NOTÍCIAS RECENTES
Queiram ou não gostem ou não, o fato é que as notícias que têm sido divulgadas a respeito do comportamento da nossa economia mostram ser muito, mas muito, mais negativas do que positivas. O que, de antemão, garantem que o ano de 20-14 e seguintes serão muitos ruins para o Brasil. Corrijo: ruim para quem gostaria que houvesse desenvolvimento e crescimento econômico.NÚMEROS OFICIAIS
Observem por exemplo, estas últimas notícias:1-Os fundos de investimentos tiveram resgates líquidos (saques menos aportes) de R$ 6 bilhões na semana passada. Detalhe: quem forneceu estes dados foi a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).2- A dívida pública mobiliária federal interna (em poder do público, ou mercado) subiu 2,83% em dezembro frente a novembro, atingindo R$ 2,028 trilhões. Detalhe: estes dados foram fornecidos ontem pelo Tesouro Nacional. O Tesouro anunciou ainda que o estoque da dívida pública federal, incluindo também a dívida externa, aumentou 2,58% em dezembro, fechando 2013 em R$ 2,123 trilhões, dentro da meta fixada pelo governo para o período (de R$ 2,1 trilhões a R$ 2,24 trilhões) e batendo novo recorde.BRICS
3- O investimento estrangeiro direto (IED) caiu 3,9% no Brasil em 2013, para 63 bilhões de dólares. Detalhe: os dados são da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). O resultado brasileiro é o único negativo entre os países do Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Vale um registro: graças aos investimentos em território chinês e russo, o IED do bloco alcançou 322 bilhões de dólares, alta de 21% em relação a 2012.INVESTMENT GRADE
Do jeito que as coisas estão colocadas e o pavor que se instalou na cabeça dos investidores internacionais a respeito dos países emergentes, mormente o Brasil, nos leva a crer que a perda do Investmen Grade (Grau de Investimento) é uma questão de dias, semanas ou até alguns meses. Ou seja, a perda do INVESTMENT GRADE do Brasil está madura. Só falta colher.PERDEDOR
Se levarmos em conta o que disse o Financial Times, de que o Brasil saiu como o grande -perdedor- do encontro de Davos, a despeito das tentativas da presidente Dilma Rousseff de resgatar a imagem do país entre investidores estrangeiros, aí o prato fica ainda mais cheiroso. Note-se que, segundo o a avaliação do blog -Beyond BRICS- do mesmo Financial Times, o grande -vencedor- entre as nações participantes do Fórum de Davos foi o México.BRASULEA OU BRASTINA
O saudoso Roberto Campos, num de seus maravilhosos artigos, sugeriu que o Brasil deveria ser chamado de Belíndia, ou seja, temos aqui uma Bélgica (referindo-se a São Paulo) e uma Índia (no Nordeste), em termos socioeconômicos. Hoje, no entanto, se vivo fosse Campos certamente faria uma correção dizendo que o Brasil TODO estaria mais para uma BRASUELA ou BRASNTINA (os leitores sabem quais países me refiro).PÚBLICO, GRATUITO E DE QUALIDADE
Falando do RS vejam o que o Movimento Passe Livre (MPL) está exigindo dos municípios quanto ao sistema de transporte de passageiros: que seja PÚBLICO, GRATUITO E DE QUALIDADE. Ora, como se vê, a turma do MPL quer a estatização do serviço, a gratuidade e,para tanto ainda exige qualidade. Pode?Primeiro: Gratuidade não existe (alguém paga a conta); Segundo: Qualidade só é possível com concorrência. Terceiro: sendo estatal vira monopolista, o que implica em baixa qualidade e custo ainda mais elevado.ESTÁDIOS
Tomo conhecimento, depois de tantos absurdos e má versação de dinheiro público (sem falar no Mensalão), que o custo dos estádios para a Copa do Mundo já supera em mais de três vezes o valor informado pela CBF à Fifa quando o Brasil apresentou seu projeto para sediar o Mundial.CUSTO TRIPLICADO
Segundo informa o Estadão, na cópia do primeiro levantamento técnico da Fifa sobre o País, fechado em 30 de outubro de 2007, consta que as arenas custariam US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 2,6 bilhões). Pois, a última estimativa oficial, já dá conta de que o valor chegará a R$ 8,9 bilhões. Que tal?SAFADEZAS
