Espaço Pensar +

A NEGOCIAÇÃO TARIFÁRIA LULA E TRUMP - 08.08.25


Por Stephen Kanitz

 

O consenso é que Trump é um idiota metido a sabichão, enquanto Lula, o “sábio ponderado”, vai conduzir uma negociação onde o Brasil sairá vencedor e ele, claro, reeleito. Até quando vamos continuar com essa ingenuidade suicida? Vamos aos fatos. Lula é um ex-torneiro mecânico que passou a vida negociando greves sindicais, não tratados comerciais. Nunca se profissionalizou, não fala inglês, depende de intérprete nomeado por político de estimação e achamos mesmo que ele vai “enfrentar” Trump numa mesa de negociação?

Trump, goste-se ou não, é um estrategista, escreveu “The Art of the Deal”, cercado de profissionais com décadas de experiência. Lula tem… Janja, e um PowerPoint mal elaborado do Haddad. Em suma, negociação é técnica, é estratégia, é timing. Existe BATNA, ZOPA, escuta ativa, preparação. Lula acha que BATNA é marca de cigarro, e ZOPA, nome de cachorro. Aliás ele sabe mentir, mas não sabe blefar. Contudo sabe discursar, mas não sabe escutar. E principalmente: nunca defende o Brasil só seu partido, sua base e sua biografia. Acham que Lula e Trump será uma luta equilibrada, com Lula esperto que é levará vantagem.

Quando participei da renegociação da dívida externa brasileira, sugeri contratar William Ury, meu colega de Harvard e coautor de “Getting to Yes”, para nos ajudar a entender a lógica dos banqueiros. Afinal, um especialista, um aliado. “Mas ele é americano!”, berraram os nacionalistas de jaleco acadêmico. Resultado: fomos engolidos. Pois bem. Ury é amigo de Trump. E Lula sequer leu “The Art of the Deal”. Nem ele, nem o anestesista que virou vice, nem o filósofo que virou Ministro da Fazenda.

Estamos mandando uma equipe de amadores para enfrentar profissionais. Gente que nunca negociou nada relevante na vida nem aluguel. E acreditamos que vão trazer bons acordos? Isso não é política externa. É roteiro de comédia. Mas a conta, como sempre, quem paga somos nós.


Leia mais  

DEMAGOGIA DE AUDITÓRIO - 07.08.25


Por Alex Pipkin

 

Há líderes que choram em público para disfarçar a secura moral. No dia 5 de agosto de 2025, Lula, entre soluços performáticos, promessas recicladas, demagogia de auditório e os conhecidos assassinatos gramaticais, declarou sem pudor que será “cada vez mais esquerdista e socialista”. Foi mais do que um delírio ideológico. É a consagração do cinismo como método.
No Brasil real, o cidadão que acorda cedo e trabalha duro é condenado a financiar o delírio igualitário de um Estado glutão. O imposto, aqui, não é instrumento de justiça, mas punição por ousadia. O trabalho virou penitência. O sucesso, um pecado capital. Em troca, o governo oferece migalhas simbólicas. Claro, um cartão plastificado, uma sigla politicamente conveniente, um discurso redentor, e a promessa de que a bondade estatal salvará o povo da fome que ele mesmo perpetua.
Agora, imagine um país outro. Um Brasil onde o Estado fosse servidor e não senhor. Em que políticas públicas fossem rampas, não jaulas. Onde o pobre fosse tratado não como mascote eleitoral, mas como cidadão com ambições. Em que a liberdade de produzir, empreender e crescer fosse estimulada, e não sabotada por discursos culpados.
Esse Brasil — possível, desejável, adulto — é diariamente abortado pelo Brasil de fato. Um país onde o presidente prega o socialismo para o povo enquanto saboreia, sem culpa, o melhor do capitalismo.
É nauseante ver Lula e sua comitiva, acompanhados da primeira-dama informal com salário formal, desfilarem por hotéis de luxo, tênis de grife e relógios suíços, tudo embalado em narrativa revolucionária. É a estética operária a serviço da mais burguesa das existências. O socialismo, afinal, é sempre para os outros. Já o minibar, esse é sagrado.
O ex-presidente, que não é aqui objeto de beatificação, ao menos dormia em alojamentos de quartel. Já o atual, exige suíte com minibar, vista panorâmica e toalhas de algodão egípcio.
Roberto Campos, esse herege da inteligência nacional, já havia alertado: “O socialismo é o caminho mais longo e mais custoso entre a liberdade e a miséria”. E é também, podemos dizer, o atalho preferido de quem deseja parecer virtuoso enquanto desfruta do vício alheio.
Na plateia do poder, ministros togados com biografia marxista oferecem a blindagem jurídica desse espetáculo. Gilmar Mendes sorri entre um aceno à China e outro à elite local, garantindo que o roteiro siga conforme a peça. A “democracia” com censura, a “liberdade” sob vigilância e “igualdade” com casta.
O povo, este sim, segue fiel ao enredo que lhe foi escrito. A cada novo ciclo de promessas e programas, ele reaparece no palco como figurante do próprio destino, aplaudindo de pé aquele que jura defendê-lo enquanto lhe prende as mãos.
E enquanto Lula chora em público, o povo exaurido aprende a sorrir com os olhos baixos.
Afinal, ser socialista com o dinheiro dos outros, convenhamos… é uma barbada, não é mesmo? Difícil é abrir mão do minibar.


