Artigos

09 jun 2011

CASA DO ASSISTENCIALISMO?


CRÉDITO

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ainda é pouco conhecida. Porém, tecnicamente, pelo que consta na sua ficha laboral e acadêmica, boa parte da mídia está lhe dando algum crédito.

CAUSA/EFEITO

Entretanto, pela importância que adquiriu nos últimos governos, a Casa Civil exige, além de bom conhecimento técnico, uma necessária competência política.Principalmente, porque precisa convencer deputados e senadores, notadamente portadores de baixo conhecimento da relação causa/efeito, sobre os projetos propostos pelo Executivo. Aí, portanto, só o tempo dirá se ministra tem topete para o cargo.

DONAS DE CASA

Por enquanto o que se sabe a respeito de Gleisi Hoffmann é que, na sua ainda curta jornada na política, a ministra se tornou conhecida por defender a aposentadoria das DONAS DE CASA. Imagino que Gleisi esteja se referindo às pessoas, de qualquer sexo, que administram suas residências, cujas tarefas compreendam os AFAZERES DOMÉSTICOS. AFAZERES DO LAR.

APOSENTADORIA

Ora, no meu entender, todos aqueles que cuidam dos seus (próprios) afazeres caseiros, sem fazer disso uma profissão, sempre tiveram direito à se jubilar. Basta que, para tanto, tenham contribuído para a Previdência Social ou para um Fundo de Aposentadoria à sua escolha. Pronto.

CARREIRA ENCERRADA?

Mesmo assim é difícil admitir, para casos assim, o uso do termo aposentadoria. Afinal, alguém vai deixar de continuar fazendo seus afazeres domésticos só porque se aposentou, ou passou a receber proventos de aposentadoria? Esta carreira estaria encerrada?

A CONTA PARA O INSS

Se não for como está posto aí acima, coisa que não precisaria de projeto algum, aí, pelo que estou entendendo, a ministra estaria querendo jogar a conta DONAS DE CASA para a Previdência (INSS). Da mesma forma como aconteceu com os trabalhadores rurais que acabaram sendo agraciados, a partir da Constituição de 1988.

CAPACIDADE COMPROMETIDA

Se a idéia que a ministra Gleisi Hoffmann defende é esta, a sua decantada capacidade técnica já fica comprometida. Comprometida pelo equívoco político, manchado com a tinta indelével do populismo, do assistencialismo.

Leia mais

08 jun 2011

PASSANDO A RÉGUA


VOLTANDO ÀS ORIGENS

O Estado brasileiro, a exemplo de qualquer outro, deveria existir, ser constituído, para oferecer, basicamente: 1- uma educação capaz de qualificar os cidadãos;2- programas que consigam melhorar sistematicamente a saúde pública; e, 3- segurança capaz de inibir os infratores através de punições exemplares definidas por um Poder Judiciário competente e preocupado.

FOLHA DE PESSOAL

Pois, para desespero da sociedade, o Estado Brasileiro, salvo raríssimas exceções, não passa de um fantástico pagador (e mau administrador) de uma colossal folha de pessoal.

PRIVILÉGIOS

Como se isto não bastasse, o número de servidores públicos, cuja diferença na comparação com o restante da sociedade está na superioridade que conquistaram, por leis, através de fantásticos privilégios ao longo do tempo, é sempre crescente. Mesmo que não respondam com boa atuação.

QUALIDADE NULA

Assim, os nossos governantes gastam a maior parte dos seus mandatos tentando administrar a folha de pessoal que inclui ativos e inativos. Diante do problema monstruoso e injusto, o foco, que deveria estar concentrado na boa realização das tarefas para as quais o Estado foi constituído, fica perdido. Resultado: a qualidade dos serviços é nula ou insuficiente.

CUSTO

Uma vez que os serviços públicos (educação, saúde e segurança com justiça)- não conseguem ser prestados nem em quantidade necessária nem em qualidade mínima exigida (apesar do espantoso número de servidores), a única coisa que sobra para a sociedade é o custo disso tudo.

SEM CONTRAPARTIDA

Ora, diante da inexistência da contrapartida, do gozo do benefício da coisa comprada e paga, a sociedade, que não pode ficar sem educação, saúde e segurança, não tem outra saída senão bater na porta da iniciativa privada, pagando novamente.

IGUALDADE E JUSTIÇA

O curioso é que o governo, tomado por um ciúme doentio e por forte inveja, ao invés de efetivamente prestar os serviços para os quais cobra compulsoriamente, prefere se concentrar na fixação de regras para estabelecer como a iniciativa privada deve se comportar.Ora, se o governo ficasse restrito aos atos de regramento e fiscalização das atividades que já são executadas pela iniciativa privada, as despesas de governo seriam infinitamente menores. A consequência disso? Ora, uma carga tributária seria infinitamente menor. E, ao dispensar os servidores e encerrando as atividades pelas quais cobra da sociedade sem executar, o custo da folha de pessoal seria menor. Muito menor. E os privilégios acabariam imediatamente. Isto, por si só, torna a sociedade mais igual. E mais justa, obviamente.

