CONVINCENTE
Ontem, no discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma foi muito convincente. Convenceu ao mundo todo, de forma definitiva, que não é por acaso que o nosso pobre país vive a maior crise -moral e econômica- de sua história.
DÚVIDAS ENTERRADAS
Se, por alguma razão (que a própria razão desconhece), alguém neste mundo ainda via a nossa presidente como uma pessoa séria, lúcida, consciente e realmente interessada em recuperar a sua desgastada imagem, depois de ouvir o seu discurso as dúvidas simplesmente foram enterradas.
TRADUÇÃO INSTANTÂNEA
Os presentes à 70ª Assembleia Geral da ONU, quando ouviram Dilma dizer que o responsável pela crise econômica do Brasil é o cenário global, reagiram como se fosse uma grande falha (grosseira) dos profissionais que fazem a tradução instantânea.
MENTINDO
Já quando Dilma disse que a economia brasileira, hoje, é mais forte, sólida e resiliente do que há alguns anos, e que o país está em transição para entrar em outro ciclo de -expansão profunda, sólida e duradoura-, aí a ficha caiu: os tradutores não haviam se equivocado, mas a presidente Dilma é que estava mentindo. Como nunca, aliás.
CORRUPÇÃO
Muito provavelmente por saber que os organizadores da Assembleia da ONU não disponibilizam tomates para serem jogados pela plateia, a presidente aproveitou a ocasião para enfatizar que o seu governo e a sociedade brasileira não toleram a corrupção. Maravilha, não?
MARTE
Enquanto Dilma discursava, a NASA trazia a informação da existência de água líquida em Marte. Considerando que a descoberta enseja a possibilidade de vida naquele planeta, fiquei imaginando o seguinte: caso os brasileiros resolvam mandar a presidente Dilma e o PT para o espaço, peço que não escolham Marte como destino.
Pelo que o PT, Lula e Dilma fizeram com o nosso pobre país em pouco mais de 12 anos, bastam algumas semanas para arrasar com o planeta vermelho.
PROBABILIDADE ZERO
Faltando apenas dois dias para o encerramento do mês de setembro, por tudo que já aconteceu ao longo de 2015 a probabilidade de que a nossa economia ainda possa dar algum suspiro, nos próximos 90 dias que restam para o fechamento do ano, é ZERO.
NÚMEROS NEGATIVOS
Olhando apenas os números divulgados pelo Boletim Focus, os quais são divulgados ao mercado a cada segunda-feira, em todas as 38 ou 39 semanas deste fatídico 2015 a projeção foi sempre para pior. De novo: em TODAS AS SEMANAS os números se mostraram SEMPRE NEGATIVOS. Que tal?
05 DE JANEIRO DE 2015
No dia 05/01/2015 (1ª SEMANA), o Boletim Focus divulgou, por exemplo, a projeção dos seguintes indicadores para o final deste ano:
PIB - 0,50%
IPCA - 6,56%
CÂMBIO - R$ 2,80
28 DE SETEMBRO DE 2015
A projeção divulgada hoje, para os mesmos indicadores, é a seguinte para este ano:
PIB - retração de 2,80% (POR ENQUANTO)
IPCA - 9,46%
CÂMBIO - R$ 3,95
PRÓXIMAS 13 SEMANAS
Ora, como as projeções são atualizadas semanalmente, e em todas as anteriores os números só pioraram, ninguém, de sã consciência, pode esperar que nas próximas 13 ou 14 semanas que faltam para o encerramento do ano aconteça algum milagre. Nem com o auxílio de pedaladas.
DEMISSÕES
Junto com estas projeções ruins, o quadro apresentado pelo Ministério do Trabalho (números oficiais, portanto) através do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) só aumenta a preocupação: em agosto, o Brasil fechou 86.543 vagas formais de trabalho.