Leia mais  

VERGONHA - 01.08.25


Por André Burger - Economista, membro do Pensar+

 

O sentimento inicial foi o que os alemães chamam de Schadenfreude, aquele prazer culposo diante da desgraça alheia. Mas durou pouco. Deu lugar à Scham, a vergonha profunda. Vergonha de ser brasileiro perante amigos do mundo e, o que é pior, diante de nós mesmos. Se já não bastasse o atraso institucional, agora temos um estigma internacional: entramos oficialmente para a lista de PAÍSES OFENSORES DOS DIREITOS HUMANOS.

 

Sim, entre as 740 pessoas atingidas pela Lei Magnitsky, o instrumento legal dos EUA para sancionar indivíduos envolvidos em corrupção ou graves violações de direitos humanos, estão 145 acusados de tortura, repressão política e censura. Um deles é um ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil. Um juiz da mais alta corte incluído, ao lado de oligarcas russos, chefes de milícia africana e censores do Partido Comunista Chinês, num rol de ofensores da liberdade humana. Não é pouco.

 

Mas a vergonha não termina aí. Se quisermos elencar os vexames da política brasileira em rankings internacionais e domésticos, temos material de sobra para mais de um tratado.

 

Na história política mundial, os casos de presidentes democraticamente eleitos após terem sido condenados e presos são raríssimos. Um deles é brasileiro. Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado em três instâncias, preso e depois solto por decisões que, embora juridicamente sustentáveis, beiraram o contorcionismo constitucional. Ele voltou à presidência com o beneplácito de um STF que anulou as condenações com argumentos processuais, sem discutir o mérito. A vergonha, aqui, é coletiva: da Justiça, da política, da memória curta.

 

No Executivo, entre os 37 ministros que compõem o governo federal, 19 enfrentaram investigações na Justiça. Sim, mais da metade. Isso inclui denúncias por improbidade, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos da prateleira premium do Código Penal. Em qualquer democracia minimamente funcional, a nomeação de um ministro processado seria motivo de crise política.

 

No STF, poucos são os ministros que não têm familiares com escritórios de advocacia atuando na própria Corte. A promiscuidade institucional é tamanha que alguns ministros relatam processos nos quais o escritório do cônjuge ou do filho figura como parte interessada. Há casos em que o próprio ministro atua como relator de ação que o envolve indiretamente. Isso não é conflito de interesse, é um sistema de interesses.

 

Dos 513 deputados federais, 111 respondem a processos criminais, o que representa 21,6% da Câmara. Outros 87 deputados (17%) respondem por pelo menos uma ação de improbidade administrativa. No Senado, 20 dos 81 senadores são investigados por crimes comuns (24,6%) e um em cada quatro responde por improbidade. Isso sem contar os casos “prescritos” por lentidão deliberada ou enterrados sob o manto da imunidade parlamentar.

 

No plano estadual, temos 1.059 deputados distribuídos por 27 assembleias legislativas. A julgar pela média federal de 20 a 25% de envolvidos com a Justiça, estamos falando de algo entre 200 e 260 deputados estaduais potencialmente enrolados. E nas câmaras municipais, com seus 57.958 vereadores, a matemática da vergonha projeta um contingente de mais de 11 mil vereadores com algum tipo de ação judicial: criminal, civil ou administrativa.

