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LIVRES - MOVIMENTO POLÍTICO-SOCIAL - 22.09.22


O Livres (um movimento político-social brasileiro que defende o liberalismo econômico e social e que afirma ser o -único movimento político brasileiro que defende a liberdade por inteiro-) mais uma vez demonstra não saber o que significa "liberal por inteiro". Entendem que o deputado "bolsonarista" intimidou a "imprensa" ao tirar satisfações da jornalista Vera Magalhães sobre o contrato que ela mantém com uma autarquia do governo paulista. Ora, empresa estatal de comunicações não é órgão de imprensa, é instrumento de propaganda, de doutrinação, de lavagem cerebral utilizado pelo governo para conformar e submeter a opinião pública. Na TV Cultura, Vera Magalhães não é jornalista a serviço da imprensa, é funcionária pública. Não bastasse isso, ainda há mais. O Livres esquece que liberdade de imprensa é corolário da liberdade de expressão, este sim um direito individual. Qualquer indivíduo, político ou não, jornalista ou não, tem o direito de inquirir quem quer que seja, desde que não inicie o uso da força. Como vimos nos vídeos divulgados que expõem todos os ângulos da discussão, apenas duas pessoas iniciaram uma agressão física, a própria jornalista e seu chefe, diretor da autarquia a qual eles servem. Vera tocou de leve no deputado e Leão arrancou o celular de sua mão. Eu não sou jornalista, mas tenho absoluta certeza que estou narrando os fatos como eles aconteceram. Eu não sou do Livres, mas sou liberal por inteiro, pois sei muito bem o que fundamenta a liberdade de expressão e seu corolário, a liberdade de imprensa. Hoje, o Livres é reduto dos psdebistas, partido que por sinal controla o governo paulista e por extensão a TV Cultura. Liguem os pontos e entenderão porque o Livres está tentando perverter o significado de liberal colocando o termo a serviço do progressismo, como ocorreu nos Estados Unidos no início do século XX. Lá a perda do rótulo se mostrou definitiva. Por aqui, esse objetivo não será tão fácil de ser alcançado como foi por lá.


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O ÓDIO RECALCADO DA ELITE DE ESQUERDA PELO POVO QUE VAI ÀS RUAS CONTRA LULA - 21.09.22


Por

J.R. Guzzo

As manifestações populares em massa do dia Sete de Setembro, quando mais de 1 milhão de cidadãos cobriram as ruas de verde e amarelo, por livre e espontânea vontade, para declarar o seu apoio e o seu voto em favor ao presidente Jair Bolsonaro, tiveram de imediato um efeito altamente instrutivo para o entendimento do Brasil como ele é. Trouxeram à plena luz do sol, mais que em qualquer momento recente, um fato essencial da vida política deste país: o horror puro, simples e recalcado da elite em geral, e da esquerda em particular, pelo povo brasileiro. Em geral isso é escondido por trás de filosofança hipócrita, barata e pretensiosa, em seminários de ciência política e em mesas redondas com “especialistas” na televisão. Desta vez, porém, ficou escancarado demais, e declarado em todas as letras. É mais do que horror - é ódio mesmo.

 

É indiscutível que a multidão toda que estava na rua no dia Sete de Setembro era o povo brasileiro. Se não era, de onde teria vindo, então, toda aquela gente – de Marte? Também é indiscutível a tempestade de ira que a presença do povo na praça provocou de imediato na esquerda. O ex-presidente Lula foi o mais insultuoso: comparou as manifestações a uma ”reunião da Ku Klux Klan”, a sociedade secreta dos racistas norte- americanos (ou “Cuscuz Klan”, pelo que deu para entender do que ele disse.) É isso o que Lula pensa do povo do Brasil quando este povo se declara contra ele – é tudo “racista”. Já o ministro Luís Roberto Barroso disse que os manifestantes eram “fascistas” – segundo ele, o dia Sete de Setembro serviu para mostrar “o tamanho do fascismo” no Brasil. A mídia se cobriu de editoriais aflitos com a “ameaça à democracia” representada pelo fato de que a população foi às ruas de todo o país, em demonstrações sem um único ato de desordem ou incidente de qualquer tipo.

