Artigos

06 abr 2011

O TROFÉU VAI PARA YOANI SANCHES


FÓRUM DA LIBERDADE

Na próxima semana, nos dias 11 e 12, acontece em Porto Alegre mais um Fórum da Liberdade. E para esta 24ª edição, o Instituto de Estudos Empresariais escolheu o seguinte tema: LIBERDADE NA ERA DIGITAL.

BLOGUERA

Neste ano, o troféu (já entregue), foi para a bloguera cubana Yoani Sanches, que ganhou fama mundial pelas publicações que começou a fazer sobre o que de fato acontece em Cuba, via internet (Era Digital). Algo que só os cubanos não tem acesso, obviamente.

BELA ESCOLHA

Uma bela escolha, sem dúvida, pela coragem da jornalista. O lamentável, embora também não surpreenda, é que Yoani não tenha conseguido obter o visto de saída da Ilha do Dr. Castro. Aliás, a coitada já acumula 12 pedidos de visto, sem resposta.

ENTREVISTA

Pois, já sabendo que Yoani Sanches não conseguiria sair de Cuba, um grupo de cinco liberais foi até a Ilha para entregar o prêmio à jornalista. Em sua casa, após receber o troféu, Yoani concedeu uma bela entrevista, cuja gravação em vídeo será exibida no Fórum da Liberdade. Imperdível, gente.

HISTÓRIA

Aproveitando que uma dissidente cubana foi escolhida para receber o troféu Liberdade de Imprensa, e considerando que os adoradores de Che Guevara são muitos por aqui, a ponto de chamarem o célebre assassino de - HERÓI -, nada melhor do que reeditar uma história verdadeira. Sei, perfeitamente, que nada é capaz de sepultar o mito CHE nem produzir os efeitos corretos a respeito de Cuba e seus tiranos. Principalmente porque muitos latinos nutrem uma enorme devoção por ditadores e assassinos. Mesmo assim insisto. Vejam:

NETO DE CHE

O cubano Canek Sanches, desenhista e compositor, nascido em 1974, é neto de Che Guevara e desde os dois anos de idade vive na Europa. Foi levado pra lá, à época, pelos pais, que para tanto usaram o privilégio do parentesco para poder sair de Cuba.

DA REVOLUÇÃO AO TOTALITARISMO

Pois, na adolescência, Canek resolveu retornar a Cuba com o propósito de sentir -in loco- o que significava ser neto de Che Guevara. Aliás, pelo parentesco com Che, Canek ganhou, novamente, o raro direito de poder entrar e sair da Ilha quando bem entendesse.

OUTROS OLHOS

Chegando à Ilha, os professores da escola que passou a frequentar lhe perguntaram: - Crês que se teu avô, um herói (?), te visse, ficaria orgulhoso de ti? Após alguns dias, depois de observar atentamente o que realmente acontecia em Cuba, Canek respondeu: não creio. Vendo que os mestres ficaram boquiabertos com a sincera revelação, Canek emendou: - Não posso viver sob um governo que te diz o que tens que fazer, o que tens que comer, o que tens que pensar. O fato de viver na Europa me fez ver o regime com outros olhos, completou Canek, o neto de Che Guevara.

LIVRO

Como escritor, Canek, junto com o repórter e ex-guerrilheiro do Exército Revolucionário do Povo de Cuba, Jorge Masetti, escreveu um livro sobre o uso e abuso do guevarismo. Enquanto escreviam, ambos se sustentavam com palestras em vários países da Europa, com o seguinte tema: Cuba, da Revolução ao Totalitarismo. Acreditem. É a pura verdade.

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05 abr 2011

A INFLAÇÃO E O CÂMBIO


PREOCUPADO

O governo, pelo vazamento das conversas das reuniões sem fim que acontecem no Palácio do Planalto, está pra lá de preocupado com a escalada da inflação e com a valorização do real frente ao dólar.

INFLAÇÃO

Para combater a inflação, considerando que o governo definitivamente não admite cortar custos, a taxa de juros passou a ser a única arma que dispõe. Com efeitos duvidosos, porque a inflação não é só pelo efeito demanda, mas de custo internacional das commodities.

CÂMBIO

Quanto ao fator CÂMBIO, a coisa está ainda mais complicada, uma vez que não dispõe de uma arma capaz de enfrentar a valorização do real frente ao dólar, principalmente. Tudo porque elevando a taxa de juros, para frear a inflação, acaba por acelerar a entrada de recursos internacionais no Brasil, provocando, assim, o derretimento cambial.

