%. Que tal?MAIS DO QUE O DOBRO
Pois, é, gente. Neste momento em que poucos setores da economia, como é o caso dos supermercados, por exemplo, estão festejando um aumento de 8% no faturamento, em 2011, os governos (federal, estaduais e municipais) esbanjam eficiência, uma vez que faturaram mais do que o dobro.DISTRIBUIÇÃO INJUSTA
Mais: segundo cálculos efetuados por especialistas em finanças públicas, quem ficou com a maior parte do aumento da arrecadação dos tributos foram os servidores públicos. Os números dão conta que 92% foi para a folha de pagamento dos servidores e só 8% foram destinados a investimentos públicos. Tá bom assim?SEIS VEZES MAIS
Como o PIB brasileiro deve fechar 2011 com elevação de míseros 2,8% (quando os demais países que compõem o grupo dos EMERGENTES devem mostrar crescimento bem superior), a relação CARGA TRIBUTÁRIA/PIB vai aumentar ainda mais. Sim, porque enquanto o PIB registra crescimento de 2,8%, a CARGA TRIBUTÁRIA sobe 17,1%. Ou seja, quase 6 vezes mais. Pode?Como se isso não bastasse, o ano de 2012 já inicia com a certeza de que a carga tributária vai aumentar. Sim, porque o governo do Estado de São Paulo decidiu impor uma nova base de cálculo do ICMS para eletrodomésticos e eletrônicos.SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA
Atenção: no apagar das luzes de 2011, o governo paulista divulgou uma nova tabela do IVA (Índice de Valor Agregado), que serve de base para o cálculo do ICMS no SISTEMA DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. Como este SISTEMA é adotado pela maioria dos Estados, a sociedade brasileira será atingida como um todo, pois mais de 60% dos produtos que receberam novas alíquotas são produzidos em SP.ESTIMATIVA
Dos 90 itens contemplados pela mudança, 76 deles terão elevação do imposto estadual. Entre eles estão fogão, geladeira, celulares, micro-ondas, TV de tubo e plasma. Em média, os valores do IVA subiram 20%. O impacto desse reajuste no aumento efetivo de impostos depende da alíquota do ICMS de cada produto.Só para que os leitores entendam: no SISTEMA DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA, a indústria paga o tributo do varejo antecipadamente. Para calcular o imposto devido por toda a cadeia, das fábricas às lojas, o governo estabelece uma MARGEM DE VALOR, o IVA, com uma ESTIMATIVA do preço final do produto ao consumidor. É, pois, sobre esse valor que incide a alíquota do ICMS. Assim, quanto maior o IVA, maior será o imposto cobrado. Trata-se de um aumento indireto de impostos, gente. O governo eleva a arrecadação sem mexer na alíquota do ICMS. Como 92% do aumento da arrecadação tem sido destinada à folha dos servidores, desde já envio os meus votos de um especial FELIZ ANO NOVO aos privilegiados. Tá bom assim?