Pois, como se nenhuma safadeza estivesse sendo praticada no país, onde o governo tem cadeira cativa, a viagem que Dilma fez à Suíça para participar do Fórum Econômico Mundial acabou em prática de safadezas ainda maiores em dois países: Portugal e Cuba:LISBOA
Em Lisboa, onde o governo jura de pés juntos que precisou fazer uma parada técnica, o que se transformou na mais nova mentira aplicada pelos petistas ao triste povo brasileiro, a gastança foi simplesmente espetacular. Tanto a despesa com o magnífico hotel quanto no pagamento da conta do caríssimo restaurante.CUBA
Na Ilha dos Irmãos Castro, onde os petistas se sentem em casa e sorriem como nunca, a comitiva liderada por Dilma Petista cumpriu, com grande alegria, uma agenda tripla:AGENDA TRIPLA
1- prestou contas ao amigo Fidel quanto ao andamento do compromisso assinado numa das primeiras reuniões do Foro de São Paulo, de fazer o quanto antes, no Brasil, a transição para o comunismo. 2- Festejou a entrega de uma parte da obra do Porto de Mariel, o qual foi construído com dinheiro do BNDES (entenda-se dinheiro só brasileiros). Mais: Dilma ficou tão emocionada com a obra a ponto de garantir uma remessa adicional de mais 250 milhões de dólares.3- Agradeceu o envio de milhares de médicos cubanos ao Brasil de forma peculiar: fazendo uma nova e substancial encomenda, de 2000 novos profissionais da saúde. Com isso, o mundo todo percebeu que o forte do governo de Cuba é produzir médicos.ERRATA
Romeu Tuma Junior, que em parceria com jornalista Claudio Tognolli, escreveu -Assassinato de Reputações ? Um Crime de Estado-, será o entrevistado do programa Roda Viva da próxima 2ª feira, 03 de fevereiro, das 22h às 23h30, e não ontem, como informei. Peço, portanto, desculpas pela informação equivocada.PRAZO VENCIDO
Nas duas últimas semanas, pelas conversas que tive com as mais diferentes pessoas, percebi, claramente, que o tempo de validade do SENTIMENTO DE OTIMISMO dos brasileiros que pertencem à -classe média (pagadores da maior parte da conta)- venceu no dia 31/12/2013.CHEIRO FORTE
Para pessoas mais esclarecidas, a deterioração da economia brasileira já vinha dando sinais claros e evidentes faz tempo. Sinais estes detectados de duas formas, pelo cheiro forte (e ruim) que vem sendo exalado pelo CORPO BRASIL como um todo: 1- pela absoluta falta de glóbulos I (Investimento); e,2- pelo excesso monumental de glóbulos GP (gasto público).BLEFADOS
O curioso é que este sentimento ganhou maior força neste ano. Mas, de uma hora para outra, quase que num piscar de olhos, principalmente a partir da semana passada. Detalhe: grande parte daqueles que estavam felizes e otimistas com o Brasil deixaram o otimismo de lado e passaram, finalmente, a entender que foram blefados.INGÊNUOS
Chega-se a conclusão que todos os desiludidos foram tão tontos, ou ingênuos, quanto os editores da revista britânica -The Economist-. O que não entendo é que a The Economist se deu conta (com atraso) em meados de 2013 enquanto que esses brasileiros só acordaram agora, em 2014...COISA-BRASIL
Enquanto os mais necessitados (atrofiados pela falta de discernimento) ainda vão continuar felizes da vida (anestesiados) por muito tempo com o populismo petista-enganador, a CLASSE MÉDIA (que abraça todas as causas e paga o grosso da conta) parece ter se dado conta de que a COISA-BRASIL não está boa.SEQUELAS
Esta sensação que a Classe Média muito recentemente passou a mostrar, de ter chegado à conclusão de que a doença que está se espalhando rapidamente pelo corpo todo do país, é séria e, portanto torna a cura, além de muito difícil extremamente demorada, é um grande passo. Ainda que as sequelas petistas vão dificultar eventuais mudanças.DUPLA MENTIROSA
O que sempre preocupa é que o governo DILMA-PETISTA não dorme de touca. Com a maior cara de pau (sempre muito costumeira), tanto a presidente quanto o ministro da Fazendo, Guido Mantega, foram a Davos para mentir de forma muito descarada. Só que a plateia parecia vacinada: no painel em que Mantega participou (BRICS) ninguém (ninguém mesmo) dirigiu uma só pergunta ao nosso ministro. Preferiram não ouvir novas mentiras, certamente....Hoje, a equipe que esteve em Davos chega a Cuba. Primeiro, para confirmar que está tomando todas as atitudes socialistas corretas. E, em segundo lugar, para festejar mais um gasto monstruoso de dinheiro dos brasileiros: inaugurar o Porto de Mariel, construído com recursos do BNDES. Pode?ARGENTINA