Detalhe: foi o quinto mês seguido em que as demissões superaram as contratações. O resultado é muito inferior ao do mesmo mês do ano passado, quando foram criadas 101.425 vagas.
ADMISSÕES
Agora o mais assustador e revoltante: Se no Setor Privado as coisas vão de mal a pior, no Setor Público (onde a crise passa longe), ninguém pode se queixar, pois ninguém foi demitido. Ao contrário: a Administração Pública ainda abriu 730 postos. Pode?
COMPORTAMENTO DO MERCADO DE TRABALHO
É acaciano dizer que a taxa de emprego reflete o desempenho das atividades econômicas. Portanto, quando a economia não cresce, a taxa de emprego não tem como melhorar. Da mesma forma, se o PIB cai, a taxa de emprego se movimenta em sentido contrário, ou seja, as demissões aumentam.
AGOSTO DE 2014
Em agosto de 2014, (um ano atrás) quando as atividades econômicas do nosso pobre país já estavam definhando, o IBGE informou que o Brasil apresentava uma taxa de desemprego de 5%. Mais: que o nosso pobre país vivia uma situação de PLENO EMPREGO. Pode?
PLENO DESEMPREGO
Pois, passados 365 dias daquela declaração absurdamente mentirosa, ontem o IBGE divulgou que a nossa Taxa de Desemprego atingiu, em agosto de 2015, a marca de 7,6%. Ou seja, a população desocupada (que está procurando trabalho) somou 1,9 milhão. Mais: embora estável em relação a julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, esse número cresceu 52,1%. Que tal?
PERSPECTIVAS RUINS
Como as projeções feitas por todos os institutos que medem o desempenho da economia brasileira mostram uma forte retração do nosso PIB, nada mais óbvio do que admitir que a Taxa de Desemprego vai subir muito, podendo chegar a 15% ou até 20% nos próximos dois anos.
CRISE SÓ NA INCIATIVA PRIVADA
Agora o detalhe mais interessante: NENHUM SERVIDOR PÚBLICO FOI AFETADO. O que prova que a CRISE só acontece na INICIATIVA PRIVADA. Tudo porque aqueles que trabalham no Setor Público gozam da absurda ESTABILIDADE NO EMPREGO. Ou seja, desconhecem crise empregatícia.
Isto significa que para poder sustentar a 1ª Classe, muitos que integram a 2ª Classe estão sendo demitidos.
DUAS CLASSES
Mas, não fica por aí: os APOSENTADOS DO SETOR PÚBLICO ainda tem regalias que, por si só, levam as contas públicas ao buraco, pois recebem os mesmos salários de quem está na ATIVA. Vide, por exemplo, a situação do RS, onde a folha dos aposentados afundou com o caixa do Tesouro, obrigando o (fraco) governo a aumentar impostos. Que tal?
RESUMO
Como bem resume o pensador Ricardo Bergamini: - Na história do Brasil a nação sempre foi refém dos seus servidores públicos (trabalhadores de primeira classe), com os seus direitos adquiridos intocáveis, estabilidade de emprego e licença prêmio sem critério de mérito, longas greves remuneradas, acionamento judicial sem perda de emprego, regime próprio de aposentadoria (não usam o INSS), planos de saúde (não usam o SUS), dentre muitos outros privilégios impensáveis para os trabalhadores de segunda classe (empresas privadas). Com certeza nenhum desses trabalhadores de primeira classe concedem aos seus empregados os mesmos direitos imorais.
PROCESSO
Todos os cursos de Administração -Pública ou Privada- ensinam que as DECISÕES em geral precisam passar por um PROCESSO que inicia pela ANÁLISE correta do problema (ou problemas) a ser enfrentado; segue pelo levantamento das principais ALTERNATIVAS de solução; e encerra com a escolha daquela que ofereça o melhor RESULTADO.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
No Brasil e, notadamente no RS, na ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, o PROCESSO DECISÓRIO obedece uma regra bem diferente:
1- a ANÁLISE, que deveria ser pelo lado das CAUSAS dos problemas, é feita pelo lado do EFEITO.