Leia mais

07 jun 2011

QUEM EMPREGA É SETOR SERVIÇOS


EQUIVOCADO

O presidente da FIESP, Paulo Skaf, não é de hoje, é um sujeito muito confuso. O líder empresarial é daqueles pobres empresários que ainda creem que só a indústria gera emprego.Pelo que Skaf afirma em cada entrevista que concede, esse seu convencimento, totalmente equivocado, vale para o Brasil e para o mundo todo.

EXPORTA EMPREGOS (?)

Na semana passada ao ser perguntado sobre o crescimento do PIB trimestral (1,3%) e a projeção para o ano todo (4%) Skaf repetiu, pela enésima vez, que quanto mais o Brasil importa produtos manufaturados, mais exporta empregos.

VERDADE PELA REPETIÇÃO

Francamente, gente, não lembro de qual primeira boca saiu esta grande asneira. Só sei que ela continua sendo repetida pelos espertos mercantilistas, a ponto de imaginarem que basta repetir a besteira para fazer dela uma verdade.

A INDÚSTRIA EMPREGA MENOS

Se ninguém contestar a afirmação, de nada adianta explicar que a indústria é hoje o setor que menos emprega, face ao avanço cada vez maior da tecnologia e da robótica. E pouco resolve dizer que o setor de serviços é aquele que mais contrata, porque aí a mão de obra é cada vez mais necessária.

IMPORTAÇÕES

Vejam, por exemplo, o que acontece com a importação de veículos: por ser muito robotizada, não é a indústria a grande geradora de empregos. Já as manutenções e consertos dos veículos, que não têm como serem importadas, dependem muito de mão de obra. Portanto, quanto mais importações, mais pessoas são necessárias para garantir o bem estar dos consumidores.

SUBPRODUTO

O curioso é que o presidente da FIESP, com a sua cabeça confusa, continua convencido de que o maior problema brasileiro está no câmbio. O segundo está na taxa de juros. Ora, ora, senhor Skaf, os reais e grandes problemas do país estão concentrados na elevada carga fiscal e na incapacidade de cortar despesas de governo. O resto é subproduto dos absurdos que assolam o nosso país.

MERCADO SENSATO

A Bolsa de Valores de Lima, assim como os títulos da dívida peruana, simplesmente despencaram depois que as urnas confirmaram a vitória do comunista/bolivariano Ollanta Humala para presidente. A leitura que o mercado fez, imediatamente, é de que Humala, por tudo que já fez e disse, fará enormes intervenções na economia do Peru. Alguém duvida?

Leia mais

06 jun 2011

ESTADOS MAIS SUBDESENVOLVIDOS


FECOMÉRCIO FELIZ

Pelo que informa a nota expedida pela Fecomércio/RS, na semana passada, a diretoria da entidade ficou feliz com a decisão do STF, que decretou a ilegalidade da guerra fiscal entre os Estados. Segundo a Fecomércio/RS foi um passo decisivo para o fim da guerra fiscal no Brasil.

O QUE DIZ O STF

De acordo com o presidente do STF, Cezar Peluso, os incentivos só podem ser oficializados depois de acordo entre os Estados e o Distrito Federal, o que não ocorre. Além disso, a prática fere o princípio federativo de igualdade de tributação.

ÚNICO RECURSO

Pois é, gente. Com os olhos vendados (como sempre), os políticos e empresários insistem, equivocadamente, em chamar de guerra fiscal os incentivos fiscais que cada Estado oferece para tentar atrair investimentos. Ora, fora a importante questão logística, digam aí: - Que outro recurso os governadores dispõem para atrair novos investimentos para seus Estados?

E A INFRA-ESTRUTURA?

Vejam bem: se nada for oferecido, que motivo levará uma ou mais indústrias a se instalar em Estados mais pobres e sem qualquer apelo logístico e sem capacidade de consumo? Ora, uma vez impedida a concessão de incentivos fiscais, que tipo de vantagem pode compensar a precária infra-estrutura que reina, de forma impressionante, em quase todos os Estados da Federação?

MARASMO

Portanto, uma coisa é absolutamente certa: sem poder conceder incentivo fiscal muitos Estados e milhares de municípios estarão condenados ao marasmo. Mais: se for levado em conta que os governos Lula e Dilma resolveram ressuscitar a velha e estúpida matriz Nacional Desenvolvimentista, mais conhecida como NACIONALISTA, a indústria que quiser se instalar no Brasil não tem como ficar longe de São Paulo. O RS, para quem ainda não sabe, também sairá muito prejudicado. Será que a Fecomércio está ciente disso?

MELHOR PARA PALOCCI

Caso o ministro Palocci deixe a Casa Civil, o que é bastante provável independente de vir a ser demitido ou se demitir, quem vai ganhar muito com isso, financeiramente, é ele próprio. Sim, porque poderá voltar às consultorias e com isso ganhar muito dinheiro.

SEM PALOCCI VAI PIORAR

Fiquem atentos: se Palocci permanecer no cargo a situação não melhora, sem ele piora muito. Como é só o Palocci e não o governo Dilma que está sendo pressionado para cair fora, o que vem por aí não é nada bom.Palocci, mesmo com todos os defeitos é melhor, mas muito melhor do que qualquer outro que venha a lhe substituir. Esperem para ver. E assistir.