 

Em geral isso é escondido por trás de filosofança hipócrita, barata e pretenciosa, em seminários de ciência política e em mesas redondas com “especialistas” na televisão

 

O fato, e esse é o único fato que interessa, é que na comemoração dos 200 aos da independência do Brasil o povo brasileiro cometeu o crime de ir para a rua sem pedir licença à Lula, aos ministros do STF, aos jornalistas e ao resto da elite. Pronto: está tudo amaldiçoado como manifestação de extrema direita – racista, fascista e “antidemocrática”. O que poderia provar com mais clareza o ódio deles todos pelo povo? A possibilidade de Lula levar às ruas do Brasil uma multidão comparável é zero. Ele e PT sabem perfeitamente disso. Resultado: reagem automaticamente, então, com a hostilidade compulsiva por tudo o que não está debaixo das suas ordens.  Como não podem dizer que aquela massa toda não era o povo brasileiro, dizem que o povo brasileiro está errado em sair à praça pública para manifestar as suas preferências políticas. A democracia que defendem para o Brasil é isso. O adversário não pode abrir a boca.

 

A dificuldade, para Lula e para a esquerda, é que a população de verdade só vai mesmo para rua para se manifestar contra ele – e, neste momento, a favor do presidente da República. Lula, na verdade, não sai jamais – e nem o PT consegue juntar gente para uma manifestação de massa, além de umas miseráveis aglomerações com a do lançamento da sua “Carta aos Brasileiros”. Ficam fechados com grupinhos de sindicalistas, artistas e mais do mesmo; é este o seu mundo. É extraordinário, positivamente, que o candidato que se apresenta como “popular” não possa ir, sequer, a um estádio de futebol, porque tem medo de levar vaia; não foi a um único jogo Copa de 2014 no próprio Brasil, em pleno reinado de Dilma Rousseff e do seu partido. Na ocasião ficou escondido em casa. Hoje, com o mesmo medo de aparecer em público, chama de racistas os brasileiros que não querem votar nele.


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INFLAÇÃO NA REGIÃO DO EURO - 20.09.22


Por Igor Morais

 

E a inflação na região do Euro hein? Mais preocupante do que se imagina. Na semana passada (16/set/2022) foi divulgada a inflação ao consumidor para o mês de agosto. De uma deflação de -0,2% em Portugal e Grécia até uma alta de +2,4% nos Países Baixos em um único mês. Na média, +0,6%. Primeiro ponto de dificuldade na política monetária: o comportamento de preços ao consumidor na região em 12 meses vai de +6,6% na França até +25% na Estônia. Enquanto que em alguns países uma alta significativa dos juros é uma necessidade, em outros, nem tanto. A fonte dessa alta na inflação são os custos de produção, turbinados pela energia que atingiu todos os países. Pois bem, com a divulgação dos preços ao produtor de agosto na Alemanha +8,1% (isso mesmo, em um único mês) hoje (20/set/2022) pode esperar que vem mais alta na inflação ao consumidor em setembro e meses seguintes. Veja pelo gráfico que os custos de produção de eletricidade, gas e água, subiram +23% no mês passado e acumula +161% em 12 meses. A Alemanha tem espaço fiscal para gastar com programas sociais que tenham como foco "aliviar" essa alta nos custos ao consumidor final, em especial para aquecimento das residências com o inverno que se aproxima. Mas isso não é verdade em outras economias do Euro, principalmente para a Itália, as voltas com elevada dívida (152% do PIB) ou então a Espanha com déficit primário de -4,4% do PIB. Em nenhum momento a Região do Euro enfrentou um desafio dessa magnitude, que em muito se difere da crise do subprime. Esse inverno irá testar a capacidade de gestão macroeconômica no Euro e pode esperar pela frente muito ruído na geopolítica mundial.


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O misterioso caso de um certo sítio na Serra do Itapetinga - 19.09.22


Por Percival Puggina

         O rapaz, de nome Fernando, acalentava o sonho de possuir um sítio na aprazível Serra do Itapetinga para ali reunir amigos e familiares em momentos de convívio. Como não dispusesse dos meios necessários, juntou-os entre pessoas de suas relações e adquiriu, após muita busca, no município de Atibaia, uma propriedade com as características almejadas.

Vencida essa etapa, cuidou, então, de dar jeito nas benfeitorias existentes. Tanto a moradia quanto as demais construções e áreas de lazer precisavam de reformas que seriam custosas. Mas nenhuma dificuldade ou restrição financeira afastava o proprietário de seu objetivo. Fernando, como se verá, era robustecido pela têmpera dos vencedores. Se havia obra a ser feita no seu sítio, nada melhor do que confiá-la à maior empreiteira do Brasil.

