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21 jan 2021

BENQUISTO E MALQUISTO


MOVIMENTO -FORA BOLSONARO-

Desde o momento em que foi dada por encerrada a apuração dos votos que elegeram Jair Bolsonaro como presidente do Brasil, seus opositores deram início, com forte apoio da MÍDIA ABUTRE, a um MOVIMENTO com o -confessado- propósito de CASSAR, o mais rápido possível, a CHAPA VENCEDORA, ou seja, de uma só tacada tirar o presidente Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão.


APOIOS IMPORTANTES

Vale lembrar, e repetir à exaustão, que na medida em que o governo Bolsonaro tratava de dar seguimento ao programa que -vendeu- aos eleitores durante a campana eleitoral, o MOVIMENTO DA OPOSIÇÃO jamais deu trégua: seguiu, e segue como nunca, focado no IMPEACHMENT do presidente. Como se viu ao longo de 2020, as FORÇAS DO MAL, lideradas pela MÍDIA ABUTRE, que não se conforma com a perda de BILHÕES DE REAIS em publicidade governamental, e pelo indescritível presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ganharam o apoio do STF, cujos 11 ministros, de forma monocrática ou mesmo colegiada, resolveram acumular as FUNÇÕES DOS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA sem ser minimamente incomodados. 


IMPEACHMENT

Ora, para que fique bem claro, a atitude de pedir e/ou exigir o IMPEACHMENT do presidente deveria caber aos seus eleitores, apontando como motivo o DESCUMPRIMENTO DAS PROMESSAS FEITAS DURANTE A CAMPANHA ELEITORAL. Pois, o que estamos vendo é o contrário: os OPOSITORES, motivados pela possível perda de privilégios e certos DIREITOS NOJENTOS E INCONCEBÍVEIS, se mostram indignados e insatisfeitos com as pretensões do governo, que não consegue colocar em prática o que prometeu.   


NOTA PÚBLICA EMITIDA PELA PGR

Pois, ontem, como se cansado de tantos desmandos, o chefe da Procuradoria Geral da República , Augusto Aras, levou pânico ao STF ao emitir uma NOTA PÚBLICA cujo teor aponta o RISCO DE O ATUAL ESTADO DE CALAMIDADE PROGREDIR PARA O ESTADO DE DEFESA, previsto na Constituição, que pode ser decretado pelo Presidente da República a fim de PRESERVAR OU RESTABELECER "A ORDEM PÚBLICA OU A PAZ SOCIAL ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza". Tal recurso, sujeito à aprovação do Congresso em DEZ DIAS, permite ao presidente restringir direitos da população.


PERPLEXO

O curioso, mas nada surpreendente, foi o grito do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, se dizendo PERPLEXO COM A NOTA. "A sinalização de que tudo seria resolvido no Legislativo causa perplexidade", afirmou o péssimo ministro. Disse mais: - "Não se pode lavar as mãos, não é? O que nós esperamos dele (Aras) é que ele realmente atue e com desassombro, já que tem um mandato e só pode ser destituído, inclusive, pelo Legislativo", acrescentou. Que tal?


ARTIGO 142

O fato do ministro Marco Aurélio ter afirmado que é "impensável" qualquer decreto de ESTADO DE DEFESA no atual contexto, mesmo admitindo que esta providência está prevista no artigo 136 da Constituição, aí o membro do nojento STF, pediu, alto e bom som, que o presidente Jair Bolsonaro faça uso imediato do ART. 142 da Constituição. Como bem diz o bom jurista Ives Gandra Martins, o artigo 142 diz que -para a DEFESA DA DEMOCRACIA, do ESTADO E DE SUAS INSTITUIÇÕES, se um Poder sentir-se atropelado por outro poderá solicitar às Forças Armadas que ajam como Poder Moderador para repor, naquele ponto, a lei e a ordem, se esta realmente tiver sido ferida pelo Poder em conflito com o postulante". Que tal?


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR + de hoje: HÁ APENAS DUAS CADEIRAS NO JOGO DE XADREZ - por PERCIVAL PUGGINA. Para ler acesse o link: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar.



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20 jan 2021

INCERTEZAS?


