ONGS
Por tudo que os brasileiros e os estrangeiros já tomaram conhecimento, em termos de corrupção neste país, principalmente nos últimos anos, um fato se tornou indiscutível: em todos os casos sempre há uma ou mais ONGs envolvidas.SEM FISCALIZAÇÃO
Pois é, gente. Como se explica, afinal, este sério envolvimento de uma ou mais ONGS em tantas falcatruas? Ora, a resposta é muito simples, a ponto de não deixar qualquer ponta de dúvida: o fato é que as ONGs não são fiscalizadas. Pode?FATO
Isto, a princípio, para os menos avisados, até pode parecer um absurdo. Algo, enfim, que só tem cabimento no imaginário deste editor. Infelizmente, para quem ainda não sabe, peço que aceitem como a mais pura verdade. Mesmo que lamentável, gente, é um fato.BONS PROPÓSITOS
É lógico que existem ONGs decentes e com bons propósitos. Isto também é um fato. Aliás, as ONGs nasceram em 1948, quando as Nações Unidas criaram o Sistema Internacional de Cooperação ao Desenvolvimento, com destaque às ações no Terceiro Mundo.NASCIMENTO
A partir de então a sociedade civil, através da formação de Organizações Não Governamentais se interessou em propor mudanças socioeconômicas que os governos não faziam e o setor privado mostrava não ter competência nem tempo para tocar.DIRETO PARA O BOLSO
De lá para cá, com ênfase nos últimos dez ou quinze anos, muita gente de má formação, de mau caráter, percebeu que, por não serem fiscalizadas, as ONGs se constituíam no que existe de melhor para tirar proveito em benefício próprio. Depois de obter recursos junto a órgãos públicos, principalmente estatais, tudo aquilo que a ONG se propunha realizar era, imediatamente, esquecido. Assim, o dinheiro arrecadado por inúmeras ONGs, passou a ir diretamente para o bolso dos facínoras.SEM FISCALIZAÇÃO
Se o Ministério Público tem poder para fiscalizar as Fundações, no caso das ONGs não é assim. Não porque o órgão público não queira que isto aconteça. Ao contrário: é a lei, ou a falta dela, que impede. O projeto que torna isto possível tramita (ou não tramita, melhor dizendo) no Congresso há mais de 20 anos sem solução. É por aí que os bandidos fazem o que bem querem. Pode?INDIGNADOS? NEM TANTO.
Salvo raríssimas exceções, os gaúchos, quando se dizem indignados, só se dispõem a mostrar o lado que os incomoda falando alto dentro de sua própria casa, no escritório ou, quando muito, em reuniões com amigos. Como se isso bastasse para que algo venha a ser corrigido.COVARDIA
Este comportamento, além de equivocado e triste, tem se revelado tímido e sem qualquer efeito. Covarde, quem sabe. O duro nisso tudo e que não há santo que consiga fazer com que a maioria dos gaúchos percebam que não é por aí que as eventuais mudanças exigidas possam, realmente, acontecer.NO PONTO FINAL
Pelo número expressivo de mensagens que recebo de gente que vive no RS, a todo momento, dá a entender que os gaúchos em geral ficam mais felizes depois de digitar o tamanho de suas revoltas. Fica a impressão clara de que o prazer de fazer qualquer reclamação se esgota no exato momento em que é colocado o ponto final no texto. Pode?LANÇAMENTO DO MBE
Ontem, por exemplo, no lançamento do Movimento Brasil Eficiente, no RS, em Porto Alegre, cujo auditório deveria ser ocupado, principalmente, pelo setor privado, quem mais se fez representar no importante evento foi o setor público, de todas as esferas de poder.SÓ O PODER PÚBLICO
Do setor privado, infelizmente, NENHUMA das entidades (Fiergs, Fecomércio, Farsul, Federasul e FCDL) se fez representar. Repito: nenhuma delas, gente. Pode?O que significa isto? Ora, nada mais do que uma tácita concordância dos gaúchos, em geral, de que a carga tributária do país está de bom tamanho. Que o Brasil, enfim, vai bem assim como está e que nenhuma reforma se faz necessária. É duro, não?PONTO ALTO
Felizmente, para alegria daqueles que se interessaram em participar do importante evento, o discurso do Procurador Geral de Justiça do RS, Dr. Eduardo de Lima Veiga, foi o ponto alto, além é claro da exposição feita pelos coordenadores do MBE. Amanhã pretendo publicar partes do texto para que os leitores/assinantes do Ponto Crítico se deliciem.LEGISLATIVO
