Espaço Pensar +

PACTO CIVILIZATÓRIO: JUSTIÇA, VIRTUDES E DIGNIDADE - 19.09.25


Alex Pipkin, PhD

 

O Brasil não está diante de um risco de retrocesso; o retrocesso já se instalou. A farsa do suposto golpe de Estado, articulada pelo conluio entre setores do Judiciário e o lulopetismo, dilapidou instituições e violou direitos fundamentais. O STF, ao assumir papel político, perseguiu adversários, implantou censura institucionalizada e corroeu sua credibilidade. Esta crise não se limita ao território nacional, pelo contrário, jornais dos Estados Unidos e da Europa estampam a “ditadura da toga”, mostrando que a Corte brasileira se encontra desmoralizada.
Todos erram — indivíduos e instituições. Reconhecer isso não relativiza crimes; é compreender que a política, por essência, se faz negociando. Aqueles que efetivamente dilapidaram patrimônio público, praticaram violência ou atentaram contra a ordem devem ser punidos com proporcionalidade e segundo o devido processo legal. Não se trata de penas perpétuas, mas de justiça. Quem foi injustamente processado, preso ou condenado por manifestar opinião, discordar ou resistir à farsa política deve ser libertado.
Não nos enganemos; temos vícios e virtudes. O prazer pelos erros, a indulgência diante de nossos vícios e a falta de arrependimento são imanentes à natureza humana. Que bom, porém, que as virtudes podem se sobressair. É justamente por isso que precisamos refletir sobre os valores civilizatórios que nos conduzem para o progresso. Eles lembram que a lei, a razão e a dignidade humana são bússolas indispensáveis para transcender impulsos e agir pelo bem comum, mesmo quando o mundo parece inclinar-se para o caos.
A negociação, nesse contexto, é o caminho. O Congresso, legítima voz do povo, deve liderar o diálogo, estabelecendo critérios claros para libertação de inocentes, revisando processos e a aplicação proporcional da lei. Esta via prática representa uma “saída honrosa” para um STF que errou, permitindo-lhe restaurar parte de sua autoridade moral, reconhecer limites constitucionais e preservar a dignidade institucional. Seria um gesto de inteligência política que protege o Estado de Direito e impede que a justiça se transforme em espetáculo ou vingança.
É preciso perceber que a situação atual, com o poder oficial alinhado ao lulopetismo e a um Judiciário parcial, é apenas um momento no tempo. Num futuro próximo, o equilíbrio poderá mudar; o poder poderá se orientar mais à direita. Não se busca substituir uma distorção por outra. Penso que uma negociação estabeleceria regras claras e reforçaria a tese de imparcialidade da lei, assegurando que qualquer mudança futura de poder não se transforme em nova arbitrariedade.
Os valores civilizatórios guiam esta saída. De Atenas herdamos a razão, a clareza intelectual e o debate público; de Roma, a lei universal aplicada de forma imparcial; de Jerusalém, a dignidade humana, a ligação com o divino e o propósito maior, individual e coletivo. Respeitar estes pilares é restaurar o bem comum e o foco na geração de emprego, de renda, oportunidades e prosperidade para todos, acima de qualquer corrente política. É também a forma de amenizar a guerra ideológica que ameaça o futuro das próximas gerações e desvia o foco das questões econômicas e sociais reais.
Que a soberba de “iluministas” e de supostos “semideuses” que acreditam saber o que é melhor para o Brasil dê lugar à lógica, à razão, à justiça e à dignidade humana. Que compreendam, enfim, que nenhum poder se sobrepõe à civilização, à história e aos valores que sustentam a liberdade de todos… a espera de um lapso de dignidade.
Libertar inocentes e punir proporcionalmente culpados é o primeiro passo para restaurar confiança nas instituições, abrir espaço para negociação política e pacificar tensões. A política, conduzida com inteligência e dentro dos limites constitucionais, pode reconstruir credibilidade e orientar o país para seus problemas centrais, não para vinganças ou extremismos ideológicos.
Estar do lado certo da história não é repetir discursos oficiais ou atender a conveniências partidárias. É permanecer fiel à razão, à lei e à dignidade humana; restaurar o Estado de Direito; punir proporcionalmente; libertar inocentes; e proteger a civilização que nos legou Atenas, Roma e Jerusalém. Restaurar a lei, a razão e a dignidade humana não é apenas um gesto moral. 
São os valores que ergueram e sustentam a civilização ocidental e, hoje, são a única bússola para que o Brasil retome o caminho da liberdade, da justiça e do bem comum. Todo o resto é farsa e destruição.


