NADA POLITIZADO
Volta e meia me sinto impelido a escrever sobre coisas que acontecem no Estado do RS. Principalmente, para tentar frear o convencimento que muita gente carrega de que o povo gaúcho é POLITIZADO. Como não suporto mentiras e enganações, me obrigo a repetir sempre o quanto é falsa esta ideia-afirmação.
ESGOTADAS AS FONTES
Embora já tenha comentado em editoriais anteriores que a situação financeira do Estado do RS estava piorando a olhos vistos, desta vez devo informar que, finalmente, estão absolutamente esgotadas as fontes de financiamento da sua deficitária máquina pública. Não por falta de vontade política, mas por exclusiva falta de recursos, o governo já não tem como pagar os salários dos servidores.
PEDRA CANTADA
Esta pedra, repito, foi cantada de forma reiterada faz algum tempo. Como não foram tomadas as providências necessárias para promover o equilíbrio orçamentário, os constantes déficits vinham sendo cobertos por saques em contas alheias (Caixa Único e Depósitos Judiciais e atraso no pagamento dos fornecedores).
DE MAL A PIOR
Se a situação já vinha de mal a pior, o ex-governador Tarso Genro, como petista da gema, fez o que os comunistas sabem e adoram: usou o seu mandato para agravar ainda mais a situação deplorável das contas públicas.
Ao conceder aumentos irresponsáveis de salários dos servidores, e lançar mão de quase tudo que havia na conta dos Depósitos Judiciais, deixou para o seu sucessor despesas impossíveis de serem honradas.
MANIFESTAÇÃO
Pois, diante da impossibilidade que já existe para pagar a folha, os servidores resolveram ir às ruas para gritar e manifestar que não aceitam, nem concordam, em hipótese alguma, que seus salários venham a ser pagos de forma parcelada.
CAUSAS INTACTAS
Como se vê, os funcionários -grevistas- estão mostrando que são portadores de cérebros atrofiados, pois atacam exclusivamente as CONSEQUÊNCIAS, deixando as CAUSAS absolutamente intactas. Pela atitude que demonstram, mal sabem que greve não GERA RECURSOS. Ao contrário, serve para mostrar que os serviços públicos, que além da péssima qualidade que têm, não pioram quando os funcionários não trabalham.
DESPREPARO
O despreparo, somado ao destempero, é tamanho, que até agora nenhum grevista, ou manifestante, se declarou, por exemplo:
1- contra aumentos impossíveis de serem pagos;
2- contra a farra dos salários acima do teto;
3- contra privilégios absurdos;
4- contra a falta de um sistema de Previdência complementar;
5- contra a estabilidade no emprego;
6- contra o déficit público;
7- a favor de Reformas do Estado;
8- a favor da Responsabilidade Fiscal.
Que tal?
FRUSTRADOS
Ontem, quando a Agência de Classificação de Risco, Standard & Poor's, manifestava a decisão de rebaixar a perspectiva da nota soberana do nosso pobre país, de ESTÁVEL para NEGATIVA, não está errado quem esteja pensando que tal notícia tenha deixado os governantes petistas cheios de frustração.
CONFIANTES NO CAOS
Como obedientes de primeira hora das propostas definidas pelos membros do Foro de São Paulo, desde a sua fundação, o governo Dilma e todos os seus doentes seguidores estavam confiantes que o Brasil estava pronto para perder, definitivamente, o selo de INVESTMENT GRADE.
APESAR DOS ESFORÇOS
Pois, apesar dos esforços que os governos Lula e Dilma fizeram, tanto para destruir a imagem do nosso país quanto, principalmente, para promover a hecatombe que atinge a nossa economia, a S&P frustrou os petistas ao colocar o Brasil um degrau acima do GRAU ESPECULATIVO.
DECISÃO ADIADA
Para quem tem algum juízo ficou evidente que a decisão tomada ontem pela S&P, diante da grave situação que vive a economia brasileira e das perspectivas muito ruins à frente, teve um componente muito mais político do que técnico. Desta forma, a cassação do certificado de Grau de Investimento apenas foi adiada.