Marcelo Odebrecht, requisitado, deslocou gente de suas hidrelétricas, portos e plataformas de petróleo, subiu a serra e assumiu a encrenca: casa, alojamento, garagem, adega, piscina, laguinho, campinho de futebol. Tudo coisa grande, já se vê. Vencida essa etapa, o ambicioso proprietário se deu conta de que as instalações da velha cozinha remanescente não eram compatíveis com os festejos que ansiava por proporcionar aos seus convidados. Para manter o elevado padrão, Fernando não deixou por menos. Deu uma folga à primeira e convocou a segunda maior empreiteira do Brasil, a OAS. E o pessoal de Leo Pinheiro para lá se tocou, prontamente, a cuidar da sofisticada engenharia culinária do importantíssimo sítio. Afinal, uma obra desse porte não aparece todo dia.

Opa! Problemas de telefonia. Como habitar e receber amigos em local com tão precárias comunicações? Inconveniente, sim, mas de fácil solução. Afinal, todos nós somos conhecedores da cuidadosa atenção que a OI dispensa a seus clientes. Certo? Bastou comunicar-lhe o problema e uma nova torre alteou-se, bem ali, no meio da serra.

Concluídas as empreitadas, chaves na mão, a surpresa! Quem surge, de mala e cuia como dizemos cá no Sul, para se instalar no sítio do Fernando? Recém-egressa da Granja do Torto, a família Lula da Silva veio e tomou conta. Veio com tudo. Com adega, santinha de devoção, estoque de DVD, fotos de família e promoveu a invasão dos sonhos de qualquer militante do MST. Lula e os seus se instalaram para ficar e permaneceram durante cinco anos, até o caso chegar ao conhecimento público. Quando a Polícia Federal fez a perícia no local não encontrou um palito de fósforos que pudesse ser atribuído ao desafortunado Fernando. Do pedalinho ao xarope para tosse, era tudo Lula da Silva.

Eu não acredito que você acredite nessa história. Aliás, contada, a PF não acreditou, o MPF não acreditou e eu duvido que algum juiz a leve a sério. Mas há quem creia, talvez para não admitir que, por inconfessáveis motivos, concede a Lula permissão para condutas que reprovaria em qualquer outro ser humano.

Nota: Este artigo reproduz, por oportuno, artigo anterior, publicado em 30 de novembro de 2019.     


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O FUTURO É A LIBERDADE - 16.09.22


Por Richard Sacks

 

Você deseja tomar as decisões que são importantes para sua vida, ou quer que outro as tome por você? Os indivíduos devem ter o direito e a responsabilidade por suas decisões.Isso é uma das bases da visão liberal, o direito dos indivíduosà vida, à propriedade e à liberdade. Porém, atualmente, nem sempre temos essa liberdade; cada vez mais, autoridades querem tomar as decisões, alegando que sabem o que é melhor para você.

O século XX pode ser descrito como o século do socialismo, do comunismo e da social-democracia. Tão plena foi a vitória da esquerda que ainda hoje, com todo o fracasso de URSS, Cuba e Venezuela, essas ideias continuam vivas. Se o século passado foi marcado pela ascensão do socialismo, o século XXI será do liberalismo.

Uma das diferenças entre o liberalismo e o socialismo é que uma sociedade socialista não tolera grupos de pessoas praticando sua liberdade, mas uma sociedade liberal pode permitir que as pessoas escolham o socialismo voluntário. Se um grupo de pessoas quiser comprar um terreno e ser seu proprietário em conjunto, estaria livre para fazê-lo. A visão liberal demandaria somente que ninguém fosse coagido a participar ou abrir mão de sua propriedade. Em tal sociedade, o governo toleraria, como Leonard Read apontou, “qualquer coisa pacífica”. Reduzindo e descentralizando radicalmente o governo, respeitando plenamente os direitos de cada indivíduo, podemos criar uma sociedade baseada na liberdade individual e caracterizada por paz, tolerância, prosperidade e responsabilidade.

A população não aguenta mais a repressão e coerção;assim que provarem as possibilidades infinitas da liberdade, eles vão desejar tê-la.