TEMAS DOMINANTES NA MÍDIA

Enquanto os veículos de comunicação do mundo todo, a maioria com enorme e indisfarçável entusiasmo, dividem o tempo dos seus noticiários dando atenção praticamente -exclusiva- a dois termas: - 1-VACINAÇÃO CONTRA O CORONAVÍRUS; e, 2- POSSE DO PRESIDENTE JOE BIDEN, que acontece hoje em Washington, aqui no  Brasil os noticiários seguem focados a dois -únicos- assuntos: 1- com maior e repetida ênfase, cuida de DETONAR O PRESIDENTE JAIR BOLSONARO; e 2- o espaço restante, com destaque menor, é destinado para informar sobre o andamento da VACINAÇÃO. 

 


INCERTEZA

O curioso é que ao fazer referência ao comportamento e à necessária RETOMADA DA ECONOMIA, a maioria dos meios de comunicação do nosso país usa o termo -INCERTEZA- para definir o estado de ânimo de quem INVESTE, de quem FAZ O PRODUTO, de quem CONSOME e, por consequência, do ESTADO, que se apropria de tudo em forma de pesados IMPOSTOS que recaem, impiedosamente sobre todas as etapas da PRODUÇÃO E DO CONSUMO.


CLIMA DE CERTEZA

Ora, antes de tudo, para colocar a encrenca em ordem, é preciso que se diga, EM VOZ ALTA E FIRME, que enquanto não forem aprovadas as REFORMAS TRIBUTÁRIA, FISCAL, ADMINISTRATIVA, POLÍTICA e outras mais, a ECONOMIA BRASILEIRA vai viver um CLIMA DE CERTEZA de que as TAXAS DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO, quando positivas, seguirão em níveis MEDÍOCRES, tipo VOO DE GALINHA, como é comumente usado para explicar o desempenho ridículo do nosso acanhado PIB. 


LINHA DE TIRO

Pois, neste CLIMA DE GUERRA que tem como alvo maior o presidente Jair Bolsonaro, e menor peso a discussão sobre qual VACINA mostra real eficácia contra o CORONAVÍRUS, o povo brasileiro é flagrantemente colocado na LINHA DE TIRO, sem saber para que lado vai ou como se defende das NARRATIVAS e da FALTA DE SOLUÇÃO para os ENORMES PROBLEMAS que, reconhecidamente, impedem o CRESCIMENTO E O DESENVOLVIMENTO. 


VACINADOS

Vale lembrar, ou corrigir, que, por força da Constituição os privilegiados SERVIDORES PÚBLICOS nunca foram colocados na LINHA DE TIRO. Ao contrário, todos, indistintamente, estão totalmente (100%) VACINADOS -CONTRA O DESEMPREGO; CONTRA A REDUÇÃO DE SALÁRIOS E VANTAGENS CORRELATAS; E TOTALMENTE IMUNES À PERDA DE ESTABILIDADE NO EMPREGO PÚBLICO-. Ou seja, aqui no BRASIL impera a CERTEZA DE QUE UNS SÃO MAIS IGUAIS DO QUE OS OUTROS.  



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19 jan 2021

O EXECUTIVO ESTÁ IMPEDIDO DE EXERCER O PODER


DOIS PODERES

Ainda que esteja escrito na Constituição Federal que a República Federativa do Brasil é um país que possui TRÊS PODERES (Executivo, Legislativo e Judiciário), cada um atuando de forma INDEPENDENTE, eis que tão logo Jair Bolsonaro assumiu a Presidência do País, como CHEFE DO EXECUTIVO, este PODER passou a ser exercido, ora pelo LEGISLATIVO, ora (maior parte do tempo) pelo JUDICIÁRIO. 


EXERCER AUTORIDADE

Vejam, antes de tudo, que sob o ponto de vista conceitual, PODER é o DIREITO de deliberar, agir, mandar e, dependendo do contexto, EXERCER AUTORIDADE. Ou seja, quando os eleitores vão às urnas e, por maioria de votos, definem quem vai governar o País como CHEFE DO EXECUTIVO é porque estão convencidos de que os projetos e programas que foram apresentados e defendidos ao longo da campanha eleitoral são importantes e necessários para o Brasil.

 

 


DUAS VIAS

Esta é a lógica, ou a essência que faz da eleição um processo democrático de escolha, tanto da pessoa quanto do programa. Mais: caso o escolhido (presidente) mude de ideia e resolva não honrar com os compromissos assumidos na campanha, aí cabe aos PODERES - LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO o DEVER de resolver o impasse, que pode ser pela via da OBRIGAÇÃO de fazer o que foi PROPOSTO, ou, se houver recusa, pela via do IMPEACHMENT. Simples assim!