PRÉ-CALOTE
Houve momentos em que os petistas criticavam as decisões das Agências de Classificação de Risco, dizendo que elas não gostavam do Brasil e que estavam a serviço dos EUA. Desta vez, no entanto, pelo que se espera, o ataque será contra o erro cometido pela S&P, de não rebaixar a nota soberana do Brasil para PRÉ-CALOTE.
ROMBOS
Ainda que o mês de Agosto, considerado mundialmente como mês do desgosto, ainda não tenha começado, pelo que se sabe até agora é que a CORRUPÇÃO, cujos desvios de dinheiro público são simplesmente assustadores, não fazem mínima sombra ao tamanho do prejuízo calculado pela devastação promovida pela Matriz Econômica Bolivariana. Um horror.
SACO CHEIO
Na última sexta-feira, 24/07, ao discursar para uma plateia de sindicalistas que se acotovelavam para assistir a posse do presidente do Sindicato (só podia) dos Bancários do ABC, o ex-presidente Lula disse, alto e bom som, que está de SACO CHEIO.
CHEIO DE DINHEIRO
Ora, se for levada ao pé da letra esta declaração, só pelo que já foi descoberto em termos de CORRUPÇÃO nas operações -MENSALÃO- e -LAVA JATO-, não está errado quem imagine que o SACO DE LULA deve estar CHEIO DE DINHEIRO. Só pode...
ESTOU DE SACO CHEIO
Ainda assim, depois de assistir o discurso de Lula, que por várias vezes era interrompido por aplausos frenéticos dos sindicalistas, não tive outra alternativa senão proferir as mesmas palavras ditas pelo ex-presidente:- EU TAMBÉM ESTOU DE SACO CHEIO!
TRANSBORDOU
Aliás, não é de hoje que estou de SACO MUITO CHEIO deste governo. Imagino, inclusive, que muitos leitores do Ponto Critico devem estar se sentindo da mesma forma. Entretanto, depois de ouvir algumas pérolas ditas por Lula Malfeitor, aí o que já estava CHEIO simplesmente TRANSBORDOU. Como por exemplo:
PÉROLAS
1- Estou cansado das mentiras e safadezas (contra Dilma).
2- O que a gente vê na televisão parece os nazistas criminalizando o povo judeu.
3- Não tem pessoa com caráter mais forte nesse País que a Dilma.
4- Estou -profundamente irritado- com a reação de pessoas que se diziam democráticas e que não aceitaram até agora o resultado da eleição. Sei que é difícil para parte da elite brasileira aceitar certas coisas".
5- Tudo que é conquista social incomoda uma elite perversa.
6- Quem vem apostando no fracasso deste País vai quebrar a cara.
TRANQUILIDADE PARA MENTIR
O que mais chama a atenção em tudo isso é que Lula, Dilma e seus seguidores, mesmo diante de múltiplas e indiscutíveis provas, tanto de atos de corrupção praticados quanto de incompetência para administrar o nosso pobre país, é a tranquilidade que mostram ao dizerem que são extremamente justos e honestos. E que a sociedade em geral é a grande safada e/ou criminosa. Pode?
PESQUISAS
Tais manifestações acontecem no mesmo momento em que pesquisas de opinião pública informam, claramente, que Dilma só é aprovada por 7% dos brasileiros. E mais de 60% dos brasileiros querem o impeachment imediato da presidente. Que tal?
DESTAQUE MAIOR
Enquanto a CORRUPÇÃO (apenas no que diz respeito à Operação Lava Jato) segue ganhando novos e horripilantes capítulos a cada dia que passa, os noticiários do país não tem outra alternativa senão dar maior espaço para expor o quanto estamos sendo roubados pelos atuais governantes.
CONTAS PÚBLICAS
Diante desta encrenca monumental, que precisa ser destacada, sobra menos espaço (nos jornais) e tempo (nas emissoras de rádio e televisão) para informar, de forma clara, o quanto é terrível a situação das nossas contas públicas, que, por consequência, está afetando brutalmente a nossa economia.