Leia mais

03 jun 2011

ESPORTE OU ENTRETENIMENTO?


ENGANO

Enganam-se aqueles que vêem o futebol, vôlei, basquete e tênis, para ficar só com essas modalidades, como esporte. Na realidade, como atividades competitivas que exigem pagamento de ingressos, faz com que sejam consideradas entretenimentos, espetáculos.

GARIS

Esportes pressupõem a realização de exercícios como educação física. Portanto, caso as atividades profissionais acima sejam consideradas esportivas, o trabalho realizado diariamente pelos garis, por exemplo, deveria entrar na mesma categoria.

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Partindo deste pressuposto, a Copa do Mundo, que antes de tudo é uma competição internacional, deve ser vista como um espetáculo. E como tal deveria constar como entretenimento. Assim como eram consideradas as lutas entre os gladiadores. A diferença aí está no fato de que o perdedor não é sacrificado com a morte. Embora muitos torcedores assim o desejassem.

ESTÁDIOS

Dito isto vamos ao que realmente interessa: o que mais chama a atenção na preparação de uma Copa do Mundo de Futebol, o mega-espetáculo da bola é, indiscutivelmente, o gasto que o país sede tem com a construção de estádios.

GASTOS ABSURDOS

Além de quantias absurdas que estão sendo gastas, que são comentadas praticamente todos os dias, onde o Estado entra com a maior parte (dinheiro dos contribuintes), o tempo de uso pleno das arenas edificadas se restringe a um curto período de 30 dias, prazo de duração da competição.

COPA DE EDUCAÇÃO

Infelizmente, jamais haveria espaço ou interesse para a realização de uma Copa do Mundo de Educação por aqui. Aí, onde a jornada é longa, as instalações podem ser utilizadas em três turnos, e estrutura seria dotada de grande modernidade tecnológica, a preocupação é simplesmente nula.

PATROCÍNIOS

Já imaginaram o que aconteceria caso o governo e grandes construtoras resolvessem bancar a construção de inúmeras escolas, em todas as partes do país, com o mesmos olhos com que se preocupam com a construção de estádios? Idem de postos de saúde e hospitais? Patrocínios para realização de campeonatos de futebol, vôlei, basquete, tênis, golfe, etc., são fartos. A maioria bancada por empresas públicas (estatais). E todos com verbas polpudas que proporcionam ganhos fantásticos às emissoras de rádio e televisão. O pior é que embora o gasto seja absurdo, os aficionados torcedores mal sabem alguma coisa sobre as regras das modalidades chamadas esportivas. Nem educação recebem sobre o que vêem, lêem, ouvem e apreciam.

Leia mais

02 jun 2011

COMPETIÇÃO GLOBAL


NOS BOXES

Enquanto vários países do primeiro mundo estão parados nos boxes para troca de motor, aerofólio, pneus e abastecimento de combustível, a Índia, China e Brasil, principalmente, desfilam na pista ganhando posições na corrida econômica internacional.

EXPLICAÇÃO

Cabe dizer que no Grid de Largada o Brasil nunca apareceu como favorito em todos os certames nem esteve nas primeiras filas. Assim, o nosso (bom) desempenho econômico apresentado nesses últimos períodos, tem uma explicação: É que vários acidentes envolveram os mais bem preparados fazendo com que abandonassem a pista indo para os boxes em busca de sérios reparos e importantes reformas.

TURBINADO

Isto, portanto, não fez o BRASIL ser mais veloz e/ou competitivo, capaz de ganhar as corridas daqui para frente. É verdade que o nosso motor foi turbinado e ganhou força. Mas isto também tem explicação: foi graças a uma overdose de crédito de alta octanagem.

ESTRUTURA RUIM

Queiram ou não, o fato é que o BRASIL, mesmo sendo muito aplaudido só porque está na pista, não possui estrutura suficiente para aguentar o ritmo desta e de outras corridas. E, com a aceleração imprimida, o motor não demora vai fumar.

REFORMAS

Pior: caso a estrutura como um todo não passe por grandes mudanças (reformas), com substituição de peças e vários sistemas por outras mais leves e eficientes, o motor vai explodir. Com isso a nossa participação estará comprometida e o rebaixamento praticamente assegurado.

FELICIDADE

É natural que muita gente esteja vibrando e curtindo o bom momento. Ademais, as chances de chegar ao pódio nesta edição têm o poder de massagear a alma e propor um sentimento de grande felicidade. Isto ninguém duvida, obviamente.

A COMPETIÇÃO NÃO PARA

Entretanto é imperioso lembrar que a competição é longa e não para. E que muitos países, por enquanto, estão fora da competição. E quando recuperarem a robustez e confiança vão voltar, naturalmente, a ocupar as primeiras filas.PIT STOP - Vejam que a quantidade de crédito injetado na nossa economia já precisou ser reduzida para evitar que o motor pare de funcionar. Como os pneus também estão muito gastos, para que o carro permaneça mais tempo na pista a troca exige um urgente pit stop.

Leia mais