MANICÔMIO TRIBUTÁRIO
No dia 13/06, o jornal O Globo publicou um artigo assinado pelo economista Paulo Rabello de Castro, coordenador do Movimento Brasil Eficiente. Como o tema é pra lá de importante neste momento de grandes protestos e reivindicações, e o grupo -PENSAR+!- está engajado nos propósitos do MBE, nada melhor do que replicar o texto, que leva o título de MANICÔMIO TRIBUTÁRIO. Eis:ESTAGNAÇÃO PRODUTIVA
A tributação brasileira se tornou explosiva. A Carga Tributária dá saltos, ano após ano: de 26% do PIB, por volta de 1994, a quase 38% hoje. Impostos sobre impostos criam improdutividade e burocracia, freios terríveis ao crescimento. Poucos segmentos, como a agricultura - menos onerada diretamente - se safam. A indústria murchou. O Brasil não vai melhorar enquanto não pusermos o dedo na causa da estagnação produtiva. Nosso freio de mão está puxado.REAÇÃO IMPOSSÍVEL
O ministro da Fazenda promete uma reação em breve. Não virá. Nem pode vir, senão por uma completa simplificação do atual manicômio tributário. O mercado erra mais do que o ministro quando o culpa por frustrar o crescimento esperado. Não há qualquer chance de se crescer mais rápido. A produtividade geral está zerada pela Carga Tributária descomunal.AUMENTO DE CONSUMO
Por muita sorte, ao longo do governo Lula os preços das commodities estiveram altos. Vários países, Austrália, Canadá, Chile e Peru, por exemplo, todos exportadores de produtos primários, também se deram bem. Mesmo assim o Brasil apresentou um crescimento muito fraco. Só o consumo avançou com força. Junto com o endividamento geral da massa consumidora.IMAGEM EQUIVOCADA
A capa da revista -Economist- colocou o Cristo Redentor decolando do Corcovado. Imagem equivocada. Nada havia mudado no modelo de alto desperdício e baixo investimento brasileiro que justificasse melhor expectativa sobre a economia no Brasil. Nossa capacidade de colocar investimentos para rodar está e esteve prejudicada. O Estado, obeso e perdulário, gasta na frente e sai cobrando o que pode em impostos. As empresas não investem e as famílias não poupam porque já são tosadas na recepção da sua renda por impostos malucos.CLASSE MÉDIA
Se você é da classe média, provavelmente deixa mais de 50% da sua renda familiar para o governo, entre o que é tributado no recebimento do salário e os impostos escondidos nos preços das mercadorias. O governo fica com o dinheiro, mas não o investe; vira gasto de consumo. Portanto, é impossível a taxa de investimento andar além dos 20% do PIB.PAÍS SONHADOR
Na raiz de tudo, está a maldita Carga Tributária, agravada pelos impostos em cascata, que oneram até o ato de estar em dia com o Fisco. Viramos um país sonhador e lamentável. Sonhamos com um desempenho na economia descolado inteiramente da nossa estupidez tributária e do desperdício estatal que a acompanha. E somos lamentáveis por não distinguirmos entre entraves seculares, como educação, saúde, e mesmo Infraestrutura, que sempre foram problemas, e a grande razão operacional e direta da estagnação brasileira: a tributação burra e o gasto público descontrolado.PLANO REAL DOS IMPOSTOS
Felizmente, isso tudo tem conserto. Como teve a inflação. Quando paramos de insistir no diagnóstico equivocado, fizemos um gol: o Plano Real. Agora podemos fazer outro, maior ainda, o Plano Real dos Impostos. O ministro da Fazenda tem o esboço desse plano em suas mãos. Mas precisa de apoio da opinião pública. E de mais suporte de quem ainda pensa.CEDO
Ainda é cedo para tirar conclusões a respeito dos crescentes protestos e manifestações que se espalham, cada dia mais, por todo o país. Por enquanto, tudo não passa de pura especulação promovida pelos meios de comunicação, que mais parecem preocupados em mostrar como seus profissionais estão sendo tratados pela polícia.A INSATISFAÇÃO É GERAL
