PÚBLICO ENORME
Se no ano de 2007 (a feira é bi-anual) o número de visitantes da Anuga chegou a 150 mil pessoas, nesta edição já está praticamente garantido um novo recorde de público. Deve passar de 170 mil, pelo que a organização especula.TRANSTORNOS
Esta superconcentração de pessoas envolvidas, tanto com a realização quanto com a visitação da Anuga, promove uma série de transtornos e sacrifícios para todos. O bastante para reforçar a necessidade do espírito de tolerância para que todos possam enfrentar as dificuldades que os quatro dias de Feira proporcionam.LOTAÇÃO COMPLETA
Num raio de 80 km, aproximadamente, envolvendo desde a cidade de Colônia até aquelas mais afastadas, como Dusseldorf, Duisburg, Leverkusen, Essen e Dortmund, por exemplo, as estradas, restaurantes, hotéis, bares, ruas e lojas ficam totalmente lotados e congestionados durante a realização da Anuga.REDE HOTELEIRA
Por mais que existam hotéis nessas cidades, não há camas suficientes para tanta gente que se repete diariamente na Feira. Com isto muitas famílias aproveitam para alugar suas próprias acomodações para os visitantes, o que produz uma boa renda.PREÇOS TRIPLICADOS
Leve-se em consideração, também, que por consenso, os empresários da rede hoteleira e similares, aproveitem o evento para faturar mais: preços das diárias, nos quatro dias da Anuga, ficam de três a quatro vezes mais caras. E mesmo assim, a lotação é total.GRANDE AGLOMERAÇÃO
No ambiente da Feira (koelnmesse), que consta de 11 pavilhões, a aglomeração do púbico é insuportável. Se em Hannover há 30 pavilhões, as pessoas se dispersam muito mais. Aqui, ao contrário, a concentração é muito grande, o que dá a impressão de um público bem maior.RENO
Como a distância entre a Feira e o centro da cidade de Colônia, onde fica a magnífica Catedral (DOM), é de apenas 500 metros (basta atravessar a ponte sobre o Reno), o movimento de pessoas no local é contínuo, da manhã à noite. Amanhã tem mais sobre Anuga 2009.SAFRA DE INTERESSES
Antes de abordar os assuntos sobre a importante Anuga 2009, sigla que significa Feira de Alimentos Genéricos e Especiarias, não posso deixar de opinar sobre a banalização, o alto grau de interesse e a tentativa de cooptação que estão pautando as escolhas de pessoas, obras e entidades para receberem os mais diversos prêmios que vão ser entregues até o final do ano.MAR DE FALSIDADE
Já é mais do que notório este mar de falsidade que está banhando a sociedade como um todo, onde, a cada dia que passa o ambiente fica ainda mais poluído. E quanto mais próximo o final do ano, mais forte se torna a exalação dos fétidos odores provocados pela explosiva mistura de cinismo, falsidade e esperteza.OUTUBRO
Apesar de abundante o ano todo, essa grande safra de enganação e esperteza tem o seu ponto alto em outubro, quando o puxa-saquismo entra na sua fase mais aguda. É o momento da eleição dos ganhadores dos prêmios que são conferidos a cada ano que finda.TODOS FINGIDOS
Diante dessa realidade, a maioria dos troféus, infelizmente, acaba indo para quem muito pouco fez para merecer a distinção. Pior ainda quando os escolhidos são políticos, que mereceriam mais desprezo. Mas tem um detalhe: tanto quem escolhe quanto os agraciados fazem o mesmo papel de fingidos. No Brasil como um todo chega a ser impressionante o nível de cooptação e de interesse que envolve o procedimento das escolhas.SAIA JUSTA
No âmbito internacional, para concluir, estamos em plena safra 2009 do -Prêmio Nobel- nas suas mais diversas categorias. Como o escolhido para o Nobel da Paz foi Barack Obama, a comissão organizadora simplesmente resolveu premiar o compromisso e não o reconhecimento.Como é praticamente impensável a recusa, Obama já deve ter escolhido o traje para a cerimônia de entrega do troféu: vai com uma saia bem justa. Justíssima.ANUGA 2009
