CONAR?
Às vezes fico me perguntando para que serve o tal de CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária. Cultivo essa curiosidade porque o CONAR, sociedade civil (não é governamental, portanto), que foi fundado em 1950, tendo como foco principal a ética na publicidade, está falhando muito nesse importante propósito.
VOLUNTÁRIOS
Vale lembrar que o Conar, segundo apurei, é mantido pelas contribuições financeiras das entidades fundadoras e de empresas anunciantes, agências de publicidade e veículos de comunicação. Ou seja, não aceita verbas do erário público nem goza de incentivos fiscais. Mais: os membros do Conselho Superior e do Conselho de Ética são voluntários e nenhum deles é servidor público ou exerce cargo eletivo.
FALHA IMPERDOÁVEL
Ora, como se declara totalmente dedicado à autodisciplina, e tem como propósito EVITAR a veiculação de anúncios e campanhas de conteúdo enganoso, ofensivo e abusivo, no meu entender o CONAR não está cumprindo com o seu dever ao não se pronunciar sobre as grossas mentiras propagadas, a todo instante, desde o início do mandato de Lula, persistindo com mais vigor ainda desde a posse deste péssimo governo Dilma-Neocomunista-Petista.
ENTIDADES
Só para esclarecer:
1-as entidades que fundaram o CONAR:
ABAP - Associação Brasileira de Agências de Publicidade,
ABA - Associação Brasileira de Anunciantes,
ANJ - Associação Nacional de Jornais,
ABERT - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão,
ANER - Associação Nacional de Editores de Revistas,
CENTRAL DE OUTDOOR; e,
2- as Entidades que aderiram :
ABTA – Associação Brasileira de TV por Assinatura,
FENEEC – Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas e da
IAB BRASIL – Interactive Advertising Bureau (internet)
ISTO É ÉTICO?
A minha indagação, sobre as razões, tanto da existência quanto da real função do CONAR, se tornou ainda mais preocupante depois de ler o livro - O ESTADO NARCISO-, de autoria de Eugênio Bucci, o qual, como bem diz J.R. Guzzo (que faz parte do Conselho Editorial da revista Veja), desmonta o conceito de -COMUNICAÇÃO PÚBLICA e revela que os governos gastam o nosso dinheiro com PROPAGANDA. Pergunto: - Isto é ÉTICO?
COMUNICAÇÃO PÚBLICA
Aliás, quem não quiser ler o livro basta ver a Veja desta semana. Lá está escrito, com toda clareza, que o brasileiro que não for cego ou surdo sabe muito bem que -COMUNICAÇÃO PÚBLICA- são todos esses anúncios que se lê nas páginas de revistas ou jornais, vê em comerciais na tv e ouve no rádio, dizendo que ele vive no país que tem os melhores governantes do mundo.
MÁQUINA DE ELOGIAR GOVERNOS
Como o cidadão não sabe disso, o governo usa a PUBLICIDADE para informá-lo. Só que todas as -mentiras- são pagas pelo próprio cidadão. Essa fantástica MÁQUINA DE ELOGIAR OS GOVERNOS, diz o autor, sustenta não só os 10 mil veículos de comunicação que divulgam a publicidade oficial, mas também as agências de propaganda, empresas de marketing político, produtores de comerciais, consultorias de relações públicas e assessorias de imprensa.
O que mais revolta é que os governos, depois de gastarem fortunas em propaganda, fazem exatamente o contrário de tudo que anunciam na mídia. Não querem informar, mas esconder as informações, conclui Bucci, com total razão. Que tal? Fala aí, CONAR...
CORTE DE RECEITAS
Se o -corte de gastos-, que consensualmente já é considerado como tímido antes mesmo de passar pelo Senado, que ainda por cima dá sinais de que não tem apreço pelas medidas, o que torna a situação ainda mais preocupante é o -corte de receitas- motivada por uma já evidente desaceleração da economia.
NÚMEROS ABSURDOS
Aliás, antes de admitir que as receitas serão inevitavelmente menores só pelo efeito recessivo, ainda é preciso levar em conta que o Orçamento Geral da União, produzido pelo Executivo -Petista- e aprovado pelo Legislativo -composto de aliados- , não é apenas uma peça de ficção. Trata-se, infelizmente, de um documento repleto de previsões falsas e forçadas, que passam longe das esperanças daqueles que se declaram como mais otimistas.
