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18 out 2011

A TÍMIDA INDIGNAÇÃO DOS GAÚCHOS


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INDIGNADOS? NEM TANTO.
Salvo raríssimas exceções, os gaúchos, quando se dizem indignados, só se dispõem a mostrar o lado que os incomoda falando alto dentro de sua própria casa, no escritório ou, quando muito, em reuniões com amigos. Como se isso bastasse para que algo venha a ser corrigido.
COVARDIA
Este comportamento, além de equivocado e triste, tem se revelado tímido e sem qualquer efeito. Covarde, quem sabe. O duro nisso tudo e que não há santo que consiga fazer com que a maioria dos gaúchos percebam que não é por aí que as eventuais mudanças exigidas possam, realmente, acontecer.
NO PONTO FINAL
Pelo número expressivo de mensagens que recebo de gente que vive no RS, a todo momento, dá a entender que os gaúchos em geral ficam mais felizes depois de digitar o tamanho de suas revoltas. Fica a impressão clara de que o prazer de fazer qualquer reclamação se esgota no exato momento em que é colocado o ponto final no texto. Pode?
LANÇAMENTO DO MBE
Ontem, por exemplo, no lançamento do Movimento Brasil Eficiente, no RS, em Porto Alegre, cujo auditório deveria ser ocupado, principalmente, pelo setor privado, quem mais se fez representar no importante evento foi o setor público, de todas as esferas de poder.
SÓ O PODER PÚBLICO
Do setor privado, infelizmente, NENHUMA das entidades (Fiergs, Fecomércio, Farsul, Federasul e FCDL) se fez representar. Repito: nenhuma delas, gente. Pode?O que significa isto? Ora, nada mais do que uma tácita concordância dos gaúchos, em geral, de que a carga tributária do país está de bom tamanho. Que o Brasil, enfim, vai bem assim como está e que nenhuma reforma se faz necessária. É duro, não?
PONTO ALTO
Felizmente, para alegria daqueles que se interessaram em participar do importante evento, o discurso do Procurador Geral de Justiça do RS, Dr. Eduardo de Lima Veiga, foi o ponto alto, além é claro da exposição feita pelos coordenadores do MBE. Amanhã pretendo publicar partes do texto para que os leitores/assinantes do Ponto Crítico se deliciem.
LEGISLATIVO
Da mesma forma não posso deixar de destacar a pronta compreensão, e adesão, ao Movimento por um Brasil mais Eficiente, de parte do presidente da Assembléia Legislativa do RS, deputado Adão Vilaverde. O mesmo entendeu, inclusive, como muito oportuna, uma apresentação das propostas do Movimento Brasil Eficiente a todos os deputados.Como o MBE não se esgota pelo seu lançamento, o dever de todos aqueles que exigem um mínimo de eficiência para o país, é dar continuidade ao projeto. Portanto, quem ainda quer se redimir, que trate de aderir ao MBE, coisa que pode ser feito através do site (www.brasileficiente.org.br) . Vamos nessa?