Leia mais  

TOLINHOS NARCISISTAS -17.09.25


Por Roberto Rachewsky

 

Acho que Emmy, Oscar, esses prêmios são dados não apenas para os melhores atores, mas para os mais tolinhos. Essa gente é tão narcisista que não se contentam ao verem que foram premiados por seu talento e trabalho. Eles querem mais. Querem chamar a atenção. Querem a aprovação da tribo, dos idiotas com os quais compartilham opiniões divorciadas da realidade, avessas à lógica, alérgicas ao que é moral quando o padrão é a vida e o direito dos que foram violentamente atacados se defender. A atriz diz que é judia, como se isso lhe desse passe livre para opinar sobre o que não conhece, com conceitos que não sabe o significado. Eles sabem no palco e começam a interpretar um papel escrito pelas mentes mais nefastas do mundo, a esquerda caviar. Distinguir judeus, de Israel é um erro que nem os terroristas do Hamas cometem. O Hamas ataca Israel nao por causa do Netanyahu. Ele ataca Israel porque Israel é o território ancestral dos judeus e verdadeiramente seu último refúgio. Fico imaginando a atriz com seus ombros de fora indo comemorar com seus amigos de Gaza pelo prêmio que recebeu. Fico imaginando se ela estivesse dançando e se divertindo no Festival onde ocorreram os massacres de 07/10. Se ela não ia querer que as IDF matassem cada palestino que invadiu, assassinou e sequestrou os que lá estavam. A atriz mereceu o prêmio de tolinha da América. Quanto ao seu trabalho, não sei qual foi. Viram como é narcisismo? Chamou a minha atenção pelas bobagens que disse. Se tivesse feito apenas o certo, que seria agradecer o prêmio, eu jamais saberia da sua existência.


Leia mais  

JEFFREY CHIQUINI E O COLETIVISMO JUVENIL - 12.09.25


 

Por Percival Puggina
  
 Seria um exagero dizer que fiquei escandalizado com a agressão ao Dr. Jeffrey Chiquini na Faculdade de Direito da UFPR. Tais cenas são cada vez mais comuns. O jovem advogado alcançou rapidamente o patamar das figuras intoleráveis aos ambientes acadêmicos que os coletivos juvenis, sempre pela esquerda, constroem à sua imagem e semelhança. Para saber o quanto esses jovens são “progressistas”, basta vê-los e, em muitos casos, observar a ruína dos espaços sob seu domínio. A civilização leva um tombo a cada geração dessa turma.
 
Há que ser justo na avaliação. Antes de começarem a desumanizar seus desafetos para justificar tudo que contra eles fazem, os jovens desses coletivos desumanizam a si mesmos... Como na fábula do boneco de sal que quis conhecer o mar, sua natureza como pessoa é dissipada no coletivo porque essa é a natureza dos coletivos. Eles sentenciam de morte as individualidades e, com ela, se vão: a) a efetiva natureza do ser humano, b) um atributo vital de sua dignidade e c) o fundamento de seus direitos.
 