ORÇAMENTO IRREAL E FRAUDULENTO
Ou seja, o grande esforço que o ministro Levy vem fazendo para tentar a aprovação das medidas que propõem a redução de gastos do governo, tem como grande objetivo a devida compensação das -falsas receitas-, colocadas de forma irresponsável e ilusória pelo governo do PT (leia-se Guido Mantega à frente) no Orçamento irreal e fraudulento da União.
AUMENTO DE IMPOSTOS
O fato é que o agravamento da situação, que só os -otimistas doentios- ainda se negavam a aceitar, está fazendo com que as -receitas- sejam ainda bem menores. Como a maioria das -despesas de governo-, depois de aprovadas se tornam impossíveis de reconsideração e/ou arrependimento, principalmente aquelas que dizem respeito a -direitos sociais-, a saída sempre se dá pelo aumento de impostos. Coisa que, infelizmente, nunca vem acompanhada da melhoria do atendimento do serviço que o governo deveria prestar.
REFORMAS
Isto prova, de forma segura, o quanto são inadiáveis as diversas Reformas que venho propondo nesses últimos 20 anos ou mais. Mais do que nunca está provado que aumentar ainda mais a carga tributária torna qualquer empreendimento inviável. Portanto, fazer REFORMAS não significa promover perda de -direitos-, mas tão somente adequar as despesas públicas com aquilo que o governo pode e deve oferecer de verdade.
CRECHES
Volto a repetir, e farei isso tantas vezes quanto entender como necessário: até nas maternidades os recém nascidos sabem que se uma economia vai mal e, portanto, não cresce, a situação não melhora com o aumento de impostos. Principalmente, quando a carga tributária já chegou ao ponto de produzir crescimento nulo, ou negativo como acontece no nosso pobre país.
POSICIONAMENTO
Para concluir repasso uma afirmação feita pelo decepcionado empresário Anton Karl Biedermann, que recentemente deixou a presidência do Conselho Superior da Federasul: - As próprias entidades de classe parecem estar todas com o governo, e algumas delas chegam a ter seus dirigentes como ministros. Assim como uma entidade pode se posicionar? Duro, não?
SENTIMENTO DO POVO
Passadas as primeiras horas, desde o momento em que governo anunciou (última sexta-feira, 23) o insuficiente -corte de gastos-, que além de atingir mais os investimentos do que as despesas ainda por cima impõe aumento da já excessiva carga tributária, percebe-se, claramente que pela reação demonstrada, a sociedade brasileira se divide entre FUSTRADOS e REVOLTADOS.
FRUSTRADOS
Os -frustrados-, por serem portadores de discernimento, sabem muito bem que a economia do nosso país não tem como melhorar com essas tímidas medidas anunciadas. Qualquer possibilidade e/ou probabilidade de sucesso passa, inevitavelmente, pela realização de REFORMAS (política, previdenciária, fiscal, tributária e trabalhista) e de uma urgente substituição da atual Matriz de Desenvolvimento, impregnada de ideologia do atraso.
REVOLTADOS
Já os -revoltados-, por serem portadores de atrofia cerebral e/ou detentores de enorme esperteza, simplesmente ignoram a grave situação que a economia do nosso pobre país vive, que chegou a esse estado lamentável pelas mãos e pés sujos de inúmeros petistas liderados por Lula e Dilma.
COISA DO DEMÔNIO
Os mais -revoltados-, portanto, só se manifestam assim porque não aceitam, em hipótese alguma, a redução dos -privilégios- e não -direitos- que foram conquistados através da política populista e assistencialista petista. Daí a razão pela qual a palavra -austeridade- soa nos seus ouvidos como -coisa do demônio-.
RECADO
Pois, mesmo diante de um quadro reconhecidamente ruim, nem as propostas consideradas muito tímidas e/ou insuficientes para animar a economia, o governo conseguiu -vender- aos deputados e senadores de seu próprio partido para conseguir aprovação.
Assim, tanto o PT quanto os demais que formam a base aliada, ao negarem aprovação às propostas deram um sonoro recado aos brasileiros e estrangeiros: o Brasil precisa piorar.
AUMENTO DO ROMBO
Pegando, por exemplo, só as contas da Previdência Social do RGPS, ou INSS, sobre a qual venho me referindo bastante devido aos incessantes ROMBOS anuais, vejam de que forma os senadores deixaram a situação: em 2015 haverá um acréscimo de R$ 15 bilhões sobre o déficit que estava projetado. Ou seja, o ROMBO deve ultrapassar os R$ 55 bilhões. Que tal?
ESPECULAÇÃO
Se os pessimistas enxergavam a situação muito ruim e carregada de dificuldades para uma reversão de expectativas, agora vê-se que até os otimistas já estão cheios de preocupação.