2- As ALTERNATIVAS levantadas não têm compromisso com a SOLUÇÃO. Daí decorre a razão pela qual a decisão é sempre a mesma, isto é, a elevação de tributos.
CHEIRO DE CALOTE
Isto explica as decisões (ou a falta delas) tomadas, tanto pela presidente Dilma no enfrentamento da trágica crise que já abala as frágeis estruturas do nosso pobre país, quanto pelo governador José Ivo Sartori, que além de aplicar um tarifaço de grosso calibre nos consumidores gaúchos, ainda pretende dar um CALOTE da dívida que o RS mantém com a União.
LÁ E CÁ
Resumindo: pelas decisões que estão sendo tomadas lá (União) e cá (Estado do RS) o PROCESSO DECISÓRIO é desenvolvido, não para a obtenção de bons resultados, mas com o aumento do número de problemas e/ou com o aprofundamento da crise. Pode?
SÓ PENSAM NAQUILO...
A situação atual exige medidas drásticas para salvar o que ainda está de pé. Caso contrário o Brasil será uma grande ruína. Pois, ao invés de atacar com total determinação os problemas, esses dois governos -federal e do RS- só pensam em aumento e/ou criação de impostos.
ANTES DE TRIBUTAR
Onde deveria haver a máxima atenção e interesse, só se vê desprezo. Quem tem um mínimo de raciocínio sabe, por exemplo, que antes de propor aumento de qualquer tributo é preciso, imediatamente:
1- vender e/ou acabar com todas as estatais ;
2- implantar um SISTEMA EFICENTE DE GESTÃO PÚBLICA;
3- fazer as REFORMAS - Previdenciária, Trabalhista, Fiscal, Tributária e Política.
4- acabar com privilégios de todas as naturezas.
REPASSE INTEGRAL
Volto a afirmar: o estapafúrdio aumento das alíquotas do ICMS do RS, que entrarão em vigor a partir de janeiro de 2016, assegura, desde já, que os gaúchos vão precisar renunciar ao consumo de vários produtos e serviços se não quiserem se entregar aos desejos do mau governo.
É bom saber que o aumento do ICMS não tem compromisso algum com a melhora dos péssimos serviços públicos. Tudo, absolutamente tudo, vai para os bolsos dos servidores (ativos e inativos). Que tal?
PENSAR+
Antes de tudo volto a informar, principalmente porque estamos diante de uma crise econômica, política e social, que o objetivo do PENSAR+ é, de forma voluntária, produzir textos e estudos com o propósito de fazer com que a sociedade não confunda CAUSA com EFEITO.
MELHORAR A COMUNICAÇÃO
Os Pensadores sabem, de antemão, que a tarefa não é simples. Afinal, como se percebe, a confusão é histórica. O que garante, aliás, uma enorme dificuldade para ser bem entendida. Ainda assim, a ordem é não desistir, mas melhorar, constantemente, a comunicação.
EXEMPLO
Vejam, por exemplo, a reação daqueles que estão indo às ruas e/ou entupindo as redes sociais com manifestações contrárias ao aumento de impostos (federais, estaduais e municipais). O que fazem, mas não percebem, é que estão lutando apenas contra os EFEITOS. As CAUSAS, infelizmente, permanecem INTACTAS.
DESPESAS OBRIGATÓRIAS
A CAUSA, que deveria ter sido atacada bem antes das decisões tomada pelos nossos governantes, está no expressivo e contínuo aumento das DESPESAS OBRIGATÓRIAS. Como não foi tratada com reprovações ou contestações, restou o estrago (EFEITO) que agora está sendo apedrejado.