 

 


MONSTRENGO

Pois, por incrível que possa parecer, o que mais chamou a atenção nestes dois anos de governo Bolsonaro, é que quase TUDO AQUILO que está colocado no PLANO DE GOVERNO, que está respaldado como PROMESSAS FEITAS AOS ELEITORES, quando não é propositadamente deixado de lado e a duras penas consegue ir à votação nos Plenários da Câmara e do Senado é porque virou um MONSTRENGO totalmente DESFIGURADO da proposta original. 


PODER SEM LIMITES

Se já não fosse o bastante os INCRÍVEIS OBSTÁCULOS que passaram a ser colocados pelo PODER LEGISLATIVO, quando o PODER JUDICIÁRIO entra em cena, notadamente a CORTE SUMPREMA, que simplesmente encerra a questão, aí o que o atônito povo brasileiro começou a assistir, quase que diariamente a partir do  momento em que Bolsonaro assumiu a presidência, é que tem IMPORTÂNCIA ZERO o que mandam as leis e, principalmente, a Lei Maior escrita na Constituição. Ou seja, quem claramente passou a EXERCER O PODER EXECUTIVO foi o PODER JUDICIÁRIO. SEM QUALQUER LIMITE. 



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18 jan 2021

O PROFETA MOURÃO


MAL A SI MESMO

Em 14 de maio de 2020 (8 meses atrás) quando ainda não se tinha uma correta ideia quantitativa do tamanho do estrago que a PANDEMIA do Covid-19, provocaria, o vice-presidente Hamilton Mourão, em artigo publicado no Estadão, afirmou, com muita convicção e total razão, que NÃO ENXERGA OUTRO LUGAR NO MUNDO QUE ESTEJA CAUSANDO TANTO MAL A SI MESMO COMO O BRASIL.


ALCANCE E EFEITOS

Mais: no referido artigo, Mourão acertou na mosca ao antecipar que a PANDEMIA DE COVID-19 não era apenas uma questão de SAÚDE PÚBLICA: por seu ALCANCE, sempre foi SOCIAL; pelos seus EFEITOS, já se tornou ECONÔMICA e pode vir a ser, lamentavelmente, um terrível caso de SEGURANÇA.


QUATRO PONTOS

A linhas tantas, relembrando, Mourão fez importantes e comprovadas afirmações: "Para esse mal [a covid-19] nenhum país do mundo tem solução imediata, cada qual procura enfrentá-lo de acordo com a sua realidade. Mas nenhum vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional que já vinha ocorrendo, mas agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos e pode ser resumido em QUATRO PONTOS:

1- a POLARIZAÇÃO POLÍTICA;

2- a DEGRADAÇÃO DO CONHECIMENTO POLÍTICO;

3- a USURPAÇÃO DAS PRERROGATIVAS DO PODER EXECUTIVO; E,

4- o PREJUÍZO À IMAGEM DO BRASIL NO EXTERIOR.


POLARIZAÇÃO

Sobre a POLARIZAÇÃO,  Mourão já fazia severas críticas à IMPRENSA, dizendo que "tornamo-nos incapazes do essencial para enfrentar qualquer problema: sentar à mesa, conversar e debater. A IMPRENSA, A GRANDE INSTITUIÇÃO DA OPINIÃO, precisa rever seus procedimentos nesta calamidade que vivemos. Opiniões distintas, contrárias e favoráveis ao governo, tanto sobre o isolamento como a retomada da economia, enfim, sobre o enfrentamento da crise, devem ter o mesmo espaço nos principais veículos de comunicação. Sem isso teremos descrédito (...)"


CONHECIMENTO POLÍTICO

Neste segundo ponto, Mourão critica quem "esquece que o Brasil não é uma confederação, mas uma FEDERAÇÃO", citando governadores, magistrados e legisladores que, segundo ele, agem acima das decisões do governo federal.


