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05 jun 2015

CULTURAS ENRAIZADAS


TEMPO E INTENSIDADE

Ainda que se seja crescente neste momento o número de brasileiros que gostariam de ver um Brasil mais justo, consciente e administrado com competência, qualquer esperança de que algo de bom realmente aconteça dependerá muito do TEMPO e da INTENSIDADE que os interessados vão precisar empregar para obter as mudanças.


TEMPO

Primeiramente é preciso ter em mente que mudanças -culturais- levam, no mínimo duas gerações para serem assimiladas e/ou digeridas. O sucesso, portanto, dependerá do tamanho do exercício que deve ser diário, insistente e muito focado. Como se vê, a administração do tempo já é extremamente difícil.


INTENSIDADE

Pois, se o TEMPO já se traduz num complicador determinante, a INTENSIDADE para mudar uma -cultura- exige um esforço descomunal, que começa pela instrução escolar e, a partir daí, ainda precisa ser sustentada por forte e continuada campanha de comunicação.
 


POSITIVISMO

Vejam, por exemplo, o quanto a cultura do POSITIVISMO foi CAUSA determinante para fazer do Brasil um país atrasado e cheio de problemas. Começando pelo lema -Ordem e Progresso-, que aparece na bandeira do Brasil, que é pura inspiração -positivista-. O -progresso-, só para esclarecer, nada mais é do que a expressão máxima buscada pelo -positivismo- dentro de um processo do NACIONAL-TRABALHISMO (nacionalismo).
 


NACIONALISMO

No Brasil, o -NACIONALISMO- encontrou no cérebro dos brasileiros, principalmente em função do baixo nível de instrução, um ambiente extremamente fértil para se desenvolver. Como tal já se tornou uma -cultura- que faz parte do DNA do nosso povo. O que, por si só, já impõe forte dificuldade de remoção.

 


POPULISMO

Pois, sem abalar minimamente os alicerces do espírito -nacionalista- que desde o período de Getúlio Vargas os -trabalhistas- cuidaram de impregnar nos cérebros da imensa maioria do povo, o governo do PT ainda despejou por cima, com forte intensidade, nesses últimos 12 anos de governo, uma poderosa nata de -populismo- na cabeça dos pobres condenados. Mais: com alto poder doutrinário.


EDUCAÇÃO LIMPADORA DE CÉREBROS

Diante de tamanho estrago chega-se a uma simples conclusão de que jamais conseguiremos remover muita coisa da cabeça do povo. Mesmo que se imponha um potente programa de educação que tenha como propósito limpar o cérebro dos contaminados, os genes vão resistir de forma muito dura. Tomara que a resistência não seja maior do que a esperança dos interessados nas mudanças...



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03 jun 2015

TOLERÂNCIA ALÉM DO LIMITE


HISTÓRIAS DA CAROCHINHA

Das principais agências internacionais de -classificação de risco-, ao menos a Moody's já deu a  entender, pelo relatório que divulgou nesta quarta feira, que não está muito disposta a se deixar levar por fantasias, frases de efeito e/ou histórias da carochinha, do tipo que o irresponsável governo Dilma adora contar para seduzir para as mais diversas plateias.
 


FORMA DE RECONQUISTAR CREDIBILIDADE

No seu relatório, o vice-presidente da Moody's, Mauro Leos, deixa bem claro que não acredita que o Brasil vá atingir a meta fiscal estabelecida pela equipe econômica para 2015 e 2016. Segundo Leos, "a administração Dilma estabeleceu uma meta de superávit de 1,2% do PIB para 2015 e 2% para 2016, mais como uma forma (falsa) de -reconquistar credibilidade das políticas econômicas".
 


PESQUISOU O PONTO CRÍTICO

Confesso que até cheguei a imaginar  que Leos proferiu a sua -sentença- depois de ler alguns editoriais do Ponto Crítico (que tal a modéstia?). Principalmente quando sugere que mesmo considerando que as metas de superávit primário venham a ser atingidas, só o aumento nas taxas de juros vai proporcionar um rombo maior do que o montante definido pelo -corte de gastos-.
 


CRÍTICO -COM CAUSA-

Como os leitores estão cansados de saber e reconhecer, o meu posicionamento tem sido sempre CRÍTICO - COM CAUSA. Por isso continuo afirmando que o governo Dilma está, pela enésima vez, tentando enganar a opinião pública. Repito: a situação do país é grave. Muito grave. Maior, insisto, do que as (tímidas) medidas poderão alcançar.
 


INVESTMENT GRADE

Pois, enquanto Dilma insiste com MENTIRAS, me posiciono com VERDADES. Uma delas é que as agências internacionais -de classificação de risco- têm se posicionado de forma muito tolerante com relação ao Brasil. Se fossem decididamente  sérias e menos tolerantes, já deveriam ter cassado o -INVESTMENT GRADE- do nosso pobre país. 