Uma coisa, no entanto, já é absolutamente incontestável: a insatisfação é geral e daí o fato do estopim estar aceso. Entretanto, além de incerto o tempo que a pólvora vai se manter acesa, também é impossível detectar o tamanho do estrago que a insatisfação e/ou a baderna pode provocar.REVOLUÇÃO FRANCESA
Para quem leu alguns capítulos sobre a Revolução Francesa sabe que a insatisfação generalizada sem a definição de um propósito claro pode dificultar o encontro das soluções. Vale lembrar que, por falta de entendimento, após derrubarem a Bastilha, os franceses levaram cem anos para se organizar e decidir o que deveriam fazer com o produto.MIL MOTIVOS
O Brasil, neste momento, mostra insatisfeitos por todos os lados. Cada um com seus motivos para dizer o quanto está indignado. Um grupo, que parece ser maior grita contra os altos impostos e da crescente corrupção; outro, contra os enormes privilégios concedidos aos políticos e governantes, à custa do dinheiro público. Outros mais reclamam dos gastos com a construção de estádios de futebol. E há, também, os insatisfeitos aposentados do INSS, que reclamam dos baixos proventos e da forma como são tratados, sem saber as razões que levam a esta catástrofe.SEM REFORMAS
Como o governo só sabe gastar e não investir, como deveria fazer, e ainda por cima não admite reformas, cada grupo exige o cumprimento de direitos conferidos pela estúpida Constituição Brasileira, sem dar a mínima para os deveres. Com isso, os mais espertos foram à luta e obtiveram privilégios absurdos, que se transformaram em direitos adquiridos. O duro é que ao invés de pedir para acabar com os privilégios, o povo quer as mesmas vantagens. Para tanto, não sabe que a absurda carga tributária precisaria dobrar.EXEMPLO DE PRIVILÉGIO ABSURDO
Um deles, por exemplo, é bem retratado através das aposentadorias. Gostem ou não, o fato é que: 1- Os servidores da União (RPPS), que agrega UM MILHÃO DE APOSENTADOS recebem, em média R$ 6.673,00 mensais.E do INSS (RGPS), que agrega 27 MILHÕES DE APOSENTADOS a média é de R$ 906,00 mensais. Ou seja: para que poucos recebam MUITO, muitos recebem POUCO.DUAS CLASSES
-PRIMEIRA CLASSE
Como as contribuições dos servidores da União são insignificantes para satisfazer a folha dos aposentados privilegiados (RPPS), o rombo ANUAL dessa que é considerada PRIMEIRA CLASSE (que é coberto por impostos pagos pela sociedade) é de mais de R$ 56 bilhões.SEGUNDA CLASSE
Enquanto isso, o rombo ANUAL da SEGUNDA CLASSE (que também é coberto por impostos pagos pela sociedade), promovido pela diferença entre arrecadação das contribuições feitas ao INSS e o pagamento das aposentadorias, é superior a 45 BILHÕES. (Isto porque a taxa de desemprego no país está baixa) Somando OS ROMBOS temos mais de 100 BILHÕES, que precisam sair, ANUALMENTE, dos cofres da União (sem falar dos Estados e Municípios). Pergunto: isto é justo?A CAUSA E O EFEITO
Como o povo mal sabe disto, ninguém está se manifestando nas ruas sobre este sério assunto. Ou seja: a sociedade está irritada com os efeitos e desconhece as causas. Assim, não há solução boa à vista.PESO POLÍTICO
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), entidade que agrega as Federações das Indústrias de todos os Estados brasileiros, pelo peso político que tem, era de se supor que estivesse sempre muito atenta à tudo que acontece de bom ou ruim com o setor industrial, não só do Brasil como do exterior.NOTA TARDIA
Pois, dias atrás, para surpresa geral, a Confederação Nacional da Indústria distribuiu uma -TARDIA- Nota à Imprensa admitindo, finalmente, que o Brasil e seus parceiros do Mercosul ficarão -isolados- se não procurarem alternativas para assinar novos acordos comerciais, como fazem outras nações da América Latina.SÓ AGORA?
