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LULA APOSTOU CONTRA O BRASIL - 20.07.26


Por Percival Puggina
 
 Ei, você! Sim, você mesmo. Você percebeu o que aconteceu no aumento, pelos Estados Unidos, das tarifas aplicadas sobre a importação de produtos brasileiros? Você percebeu o quanto foi falsificada a indignação da torcida lulopetista organizada nas redes sociais e na mídia mercenária, cuidando sempre de responsabilizar a oposição pela conduta irresponsável do embusteiro de Garanhuns? Observou que, no fundo, regozijavam-se, considerando o dano ao Brasil como um empurrãozinho na campanha de Lula?
 
As dificuldades que estão recaindo sobre nossa economia não podem ser avaliadas em modo desconexo com o que aconteceu na eleição de 2022. Naquele período, a oposição brasileira foi engasgada, esganada e enganada por indescritíveis restrições que a impediram de dizer o óbvio em qualquer pleito, para qualquer candidato: criticar seu adversário, apontando-lhe as más companhias e os males da vida pregressa. Tão logo eleito o atual presidente, seus parceiros retornaram aos banquetes do poder. Quem são? São militantes com contracheque, são empresários na intimidade do caixa, são políticos que abusam do poder sem qualquer aval popular.
 
Com Lula, o Brasil se integrou às organizações políticas do Foro de São Paulo, das quais, desde 1989, não proveio uma única democracia. De volta ao governo, Lula comprometeu o Brasil com o bloco dos inimigos do Ocidente e, agora, anda a braços dados com Irã, China, Hamas e seus comparsas. Coincidentemente, desde que o lulopetismo formou consistente maioria no STF, embalsamada e silenciosa, a democracia deixou saudades no Brasil. As instituições se descredibilizam e autodestroem. Parece uma rosca sem fim.
 
Passados quatro anos, empilham-se os escândalos. Todos sabem quem é quem no power point da corrupção, da blindagem, das ameaças, do sigilo e da impunidade.  Por isso, comecei este artigo dizendo “Ei, você!”. Sim, você que trabalha de sol a sol, você que tem uma família para cuidar e deve protegê-la dos bandidos das ruas e dos gabinetes precisa saber que, no jogo político, o mal age, sempre, mediante corpo político próprio. E não deixa dúvidas sobre sua identidade.
 
Esse é um claro divisor de águas. Agora, pela primeira vez, tal divisor se apresenta nítido em qualquer tema sob debate. Portanto, é a hora da informação e do juízo que foram truculentamente negados ao eleitor em 2022.
 
O presidente brasileiro tem tamanha confiança na falta de juízo de uma grossa fatia do eleitorado que se percebe beneficiado pela posição do governo norte-americano. Apostou contra o Brasil. Este perdeu, ele ganhou. E você? Você observa o país indo à bancarrota e a consagração da tolice como vitamina de poderes que saíram de controle. A omissão dos bons cidadãos não está entre as possibilidades do momento.


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O DIA EM QUE ALUGAMOS A CONSCIÊNCIA - 17.07.26


 Por Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial

 

Existe uma dependência que não aparece nas estatísticas. Não reduz a renda, não aumenta a inflação nem provoca crises financeiras. Ainda assim, poucas corroem tanto uma sociedade.

É a dependência de não precisar mais julgar.

Durante muito tempo, a lei ocupou um lugar modesto. Existia para limitar a força, conter os impulsos e proteger a convivência. Nunca pretendeu substituir a consciência. A moral dizia por que agir; a lei apenas lembrava até onde era permitido ir.

Em algum momento, porém, essa ordem se inverteu.

A pergunta deixou de ser “isso é justo?” e passou a ser “isso é permitido?”.

Parece apenas uma troca de palavras. Não é. É uma troca de autoridade. A consciência deixou de consultar a lei. Passou a ser substituída por ela.

Essa é uma das fraudes intelectuais mais convenientes do nosso tempo; imaginar que obedecer à lei dispensa o dever de julgar. 

Existem inúmeras maneiras legais de agir com covardia, deslealdade ou desonestidade. A legalidade jamais foi certificado de virtude.

Toda capacidade humana que deixa de ser exercitada enfraquece. A memória perde nitidez, os músculos perdem vigor e o pensamento perde independência. A consciência não escapa à mesma regra. Quanto menos julgamos por nós mesmos, mais natural nos parece entregar esse trabalho a alguém disposto a fazê-lo por nós.

É nesse terreno que o paternalismo prospera. Típico de sociedades extrativistas, ele não cresce apenas porque concentra poder, mas porque oferece algo ainda mais sedutor. É o alívio de não precisar decidir. Alguém define, outro obedece, e ambos chamam isso de virtude.

Leis são indispensáveis. Contêm excessos, protegem direitos e tornam possível a vida em comum. Mas nunca produziram caráter. 