 

Não se trata de generalização injusta. Trata-se de uma proporção que se repete com consistência estatística em praticamente todas as esferas e partidos. Corrupção no Brasil não é exceção, é padrão.

 

Segundo o ranking de percepção da corrupção da Transparência Internacional, o Brasil ocupa o 107º lugar entre 180 países. Essa foi a pior posição histórica de um índice calculado desde 1995. Ficamos abaixo de nações em guerra civil, ditaduras africanas e regimes populistas que sequer fingem respeitar instituições. Enquanto a Dinamarca é vista como a mais íntegra, e o Sudão como o mais corrupto, o Brasil vai se consolidando no meio do pântano.

 

Nossa vergonha ultrapassa atos individuais. Recentemente, o presidente Lula retirou o Brasil da aliança em memória ao Holocausto. Não basta ele, sua esposa e ministério passarem vergonha: são iniciativas que envergonham o brasileiro como um todo e cada indivíduo que não quer se associar ao que de mais ignóbil existe no mundo. Cria-se mais um epíteto mundial para o brasileiro: negacionista.

 

A vergonha é uma emoção moral. Surge quando entendemos que falhamos não só perante os outros, mas perante nossos próprios valores. É isso que diferencia a vergonha da culpa: a primeira fere a identidade, a segunda, a ação. Pois bem, nossa identidade institucional está ferida. E, como bem sabe qualquer paciente em recuperação, o primeiro passo para curar-se é admitir a doença.

 

A vergonha pode ser o início da redenção, ou o atalho para o cinismo. No Brasil, por enquanto, ela vem sendo apenas mais um capítulo da nossa crônica de normalização da indecência. Que venha a indignação. Que venha a reforma. Porque a vergonha, sozinha, não muda nada.


Leia mais  

DISCURSO ILUMINISTA, PRÁTICA OBSCURANTISTA - 31.07.25


Por Percival Puggina
  
         A pessoa investida de um poder de Estado não se funde nem se confunde com o poder. Há em nosso país uma deliberada tentativa de ignorar esse preceito. No entanto, crer que a pessoa seja a instituição é descer muitos degraus na escada da civilização. É retornar ao obscurantismo. É desconsiderar a lenta e laboriosa construção dessa separação num processo histórico que já conta pelo menos oito séculos. Durante todo esse tempo, a duras penas, povos lutaram e ainda lutam para que pessoa ou pessoas investidas de poder de Estado estejam submetidas às mesmas leis que valem para todos. Contra isso, tiranos de quaisquer feitios se rebelam, aspirando ser poder em modo sintético: “O Estado sou eu!”, teria dito Luís XIV ao parlamento francês em 1655.
 
Exemplificando: quando louvo o trabalho de Marcel Van Hattem, deputado federal em quem votei, não estou exaltando a Câmara dos Deputados; quando critico o deputado Lindbergh Faria, não estou querendo acabar com o Poder Legislativo. E vale o mesmo para quem, sendo de esquerda, louva Lindbergh e deprecia Marcel. Pedir o impeachment de um congressista, de um presidente da República ou de um ministro do STF, com forma e fundamento legal e regimental, não é crime nem “ato antidemocrático”, devendo ser visto com naturalidade. Não naturais são os meios drásticos que vejo adotados para impor convicção no sentido oposto.
 
É claro que os instituidores do regime em vigor conhecem Teoria Geral do Estado e, muito além do óbvio, sabem isso de que estou falando. No entanto, a natureza humana é muito sensível a certas tentações, entre elas a de agir segundo leis próprias ao legislar nos parlamentos, ao interpretar leis no judiciário ou emitir decretos e MPs no governo. Por isso, movida pela melhor das intenções, a Constituição instituiu o sistema conhecido como de “freios e contrapesos”, concedendo poderes de controle recíproco entre Legislativo e Judiciário. Tão judicioso dispositivo, porém, esbarra noutra tentação, que parece sair bem atendida de certas reuniões em petit comité: um arranjo de convivência desativa os freios e trava os contrapesos. A competência e os meios pensados para o bem público acabam usados para estratégias políticas e corporativas.     
 