PESSOAL
Vale registrar que em torno de 90% das DESPESAS OBRIGATÓRIAS é representada por gastos com pessoal (folha servidores públicos ativos e inativos). Pela reações, o povo sempre dá a entender que não sabe que todos os aumentos salariais do setor público, depois de aprovados, são para sempre.
ATACANDO O EFEITO
Como se vê, quando os aumentos salariais são discutidos, ninguém sai às ruas ou se manifestam contra a elevação das DESPESAS OBRIGATÓRIAS. Como a CAUSA não é atacada, o povo, de forma equivocada, vai para a rua para atacar o EFEITO, que é representado pelo aumento da carga tributária.
PAGAR OU CAIR FORA
Detalhe: as Corporações, percebendo que o aumento da carga tributária produz revolta na cabeça e no bolso dos pagadores de impostos, tomaram todas as precauções: fecharam a brecha contra eventuais arrependimentos. Mais: além da estabilidade no emprego ainda impuseram, através de leis pétreas, a impossibilidade de perda dos aumento concedidos.
Ontem à noite, como se viu, ao invés de atacar a grande CAUSA, o governo do RS resolveu mexer no EFEITO, ou seja, aumentou as alíquotas de ICMS de forma absurda. O que resta agora é: PAGAR OU CAIR FORA. Que tal?
PERFIL DOS LEITORES
Pelas mensagens que recebo dos leitores, a maioria, senão todos, desenvolve o raciocínio lógico, desfruta de bom discernimento e possui um senso mínimo de justiça. Como tal gostaria que respondessem, com total sinceridade, o seguinte:
PERGUNTA
- Você considera possível que as leis (ou cláusulas contratuais), inclusive aquelas consideradas como -PÉTREAS-, devam ser cumpridas quando não existem recursos suficientes para tanto?
CLÁUSULA PÉTREA
Para colaborar com o raciocínio pergunto: - Se na certidão de nascimento de qualquer indivíduo que deu o último suspiro, constar uma cláusula -pétrea que impeça que o falecido pare de respirar, isto significa que o mesmo fica impedido de morrer?
ANALOGIA
Por analogia, a situação financeira do Estado do RS passa pela mesma situação. Isto significa que, queiram ou não, NÃO HÁ MAIS RECURSOS SUFICIENTES PARA ATENDER A CLÁUSULA (PÉTREA) que determina o pagamento da folha de salários dos servidores ativos e inativos. Ou seja, o Estado do RS, faliu.
SERVIÇO
Mais: - Considerando que o salário é a contrapartida do serviço prestado, quando não há a prestação do serviço é justo e cabível a existência da remuneração? Ora, como o serviço deve ser pago depois de prestado, a cláusula pétrea não deveria atender a esta lógica?
TODOS INATIVOS
A propósito: Enganam-se todos aqueles que dizem que a Folha de Pessoal paga pelo Tesouro do Estado do RS é composta por Ativos e Inativos (aposentados e pensionistas). Na real, o RS só possui INATIVOS no setor público, pois ninguém trabalha e mesmo assim recebe. Pode?
ESTUDO
Ah, antes que respondam as perguntas acima vejam o que diz o seguinte estudo feito pelo pensador (Pensar+) Darcy Francisco dos Santos:
No RS, por exemplo, temos 475 coronéis aposentados para 21 na ativa; 87% dos servidores tem aposentadoria especial, a metade com 50 anos de idade mínima e ¼ sem idade mínima. Isto tudo depende da constituição federal, é verdade, mas não se vê movimento de governador algum para mudar a licenciosidade. Em compensação, o governadores estão sempre reclamando do governo federal e vivem de pires na mão em Brasília.
Enquanto culparmos os outros , a União, os Estados Unidos, o FMI e o diabo, não teremos solução. Ainda se acredita, aqui, que o RS quebrou e o culpado é a dívida da União, despesa que responde por apenas 11% da sua receita corrente líquida. Ninguém fala, por exemplo, da previdência, que consome dispêndio líquido de 32%.