Sociedades maduras dependem menos da quantidade de normas do que da qualidade moral de seus cidadãos. As instituições mais sólidas são aquelas sustentadas por pessoas capazes de fazer a coisa certa mesmo quando ninguém está olhando.

O contrato mais caro que uma sociedade pode assinar não é econômico nem político. É moral. 

Porque o verdadeiro triunfo do paternalismo não é tirar a liberdade dos homens. 

É convencê-los de que pensar por conta própria se tornou desnecessário.


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COMO FABRICAR POBREZA SEM PERDER A -VIRTUDE-. - 10.07.26


Por Alex Pipkin, PhD em Administração

 

Existe uma fórmula quase infalível para fabricar pobreza sem abrir mão da superioridade moral.
A receita é antiga, embora continue sendo vendida como novidade; singela, embora funesta. Gasta-se antes de produzir, distribui-se antes de criar riqueza, transforma-se o lucro em pecado e o prejuízo em certificado de virtude. Parte-se da convicção de que decretos podem revogar as leis da economia e, quando a realidade apresenta a conta, culpa-se o capitalismo por não cumprir uma promessa que jamais fez.
Quase sempre, aliás, confunde-se mercado com o velho compadrio estatal que prospera justamente à sombra do poder.
O mais curioso é que esse mofo intelectual continua sendo tratado como vanguarda. Mudam as narrativas, renovam-se as hashtags e multiplicam-se os manifestos, mas o desfecho raramente muda.
Têm-se menos investimento, mais dependência do Estado, crescimento anêmico e uma liberdade econômica cada vez menor.
O espetáculo ganha um capítulo à parte quando surgem os novos engenheiros da sociedade. São movimentos conduzidos por jovens de convicções inabaláveis e currículos ainda em branco, que conhecem a opressão muito mais pelos livros do que pela experiência de criar riqueza, administrar organizações ou assumir riscos.
Movidos por um idealismo frequentemente sincero, confundem intenções com resultados e passam a exigir pacotes de bondades cuja conta recai justamente sobre aqueles que pretendiam proteger.
A economia tem um defeito imperdoável para os arquitetos da utopia; ela não reconhece certificados de virtude. Responde apenas a incentivos, segurança jurídica, produtividade, investimento e responsabilidade fiscal. Quando esses fundamentos são substituídos pelo voluntarismo político, o desastre pode até demorar, mas nunca perde o endereço.
A política consegue sobreviver algum tempo alimentada por narrativas.
A realidade, não; não negocia com desejos, e não se impressiona com palavras de ordem.
A realidade tem um vício insuportável para os engenheiros da utopia; ela insiste em cobrar resultados de quem só apresenta intenções.
É por isso que toda tentativa de fabricar prosperidade sem produzir riqueza termine fabricando exatamente o contrário.


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A FÁBRICA DOS ESPANTOS - 03.07.26


Por Alex Pipkin, PhD em Administração

 

Poucos personagens atravessaram o tempo com tanta elegância quanto Dr. Jekyll e Mr. Hyde. Um exibia a respeitabilidade das boas maneiras; o outro revelava aquilo que as etiquetas escondiam. A diferença é que, na vida real, ambos cansaram da literatura e resolveram trabalhar na mesma redação.
Num editorial, derramam-se lágrimas pelo avanço do crime organizado, denuncia-se a infiltração das facções na economia e manifesta-se virtuosa preocupação com a erosão das instituições. No seguinte, celebra-se o gigantismo do Estado, romantizam-se burocracias cada vez menos sujeitas a controles, relativizam-se alianças politicamente convenientes e qualquer tentativa de impor limites ao poder passa a ser rotulada como ameaça à democracia.
É uma sofisticada linha de montagem de perplexidades.
Primeiro, naturalizam-se os cupins que corroem os freios institucionais. Depois, publicam-se editoriais indignados, perguntando por que o teto desabou.
O editorial de O Globo sobre as sanções americanas contra brasileiros oferece um exemplo inquestionável dessa engenharia intelectual. A preocupação com eventuais arbitrariedades merece respeito. O que causa espécie é a própria perplexidade. De onde imaginavam que surgiria a promiscuidade entre organizações criminosas, interesses econômicos e estruturas públicas? Do acaso? Da geração espontânea?
Durante anos, confundiu-se a defesa das instituições com a defesa de seus ocupantes; princípios passaram a variar conforme a conveniência do momento, e a coerência transformou-se em artigo de luxo.
Instituições não apodrecem por geração espontânea. Apodrecem quando a complacência deixa de ser exceção e passa a ser a estratégia.
Há muito tempo, parte da imprensa trocou o desconfortável dever de vigiar o poder pela confortável tarefa de administrá-lo moralmente. Os fatos passaram a valer menos do que a identidade de seus protagonistas; a régua estica ou encolhe conforme o acusado; o que ontem era um escândalo intolerável transforma-se, no dia seguinte, em detalhe irrelevante, desde que o personagem seja o “correto”.
Quando a coerência se torna seletiva, a credibilidade não desaba. Evapora, editorial após editorial, até que já ninguém consiga distinguir jornalismo de ativismo bem-redigido.
Depois aparecem os editoriais perplexos.
Como se a realidade tivesse a obrigação de bater continência para as narrativas.
Narrativas administram reputações na bolha. A realidade administra consequências no chão de fábrica.
O azar dos fabricantes de perplexidades é que a realidade não frequenta redações.
Ela frequenta os fatos.