Ah, antes que especulem por quanto tempo Levy vai permanecer como ministro, a pergunta que faço é a seguinte: você, no lugar dele, bastante desmoralizado, o que faria?
ATRASO PROPOSITAL
O presente editorial, que deveria ter sido publicado ontem, 6ª feira, sai hoje com atraso proposital. Justifico: preferi aguardar a divulgação do -Corte de Despesas- que só foi anunciado pelo governo no meio da tarde de forma surpreendente, uma vez que não contou com a importante presença do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
ALEGAÇÃO QUE NÃO COLOU
Pois, para começar, a alegação de que o ministro Levy deixou de comparecer ao ato de divulgação dos cortes de gastos porque estava muito -gripado-, além de não convencer ainda serviu para alimentar uma série de especulações.
CARACTERÍSTICA
Ora, para bons e maus entendedores o fato é que, ao dizer que o ministro Levy estava gripado, Dilma Neocomunista Petista resolveu marcar o evento com uma das características de seu governo: a MENTIRA. (só para lembrar, as outras são a CORRUPÇÃO e a INCOMPETÊNCIA).
APETITE POR AUMENTO DE IMPOSTOS
Pois, entre os cortes no orçamento, que, ao menos no papel, totalizam R$ 69,900 bilhões (vejam a preciosidade numérica) e a contínua vontade de tirar cada vez mais e mais recursos dos cidadãos, vê-se que o apetite desse governo é pelo aumento de impostos. Tanto é verdade que no meio do embrulho o governo colocou a MP que eleva a alíquota da CSLL dos bancos, de 15% para 20%.
SEM CORAÇÃO
O curioso, para não dizer o quanto a ignorância impera no nosso país, é que muita gente gostou de ver os bancos mais tributados. Ora, quem vai pagar pelo aumento da CSLL não serão as instituições financeiras e sim os correntistas, na forma de taxas de expediente e juros maiores. Ou seja, o governo Dilma, além de não ter vergonha, moral e competência, também não tem coração.
COMPARAÇÃO IMPORTANTE
Voltando ao item -cortes- o que mais chama a atenção é que só o ROMBO TOTAL das duas Previdências, que compreende:
1- o déficit das aposentadorias, pagas pelo Tesouro Nacional (via impostos), aos -Servidores da União- (apenas da União), considerada de 1ª Classe; e,
2- o déficit das aposentadorias pagas pelo INSS, considerada de 2ª Classe, (discriminação pra lá de odiosa, diga-se passagem);
representa mais do que o DOBRO do que o governo se propõe a economizar, só em 2015. Pode?
OBJETIVO
Portanto, além de deixar bem claro a timidez e incapacidade que os nossos governantes mostram para fazer cortes de despesas, ficou estampado, mais uma vez, o quanto fogem da responsabilidade para fazer as REFORMAS daquilo que emperra as atividades produtivas do nosso pobre país.
Está cada dia mais evidente que todos os produtos e serviços que são disponibilizados no mercado só tem um propósito: angariar recursos para que o Estado satisfaça privilégios. Todos, lamentavelmente, confundidos com -direitos adquiridos. Pode?
RESPOSTA NUA E CRUA
Para quem ainda não sabe, mas gostaria de saber qual é, de fato, o grande propósito do governo Dilma, no empenho que está fazendo para a aprovação do -ajuste fiscal- que está perseguindo com unhas e dentes, aí vai a resposta nua e crua: apenas evitar a perda (imediata) do -Investment Grade-.
PSICÓLOGO
Se algum leitor, por razões que só um excesso de otimismo (doentio) pode explicar, acredita que com esse tímido programa de -cortes de despesas- que está sendo proposto, somado com mais -aumento de impostos-, a economia do Brasil vai melhorar, e a partir daí voltar a crescer, recomendo que procure, urgentemente, um psicólogo.
Mais: deve verificar com todo cuidado qual a formação ideológica do profissional, caso contrário vai sofrer ainda mais.
REFORMAS BEM FEITAS
Por outro lado imagino que os iniciados em assuntos de economia já tenham percebido que as coisas só podem melhorar desde que aconteçam reformas profundas no Brasil. Em várias áreas. E, mesmo que elas venham a acontecer, o que é fortemente improvável diante da avançada postura ideológica desse governo e de grande parte do povo que já respiram socialismo por todos os poros, seria necessário que fossem muito bem feitas.
EUFORIA DE CRÉDITO
É preciso que todos se deem conta de que a economia brasileira, nos últimos doze anos, passou apenas por período (irresponsável) de euforia de crédito, que nada tem a ver com desenvolvimento sustentado.