Conforme adentramos nesse século, encontramos possibilidades sem fim. A premissa fundamental de um mundo de mercados globais e novas tecnologias é o liberalismo. Nem o socialismo nem a social-democracia podem produzir a sociedade livre e tecnologicamente avançada que prevemos para o século XXI. Se queremos um mundo dinâmico de prosperidade e oportunidade, terá de ser por meio das ideias liberais. No mundo de hoje, os princípios simples e atemporais da Revolução Americana – liberdade individual, governos limitados e mercados livres –, aliados à comunicação instantânea, a mercados globais e acesso sem precedentes à informação, são ainda mais poderosos do que Jefferson e Madison poderiam ter imaginado. O liberalismo é a base essencial para o futuro.

 

 

Richard Sacks, empreendedor e associado do IEE, membro do PENSAR+.


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AH, AS PESQUISAS (DE NOVO) - 15.09.22


Por Guilherme Baumhardt
    
Algo de errado não está certo. Em um intervalo de dez dias, os resultados apurados em pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República mostram que o eleitor brasileiro tem um comportamento que beira a esquizofrenia. É isso. Ou tem gente que não está fazendo o seu trabalho direito, porque é humanamente impossível que todas estejam, ao mesmo tempo, corretas.

 

Há levantamento que mostra o atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, à frente, em condição de empate técnico, dentro da margem de erro, com Lula. Outros colocam o ex-encarcerado liderando, mas com Bolsonaro empatado, em função da margem. E há um instituto que conseguiu encontrar quinze (sim, quinze!) pontos percentuais de diferença entre os dois – com Lula à frente. Detalhe: apurou isso após as gigantes manifestações do 7 de Setembro. Haja coragem.

 

Alguns podem dizer que manifestação de rua não é pesquisa eleitoral. E quem disser isso tem absoluta razão. Não há ali metodologia científica. Existem bolhas, comportamentos ou efeitos do tipo manada, grupos que são mais mobilizados do que outros. Mas quando você começa a juntar as peças do quebra-cabeças e elas não encaixam, suspeitar que há algo fedorento no ar passa a ser uma obrigação.

 

Anos atrás, em Copacabana, aconteceu a Parada Gay. A estimativa de público na época foi de 600 mil pessoas. Nas manifestações do 7 de Setembro, segundo dados divulgados pelo mesmo portal de notícias, não havia mais do que 70 mil pessoas. As fotos falam por si. Na Parada Gay havia, sim, bastante gente. Mas nada (nada!) comparado ao que ocorreu no feriado da semana passada.

 

Mesmo levando em consideração que pesquisa é retrato de momento e que as coisas podem mudar de um dia para o outro, diante de resultados tão díspares (como os mencionados na abertura da coluna) e em tão curto espaço de tempo, é quase uma obrigação alimentar não uma pulga, mas sim uma colônia de pulgas atrás das orelhas – as duas.

 

Um instituto de pesquisa precisa ter como seu principal ativo a credibilidade. Uma empresa que erra sistematicamente deveria estar naturalmente fora do mercado. Não por força de lei, mas por falta de competência. E, curiosamente, empresas que erraram (e bastante) nos últimos anos continuam sendo contratadas, não apenas por partidos políticos, mas por veículos de comunicação. Por quê?

 

Deixemos as eleições de lado por um breve instante. Eu sou dono de uma empresa e quero lançar um novo produto no mercado. Minha intenção é aumentar as chances de sucesso. Um dos caminhos para isso é fazer uma boa pesquisa. É investimento. Se pretendo reduzir o erro, eu contrato quem acerta ou quem erra? Dito isso, é inacreditável que a gente veja o que ocorre hoje quando o assunto é a disputa pelo Palácio do Planalto, ou até mesmo em levantamentos regionais.

 

Peço desculpas se volto ao assunto. Mas tenho a sensação de que nesta eleição existem grandes chances de testemunharmos o ocaso (ou a consagração, vá lá) de algumas das empresas que realizam pesquisas de intenção de voto. Eu seria irresponsável se cravasse aqui o resultado da eleição. Não tenho instrumentos para isso, não sou dono de instituto de pesquisa e tampouco tenho bola de cristal. Mas tenho experiência e estrada. E elas me ensinaram que a gente deve duvidar de certas coisas. E que uma boa dose de cautela é bem-vinda em momentos assim. Voltamos a conversar sobre isso após o dia 2 de outubro. E aí decidiremos se compramos troféus (aos que acertam) e se uma imensa lata de lixo (para quem achou que éramos otários).


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