USURPAÇÃO DAS PRERROGATIVAS DO PODER EXECUTIVO

No terceiro, Mourão volta a criticar "presidentes de outros Poderes" de tentarem exercer papel de presidente (EXECUTIVO). Para tanto cita que a obra 'Federalista', no qual um de seus autores, James Madison, estabeleceu "como FUNDAMENTOS BÁSICOS que o LEGISLATIVO, O EXECUTIVO E O JUDICIÁRIO devem ser separados e distintos, de tal modo que ninguém possa exercer os poderes de mais de um deles ao mesmo tempo', uma regra estilhaçada no Brasil de hoje pela profusão de decisões de presidentes de outros Poderes, de juízes de todas as instâncias e de procuradores, que, sem deterem mandatos de autoridade executiva, intentam exercê-la."


PREJUÍZO DA IMAGEM DO BRASIL

Por fim, Mourão critica quem "usa seu prestígio para fazer apressadas ilações e apontar o Brasil como ameaça a si mesmo e aos demais na destruição da Amazônia e no agravamento do aquecimento global", uma acusação leviana. "Esses pontos resumem uma SITUAÇÃO GRAVE, mas NÃO INSUPERÁVEL, desde que haja um mínimo de sensibilidade das mais altas autoridades do País. Enquanto os países mais importantes do mundo se organizam para enfrentar a pandemia em todas as frentes, de SAÚDE, PRODUÇÃO E CONSUMO, aqui, no Brasil, continuamos entregues a estatísticas seletivas, discórdia, corrupção e oportunismo".


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR + de hoje:  PERGUNTEM AO JOSÉ DIRCEU - por PERCIVAL PUGGINA - Para Ler acesse o link: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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15 jan 2021

OS VEÍCULOS E OS COMBUSTÍVEIS


VEÍCULO COMO MEIO DE TRANSPORTE

Qualquer meio mecânico de transporte de pessoas, mercadorias ou outras coisas é considerado como VEÍCULO. Como tal, estas viaturas, independente da forma como são impulsionadas, podem ser terrestres, aéreas, aquáticas, lunares, etc., e, pelo menos por enquanto, exigem que sejam conduzidas por pessoas devidamente habilitadas. Esta condição é o que confere a CONFIANÇA E A SEGURANÇA ao público em geral.  


VEÍCULO COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO

Na área da COMUNICAÇÃO, os veículos são (ou deveriam ser) os meios que carregam e entregam (divulgam) as NOTÍCIAS do dia a dia, ainda que com embalagens diferentes, umas com mais outras com menos sensacionalismo. Para tanto, os VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO E/OU INFORMAÇÃO se apresentam em forma de JORNAIS, REVISTAS, RÁDIO, TELEVISÃO e INTERNET.


VERBA GOVERNAMENTAL COMO COMBUSTÍVEL

Pois, enquanto os VEÍCULOS MOTORIZADOS são propulsionados por combustão à gasolina, diesel ou etanol, ou em muitos casos já se movimentam com a utilização de baterias, a maioria dos VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO, que se declaram -ECOLÓGICOS- têm se apresentado de maneira muito estranha, mostrando que sem VERBA GOVERNAMENTAL os motores simplesmente não funcionam. E quando isto acontece, não raro expelem gases tóxicos insuportáveis, que produzem sérios danos nas mentes de seus leitores, ouvintes e telespectadores.


DESTRUIDOR DE MENTES

Uma coisa é certa, ainda que muitos ainda não percebam: enquanto o governo não ABRIR AS TORNEIRAS DO TESOURO E DAS ESTATAIS, com o explícito propósito de IRRIGAR, COM RECURSOS BILIONÁRIOS, o CAIXA DOS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO, a produção de GASES TÓXICOS será cada dia mais abundante. Como tal e por consequência, se torna um forte destruidor de mentes dos pobres brasileiros que se alimentam das narrativas que desvirtuam totalmente as notícias.  


POUCO IMPORTA O PRESIDENTE

Para piorar ainda mais, a maioria dos VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO, além de agirem de forma individual, também usam de forma organizada o COLETIVO através das associações de Jornais (ANJ), de Rádio e Televisão (ABERT) e de Revistas (ANER) para fazer valer os seus gulosos interesses. De novo: pouco importa quem é o presidente do Brasil. O que realmente importa, e muito, é se o mandatário vai liberar a VERBA que deve ser destinada para o funcionamento da máquina da comunicação. 