Sem -taxa de investimento- adequada para garantir crescimento econômico minimamente aceitável e possível, o resultado (consequência) não poderia ser diferente do que estamos colhendo: forte redução da capacidade de compra, motivada pelo constante aumento da inadimplência.
TAREFA DE GINCANA
A realidade mostra, com total clareza, que muitos daqueles quem vinham produzindo e comercializando, por absoluta incompetência em termos de administração, apenas se deliciaram com as -vendas- realizadas. Esqueceram (isto é imperdoável em administração) que a -cobrança- das faturas, diante do crescimento vertiginoso do endividamento da população (sem lastro), acabaria, mais dia menos dia, se transformando numa tarefa de gincana.
CULPADOS
Sejamos, portanto, sinceros: não coloquem a culpa toda só no governo. Os empresários, por acreditarem no (falso) Programa Econômico defendido e implementado pelos governos Lula e Dilma, que desde o primeiro dia deixava claro e evidente que levaria à triste situação que hoje estamos vivendo, são tão irresponsáveis quanto.
CONSUMIDORES
Quem menos culpa tem, diga-se de passagem, são os consumidores, que aproveitaram a avalanche de crédito que lhes foi despejada nas suas cabeças, troncos e membros. Muita gente, como se sabe, certamente, por falta de capacidade econômica, não poderia comprar tudo que adquiriu. Mesmo assim, inúmeros comerciantes, para não perder vendas, trataram de seduzir seus clientes com fórmulas -mágicas-. O resultado aí está. Todos embarcaram na mesma canoa. Furada.
SUPERAÇÃO
Dizer que o Brasil é um país -sui-generis- em muitas coisas significa, como se sabe, algo como chover no molhado. Ontem, no entanto, a maioria dos representantes do povo brasileiro que ocupam a Câmara dos Deputados e o Senado, fez questão de mostrar o quanto são capazes de se superar.
CASTIGO MAIOR
Pasmem: ao invés de procurarem atender um dos principais (poucos) pedidos emanados pelo povo que foi às ruas para se manifestar, qual seja o de propor uma urgente -redução da pesada carga tributária-, os deputados federais resolveram ir totalmente contra o desejo de 100% dos brasileiros, ao aprovarem a Medida Provisória 668, que impõe o aumento do PIS/Confins sobre produtos importados. Um castigo e tanto, não?
VINGANÇA AINDA MAIOR
Pois, no mesmo dia, talvez para mostrar que possui um poder de vingança ainda maior, a maioria dos senadores (50) entrou em cena e aprovou o nome do declarado petista, Luiz Edson Fachin, como o mais novo ministro do STF, indicado pela constantemente vaiada presidente Dilma Neocomunista Rousseff. Pode?
OUTRO TIPO DE MANIFESTAÇÃO?
Isto prova, de forma absolutamente clara e indiscutível, que ir às ruas e se manifestar contra qualquer coisa legítima e necessária, que não implique em ideologia, é: 1-perda de tempo, ou, 2- motivo para aumentar a revolta.
Pela decisão tomada ontem, pelos representantes do Legislativo, que por sua vez representa a pura vontade do Executivo, os nossos governantes deixaram bem claro que estão querendo um -outro tipo- de manifestação popular.
ATO DE DEBOCHE
Pelo que se viu ontem, o Legislativo, o Executivo e a Corte Suprema (que é petista de corpo e alma na sua maioria), os nossos representantes/governantes proporcionaram um legítimo -Ato de Deboche-. Só com essas duas decisões (que não são novas) mostraram que não querem saber que a vontade do povo é para ser cumprida e não para ser debochada.
FALTA DE DISCERNIMENTO
O que mais lamento é que a reduzida capacidade de discernimento do povo, causada tanto pela péssima escolaridade quanto pela influência da mídia, que reproduz mentiras ditas pelos governantes em forma de publicidade, faz com que muita gente que se manifesta contrária aos (tímidos) cortes de -privilégios- se mantenha silenciosa quando é taxada com impostos exorbitantes. Pode?
MANDOU UM RECADO
Ora, se a situação política, econômica e social já estava pra lá de complicada, muito antes das decisões tomadas ontem, já se antevê que o propósito de piorar a vida dos brasileiros tem tudo para dar certo. Ontem, mais uma vez, o governo deu um recado: - O Brasil não quer uma RECESSÃO. Quer, isto sim, e rapidamente, uma forte DEPRESSÃO. Pode?