Nesta espetacular edição de 2009, a Anuga, que existe desde 1919, considerada a maior feira de alimentos do mundo, conta com mais de 6.500 expositores provenientes de 97 países. Ocupando totalmente o complexo da feira de Colônia, na Alemanha, os destaques ficam por conta da Itália, com os 1.033 expositores, Alemanha (1.018), China (404), Espanha (392), França (255), Grécia (232), Países Baixos (226), Bélgica (199), Turquia (190), EUA (167) e Tailândia (161),principalmente.MUITO TÍMIDO
Embora o Brasil esteja razoavelmente representado, com 109 expositores, atrás da Argentina (111), ainda é considerado um país muito tímido em comércio e industrialização de produtos. Infelizmente, mesmo com a melhora recente em termos de investimento na indústria, o nosso destaque fica por conta da produção de commodities. Só quem observa -in loco- a enorme diversidade de produtos oferecidos pelos países asiáticos, por exemplo, percebe o quanto estamos atrasados. Atenção: Não estou comparando o Brasil com países de primeiro mundo, mas com os emergentes, da nossa pretensa categoria. Amanhã tem mais sobre a ANUGA 2009.EDIÇÃO DE ANIVERSÁRIO
Esta é mais uma Edição de Aniversário do PONTOCRITICO.COM, que neste domingo, 11/10, completa oito anos de existência. Assim, a partir de hoje, com pequena alteração na capa, uma nova contagem das edições se inicia, entrando agora no seu Ano 9.GRANDE INSPIRADOR
Como de praxe, desde a publicação do primeiro Ponto Crítico, lá em 11/10/2001, faço questão de prestar a minha homenagem ao brilhante liberal, Roberto Campos, cujo falecimento, ocorrido dois dias antes, 9/10, serviu como mote para a criação e desenvolvimento da e-opinion.O ESTADO ESSENCIAL
As notas de Roberto Campos nunca saem de moda, principalmente porque o Brasil insiste com velhos problemas. Basta observar que, mesmo com a crise financeira mundial, a turma do PT e outros equivocados ainda continuam ignorando o pensamento lógico, ao confundirem o Estado mínimo com Estado eficiente.EFICIÊNCIA
Este esclarecimento de situação foi uma das grandes batalhas promovidas por Campos. A confusão, dizia o liberal, está entre a necessidade de desinchar o Estado e o aumento da sua eficiência. Como o economista John M. Keynes se notabilizou pela defesa da intervenção do Estado na economia, e muitos países aplicaram à risca a sua receita nesta crise financeira mundial, Lula & Cia ficaram eufóricos. E saíram cantando aos quatro ventos, cheios de razão, dizendo que o Estado não pode ser mínimo. Uma bobagem e tanto, certamente.KEYNES
O economista americano do século passado, certo ou errado, defendia sim a tese de que, em períodos de crise, o Estado deveria entrar como investidor em obras de infra-estrutura. E justificava a idéia dizendo que o propósito seria de manter empregos e estimular a economia.Embora o custo teria reflexo nas contas públicas, com rombos fantásticos, Keynes deixava claro que não defendia, em hipótese alguma, o gasto de dinheiro público em despesas correntes, como Lula está fazendo. Pior: Lula está impondo a sua vontade aprovando leis praticamente irrevogáveis, o que torna o Estado refém de seus equívocos.DESCALABRO
Diante desse descalabro, pouco identificado pelo fato de estarmos mais à margem da crise do que muitos países, é bom rememorar o que Roberto Campos disse, em 19 de outubro de 1999: - Considero-me insuspeito para falar, por ter sido sempre severo crítico da ineficiência endêmica, do clientelismo e do corporativismo do setor público brasileiro, e por minha preferência pela racionalidade do mercado como mecanismo de alocação dos recursos produtivos.ESTADO INCHADO
O Estado brasileiro foi inchando e se deformando, ao longo do tempo, por conta da natureza do processo político do país. Isso acontece com frequência nos países subdesenvolvidos, e não raro, nos ? emergentes - e/ou - em transição- , como é fácil de entender. Neles as carências são proporcionalmente mais intensas, e o poder da máquina pública se torna especialmente importante, tanto para distribuir benesses como para arbitrar disputas distributivas.SOLIDARIEDADE INVERTIDA