Da mesma forma não posso deixar de destacar a pronta compreensão, e adesão, ao Movimento por um Brasil mais Eficiente, de parte do presidente da Assembléia Legislativa do RS, deputado Adão Vilaverde. O mesmo entendeu, inclusive, como muito oportuna, uma apresentação das propostas do Movimento Brasil Eficiente a todos os deputados.Como o MBE não se esgota pelo seu lançamento, o dever de todos aqueles que exigem um mínimo de eficiência para o país, é dar continuidade ao projeto. Portanto, quem ainda quer se redimir, que trate de aderir ao MBE, coisa que pode ser feito através do site (www.brasileficiente.org.br) . Vamos nessa?LISTA EXTENSA
Não são poucas as obras que o povo gaúcho necessita e considera como de grande importância para a cidade de Porto Alegre e, por consequência, para o Estado do RS. Algumas delas, sem qualquer combinação prévia, constam em qualquer lista que porventura venha a ser solicitada àqueles que vivem no Rio Grande do Sul.IMPRESCINDÍVEIS
Como o número de obras - imprescindíveis - daria para encher este editorial fiquemos com as mais gritantes, como é o caso da duplicação da BR 101 (que liga o RS ao país); da ponte sobre o rio Guaíba (que além de ligar à zona sul do Estado é a que possibilita o acesso da Capital à fronteira com o Uruguai e Argentina); e, o Cais Mauá, em Porto Alegre.NO IMAGINÁRIO
Na semana passada, mais uma obra considerada vital para os porto-alegrenses entrou para valer na extensa lista: o Metrô. Mesmo imprescindível, esse meio de transporte até então só aparecia no imaginário dos gaúchos que vivem na Capital. Tudo isso porque as demais continuam muito longe de se tornar uma realidade.EUFÓRICOS COM A NOTÍCIA
Pois, na semana passada, a exemplo de todos os governantes anteriores, foi a vez da presidenta Dilma abusar da fantástica ingenuidade dos gaúchos, ao anunciar que a primeira linha do Metrô de Porto Alegre estará pronta em 2017. A ingenuidade do povo é tanta, que a mídia do RS e os gaúchos em geral, ficaram eufóricos com a notícia.SEM DATA
É por aí que o comentário de hoje precisa, mais uma vez, ser crítico e cheio de verdades absolutas. Como acreditar que o Metrô esteja pronto em 2017 se a duplicação da BR 101, que foi prometida para 2007, tem poucas chances de ficar pronta em 2015? Ora, se tudo der certo, a obra é para 2050.PONTE DO GUAÍBA
A ponte do Guaíba, como se sabe, é outra novela. Sem fim. A necessidade é simplesmente indiscutível. Pois, a concessionária que faz a manutenção da BR 101 já declarou, mais de mil vezes, que tem interesse em fazer a obra. E mesmo assim a coisa não ata nem desatada. Pode?SEMÁFOROS E DEFEITOS
Vale lembrar que uma simples avenida, que os porto-alegrenses teimam em chamar de 3ª perimetral, levou mais de 30 anos para sair do papel. E, por incrível que possa parecer, o que existe naquela via são semáforos e falhas de projeto. Mais do que cimento e areia usados na construção, sem qualquer exagero.Ora, com todo este currículo, como é possível admitir que Porto Alegre vá ter uma linha de Metrô antes de 2050? É curioso, mas é fato: a ingenuidade mora há muito tempo em Porto Alegre. Tem, inclusive, CEP e tudo mais. Ao demonstrar um comportamento tão infantil, que já virou marca registrada dos gaúchos, o povo do Rio Grande se tornou uma presa fácil para as promessas dos governantes. Que tal?ANOTEM, POR FAVOR
Nesta segunda feira, 17, às 10h da manhã, é a vez do RS conhecer e, principalmente, participar do lançamento do importante Movimento Brasil Eficiente. O evento, peço que anotem, acontece no Auditório do Palácio do Ministério Público do Estado do RS, na Praça da Matriz, 110 ? 3º andar, em Porto Alegre.REVOLTADOS COM A INEFICIÊNCIA
Hoje, pelo que informam, diariamente, todos os noticiários, o povo brasileiro já está ciente de que o Brasil está exageradamente caro. Daí esta visível revolta e/ou indignação com a falta de EFICIÊNCIA na administração das coisas públicas.ALÉM DA RAZÃO