META FISCAL
Com isso aproveito o artigo escrito pelo economista e pensador (Pensar+) Paulo Rabello de Castro, com o título: "Governo abandona meta fiscal e confiança se esvai". Eis:
Ao anunciar a revisão da meta fiscal de 2015 para o chamado “superávit primário”, que é a economia feita para pagar juros, reduzindo o alvo de R$ 66 bilhões (1,1% do PIB) para R$ 8,7 bilhões (0,15% do PIB), o governo não apenas reconheceu que planejou mal suas contas deste ano, por não estimar bem a profundidade da crise no setor produtivo afetando a receita esperada de impostos como, sobretudo, passou a aceitar que a dívida pública bruta (hoje 62% do PIB) deverá crescer muito nos dois anos seguintes, tornando impossível as agências de risco americanas não admitirem o rebaixamento da nota de crédito do Brasil.
DESCONTINGENCIAMENTO
O governo também criou um “descontingenciamento antecipado” de receitas futuras, figura esdrúxula e inédita na gestão fiscal brasileira, ao enviar ao Congresso um pedido de perdão de R$ 26 bilhões, caso algumas receitas de resultado especulativo (como a de regularização de capitais no exterior) não renderem a arrecadação esperada.
DEEPESAS CONTINGENCIADAS
Despesas precisariam ser contingenciadas pela presidente (erro grave cometido em 2014 e apontado pelo TCU) e agora a equipe econômica pede licença para não contingenciar despesas de igual magnitude, legalizando a má prática.
FRUSTRAÇÃO DAS RECEITAS???
Para além do desmonte da boa gestão pública, o País perde ao ouvir a explicação equivocada de que o “problema” nasce na frustração das receitas, cuja arrecadação vem crescendo 2,2% (em doze meses, até maio) e assim “obrigando” o governo a aprofundar o corte nos investimentos já ceifados.
O governo OMITE que a despesa total não financeira até maio vem inchando 11,5%, com as de custeio indo a 16% de expansão. Ao somar-se a isso a explosão dos encargos financeiros em 7% do PIB (R$ 408 bilhões até maio!) se conclui pela total impossibilidade de qualquer solução na linha convencional de mais aumento da carga tributária que, aliás, já não responde a tal apelo.
A SOLUÇÃO ESTÁ NA CARA
A solução está na cara: adotar regra de contingenciamento de TODA a despesa pública baseada na variação do PIB nominal, ao passo que se encare com seriedade uma reforma financeira a fim moderar, no tempo, uma política de juros públicos que leva o Brasil a ser, de longe e há muito tempo, o País que mais encargos paga para rolar sua própria dívida interna.
O não enfrentamento de um verdadeiro ajuste acoplado a um programa de longo prazo para ressuscitar o PIB levará os mercados a adotarem um caminho de correção pelo câmbio, que facilmente encostará nos R$ 3,50 nas próximas semanas.
NÃO É FILME, É TERROR PURO
Acertou em cheio o jornal Financial Times, ao colocar no seu editorial de ontem, que “A incompetência, a arrogância e a corrupção esmagaram a magia brasileira”. Entretanto, ao dizer que "o Brasil virou um filme de terror", aí o FT errou totalmente, pois o terror no nosso pobre país não é -filme-. É algo bem real, puro. Tangível.
ATRASO MONUMENTAL
Pela tradição, e pelo enorme prestígio e conceito que goza o Financial Times, no mundo todo, a notícia-editorial que discorre sobre a situação do Brasil ganhou um peso extraordinário. Mesmo assim é importante esclarecer que o editorial foi publicado com um atraso monumental.
O Ponto Crítico, os leitores sabem bem, desde 2002 expõe, de forma insistente e reiterada, o quanto a Matriz Econômica Petista-Bolivariana acabaria por exterminar a nossa economia.
