DUAS CRISES
Enquanto 2008 já entrou definitivamente para a história como o ano da CRISE FINANCEIRA MUNDIAL, face ao estouro da maior bolha de crédito jamais vista no nosso planeta, 2011 será conhecido como o ano em que se instalou a maior CRISE ECONÔMICA dos Países Ocidentais Ricos.
EURO-DRAMA
Pela inexistência de uma Lei de Responsabilidade Fiscal dos países que fazem parte da Comunidade Europeia, notadamente daqueles que fazem parte da Zona do Euro, aí a encrenca acabou se mostrando ao mundo todo como dramática.
CONSUMO DESMEDIDO
Fazendo uma análise das duas crises vê-se que elas acabaram se complementando. Explico: aquilo que muita gente entendia como crescimento econômico, nada mais era do que consumo desmedido alimentado por uma absurda concessão de crédito que jamais poderia ser saldado.Esse acúmulo impressionante de dívidas impagáveis acabou se transformando, como se sabe hoje, em pura dívida pública.
ATIVOS TÓXICOS PÚBLICOS
Sim, porque na tentativa de dar uma tranquilidade ao sistema financeiro, impedindo a quebra generalizada dos bancos super alavancados (quase todos dos EUA e da Europa), os governos resolveram entrar em cena COMPRANDO OS ATIVOS TÓXICOS (ou podres) que se empilhavam nas prateleiras.
MÁ GESTÃO PÚBLICA
Isto explica claramente a dramática relação DÍVIDA/PIB que, de uma hora para outra praticamente todos os países do chamado Primeiro Mundo, ou Desenvolvidos, passaram a registrar. Mais: a crise, que nasceu FINANCEIRA e se transformou em ECONÔMICA escancarou o que pouca gente sabia até então, ou seja, a má gestão das contas públicas de vários países da Zona do Euro.
TUDO IGUAL
Pois, se ao longo de 2011, as propostas discutidas nas inúmeras reuniões entre os líderes dos 27 países que formam a Comunidade Europeia, notadamente dos 17 que fazem parte da Zona do Euro, só trataram de EMPURRAR O PROBLEMA COM A BARRIGA, o ano de 2012 tem tudo para ser igual ao anterior.
ESTAR SOCIAL
A minha convicção é que a solução do problema, para o bem e para o mal, acabará sendo mesmo via CALOTE: de valor (todo ou em parte) e/ou de prazo. Aqui entre nós: será que alguém, de sã consciência, ainda crê que a Grécia e outros países da Zona do Euro conseguirão pagar suas dívidas? Será que vão acabar com a farra dos gastos públicos como deve ser feito? Este mesmo raciocínio, certamente, também pode ser estendido a outros países. Inclusive o nosso, por exemplo. Mais do que nunca, gente, anotem aí: não adianta rezar para que tudo termine bem. É preciso acabar com a ilusão do Bem Estar Social e fazer o possível Estar Social para que tudo se conserte.