Confesso que a Argentina, ainda que esteja sendo muito mal administrada pela presidente Cristina Kirchner, não me incomoda. O que me preocupa, e muito, é que o Brasil, de Dilma-Petista, por estar sendo submetido à mesma cartilha (escrita por Antonio Gramsci), está fazendo de tudo para ficar parecido com o aquele país.ENSINADOS
Sei, perfeitamente, que fazer este tipo de previsão, ou mesmo afirmação, mexe demasiadamente com a cabeça de muita gente. Principalmente àqueles que foram ensinados de que, acima de tudo, é preciso manter o OTIMISMO. Ao adotar este tipo de atitude, não querem e/ou não gostariam que algo de ruim viesse a acontecer com a economia do nosso pobre país.ATIRAR PEDRAS
Por isso, ao invés de irem a fundo, para entender realmente o quanto a nossa economia não tem um bom futuro com este programa liderado pela presidente Dilma-Petista, preferem atirar pedras naqueles que se dedicam a fazer previsões e comentários sérios, honestos e fundamentados.MANIFESTAÇÕES DOS LEITORES
Pelas centenas de mensagens que recebo diariamente, com comentários sobre os conteúdos contidos nos editoriais, percebo que embora muitos concordem com as minhas opiniões, um bom número se manifesta de forma discordante. Desses, a maioria elogia a política econômica do governo Dilma-Petista dizendo que o Brasil vive um momento de pleno emprego e de aumento de renda.DÉCADA PETISTA-GOVERNAMENTAL
Entretanto, ainda que estejam certos nas suas observações, parecem ignorar que este modelo econômico não tem proporcionado crescimento alto. Ora, se o Brasil, ao longo da década petista-governamental, apresenta um inegável crescimento baixo com inflação em alta, é óbvio que, em breve, as boas e importantes conquistas estarão comprometidas.CUSTO BRASIL
É por demais sabido que todo aumento de salário acima do índice de produtividade é considerado CUSTO, que inevitavelmente será repassado para os preços. Portanto, o tal aumento de renda dos brasileiros, que está sendo bastante festejado, infelizmente não está acontecendo por aumento de produção, mas por aumento de custos.ARMÍNIO FRAGA
O assunto é bom e precisa, sem ranços e gritos, ser discutido à exaustão. Até que todos se convençam de que é preciso enfrentar o problema, já crônico, do baixo crescimento. Como bem diz o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga: - Não podemos nos iludir. O brasileiro continua pobre para os padrões globais. Para avançar, precisamos voltar a crescer. Programas como o Bolsa Família são vitais. Mas o crescimento é ainda mais importante na redução da pobreza. Hoje, o que frustra é ver o país com dificuldade em crescer.JOSÉ MENDONÇA DE BARROS
Faz algum tempo que não converso pessoalmente com o economista José Mendonça de Barros. Entretanto, das vezes em que tivemos contato, Mendonça de Barros mostrou que não faz o tipo ALARMISTA. Calmo e muito prudente na escolha das palavras, o economista sempre mostrou equilíbrio nas suas análises. O que atesta, indiscutivelmente, que não há possibilidade de enquadrá-lo como um PESSIMISTA, como a dupla DILMA/MANTEGA gosta de rotular aqueles que não concordam com as decisões do governo.RITMO DA ECONOMIA BRASILEIRA
No último domingo, 19, o Estadão publicou um texto de José Mendonça de Barros, com o título: LENTO, SEGURO E GRADUAL. Eis como o economista vê a situação do país a respeito do RITMO DA ECONOMIA BRASILEIRA: 1) Piora do regime fiscal brasileiro. São duas tendências que se completam: de um lado, os gastos fiscais correntes, sem investimentos e juros da dívida, crescem em termos reais muito acima da expansão do PIB e da arrecadação. Além disso, as receitas são cada vez mais dependentes de eventos não recorrentes (tipo arrecadação do campo de Libra ou acordos da Receita para encerrar casos de contenciosos, como o recente episódio da Vale), e de outros como o pagamento de dividendos, por empresas estatais que logo em seguida recebem empréstimos ou capitalizações lastreados em expansão da dívida pública. Como consequência, o superávit primário vem caindo sistematicamente: o número preliminar de 2013 foi de R$ 75 bilhões ou, aproximadamente, 1,9% do PIB. O déficit nominal pode atingir 4% do PIB neste ano.REGIME FISCAL