INCAPACIDADE DE ADMINSTRAÇÃO

Reforço essas minhas expectativas -ruins- diante da dificuldade histórica que o PT tem para fazer as coisas certas. Isso para ficar restrito apenas à declarada INCAPACIDADE PARA ADMINISTRAR, ou seja, não estou  levando em conta a expressiva taxa de CORRUPÇÃO que está destruindo o país. 


COLABORADORES DO INSUCESSO

Além disso o Legislativo, formado por maus políticos aliados e não aliados, mostra grande afinco para produzir destruição. E ainda por cima conta com o Judiciário pronto para referendar e aprovar, com igual afinco, tudo que não presta. Pode?



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02 jun 2015

CONCESSÃO NÃO É PRIVATIZAÇÃO


CONCESSÃO NÃO É PRIVATIZAÇÃO

O governo, como todo mundo sabe, está prestes a lançar um amplo programa de -CONCESSÃO- de infraestrutura, abrangendo ferrovias, rodovias, portos e aeroportos. O lançamento do aguardado pacote, segundo informam os noticiários e o próprio governo, deve ocorrer na próxima semana, muito provavelmente no dia 09.  


DE FORMA DESTACADA

Como podem observar fiz questão de dar destaque à palavra -CONCESSÃO- para que os leitores do Ponto Critico (ao menos esses) fiquem atentos, e se policiem, para que jamais se igualem aos bobos que vivem confundindo, de forma FALSA e EQUIVOCADA, contratos de CONCESSÃO com processo de PRIVATIZAÇÃO.


CONTRATO DE MANUTENÇÃO

O que o governo está anunciando para breve, portanto, nada mais é do que um programa de CONCESSÕES, através de leilões. Isto significa que o resultado dirá quem serão os contratados para fazer melhorias e/ou dar manutenção às rodovias e ferrovias que serão alvo dos editais. Da mesma forma, quem deverá construir e/ou manter os portos e aeroportos definidos.  


A PROPRIEDADE É PÚBLICA

Vale dizer, com todas as letras, que todos os bens que por ventura forem colocados à disposição dos CONCESSIONÁRIOS, provavelmente da iniciativa privada, continuarão sendo de propriedade do Estado (de minha parte, o que mais gostaria mesmo é que tudo passasse, definitivamente, para as mãos da iniciativa privada, em forma de PRIVATIZAÇÕES).


NECESSIDADE E NÃO CONVECIMENTO

Se o povo brasileiro fosse medianamente esclarecido, ao invés de ficar criticando a (rara) atitude correta do governo, que é motivada por necessidade e não por convencimento, pois bate de frente com a ideologia do PT, jamais deveria se manifestar contra as CONCESSÕES. E antes mesmo de confundir o programa de CONCESSÃO com PRIVATIZAÇÃO, o que deveria fazer é lamentar o tempo perdido. 


MAIS IMPOSTOS

Quanto ao grupo que deplora o programa, dizendo que se trata de um (nada disfarçado) aumento de impostos, travestido em forma de tarifas cobradas pelos concessionários, cabe um esclarecimento: as manifestações, para que sejam inteligentes devem ser voltadas para os impostos que não se revestem em serviços prestados. Ali está o problema e não naqueles que vão prestar os serviços desde sempre sonegados pelo Estado.

 


IRBES

Aliás, como foi noticiado ontem, o Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (Irbes), que mede o retorno de tributos em qualidade de vida para a sociedade, diz tudo: o Brasil ocupa o último lugar do ranking, entre os 30 países com maior carga tributária. Sabendo disso é pouco ou nada provável querer que o governo venha a dar qualidade, ou mesmo existência, às rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. 



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01 jun 2015

O SILÊNCIO DOS IRRESPONSÁVEIS


SILÊNCIO SEPULCRAL

Diante desta indesmentível crise econômica que o país vive, perseguida e produzida com enorme afinco e vontade pelos governos Lula e Dilma-Neocomunista-Petista, a qual se aprofunda a olhos vistos, dia após dia, uma das coisas que mais me preocupa é esse sepulcral silêncio de inúmeras entidades empresarias e políticas.
 


MELHOR DOS MUNDOS

Enquanto os números divulgados por todos os institutos que medem o desempenho da nossa economia insistem em divulgar e projetar uma brutal e contínua queda das atividades -industriais, comerciais e de serviços-, os representantes eleitos pelo povo (senadores, deputados federais, estaduais e vereadores) agem como se estivéssemos no melhor dos mundos. 