Vejam, por exemplo, o que acontece na Previdência Pública: o déficit crescente continua muito grave sem que nada seja feito para conter o rombo. Uma prova de que no Brasil existe uma enorme IMPREVIDÊNCIA por parte de gerações de clientelismo político, coroado pelo carnaval de benesses da Constituição de 1988. Isso num tempo em que o alongamento da vida média e a expansão de benefícios aumentavam a carga de compromissos futuros. Ou seja, a reforma da Previdência é assunto pra lá de urgentíssimo, não só sob o aspecto fiscal, mas de justiça social, pois é um sistema de solidariedade invertida.PIT STOP
Com destino à Alemanha, para participar da Anuga 2009, importante Feira de alimentos da Europa que acontece na bela cidade de Colônia, a minha viagem começa com um -pit stop- em Paris, onde já estou.PRAZER SECULAR
As atrações turísticas da França, como se sabe, são múltiplas. Entre tantas, uma delas está no secular prazer que visitantes e moradores têm em sentar num café ou num restaurante para desfrutar da boa comida francesa e de seus vinhos (nacionais) maravilhosos.REDUÇÃO DE PREÇOS
Pois, neste particular, o que chama muito à atenção aqui em Paris é a forma agressiva com que os donos de restaurantes estão propagando a redução dos preços dos pratos que constam nos cardápios. É isto mesmo, gente.MENOS IMPOSTO
Tal qual faz nossa indústria automobilística aí no Brasil, que propaga a queda dos preços dos veículos em função da redução do IPI, os restaurantes franceses estão escancarando, tanto nas vitrines quanto nos cardápios, que os preços baixaram para valer depois que o governo aprovou a redução, em vigor desde 01/julho, de 19,6% para 5,5%, o imposto de consumo (TVA).ANTES E AGORA
Para que os clientes possam comprovar, efetivamente, a vantagem que estão levando, os cardápios mostram os preços anteriores ao lado dos atuais vigentes. Não é uma maravilha? A decisão do governo obriga, no mínimo, que sete produtos sejam atingidos. Mas, a maioria dos restaurantes não impõem tal limite, que só não atende às bebidas alcoólicas.BENEFICIADOS
O acordo identifica muita correção, pois o sucesso é indiscutível. E traz múltiplos benefícios: aos consumidores, pelo preço mais baixo que pagam; à geração de mais empregos, pelo movimento maior que estão tendo os restaurantes; e aos empresários, pelos investimentos que se propõem a fazer. Que tal?NA MOSCA
A propósito, diante do acima exposto, é oportuno replicar o comentário do filósofo, escritor e político romano, Marcus Tullius Cícero, no ano de 55 a.C. Eis o que disse M.Tullius: PAGAMENTOS REDUZIDOS - O Orçamento Nacional deve ser equilibrado. As dívidas Públicas devem ser reduzidas, e a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governo devem ser reduzidos, se a Nação não quiser ir à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, ao invés de viver por conta pública. Ora, como a verdade é pra lá de antiga, qual a razão para que os nossos governantes não compreendam e não pratiquem o preceito?SITUAÇÃO PARECIDA
Os povos de vários países da América Latina, incluindo o Brasil, estão vivendo um momento muito, mas muito parecido com os habitantes da Ilha de Corrompo, como consta no magnífico livro de autoria de Ken Schoolland: As Aventuras de Jonas, o Ingênuo - Uma Odisséia Rumo ao Conhecimento.ILHA DE CORROMPO
Como mostra o livro, Jonas estava navegando quando sua embarcação, ao ser destruída por ventos muito fortes, acabou encalhada numa Ilha de nome Corrompo. Em cada breve capítulo, Jonas se depara com uma situação em que o povo de Corrompo é sempre penalizado por falta de liberdade, mesmo sem esta noção. E esta falta de percepção se dá pela falta de conhecimento somada à esperteza ideológica muito bem aplicada pelos governantes da Ilha, que ocupam a Casa dos Lordes.LIBERDADE