Por outro lado, o regime fiscal vem sendo enfraquecido pela constante utilização de truques contábeis (lembram-se da capitalização da Petrobrás?), pela explosão dos restos a pagar (que passaram de R$ 44 bilhões em 2007 para R$ 178 bilhões no ano passado e R$ 235 bilhões neste ano; os dados são do site Contas Abertas e incluem restos a pagar processados e não processados) e conceitos equivocados do ponto de vista econômico. Como exemplos, cito a consideração de depósitos judiciais como se fossem recursos próprios ou a suposição de que uma carteira de empréstimos (que tem risco) tem o mesmo valor presente dos títulos públicos que geraram os recursos ao BNDES e à Caixa (lembram-se da LBR?).Como resultado, há uma clara perda de confiabilidade dos números que retratam a saúde das finanças públicas. Tudo isto sem mencionar que a política fiscal tem sido francamente expansionista, pressionando as contas externas, a própria inflação e contribuindo para uma eventual revisão na nota de crédito do País.INFLAÇÃO
2) Piora do quadro inflacionário. Terminamos o ano com uma inflação que para muitos, parece razoável, de 5,9%. Entretanto, este número mostra a resistência à queda da inflação, uma vez que os preços livres vêm crescendo na faixa de 7,4% e os preços de um grupo de bens e serviços (combustíveis, tarifa de energia elétrica e ônibus) estão controlados a tal ponto que no conjunto cresceram apenas 1,5% nos últimos doze meses. Se estes preços pudessem ficar congelados por muito tempo, a inflação verdadeira seria mesmo o índice oficial do IPCA. Entretanto, este não é o caso, uma vez que estes preços implicam pesados e crescentes subsídios, insustentáveis de serem mantidos ao longo do tempo. Assim, "a verdadeira" inflação está em algum ponto entre 5,9% e 7,4%, certamente acima do topo da meta. A inflação deste novo ano provavelmente será maior que a do ano passado. Não teremos quedas adicionais dos preços de alimentos em reais, derivados de petróleo e energia elétrica subirão, as isenções de IPI serão recompostas e o real vai se desvalorizar mais. A elevação da taxa Selic para 10,5% na semana passada, que surpreendeu a muitos, sela o reconhecimento desta situação.BALANÇO DE PAGAMENTOS
3) Piora no balanço de pagamentos, impulsionada pelo quase desaparecimento do saldo comercial. Como resultado, o déficit em conta corrente subiu de US$ 47 bilhões (2,2% do PIB) para US$ 78 bilhões no ano passado (3,5% do PIB). Este resultado e a abertura das taxas de juro americanas, resultante do início da mudança na política do Fed, colocam o real em uma posição de fragilidade, que pode se agravar caso, por exemplo, a crise na Turquia avance nos próximos meses. A modesta melhora da balança comercial que esperamos para 2014 não será capaz de alterar essa tendência.REGULAÇÃO ECONÔMICA
4) Piora na qualidade da regulação econômica, em que as regras mudam com excessiva frequência e muitas vezes de forma antagônica. Os melhores exemplos disso podem se vistos nas crescentes dificuldades do sistema elétrico (em particular da Eletrobrás) e da Petrobrás, que darão ainda muito o que falar em 2014.COMPETITIVIDADE