SEM CONSCIÊNCIA

Aliás, a rigor tal comportamento revela nitidamente o quanto o povo e seus representantes não têm consciência das CAUSAS que nos remeteram a mais esta crise. Esta afirmação se baseia pelo fato de não se ver políticos minimamente preocupados, tanto em salvar o que ainda resta do naufrágio quanto em propor mudanças capazes de evitar e impedir novos baques.


GRITAR

Como não vejo nenhuma proposta que nos leve a tornar melhor  esse quadro recessivo, mas muitas na direção oposta, que nos dão a mais clara certeza de que vamos piorar aquilo que já está ruim, só me resta gritar, desesperadamente. É, aliás, o que mais tenho feito através desse meu limitado meio de comunicação, que atinge, basicamente, leitores portadores de maior discernimento. 


FATOR PREVIDENCIÁRIO

Vejam, por exemplo, que a maioria dos deputados e senadores se diz pronta para acabar com o Fator Previdenciário. Entretanto, não apareceu uma viva alma dentro do Parlamento pronto para propor uma Reforma da Previdência, do tipo que tenha como único e grande propósito acabar com os monumentais DÉFICITS, que além de contínuos são cada vez maiores.   


CONTAS DA PREVIDÊNCIA

Ora, se as contas da Previdência Social já estão onerando absurdamente os -pagadores de impostos-, e não quem deveria sustentá-la, como é o caso daqueles que contribuem para futuramente se aposentar, ao acabar com o Fator Previdenciário o caos econômico vai aumentar ainda mais. 

O ideal seria que Previdência fosse tratada como algo que se compra, de acordo com o que se está disposto a pagar. Pois, mesmo que viesse a prosperar esta ideia, o passado ainda precisa ser resolvido. 


IDADE MÍNIMA

Como informa a tábua atuarial (e todos sabem muito bem) o brasileiro está vivendo, em média, por mais tempo. Esta verdade, por ser absoluta, implica no seguinte:

1- para manter os atuais percentuais de contribuição com o sistema público as aposentadorias precisam ser concedidas a partir de 65 anos de idade;

2- como as mulheres (está na tábua atuarial) vivem, em média, 5 anos mais do que os homens e ainda por cima se aposentam 5 anos antes do os homens, é preciso que, ao menos, todos sejam iguais perante a idade mínima para se aposentar;

3- caso o povo queira manter as idades mínimas atuais, a contribuição precisaria aumentar para 20%.

Até agora não vi ninguém disposto a discutir este relevante tema com a cabeça no lugar  e os pés no chão... Pode?



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29 mai 2015

NÃO ESTAVA ESCRITO NAS ESTRELAS


ESCLARECIMENTOS IMPORTANTES

Antes que algum leitor mais desavisado imagine que as projeções/previsões que fiz, e continuo fazendo, sobre esse mau desempenho que a nossa economia vem mostrando, de forma bem escancarada, faço aqui um esclarecimento: nada do que eu analisei e/ou projetei se deu por força de PREMONIÇÕES ou PROFECIAS. Até porque não tenho qualquer familiaridade com tais assuntos.


PROFECIA

Tal esclarecimento se justifica porque -PROFECIA-, segundo a definição, é o conhecimento de um futuro que definitivamente irá acontecer, sem questionamento. Ou seja, para algo se constituir numa profecia, significa que -não pode mudar-.
 


PREMONIÇÃO

E -PREMONIÇÃO-, por sua vez, envolve a sensação de que algo pode acontecer, mas não o conhecimento do que exatamente é. Premonições podem incluir sensações de presságio ou "pressentimentos" de que algo JÁ É DADO COMO CERTO. Essas sensações podem ser tão significativas quanto uma precognição, e muito mais confiáveis.


ESTRELAS

Sobraria, quem sabe, admitir que a chegada desta crise estava escrita nas ESTRELAS. Pois, mesmo sabendo que milhões de pessoas olham para o firmamento, com o propósito de buscar algum tipo de orientação, devo dizer também que não foi olhando para as estrelas que me levou a entender, e me convencer, que com a Matriz Econômica Neocomunista-Petista, o nosso país acabaria entrando numa crise sem precedentes.
 


PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA

Como o leitor já deve estar curioso para saber o que sempre me levou a afirmar, com absoluta certeza, de que inevitavelmente o PT acabaria levando o nosso pobre país à beira do abismo, aí vai a resposta: tudo que eu disse teve como base o cálculo da PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA.

Para quem leu e estudou as experiências vividas pelos países socialistas, notadamente os situados na América Latina, cujos líderes seguem à risca a Cartilha Bolivariana aprovada pelo Foro de São Paulo, do qual o PT é fundador, sabe perfeitamente que a PROBABILIDADE de ser catastrófico o desempenho da economia é 100%.    