Os bens e os meios disponibilizados a quem detém poder de Estado – a casa, o carro, os cargos de confiança e os recursos orçamentários – existem para uso em benefício do interesse público e devem ser aplicados com exemplar parcimônia. Do mesmo modo, tudo que é inerente ao serviço prestado pelo poder, como o decreto, o voto em plenário, o parecer, a intimação, a liminar e a sentença não podem ser manipulados em benefício próprio, com viés de autoproteção ou atendendo a alguma estratégia política. Quando isso acontece, surge o anseio por limitar, mediante um bem conhecido catálogo de providências (controles, sigilos, silêncios e censuras), a liberdade de opinião que pode expor a incorreção de tais atos.
 
Em outras palavras, com um discurso iluminista, o Brasil está imprimindo marcha a ré de muitos séculos e voltando ao obscurantismo em que se fundiam o Estado e o indivíduo no poder.


Leia mais  

AS JABOTICABAS NO POMAR DO ÉDEN - 25.07.25


Por Percival Puggina 

 

                     Em Quincas Borba, obra de Machado de Assis, duas tribos disputavam um campo de batatas. “Ao vencedor, as batatas!”, exclama, então, Quincas Borba.

 

             Estamos em vias de pagar preço pesadíssimo, imposto pela irresponsabilidade do presidente da República ao desconsiderar as consequências do que faz por conta própria. No caso da hecatombe à vista, parece mais adequado a Lula dizer – “Ao perdedor, as jaboticabas!”, que ele saboreia como se estivesse no pomar do Éden.

Quem não se engana com o Lula e vota no Lula é porque espera dele o que está fazendo. Quem vota no Lula enganado por ele, depois de quatro mandatos petistas e da longa folha corrida do partido, quando melhorar muito se tornará apenas um tolo certificado. Os ministros do STF não são tolos e sabem o que fazem. Sabem que estão manipulando e que encontraram a fórmula de usar seu poder para se garantir no poder. E têm consciência de que grande parcela de brasileiros sabe o que eles fizeram nos últimos verões, outonos, invernos e primaveras.

A quem exerce o poder político com protagonismo, a democracia pressupõe voto e convívio com o necessário contraponto entre direita e esquerda, entre oposição e governo. No regime atual, porém, quem faz política de modo mais efetivo (os membros do Supremo) se consideram, monocraticamente ou em colegiado, como uma “instituição”. Entendem a crítica como ataque à instituição. A quem cai em desagrado, impõem proibições, censuras, silêncio absoluto e pesada distribuição de investigações e punições. Por isso, assim como Janja, ministros do STF se agradam do modelo chinês de controle social, tornando-se pró China nessa perspectiva.

Coisa diversa, mas simultânea, são as burradas que Lula vem produzindo em série a partir de quando, garantido internamente pela maioria do Supremo, resolveu insultar os EUA e seu presidente. Tem feito isso cada vez que abre a boca em foro internacional ou se une com inimigos da grande potência do Norte. Ele pensou que cresceria batendo de longe em cachorro grande, mas o que produziu foi uma dispersão de cuscos e arrastou o Brasil para a soleira de uma crise nunca antes vista.

Quem escolhe lado, escolhe, também, o adversário. Escolhe o inimigo. Foi o que Lula fez desde a campanha eleitoral americana e a guerra que abriu representou, a meu ver, a gota d'água para Trump. Instado pelos exilados brasileiros a livrar o Brasil da venezuelização, decidiu pegar pesado contra nosso país.

Trump pode desarmar o Brasil, pode quebrar nossa economia, causar um dano social de consequências incontroláveis e deixar seus alvos no Supremo politicamente expostos no plano nacional e internacional. Se a volta do Brasil aos trilhos do Estado de Direito e ao regime democrático não acontecer antes e por menor custo, acontecerá depois – com imenso preço econômico, financeiro, social e de vidas – pela súbita miserabilização, frente a um setor público que pode estar quebrado em poucas semanas. “Todas as cartas estão sobre a mesa”.

Falemos, então sobre soberania. A guerra entre o Brasil de Lula e os Estados Unidos de Trump foi insistentemente declarada por Lula, mediante palavras e ações. Então, pergunto: foi você, leitor, ou o Congresso Nacional, quem autorizou Lula a iniciá-la? Você está incomodado pela intromissão estrangeira em temas inerentes à nossa soberania? Nesse caso, tenho três outras perguntas:

- Qual a regra que autoriza o Brasil a interferir e dar pitaco na soberania de outros países como vem fazendo em Israel, no Peru e na Argentina?