É nesse leito do manicômio humano que nascem os totalitarismos. A negação de tais direitos moveu o dedo do sniper que matou Charlie Kirk e foi ela que comandou o show de estupidez no prédio histórico da UFPR e na praça Santos Andrade da progressista e moderna capital do Paraná. Aliás, que o digam os alijados e amargurados pais daqueles rapazes e moças.
 
Pelo mal que representa para cada um deles e para a sociedade, eu não naturalizo o processo de desumanização a que foram submetidos e do qual aparentam ser o produto acabado. Certa feita, observando uma anterior geração de jovens naquela aparência de zumbis raivosos, me perguntei se seria razoável afirmar que ficaram assim por conta própria. Seriam eles produtos de um profundo processo de reflexão pessoal sobre temas essenciais da existência humana? Teriam ficado assim, queimando pestanas diante de bons livros de sã filosofia? Concluí que havia mais jeito de terem ficado assim queimando baseados... Eles não saberiam sequer iniciar uma operação mental que processasse tais reflexões.
 
Isso significa afirmar algo grave: alguém fez isso com eles, contra eles, de caso pensado. O processo mental lhes foi posto e imposto. Os jovens capturados para o coletivo, ignorantes e intolerantes ante o saber superior, pagarão com alto custo existencial a destruição de suas mentes por ideias corrosivas de neurônios. As cenas, dentro e fora da UFPR, falaram por si. Foi uma cena de estupidez “multitudinária”.
 
Caiu-me, então, a ficha. Onde estariam os autores daquele desastre da universidade como instituição da universalidade e do conhecimento plural? Onde estariam os desumanizadores daqueles alunos? De hábito, longe da cena. Pergunto: por que não se expõem, habitualmente, ao mesmo ridículo, os gestores, os mestres, os doutores velhacos? Por que não se unem, solidários, aos jovens e tristes frutos de sua velhacaria política e ideológica?
 


Leia mais  

JORNALISMO EM NEGAÇÃO - 09.09.25


 

Por Percival Puggina
 
 
Alguns meios de comunicação que se deixaram aparelhar e instrumentalizar tomam por amiga ou amante, companheira ou camarada, qualquer autoridade ou poder que de algum modo antagonize as redes sociais. O desconforto em relação a elas se explica: a) há muito mais talento no artesanato das redes do que na indústria da informação; b) os anunciantes já perceberam a tendência e migram parte importante de seus recursos para onde tem ido o público: c) um dos nichos mais bem sucedidos nesse mercado é o dos correspondentes de guerra que reportam a beligerância da velha mídia com os fatos. É uma guerra assimétrica, muitos fatos têm ido a óbito e há brasileiros refugiados no exterior por relatarem ocorrências sepultadas.
 
Exemplo totalmente em curso é proporcionado pela atitude dos veículos do “Consórcio Goebbels” de Comunicação, em relação ao mais recente personagem na cena do regime instalado no Brasil. Os profissionais do consórcio preferem olhar a paisagem além da janela cada vez que lhes aparece pela frente o senhor Eduardo Tagliaferro. Vivem dilemas shakespeareanos. Ser ou não ser? Ver ou não ver? Saber ou não saber? Preferem entrar em negação, na expectativa de que seu reino de papel e seus cavalos não lhes sumam sob os pés.
 
Flutuando, então, algumas polegadas acima da superfície dos fatos, os membros do “consórcio” têm referido a existência de uma crise institucional causada pela direita golpista e bolsonarista. Sério? O regime está em crise? Pergunto isso porque até o momento em que escrevo estas linhas, não há no horizonte sinais de insegurança na estrutura que sustenta o poder instalado no Brasil. Ela é bem simples: a maioria do STF manda, o governo aplaude e a maioria da representação política no Congresso obedece por sensibilidade natural aos impactos da mão pesada do Estado. Manda quem pode e obedece quem precisa. A linguagem popular dá outro nome, mas todos entenderão se eu disser que trato aqui de um ponto da anatomia frágil ao medo.
 