IMPEACHMENT

Anotem aí: esta questão de impeachment, falta de apoio às reformas, coronavírus, vacinação, etc., nada mais são do que recados certeiros ao Poder Executivo. Dependendo do tamanho da VERBA DE PUBLICIDADE tudo vira uma maravilha e ninguém fala mais nesses assuntos. Este é o COMBUSTÍVEL que faz os motores da mídia funcionarem a todo vapor. 


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR + de hoje:  SINGULAR PLURALISMO NA UFPEL - por PERCIVAL PUGGINA. Para ler acesse o linkhttps://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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14 jan 2021

O CÁLCULO ECONÔMICO SOB O SOCIALISMO


ESCOLA AUSTRÍACA DE PENSAMENTO ECONÔMICO

Em 1920, Ludwig von Mises publicou o ensaio - O CÁLCULO ECONÔMICO SOB O SOCIALISMO-, que até hoje (100 ANOS DEPOIS) segue sendo considerado pelos economistas que defendem a LIBERDADE ECONÔMICA como uma das mais importantes publicações feitas pelo membro-fundador da Escola Austríaca de Pensamento Econômico, ou Escola de Viena, que enfatiza o poder de organização espontânea  do mecanismo de preços.


YURI MALTSEV

Pois, para homenagear Mises valho-me do prefácio que foi escrito por Yuri N. Maltsev, membro Sênior do International Center for Development Policy e do The Ludwig von Mises Institute e Pesquisador Sênior do Instituto de Economia da Academia de Ciências da URSS (1987-89). Eis:


PERDAS HUMANAS, DESTRUIÇÃO ECONÔMICA E DESASTRES ECOLÓGICOS

O século XX testemunhou o surgimento, o desenvolvimento e o colapso do mais trágico experimento da história humana: O SOCIALISMO. Esse experimento resultou em monstruosas PERDAS HUMANAS, na DESTRUIÇÃO DE ECONOMIAS POTENCIALMENTE RICAS  E EM COLOSSAIS DESASTRES ECOLÓGICOS NÔMICOS. Tal experimento (teoricamente) acabou, mas a devastação continuará afetando a vida e a saúde das inúmeras gerações vindouras.

Mas a verdadeira tragédia desse experimento é que Ludwig von Mises e seus seguidores — dentre as melhores mentes econômicas deste século — já haviam desmascarado e explicitado toda a realidade do socialismo ainda em 1920.  Entretanto, o alerta deles foi completamente ignorado.


ALEGAÇÕES DO MARXISMO

No presente ensaio -O CÁLCULO ECONÔMICO SOB O SOCIALISMO-, Mises examina as alegações mais fundamentais do marxismo.  Ao fazer isso, Mises expõe o socialismo como sendo um esquema que, além de utópico, é ilógico, antieconômico e impraticável em sua essência.  Ele é "impossível" e destinado ao fracasso porque é desprovido da fundamentação lógica da economia; o socialismo não fornece meio algum para se fazer qualquer cálculo econômico objetivo — o que, por conseguinte, impede que os recursos sejam alocados em suas aplicações mais produtivas.  Em 1920, entretanto, o entusiasmo pelo socialismo era tão forte, principalmente entre os intelectuais ocidentais, que esta pequena e perspicaz obra-prima de Mises não apenas não foi compreendida, como também foi deliberadamente distorcida pelos seus críticos.


O SOCIALISMO PRODUZIU MONSTROS

Porém, a efetiva implementação do socialismo mostrou a total validade da análise de Mises. O socialismo tentou substituir bilhões de decisões individuais feitas por consumidores soberanos no mercado por um "planejamento econômico racional" feito por uma comissão de iluminados investida do poder de determinar tudo o que seria produzido e consumido, e quando, como e por quem se daria a produção e o consumo. Isso gerou escassez generalizada, fome e frustração em massa.  Quando o governo soviético decidiu determinar 22 milhões de preços, 460.000 salários e mais de 90 milhões de funções para os 110 milhões de funcionários do governo, o CAOS E A ESCASSEZ FORAM O INEVITÁVEL RESULTADO.  O estado socialista destruiu a ética inerente ao trabalho, privou as pessoas da oportunidade e da iniciativa de empreender, e difundiu amplamente uma mentalidade assistencialista.