 


MATRIZ ECONÔMICA E CORRUPÇÃO

Vejam, por exemplo, que a Matriz Econômica escolhida e implementada pelos governos Lula e Dilma nunca teve qualquer compromisso com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, no alto de sua incompetência, nunca arredou pé da sua crença de que com a Matriz do Atraso, a economia brasileira iria dar um salto de competitividade. Deu no que deu.... 

 


MARCAS REGISTRADAS

Aliás, o que mais se viu ao longo desses doze anos, sem levar em conta a elevada dose de CORRUPÇÃO, já considerada uma das marcas registradas do PT, foi um incessante crescimento dos gastos públicos aliado a um recuo sistemático do crescimento do PIB.

Como é já é pra lá de sabido (muitos relutaram em  admitir) o dinamismo dos negócios durante o mandato de Lula se deu pelo aumento exagerado do consumo (baseado por oferta exorbitante do crédito), e não pelo aumento da produção (por baixa taxa de investimento) na mesma proporção. 

Como se vê, bastava ter apenas um pouco de miolo e algum discernimento para se convencer, lá atrás, em 2002, de que o caos seria inevitável.

A situação só não está pior porque o Brasil Rural ainda está garantindo uma queda menos expressiva do PIB. Que tal?

  



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28 mai 2015

BRASIL NADA COMPETITIVO


IMD

Ainda que o mundialmente renomado -IMD- Institute for Management Development, localizado em Lausanne, Suíça, tenha sido criado em 1989, só a partir de 1996 o Brasil passou a integrar a lista dos atuais 61 países analisados sob a ótica da Competitividade Mundial.


ANUÁRIO DE COMPETITIVIDADE MUNDIAL

Desde então, de forma pioneira, o Centro de Competitividade Mundial, que passou a se dedicar ao avanço do conhecimento sobre a competitividade mundial, passou a publicar, anualmente, o já conhecido World Competitiveness Yearbook (Anuário de Competitividade Mundial), no qual constam os dados mais recentes e relevantes sobre o desempenho dos países analisados e suas consequências políticas. 


UM DOS MENOS COMPETITIVOS DO MUNDO

Pois, sem representar surpresa para aqueles que conhecem a incompetência dos governos Lula/Dilma petistas, no relatório anual, divulgado dois dias atrás, o IMD, que diga-se de passagem não nutre qualquer sentimento -raivoso- com relação ao nosso país, consta que o Brasil é um dos países menos competitivos do mundo. Duro, não?


FIM DA FILA

Aliás, para ser bem claro, este (os dados correspondem ao ano de 2014) é o quinto ano consecutivo que o Brasil perde posições no ranking das economias mais competitivas do mundo. Entre as 61 nações analisadas já estamos em 56º lugar em termos de eficiência para fazer negócios. Atenção: é a pior classificação desde 1996, ano em que  foi incluído no World Competitiveness Yearbook. Que tal? 


QUEDA LIVRE

Vale lembrar que de 2012 para 2013, o Brasil já havia caído do 46º para o 51º lugar. E na comparação entre o ano passado e 2011, o Brasil já havia recuado duas posições no ranking. 


GERENCIAMENTO DE COMPETÊNCIAS

É importante salientar que o relatório (IMD World Competitiveness Yearbook), analisa o gerenciamento das competências de cada país na busca por mais prosperidade. Como bem informa o documento, 
"A competitividade de uma economia não pode ser reduzida apenas a PIB e produtividade; cada país ou empresa também tem que lidar com dimensões políticas, sociais e culturais".

Ou seja, "Cada nação tem que criar um ambiente que tenha a estrutura, as instituições e as políticas mais eficientes para encorajar a competitividade dos negócios".


DEIXAMOS DE FAZER REFORMAS

Em suma, o relatório diz que o Brasil, desde 1997, também foi um dos que mais perderam posições desde que o ranking global de competitividade, incluindo países desenvolvidos e emergentes. Naquele ano o nosso país ocupava a 34º colocação entre 46 países.

Entre as nações que mais ganharam posições (cinco ou mais) no ranking, estão China, Alemanha, Coreia do Sul, México, Polônia, Suécia, Suíça, Israel e Taiwan.
Além do Brasil, Argentina, Grécia, Hungria, Portugal, África do Sul, entre outros, registraram as maiores quedas.

Com firmeza igual a que tenho dito e repetido nos meus editoriais, o próprio diretor do Centro de Competitividade do IMD, Stéphane Garelli, disse: - "O Brasil deixou de fazer reformas importantes que, se postas em prática, poderiam aumentar a competitividade do país frente a outras nações do globo. Além disso, o país possui uma economia mais baseada no consumo do que na produção. Como resultado, deixou de priorizar investimentos em setores em que poderia ser se tornar competitivo".



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