5) Piora em nossa competitividade. Aqui a evidência é avassaladora. A desvalorização recente do real, que deve se ampliar, vai melhorar um pouco a situação do exportador. Entretanto, a melhora será limitada, dadas as crescentes pressões sobre o conhecido custo Brasil, a baixa evolução da produtividade e o limitado volume de inovações introduzidas no sistema produtivo. Nossa indústria continuará enfrentando uma situação muito difícil.6) Do desmonte do Ministério da Agricultura e de partes importantes do sistema que desenvolveu o agronegócio mais competitivo do mundo, como a manutenção da sanidade animal, da defesa sanitária vegetal, do sistema de abertura de mercados, etc. Com isso, o agronegócio enfrenta hoje uma forte pressão de custos, incerteza nas regras, uma redução de margens e uma elevação de seus riscos financeiros.7) Piora aguda nas expectativas dos agentes econômicos, resultando num comportamento mais defensivo e no contínuo adiamento de projetos de expansão. Dizer que essa piora é apenas o resultado de análises viesadas de certos observadores é uma grande bobagem. Os empresários são adultos, em geral bem informados, experientes e, em sua maioria, conhecem muito bem a operação do governo, sua política e sua regulação. Não se constrói esse pessimismo a partir do nada, ele é claramente resultado do acúmulo de decepções ao longo destes últimos anos.Enfim, lenta, segura e gradual foi a construção da armadilha de baixo crescimento econômico, na qual estamos enredados e sem perspectiva de sair dela no curto prazo. Que tal?ALTO GRAU DE ACERTO
Confesso que não consigo entender como algumas pessoas ainda insistem em me rotular de PESSIMISTA, quando a única coisa que fiz até agora foi prever, com alto grau de acerto, no que resultaram as decisões econômicas tomadas pelo governo neo-socialista DILMA-PETISTA.PESSIMISMO E OTIMISMO
Insisto: a cada editorial que escrevo, não há como afirmar que sou levado por sentimentos de OTIMISMO e/ou PESSIMISMO. O que faço é expor a situação a partir das decisões do governo. A partir daí quem deve se dizer otimista ou pessimista é, exclusivamente, o leitor.SOCIALISMO E CAPITALISMO
Aqueles que entendem que o melhor caminho para o país é o SOCIALISMO, por exemplo, têm tudo para serem OTIMISTAS. Até porque é inegável o quanto o SOCIALISMO está avançando no Brasil. Os PESSIMISTAS, ao contrário, são aqueles que apostavam na capacidade de resistência do CAPITALISMO. Mesmo sem ter sido experimentado, o CAPITALISMO está cada dia mais longe do Brasil.DECISÕES CORRETAS PARA O SOCIALISMO
A rigor, quem se interessa pela leitura do Ponto Crítico já deve ter percebido que tudo aquilo que venho expondo nos meus editoriais (sempre fundamentados) tem um propósito claro: mostrar que para fazer do Brasil um país verdadeiramente SOCIALISTA, as decisões do governo são adequadas, corretas e bem direcionadas.SIMPLES ASSIM
Portanto, uma vez feitos os devidos esclarecimentos, quem apostou e preferiu o atual -status quo-, com viés de mais SOCIALISMO, tem tudo para ser OTIMISTA. Já os que pensam diferente tem todos os motivos para serem PESSIMISTAS. Simples assim. Como liberal só tenho a lamentar que os brasileiros escolheram o caminho do comprovado atraso.QUEDA SUBSTANCIAL
Se olharmos o Brasil pela ótica dos indicadores calculados pelos mais diferentes institutos de estudos e pesquisas, não há como um liberal e/ou um capitalista ser otimista. Um desses, por exemplo, é o Índice de Liberdade Econômica, produzido pelo conceituadíssimo Centro de Pesquisas Heritage Foundation, que avalia dez fatores ? de direitos de propriedade a empreendedorismo ? em 186 países. Pois, na edição atual, divulgada na semana passada, o Brasil mostra uma substancial queda de 14 posições.PARA QUEM É CAPITALISTA, A CLASSIFICAÇÃO É RUIM
Classificado na 100ª colocação no relatório do ano passado, agora o país já aparece em 114º lugar. No grupo de 29 países da região que engloba América do Sul, América Central e Caribe, encabeçado por Chile e Colômbia, o Brasil está na 20ª colocação. Que tal?A posição do Brasil no ranking é produto de uma inversão de tendência. Na primeira metade da década passada, o país avançou, chegando a alcançar a classificação de -moderadamente livre-. Porém, a partir de 2007 começou a perder pontos. Conforme a avaliação do instituto, o país retrocedeu no que diz respeito a liberdade nas relações de trabalho, monetária, fiscal e comercial, além de gastos do governo e corrupção. Direito de propriedade e liberdade financeira foram parâmetros que se mantiveram inalterados. Foi registrada melhora no que tange a liberdade de investimento e de negócios.