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FUTURO ADIADO - 01.07.26


Alex Pipkin, PhD em Administração
 
Existem sociedades que resolvem problemas. Outras aprendem a conviver com eles.
No início, a diferença parece pequena. Com o tempo, torna-se a diferença entre construir o futuro e apenas sobreviver ao presente. As primeiras enfrentam as causas, mesmo quando isso exige sacrifícios. As segundas especializam-se em administrar consequências, adiar reformas e transformar soluções provisórias em modo permanente de governar.
Esse é o retrato mais preciso do Brasil.
Já não nos falta diagnóstico. Falta-nos disposição para enfrentar aquilo que o diagnóstico exige.
Substituímos a coragem de reformar pela habilidade de remendar.
Cada dificuldade produz um novo programa. Cada distorção gera uma nova regra. Cada fracasso justifica mais gasto, mais exceções e mais improviso. O problema nunca desaparece, apenas muda de lugar.
É como o navegador que passa a vida ajustando as velas enquanto se recusa a admitir que o casco faz água.
O mais inquietante é que esse mecanismo já não depende de um governo. Ele aprendeu a se reproduzir sozinho.
Todo sistema duradouro produz aquilo de que mais necessita; pessoas adaptadas ao seu funcionamento.
Governos passam, partidos passam, e narrativas passam. A engrenagem permanece.
Pouco a pouco, a política adapta seu discurso ao momento, a burocracia protege a si mesma, grupos organizados preservam seus benefícios e os cidadãos passam a considerar normal aquilo que, uma geração antes, pareceria inaceitável.
É assim que uma sociedade perde a capacidade de imaginar um futuro diferente.
Fala-se muito em empatia, mas quase nunca naquela dirigida às únicas pessoas totalmente ausentes da arena política. São as que ainda não nasceram. Elas herdarão o custo de cada reforma adiada, de cada privilégio preservado e de cada decisão substituída pela conveniência do presente.
A maior injustiça social não é a desigualdade entre os vivos. É permitir que uma geração consuma as oportunidades que pertencem à seguinte.
Civilizações não entram em declínio quando deixam de identificar seus problemas. Entram em declínio quando transformam o adiamento em estratégia, a adaptação em cultura e o futuro no lugar para onde empurram as consequências do presente.
Nesse momento, o amanhã deixa de ser uma promessa. Torna-se o espelho das escolhas que insistimos em adiar.


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OS PARASITAS USAM A FORÇA - 30.06.26


Por Roberto Rachewsky

 

Elon Musk ficou rico com o dinheiro dos outros, assim como os políticos ficaram ricos com o dinheiro alheio.

 

Não está aí o problema da riqueza. A acumulação de riqueza nunca foi um problema. O problema não é matemático, não é econômico. O problema é moral, é sobre escolhas.

 

Elon Musk ficou trilionário porque ele teve uma visão, ideias que por serem benéficas para milhões ou até bilhões de pessoas, fizeram elas escolherem livremente investir nelas ou adquirir os produtos por ele inventados, produzidos e comercializados.

 

Elon Musk se tornou o mais rico indivíduo da história porque o mundo resolveu fazê-lo assim, voluntária e espontaneamente, para terem acesso ao que ele criou, sejam os produtos ou as oportunidades oferecidas no mercado de bens de consumo ou de capitais.

 

E os políticos que também enriqueceram através dos conchavos no governo, da corrupção, da extorsão? Eles também enriqueceram com o dinheiro dos outros, como Elon Musk.

 

A diferença é que Elon Musk chegou lá exercitando o princípio do comerciante, trocando valor por valor. O valor que ele tinha pelo valor que seus investidores ou consumidores tinham e escolheram nele depositar.

 

Esses políticos que enriqueceram usando a coerção estatal ou roubo, ou fraude, ou corrupção, não deram nada em troca pelo dinheiro obtido que o público já não tivesse. É a aplicação do princípio do parasita, simplificada na máxima do assaltante quando este diz: "A bolsa ou a vida".

 

Ora a vida já temos, a bolsa também. A ameaça coercitiva do parasita implica em uma falsa escolha. Essa é a questão moral que separa os Elon Musks da vida dos ministros do STF, dos burocratas das estatais, dos políticos do Congresso ou do Executivo, dos burocratas e juízes dos tribunais.

 

Elon usa a razão, os parasitas usam a força.


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