INÍCIO DE VIAGEM
Cabe registrar ainda que o FT também acerta, da mesma forma como o Ponto Crítico ao longo dos últimos doze anos, quando diz que "o pior ainda está por vir". Até porque, quem observa a tétrica trajetória do Brasil, na queda livre do voo que percorre dentro do abismo, sabe bem que a viagem está apenas no seu início.
GREVE DE CONSUMO
Ainda que os protagonistas do caos sejam muitos, os consumidores brasileiros, sem a menor dúvida, têm marcado grande posição: além de demasiadamente endividados, se mostram bastante assustados com o aumento do desemprego. Assim, mesmo de forma -forçada- pelas circunstâncias, o que estão promovendo, neste momento, é uma enorme e persistente -GREVE DE CONSUMO-.
DESESPERO
Agindo assim, de forma -forçada-, os consumidores -GREVISTAS-, além de proporcionarem uma substancial queda de arrecadação de tributos, que está levando o governo ao desespero, ainda estão impondo uma devastadora retração das atividades econômicas, que, por sua vez, está levando a um forte e crescente nível de desemprego.
COM LOUVOR
Tudo isso deve ser debitado, sem qualquer margem de erro, à incompetência, à arrogância e à extraordinária corrupção, que se tornaram marcas-registradas dos governos Lula/Dilma. Diante desta tardia descoberta, tanto do Financial Times quanto de muitos brasileiros, as agências de Classificação de Risco não têm outra alternativa senão a de cassar o selo de -Investment Grade-.
Enquanto os bem-intencionados estão sofrendo, os petistas estão vibrando. Para o PT, o mais importante é a conquista do INVESTMENT CRISIS, ou CRISIS GRADE. Chegaram lá, com louvor.
IMPOSTOS
Em quase todos os países do mundo, como é sabido, os impostos incidem sobre Propriedade, Consumo e Renda. No Brasil, por incrível que possa parecer, o governo vai mais além: tributa também a Produção. Mesmo que o produto ou serviço encalhe, ou seja, não venha a ser consumido. Que tal?
REPASSE PARA FOLHA
Também é sabido (ou deveria), que a maior parte de tudo que o Brasil (União/Estado/Município) arrecada vai parar nos bolsos dos servidores públicos, tanto ativos quanto inativos, em forma de salários e proventos. Independente da (má) qualidade dos serviços (educação, saúde e segurança) que o setor público presta à sociedade como um todo.
APROPRIAÇÃO
Ora, como o governo não produz coisa alguma, ou seja, não faz PRODUTO, mas se apropria dele através da carga tributária imposta à iniciativa privada, a coisa funciona da seguinte maneira: os salários e proventos que o governo paga aos servidores, que provem dos impostos sobre Propriedade, Renda, Consumo e Produção, são trocados por mercadorias e serviços produzidos pela iniciativa privada, no mercado. Simples assim.
FORMA EVIDENTE
Isto significa, para que fique bem claro, que automóveis, casas, roupas, calçados, gravatas, educação privada, planos de saúde, etc., adquiridos por servidores públicos, saem dos impostos pagos por quem faz os produtos. É como se o produtor/proprietário entregasse, fisicamente, ao governo, uma parte do que produz. Este, por sua vez, repassaria tais produtos aos seus servidores.
PUNIÇÃO
O detalhe mais crucial é que cada vez mais o governo se obriga a exigir mais produtos para poder entregar aos funcionários públicos, que não param de exigir aumentos salariais. Como é mau administrador, quando percebe que a arrecadação é insuficiente, o governo pune os produtores e consumidores com mais impostos. Pode?
DIREITOS E DEVERES
Agora o lado mais dramático: a taxa de desemprego, que sobe assustadoramente no país, não atinge o Setor Público, cujos funcionários gozam de absoluta estabilidade. Para que continuem empregados do governo, e ganhando muito, a iniciativa privada é obrigada a despedir quem realmente produz. Que tal?
Tudo porque a Constituição Cidadã impõe DIREITOS para quem é servidor público e DEVERES para a sociedade que deve sustentá-los. Uau!