ENXURRADA

Examinando o assunto com o cuidado que merece, uma coisa é mais do que certa: enquanto o Brasil oferecer taxas de juros maiores do que as praticadas nos países que tem dinheiro para investir, nada vai poder conter a valorização do real. Se ainda for levado em consideração que, ontem, a agência Fitch Ratings elevou os ratings (classificações de risco de crédito) do Brasil, em moeda estrangeira e local, de BBB- para BBB, sinalizando a redução no risco de calote do País, a enxurrada de dólares tem tudo para aumentar ainda mais.

LIÇÃO DE CASA

Como as taxas de juros no mundo estão muito baixas porque os países desenvolvidos estão em crise, os países que pagam mais e ainda tem risco reduzido ganham grande preferência dos investidores. Portanto, antes de ficar revoltado com os interessados nas nossas taxas de juros, como acontece todos os dias, melhor seria se fizessemos a nossa lição de casa. Se as reformas fossem feitas as nossas taxas de juros cairiam por gravidade.

OS ESPECULADORES

De novo: o capital ESPECULATIVO, como é chamado o dinheiro dos investidores estrangeiros, só entra no país porque o governo oferece uma remuneração ímpar.Como só aumenta os juros quem precisa de dinheiro, enquanto o governo chama os estrangeiros de ESPECULADORES, pelo lado da oferta, o Brasil nada mais é também, do que um ESPECULADOR. Só que pelo lado da demanda.

O ROTO E O DESCOSIDO

Mas, afinal, por que, então, o Brasil não resolve o problema diminuindo drasticamente a taxa de juros? Isto não bastaria para afastar definitivamente os compradores da nossa moeda, fazendo com que o real viesse a se desvalorizar pelo demanda de dólares? Em tese,a resposta é SIM. Mas não é isto que acontece. Como o governo está metido numa camisa de sete varas, sem mínimas condições para diminuir suas despesas, o grave problema fiscal obriga o país a manter as taxas de juros altas. Um deles, por exemplo, está na Caderneta de Poupança, que por ser isenta de IR ainda é obrigada, por lei, a pagar juros de 6,17% a.a., o que por si só já impede a redução dos juros. Mas a encrenca não fica só por aí: os fundos de pensão e aposentadoria, por lei, são obrigados a pagar um mínimo de 6% ao ano mais correção aos beneficiários, quando os resultados não alcançam esta rentabilidade. Uma arapuca e tanto, que depois de concedida não há quem consiga mais desarmar. Em suma: da mesma forma com que a sociedade critica a China, porque produz e vende de tudo a preços muito baixos, o Brasil, por sua vez, compete da mesma forma em rentabilidade de seus títulos. Ou seja: é o roto falando do descosido.

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04 abr 2011

AGORA LULA JÁ SABE


EU NÃO SABIA...

Entre os diversos comportamentos adotados pelo ex-presidente Lula, mostrados nas suas costumeiras aparições sempre repletas de argumentos infundados, um deles, que contribuiu muito para a sua fama foi o uso frequente de uma frase, que apesar de ridícula se tornou célebre. É o caso do: - EU NÃO SABIA...

DENÚNCIAS

Não foram poucas as vezes que Lula, ao se deparar com inúmeras denúncias feitas pela mídia, nas quais estampava as investigações sobre fantásticas falcatruas que se tornaram muito comuns nos seus dois mandatos, usou a tal frase.

MÁ VONTADE DA MÍDIA

Por incrível que possa parecer, quanto mais o esperto Lula dizia - EU NÃO SABIA - mais a sua popularidade aumentava. Com essas palavras mágicas ditas, os menos esclarecidos (grande maioria do povo) já se convenciam de que tudo não passava de uma clara má vontade da mídia contra o correto ex-presidente.

TOLERÂNCIA

E quanto aos mais esclarecidos, que melhor poderiam impor a lei e a volta da decência, diante do fato de que suas atividades havia melhorado muito com Lula no Poder, o melhor mesmo era ficar quieto. Resultado: tudo acabou sendo tolerado, inúmeros mensaleiros voltaram a se candidatar, muitos foram eleitos e outros já estão, inclusive, ocupando altos cargos no governo.

EM DEFESA DA CONSTITUIÇÃO

O mais curioso nesse episódio é que a maioria dos ministros do STF, com a Constituição Federal nas mãos, decidiu que todos os mensaleiros corruptos estão livres para ocupar cargos públicos. A lei só vale para as próximas eleições, em 2012. Agindo assim o STF disse claramente que as Comissões de Constituição e Justiça, da Câmara e do Senado, não têm valor algum, pois apreciaram a lei da Ficha Limpa antes da mesma ser levada a plenário e aprovada. Afinal, para que servem tais Comissões?