Está mais do que claro que a nossa carga tributária ultrapassa todas as medidas que a razão entende como algo atroz e impossível. E os serviços públicos oferecidos, por sua vez, quando existentes, são de péssima qualidade.CONTRASTE
Pois, foi este contraste absurdo representado, de um lado pelo excesso de arrecadação; e, de outro pela péssima administração dos gastos públicos, que não cabe no imaginário das pessoas sensatas, o responsável pela criação do Movimento Brasil Eficiente.ENGAJAMENTO
O caminho que o Movimento precisa e vai trilhar não é curto. Tampouco será fácil. É preciso muito engajamento, vontade e persistência de seus apoiadores. Afinal, ficar só reclamando, sem um plano efetivo e, igualmente, sem organização, como acontece hoje, é ser tão ineficiente quanto o Brasil dos indignados está se mostrando.CONVOCAÇÃO
Portanto, ao invés de fazer o convite formal para que todos gaúchos participem do lançamento do Movimento Brasil Eficiente, nesta segunda-feira, faço aqui uma CONVOCAÇÃO. Pouco importa o tamanho do Auditório, gente. Mais importante é estar lá, encher o prédio todo e, se for o caso, ocupar a Praça da Matriz.REPETIR, REPETIR E REPETIR
Em síntese é preciso que se adote a mesma atitude dos seguidores e adoradores de Antonio Gramsci: repetir, repetir e repetir. Não as mentiras, mas as verdades e as necessidades. Afinal, repito, o êxito de qualquer Movimento depende do interesse, da vontade e da persistência de seus apoiadores. Vamos nessa?TENTANDO SAIR DA CRISE
Como vem sendo exaustivamente noticiado, não são poucos os países, de todos os continentes, cujos governos estão sendo obrigados a tomar decisões, algumas até bastante drásticas, para tentar SAIR da crise que se instalou no mundo todo.FIEL AOS PRINCÍPIOS
Pois, o nosso querido Brasil, por amor e vontade secular, faz questão de mostrar o quanto é determinado e fiel aos seus princípios. Princípios esses que definem, claramente, que por aqui a ordem é nunca se afastar, por muito tempo, de alguma CRISE. Principalmente, se for econômica.O LUGAR CATIVO
Se, por algum lapso de alguma administração, o Brasil, inadvertidamente, teime em ficar por muito tempo longe de algum tipo de CRISE, não se aflija: o governo imediatamente entra em cena e trata de promover uma volta ao ambiente caótico, do qual o país nunca deveria ter saído.DIFERENÇA DE AÇÃO
Esta preferência, paixão, ou coisa parecida, já faz parte da nossa cultura. Isto explica a razão pela qual os períodos em que o país fica fora de alguma CRISE são sempre curtos, passageiros. De novo: enquanto inúmeros países estão propondo medidas de contenção de gastos públicos, para tentar SAIR da atual crise, o governo brasileiro se empenha de todas as formas em sentido contrário: gastando absurdamente, com o propósito de ENTRAR em crise. Pode?TUDO PELA CRISE
O momento atual, por exemplo, mostra que a economia brasileira vive uma situação mais confortável e vantajosa, se comparada a muitos países. Pois, ao invés de aumentar esse prazo de conforto, os governos, tanto municipais e estaduais quanto federal, em todos os níveis de Poder, já estão empenhados em promover a volta de uma CRISE econômica.GASTOS ABSURDOS
A aceleração incrível dos gastos públicos prova esta demência incurável. Quer seja através de incríveis contratações, quanto pela concessão de aumentos fantásticos e sucessivos de salários dos servidores. Uma loucura sem precedentes. Com isso, os investimentos, que sempre se mostraram tímidos e insuficientes, já viraram pó. Aqui, infelizmente, as decisões dos governos se voltam, exclusivamente, para aumentos de salários e gastos assistencialistas. Por consequência, a insuportável carga tributária não para de crescer.Esta é a tal de democracia?OXIGÊNIO DO POVO
Tal procedimento, até no entender das crianças (para fazer uma ilação ao dia delas, ocorrido ontem), que ainda não tem um pingo de discernimento, só leva a um antigo e conhecido fim: uma nova CRISE.Esta mania, que já virou tradição, evidencia que não podemos viver por muito tempo longe do inferno. Os eventuais (curtos) períodos de convivência com o desenvolvimento e o crescimento deixam os nossos governantes tristes e casmurros. Para eles, a CRISE é o oxigênio do povo. Só com elas conseguimos respirar. Que tal?TRADIÇÃO