- Você considera legítima a interferência de um poder nacional na soberania do povo, intimidando a representação popular no Congresso, cancelando direitos constitucionalmente assegurados, nossa liberdade e nossa democracia?

- Foi a direita que deixou o Brasil se converter num narcoestado e perder para o crime organizado a soberania sobre expressivas porções de seu território e população?

Assim como o poder dos ministros do STF se impõe pelo medo que suscitam, só algo simetricamente oposto pode desestabilizar a segurança de que hoje usufruem sob agasalho da mídia companheira e camarada. Se isso não acontecer, restam-nos as jaboticabas.


Leia mais  

O TIRANO QUE SORRI! - 23.07.25


Por J.R.Guzzo - jornalista

 

Por muito tempo, imaginamos que a tirania viria vestida de farda, montada num tanque, com botas sujas de sangue. E, de fato, ela veio assim: Hitler na Alemanha, Stalin na Rússia, Mao na China, Pol Pot no Camboja.Todos deixaram suas marcas com tinta vermelha — milhões de mortos, povos destruídos, economias arrasadas, civilizações traumatizadas. Foram monstros clássicos.Visíveis. Nomeáveis.

Mas a história, como um organismo vivo, muda de forma. Hoje, a tirania veste terno, distribui sorrisos e se esconde atrás de urnas e de discursos democráticos:

    • Ela não fuzila, mas endivida.

    • Não censura com fogo, mas com algoritmos.

    • Não prende por opinião, mas por interpretação.

   

    No Brasil, essa nova face da tirania tem nome: Luiz Inácio Lula da Silva. Não é exagero, tampouco metáfora solta. É uma constatação estrutural: o país é hoje:

    Governado por um homem condenado por corrupção em todas as instâncias do Judiciário, libertado não por inocência, mas por manobras jurídicas promovidas por juízes escolhidos por ele próprio!

   

    E não bastasse isso, foi reintegrado ao poder como salvador da pátria.

    Recebeu honrarias de academias literárias, apesar de sua limitação de leitura e escrita.

    É tratado como exemplo de estadista, mesmo tendo chefiado o maior esquema de corrupção da história do país.

    Condenado, absolvido por burocratas da toga, aplaudido por quem deveria denunciar.

    É a consagração do absurdo. Mas o estrago não é apenas moral. É econômico, social, ético e cultural.

 O brasileiro que trabalha vê seu salário ser corroído pela inflação, pela carga tributária, pelos juros descontrolados. Os que empreendem vivem cercados de regulações que favorecem apenas os grandes conglomerados amigos do poder. A máquina estatal cresce, devora, impõe — e o povo, sem saber para onde correr, afoga-se em parcelas, dívidas e narrativas.

   

    Tudo isso coma bênção de um Supremo Tribunal Federal transformado em quartel ideológico.

    Nove ministros nomeados por Lula ou seu partido.

    Um Senado cúmplice, que não fiscaliza, pois muitos de seus membros têm medo de serem julgados.

    Uma Câmara de Deputados domesticada a golpes de emendas bilionárias.

   

    E assim, a democracia se converte em fachada.

    As instituições continuam de pé — mas são cascas ocas.

    As leis existem — mas não se aplicam a todos.

    As eleições acontecem — mas com uma imprensa subjugada e uma Justiça Eleitoral que julga e executa conforme o cheiro do vento.

   

    O resultado é uma sociedade entorpecida.

    Uma população explorada sem perceber.

    Um país saqueado com assinatura, carimbo e cobertura jornalística favorável.

   

    Não há paredões, mas há fome.

    Não há campos de concentração, mas há milhões de presos econômicos.

    Não há guerra civil, mas há destruição moral diária.

   

    É o mesmo resultado dos velhos tiranos — mas com um método novo: a anestesia democrática.

   

    Lula não superou Stalin, Hitler ou Mao em número de cadáveres — ainda.

    Mas em termos de método, superou todos com uma genialidade perversa:

   

    * Convenceu o povo de que ele é o libertador, quando é o carcereiro.

    * Se fez mártir com dinheiro roubado.

    * E governa em nome do pobre que ele mantém escravo.

   

    A história não é cega. Apenas paciente.

    E chegará o dia em que os livros a registrarão com clareza:

    não é preciso matar para destruir uma nação — basta desmoralizá-la.

   

    E nisso, Lula é mestre.

 


Leia mais