PRESCRIÇÃO

Mesmo que a Polícia Federal tenha concluído, como foi amplamente divulgado neste final de semana, dizendo que o Mensalão realmente existiu, é bem provável que os envolvidos permaneçam em liberdade. Tudo porque a lei (Constituição) prevê a prescrição dos crimes cometidos pelos safados.

PRAZO SE ESGOTANDO

Como o prazo conferido pela lei já está se esgotando, além de ninguém ir para a prisão, o dinheiro público roubado escandalosamente também não precisará ser devolvido. Este é o nosso querido Brasil. Esta é a nossa fantástica democracia. Viva! Que tal?

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31 mar 2011

HOMENAGEM PÓSTUMA A JOSÉ ALENCAR


LUTO

O falecimento do ex-vice-presidente José Alencar, ocorrido ontem, deixou o Brasil todo de luto. Ninguém, certamente, vai esquecer tão cedo a fisionomia serena desse homem que, de forma teimosa resistiu aos ataques fulminantes de uma doença incurável.

EXEMPLO DE CORAGEM

Nas incontáveis cirurgias que Alencar foi submetido, em todas elas deixou a sua marca: a serenidade e a confiança de que era mais forte do que o mal que insistia em abatê-lo. Com o desaparecimento de José Alencar fica, portanto, o exemplo de sua coragem e determinação.

EXEMPLO INDUSTRIAL

Entre as boas lembranças que nos deixa o falecido, destaco também a trajetória empresarial muito exitosa do ex-vice-presidente. Sem dúvida, neste campo Alencar foi um belo exemplo de empreendedorismo industrial.

AS MÁS LEMBRANÇAS

Já no campo político, a bem da verdade, Alencar não deixa boas lembranças. Normalmente, em ocasiões como esta, não é comum expor aquilo que lamentamos a respeito das pessoas que nos deixam. Mesmo assim prefiro separar as coisas usando o máximo de franqueza e respeito.

CONSCIÊNCIA DOS CORTES

Se José Alencar mostrou, publicamente, total consciência do mal que lhe afligia, da mesma forma, pelo exemplo de homem que foi, não se concebe que não soubesse que uma doença muito semelhante à sua ataca, insistentemente, as nossas contas públicas. É óbvio que, da mesma forma serena como enfrentou os cortes para retirada dos tumores, Alencar não podia desconhecer que o Brasil tem necessidade de urgentes e profundos cortes de despesas.

OMISSO ÀS REFORMAS

Oriundo da atividade industrial, e, portanto, sabedor dos entraves que levam o país a ter um custo muito alto para produzir, não é admissível que Alencar tenha sido tão omisso quanto às reformas que o Brasil necessita.

MINHA HOMENAGEM

Vale lembrar também que nas vezes em que o ex-vice se pronunciou a respeito do governo, sempre foi crítico ao Copom e ao Banco Central, com queixas enormes sobre as altas taxas de juros.Curiosamente, inclusive até já escrevi sobre isto, José Alencar só atacava a consequência deixando as causas intactas. Observem que nunca deplorou a alta carga tributária, a gastança desmedida do governo e o rombo da Previdência. Exatamente onde estão as causas que exigem taxas de juros altas. Presto aqui, portanto, as minhas sinceras homenagens ao homem que nos deu uma lição de vida, ao lutar bravamente contra uma grave doença. Para não prejudicar a minha emoção e trair a minha razão fico por aqui.Sentirei falta, certamente, do ser humano, do empresário José Alencar. Mas do político e ex-vice-presidente José Alencar não sentirei saudades. Que vá em paz.

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30 mar 2011

ENTENDENDO A CIDADANIA


SEM VESTÍGIO

Se alguém pretende viajar para os EUA com o propósito de observar algum vestígio dos estragos provocados pela crise imobiliária, que estourou em 2008/2009, certamente errará de destino caso escolha Nova Iorque.

FORA DO SUBPRIME

Como, praticamente, não há espaço para novas construções em Manhattan, a ilha não foi alvo das moradias que geraram os títulos podres, conhecidos como subprimes. Além do mais, morar em NY custa muito caro.

COMÉRCIO AQUECIDO

Além disso, os efeitos da crise na Big Apple foram diminuídos pelo intenso turismo, independente da nacionalidade dos visitantes. Só este enorme movimento de pessoas nas ruas e nas lojas pressupõe um comércio super aquecido.

RARIDADE

Falando de comércio, se alguém imagina que terá facilidade para adquirir o mais novo sonho de consumo de 10 entre 10 pessoas - o Ipad 2 -, pode tirar a tropa toda de cavalos da chuva. Independente de modelo, os novos tablets da Apple viraram uma raridade.