As denúncias se empilham, graves, gravíssimas. Nas redes sociais, quem não fala de pets nem de cuidados de saúde que substituam remédios de uso contínuo, não fala de outra coisa. Hoje, 6 de janeiro, a mídia do Consórcio rasga manchete a esta trepidante matéria: o ministro relator da ação penal do 8 de janeiro pediu um dia a mais para o julgamento. Uau! Um calafrio percorre a coluna vertical da oposição.
 
Você percebeu, leitor, a palavra que eu usei? Eu escrevi “oposição”! Para o consórcio, a existência de algo com esse nome já é porteira aberta à crise institucional. Em regimes como o vigente no Brasil, oposição, de direita, fazendo seu trabalho, caracteriza “crise institucional”. No século XX, apenas julgamentos coletivos, gulags e covas rasas foram mais eficientes para demarcar um regime tirânico do que a recusa a uma oposição.
 
Considere, por fim, que um “regime” não pode abdicar nem renunciar. O exercício do poder gera a necessidade de perpetuá-lo para a segurança de seus titulares. Há que planejar o futuro. O poder é parte interessada nas decisões que o próprio poder toma. Eis por que já se fala em “anistia sem Bolsonaro”. Capici?
 
Esqueceram-se de Franklin Martins! Antes das redes sociais, ele inspirou o projeto petista de “controle social da mídia” para acabar com as críticas da imprensa tradicional aos governos de Lula e Dilma entre 2003 e 2016. Essa mesma mídia que hoje lhes afofa os fatos foi alvo de tentativas petistas de lhe colocar freios e não percebe o quanto esse feitiço que hoje aplaude pode regurgitar da panela dos feiticeiros.


Leia mais  

CARTA ABERTA AO PRIMEIRO MINISTRO BENJAMIM NETANYAHU - 08.09.25


Por Roberto Rachewsky 

 

Excelentíssimo Senhor Primeiro-Ministro,

Escrevo-lhe, não como um conselheiro, mas como alguém que observa de longe, com a clareza que falta a muitos líderes que se apressam em emitir juízos distorcidos.

Recentemente, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva — um verdadeiro schleper, um nebish que se esforça em posar de estadista enquanto se afunda em contradições — ousou pedir aos judeus que lhe escrevessem, rogando que Vossa Excelência “parasse de matar mulheres e crianças em Gaza”. Ignorou, convenientemente, que não foi Israel quem iniciou esta guerra, e que o Hamas, covardemente, transforma sua própria população em escudos humanos. Israel, ao contrário, faz o possível para evitar atingir civis, mas a realidade imposta por terroristas torna isso, muitas vezes, impossível.

Senhor Primeiro-Ministro, permita-me ser claro: se há uma forma rápida de acabar com a guerra, não é obedecendo às palavras vazias de um schmendrik como Lula, mas vencendo-a. A vitória de Israel não apenas trará a libertação dos reféns, mas também permitirá que o povo israelense viva com mais segurança no futuro.

A decisão de declará-lo persona non grata foi recebida com indignação por Lula e seus cúmplices, mas com aplauso por grande parte do povo brasileiro, que não esqueceu o espetáculo impensável de vê-lo preso por corrupção. Seria de bom tom estender essa honraria a Celso Amorim e Geraldo Alckmin, que não se cansam de se associar a lideranças que apoiam — ou até integram — grupos terroristas.

É verdade que alguns judeus brasileiros ainda preferem Lula a Vossa Excelência. A esses, só me resta constatar: há judeus meshugoyim espalhados pelo mundo inteiro. E eles, infelizmente, não fazem exceção em minha terra.

Concluo esta carta com o desejo sincero de que Israel mantenha sua firmeza, que a vitória seja breve e decisiva, e que a segurança do povo judeu seja garantida contra os nudniks que tentam confundir vítimas com agressores.

Com respeito,

Shalom (não antes da vitória)

Roberto Rachewsky


Leia mais