Tradicionalmente, o editorial de aniversário do Ponto Crítico, a cada dia 11 de outubro, é reservado para as justas homenagens a Roberto Campos, grande inspirador deste meio de comunicação e defensor incondicional do pensamento liberal.HOMENAGEM
Desta vez, no entanto, ao invés de publicar um dos seus fantásticos textos, presto a minha homenagem a Roberto Campos em forma de mensagem. Como, ao se despedir do mundo dos vivos, Campos não forneceu o seu novo e-mail, do além, e o Google mostra enorme dificuldade para tanto, resta a esperança de que ele acesse, onde quer que esteja, o site do Ponto Crítico.CONTINUIDADE
Antes de tudo, caro mestre de tantas entrevistas que me concedeu ao longo de sua vida nos programas de televisão que apresentei, imagino que o senhor saiba que o PONTO CRITICO nasceu dois dias após o seu falecimento, ocorrido há 10 anos, em 09 de outubro de 2001. Com a sua partida, para dar continuidade à pregação do pensamento liberal, munido de grande humildade tratei de postar, no dia 11 de outubro de 2001, na recém criada Home Page, o primeiro editorial do Ponto Crítico.EM 2001
Lá em 2001, pouco antes de sua retirada, o senhor se mostrava, embora timidamente, razoavelmente animado com os destinos do Brasil. Com razão, pois o país já andava na direção de uma maior abertura econômica. Além disso, mesmo que por necessidade e menos por convencimento, o governo FHC já havia se rendido a algumas privatizações.REFORMAS
Lembro que poucos dias antes de falecer, num de seus artigos o senhor admitiu que, a continuar nesta toada o Brasil acabaria se rendendo às necessárias e propaladas reformas (Trabalhista, Previdenciária, Fiscal e Tributária).A PARTIR DE 2002
Isto, infelizmente, não passou de um sonho, meu caro e saudoso Roberto Campos. Se os mortos, como muitos imaginam, têm a possibilidade de espreitar tudo que acontece aqui, na Terra, o senhor deve estar se lamentando com certas coisas que, de forma paulatina, foram acontecendo, a partir de 2002, quando Lula foi eleito presidente do Brasil.ONDE FOI QUE EU ERREI?
Ao longo desta última década, algumas são de deixar até os mortos horrorizados, como:1- o forte envolvimento do governo numa torrente sem fim de escabrosos casos de corrupção;2- a tentativa incessante de supressão da liberdade de expressão; e,3- depois de passar por um período de maior abertura, o Brasil volta a trilhar o caminho das trevas, do fechamento. Para tanto promove constantes intervenções na iniciativa empresarial privada e na vida dos cidadãos. Um horror que já parecia afastado.GRAMSCI
Obedecendo, ipsis literis, a cartilha Gramscista, Dilma, de forma lenta, gradual e segura, já liquidou com a Matriz Globalizante. Com isso o Brasil ressuscitou a velha e surrada Matriz Nacional-Desenvolvimentista, mais conhecida como Nacionalismo do Atraso.CARÍCIAS AOS PRODUTORES
Para marcar a decisão, Dilma usou como pretexto a defesa da indústria nacional. Pode, meu caro Campos? Contou, obviamente, com o forte e indispensável apoio de grandes empresários mercantilistas, que detestam concorrência externa. Com isso, como o senhor deve saber, Dilma golpeou os consumidores com carícias aos produtores. Os representantes da indústria (que cada vez emprega menos mão de obra face ao crescimento da automatização), mesmo inconformados com a fantástica Carga Tributária que assola o país, ao invés da redução do Custo-Brasil exigiram maior tributação aos produtos importados.ALGUMA DICA?
Diante desses descalabros, caro Roberto Campos, admito que muito disso seja fruto da minha incompetência. Os meus editoriais, além de insuficientes para mostrar o quanto as reformas são necessárias, também não produziram efeito contra a onda de corrupção e a volta ao passado. Onde foi que eu errei? O senhor pode me dar alguma dica?