DEMANDA EXTRAORDINÁRIA

A única forma, neste momento de enorme escassez por alta procura, é a seguinte: enfrentar uma enorme fila, às 8h da matina, em frente a Loja da Apple da 5ª Avenida e, com sorte conseguirá um Ipad 2. O lote disponibilizado a cada manhã tem sido insignificante diante da enorme procura.

TEMPERATURA BAIXA

Como a temperatura anda por volta de -2 ou -3 graus centígrados neste horário, com sensação de -7, a tentação precisa ser grande. Até porque não há a certeza de ser atendido. Da mesma forma que acontece com o Ipad 2, os tablets de outras marcas que foram lançados recentemente, também estão praticamente esgotados, ou, como dizem aqui, sold out.

NÃO TEM PREÇO

Mesmo com a restrição deste importante produto cobiçado, NY oferece muitas outras coisas, desde espetáculos, restaurantes, museus e bons passeios. Ainda assim há quem queira saber, de fato, porque os tantos brasileiros preferem viajar aos EUA. Pois, mesmo que as respostas sejam diversas, uma delas, senão a principal, é porque querem conhecer o que é a tal da cidadania, que muito se ouve falar no nosso país mas ninguém consegue praticar. Só isto, podem crer, vale muito mais do que os 6,38% de IOF que o governo brasileiro está impondo para compras no exterior com cartão de crédito.Afinal, aqui entre nós, só o fato de saber o que é ser um cidadão, e viver como tal, simplesmente não tem preço.

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29 mar 2011

RENÚNCIA FISCAL?


PARCIALIDADE

O editorial de hoje deveria tratar de Nova Iorque, conforme prometido. Porém, diante da parcialidade da mídia, ao divulgar a notícia da correção da tabela do IR da Pessoa Física, em 4,5%, não posso deixar de manifestar a posição do Grupo ? PENSAR!

MAIS CONDIZENTES

Para tanto, o comentário do Pensador e economista Marco Túlio Kalil Ferreyro traz esclarecimentos mais condizentes com a verdade. Peço que leiam com muita atenção antes de serem seduzidos pelas palavras indecentes dos nossos governantes:

CORREÇÃO DA TABELA

A correção da Tabela do IRPF em 4,5%, fixada pelo governo, é uma migalha, diante da defasagem na correção acumulada ao longo do tempo. Desde a entrada em vigência do Real na economia, ou seja, desde julho de 1994, até dezembro de 2010 (últimos 16 anos e meio), o IPC-A (índice do governo) acumulou variação percentual de 272,79%. Enquanto isso a tabela do IR, em igual período, foi corrigida em apenas 53,5%. Isto significa uma defasagem acumulada de 58,8% no período.

MIGALHAS

Portanto, o que todos nós, pobres contribuintes, estamos recebendo do atual governo federal, são migalhas, meras migalhas.

VERSÃO DO GOVERNO

O curioso é que, além de tudo ainda somos obrigados a ouvir e ler a seguinte percepção do governo, retratada sem qualquer crítica ou reparo pela imprensa brasileira: - Segundo cálculos do governo, a correção da tabela do IR representará uma RENÚNCIA FISCAL de R$ 1,6 bilhão em 2011. Pode?

VERSÃO DA SOCIEDADE

Depois desta versão do governo, que tal nós contribuintes oferecermos uma visão mais honesta, como esta:- Em 2010, o governo federal arrecadou R$213,5 bilhões em imposto de renda. Ou seja, nós, que formamos a sociedade contribuinte (famílias e empresas), estamos RENUNCIANDO AO CONSUMO, A POUPANÇA, A INVESTIMENTOS. No entanto, o que recebemos em troca? Ora, o que todos já sabem: serviços públicos na área da saúde, da educação, da segurança e da justiça, todas de péssima qualidade.

A IMPRENSA FICARÁ MUDA?

Isto nos obriga a desembolsar cada vez mais recursos para o pagamento de planos privados de saúde; escola privada para nós e para nossos filhos; e segurança privada para nossas casas e escritórios. O duro, depois disso, é ouvir o governo vociferar, através da sua retórica discursiva, que a correção da tabela do IRPF em 4,5% para este ano implicará em uma RENÚNCIA FISCAL de R$1,6 bilhão. Será que ninguém gritará dizendo que a nossa RENÚNCIA, imposta pelo governo, é de mais de R$200 bilhões? E, para piorar ainda mais, será usada para inchar cada vez mais a máquina pública. A grande imprensa ficará muda quanto a isso?Eis o que disse outro Pensador, Percival Puggina: - Como é vagabunda a retórica oficial! E a imprensa reproduz o que recebe acriticamente, usando a expressão RENÚNCIA FISCAL. Que tal?

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