O socialismo produziu monstros como Stalin e Mao Tsé-tung, e cometeu crimes até então sem precedentes contra a humanidade, em todos os estados comunistas.  A destruição da Rússia e do Camboja, bem como a humilhação sofrida pela população da China e do Leste Europeu, não foram causadas por "distorções do socialismo", como os defensores dessa doutrina gostam de argumentar; elas são, isto sim, a consequência inevitável da destruição do mercado, que começou com a tentativa de se substituir as decisões econômicas de indivíduos livres pela "sabedoria dos planejadores".


ENTRAVE TEÓRICO E PRÁTICO

A verdadeira natureza da economia centralmente planejada foi bem ilustrada por uma tirada espirituosa feita há alguns anos pelo economista soviético Nikolai Fedorenko.  Ele disse que, com a ajuda dos melhores computadores, um plano econômico totalmente detalhado, ponderado e examinado, o qual deveria ser implantado já no ano seguinte, só poderia ficar pronto em 30.000 anos.  Existem milhões de tipos de produtos e centenas de milhares de empresas; são necessárias bilhões de decisões relativas a insumos e produtos, e os planos devem abranger todas as variáveis relativas à força de trabalho, à oferta de materiais, aos salários, aos custos de produção, aos preços, aos "lucros planejados", aos investimentos, aos meios de transporte, ao armazenamento e à distribuição.  E mais: essas decisões se originam de diferentes partes da hierarquia planejadora.  Mas essas partes são, em regra, inconsistentes e contraditórias entre si, uma vez que cada uma reflete os interesses conflitantes de diferentes estratos da burocracia.  E como o plano precisa ficar pronto até o início do ano seguinte, e não em 29.999 anos, ele será inevitavelmente irracional e assimétrico.  E Mises provou que, sem propriedade privada dos meios de produção, mesmo 30.000 anos de cálculos computacionais não conseguiriam fazer o socialismo funcionar.

Assim que destruíram a instituição da propriedade privada, os defensores do socialismo se viram em um entrave teórico e prático.  Consequentemente, eles recorreram à criação de esquemas artificiais.  Na economia soviética, o lucro é planejado como função do custo.  Os planejadores centrais fornecem "variáveis de controle" às empresas, que as utilizam para determinar os "lucros planejados" em termos da porcentagem dos custos.  Assim, quanto mais você gastar, maiores serão seus lucros.  Sob uma monopolização de 100%, esse simples arranjo arruinou completamente as economias da União Soviética, da Europa Oriental e de outros estados "socialistas" em um grau comparável apenas às invasões bárbaras a Roma.


O MUNDO NEGLIGENCIOU O ALETRA DE MISES

Hoje, as consequências desastrosas da imposição dessa utopia na desventurada população dos estados comunistas já estão claras até para seus líderes.  Como Mises previu em sua introdução, a despeito da "quimera de suas fantasias", os pombos assados acabaram não voando diretamente para dentro das bocas dos camaradas, ao contrário do que Charles Fourier havia dito que ocorreria.   E até mesmo de acordo com as estatísticas oficiais da URSS, 234 dos 277 bens de consumo básico incluídos pelo Comitê Estatal de Estatísticas na "cesta básica" da população soviética estão "em falta" no sistema de distribuição do estado.

Todavia, os defensores ocidentais do socialismo ainda seguem repetindo a mesma ladainha sobre a necessidade de se restringir os direitos de propriedade e substituir o mercado pela "sabedoria" do planejamento central.

Em 1920, o mundo negligenciou e rejeitou o alerta misesiano de que "o socialismo é a abolição da racionalidade econômica".  Não podemos nos dar ao luxo de repetir esse erro novamente.  Temos de estar sempre alerta a todos os esquemas que porventura possam nos levar a uma nova rodada de experimentos estatais sobre as pessoas e sobre a economia.

"A propriedade privada dos fatores materiais de produção", enfatizou Mises, "não representa uma restrição na liberdade de todas as outras pessoas poderem escolher o que melhor lhes convém.  Representa, ao contrário, o mecanismo que atribui ao homem comum, na condição de consumidor, a supremacia em todos os campos econômicos.   É o meio pelo qual se estimula os indivíduos mais empreendedores de um país a empenhar a melhor de suas habilidades a serviço de todas as pessoas".

Que jamais voltemos a ignorar as constatações deste grande pensador, pelo bem da liberdade e das gerações futuras.



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