Por falta de discernimento, muita gente crê que, só pelo fato de não estar acorrentado é o suficiente para entender que é livre. Como os governantes adoram decidir o destino das pessoas, tratam de convencer o povo dizendo que liberdade representa muitos riscos. Assim, se oferecem para - proteger - os cidadãos contra os perigos da livre escolha.GOVERNOS LATINOS
Esta estratégia tem dado bons resultados aos governantes latinos, principalmente. Tudo porque a escolaridade do povo é muito baixa na região. Assim, as pessoas pensam que são livres enquanto o governo diz o que elas devem fazer. Como o verdadeiro teste da liberdade só acontece quando alguém decide ser diferente, o governo trata de impedir ao máximo tal percepção.SABER POR SI
Nas condições atuais é quase impossível fazer com que o povo entenda, de forma definitiva, que cada um precisa saber por si, e não pelos outros, aquilo que deve fazer. Seria importante se todos percebessem que os governantes sempre têm uma visão própria e por isso tentam forçar os outros em direção a ela.OS MEIOS E OS FINS
Numa terra livre, as pessoas depositam confiança na virtude e no processo das descobertas. Milhares de pessoas buscando seus próprios objetivos, cada uma se esforçando para atingi-los, serão capazes de criar um mundo melhor do que aquele que você possivelmente imagina para elas. Cuidando primeiro dos meios, os fins virão, indiscutivelmente.SOLUÇÕES INESPERADAS
Em última análise significa o seguinte: se as pessoas forem livres, elas encontrarão soluções inesperadas. E se não forem livres encontrarão problemas inesperados. Só isso. Se você aí não usa o seu direito de fazer alguma coisa, também ficará sem o direito de pedir aos políticos para fazê-la por você. Se um número muito grande de pessoas chegarem ao ponto de reconhecer e praticar esses ideais de liberdade que aqui exponho, aí estaremos diante de um momento ímpar, onde a coragem vai prevalecer para que muita coisa possa mudar. Tomara.CRÍTICA
Há quem imagine que o Ponto Crítico só tem por hábito fazer comentários e dar opiniões sobre o lado ruim e perverso de tudo. Acontece que muitas vezes os fatos e decisões abordados têm conteúdos danosos para nós cidadãos.ALEGRIA
Ora, se sob o meu ponto de vista fico triste e preocupado com aquilo que é ruim, nuca deixo de manifestar a minha alegria e prazer em informar e comentar tudo aquilo que produz bem estar e felicidade para todos.NOTÍCIA SERGIPANA
Como, por exemplo, uma notícia vinda de Sergipe, divulgada no site -www.clicksergipe.com.br-, que comento a seguir. É uma pena que a mesma tenha sido muito pouco divulgada, pois assuntos como esse deveriam ocupar as manchetes de todos os jornais do país. Aí vai, portanto, um comentário feliz do PONTOCRITICO.COM, gente:OUSADIA
O governo sergipano, numa demonstração de ousadia e inteligência, está disposto a atrair investimentos, principalmente na área química, de petróleo e gás, têxtil e de calçados. Para tanto está oferecendo um fantástico desconto de 92% no ICMS às empresas interessadas em investir lá.REQUISITOS
Para conseguir o benefício, as empresas precisam apresentar um projeto e cumprir alguns requisitos, como metas de geração de emprego. O Estado também tem implementado outros incentivos, diz, como um regime especial recém-aprovado para transformar Sergipe em um pólo de cosméticos. Pelo regime, ficam desoneradas de ICMS as vendas dos centros de distribuição de cosméticos exclusivos.POLÍTICA TRIBUTÁRIA
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento de Sergipe esta política tributária e fiscal tem ajudado muito o Estado. Desde 2007, Sergipe recebeu 40 novas indústrias, com geração de 4 mil empregos.FUTURO
Até o fim de 2010 a expectativa é de que cerca de 50 se instalem no Estado, o que resultará mais 6 mil novos empregos. Além disso, Sergipe também se prepara para a formação de um novo parque tecnológico para as áreas de tecnologia da informação, biotecnologia, petróleo e gás. Que tal? Pergunto: por quê, gente, esta moda não pega no RS? Se alguém souber, por favor, informe.