O mais curioso, pelo que se pode observar, é que a CNI só agora se deu conta de que o Brasil corre sério risco de perder mais espaço em seus mercados exportadores, se não entrar totalmente no jogo mundial de buscar novas sociedades no comércio internacional. Pois, diante da surpreendente manifestação fico a imaginar o que, afinal, estavam fazendo os dirigentes da CNI até agora...ACORDOS COMERCIAIS
A Nota cita os acordos comerciais assinados recentemente no mundo e outros que estão em discussão e conclui que o Brasil e seus sócios do Mercosul (Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai -atualmente suspenso) estão à margem dessas grandes discussões.BERÇO ESPLÊNDIDO
A CNI, provavelmente, estava dormindo em Berço Esplêndido o sono dos desavisados e/ou ingênuos. E foi acordada pelo som da caneta dos inteligentes governantes do México, Colômbia, Peru e Chile, quando assinavam o tratado que criou a Aliança do Pacífico, países que juntos reúnem 35% do PIB latino-americano e 3% do comércio mundial.PREFERÊNCIAS TARIFÁRIAS
Tem mais: o texto da Nota também cita de forma individualizada o Chile, que tem preferências tarifárias com 62 países; a Colômbia, que as tem em 60 mercados; e o Peru, com acesso preferencial a 52 mercados. Pode?Além disso, a CNI diz que todos os países citados têm acordos de livre-comércio com os EUA e a União Europeia, e que não incluem o Brasil, que tem somente 22 acordos preferenciais. Pior: em sua maioria de pouca relevância.ALIANÇA TRANSPACÍFICA
O documento também destaca os avanços dos EUA em direção a um acordo com a UE além de seus esforços em favor da Aliança Transpacífica (TTP), que englobaria além do país a Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã, que correspondem a quase 25% do comércio mundial.ANTES DO NOVO SONO
Pois, antes que os industriais voltem a dormir, aí vai um dado alarmante: o Brasil é apontado como o país mais protecionista no G-20, grupo das maiores economias desenvolvidas e emergentes, de acordo com o Índice de Abertura de Mercados, publicado nesta terça-feira pela Câmara de Comércio Internacional (CCI), em Paris. Pior que o Brasil entre os 75 países, só mesmo o Quênia, Paquistão, Venezuela, Uganda, Argélia, Bangladesh, Sudão e Etiópia. Que tal?VERÃO EUROPEU
Quando o tempo para fazer turismo é curto prefiro escolher um ambiente onde existem vários pontos de visitação e/ou curtição ao seu redor. Como o verão europeu está chegando, e segundo a meteorologia da região da Emilia Romagna promete ser escladante (ou africano, como dizem aqui) a movimentação nas cidades litorâneas já se mostra intensa neste momento, onde o sol e o calor se fazem presentes.CERVIA
Partindo dessa premissa, depois de passar por vários cruzamentos que levam às cidades-balneários do Adriático, na região de Emilia Romagna, desde que peguei o carro alugado em Veneza, pelo mero acaso resolvi entrar na pequena e agradável Cervia. Foi uma grata surpresa.EMILIA ROMAGNA
Cervia, além de muito bem organizada, fica ao lado da belíssima Cesenástica e de Rimini (litorâneas). E fica perto da medieval Sanarcanjo de Romagna e da República de San Marino (a mais velha República do mundo). Por estarem próximas de Cervia é possível curtir uma praia pela manhã e passar o resto do dia fazendo turismo ao redor. Com um importante detalhe: sem perder muito tempo na estrada.SAN MARINO
Quem está na região não pode deixar de visitar a belíssima República de San Marino. Tudo no lugar, gente. Ainda mais se for levado em consideração que é o mais antigo Estado Soberando do mundo, fundado em setembro de 301. Um boa visita (com direito a andar no teleférico) pode ser feita com muito conforto em menos de um dia. É espetacular.CENTRO DE CERVIA
Além do canal e da marina, que torna agradável e aconchegante qualquer lugar do mundo, o centro anigo de Cérvia mantém seus prédios e monumentos intactos. O número de hotéis é simplesmente incontável (assim como das demais cidades litorâneas) e o movimento já é bem grande neste mes de junho. Principalmente, nos finais de semana.BEACH CLUBS
Chama muito a atenção a organização: ao longo da costa, centenas de Beach Clubs, (ou Day Clubs) um ao lado de outro, cada um com seu bar e restaurante, oferecem farto bicicletário, WiFi Zone, vestiários, banheiros, cadeiras de praia (longas) com guarda-sóis, além de play-grounds, com espaços para jogos (tenis de mesa, basquete, volei, etc.). Um dia, com acesso a tudo (exceto refeições), fica por volta de 22 euros. Detalhe: os Beach Clubs (ou Bagnos) são concessões pública e funcionam, diariamente, das 7h às 20h. Todos os concessionários pagam aluguel ao município, pela área concedida (todas são do mesmo tamanho) e se obrigam a cumprir um contrato com regras rígidas, que começam pela higiene, limpeza e segurança. Que tal? Os guarda-sóis, em torno de 250 por Bagno, são fixos, personalizados, numerados e perfeitamente alinhados, o que proporciona uma bela apresentação e controle. A diferença, que fica a gosto de cada concessionário, para identificar cada Bagno, é a cor do tecido.REGIÃO DAS BICICLETAS
Para quem prefere a caminhada ou andar de bicicleta é de deixar qualquer brasileiro espantado: ciclovias e calçadas é o que não faltam. E para disfrutar ao máximo esta infraestrutura, todos os hotéis oferecem, sem custo adicional, um número razoável de bicicletas para seus hóspedes. O mesmo acontece para os turistas que chegam por trem. Neste caso, para sair pedalando basta apresentar a passagem. Que tal? É bom esse tal de primeiro mundo, não?IRONIA?
A rua principal do centro de Milano-Marittimo, balneário requintado de Cérvia, que retrata o capitalismo puro, é a mais frequentada. Pois, exatamente esta rua, onde estão as mais finas lojas, restaurantes, bares e gelaterias, acreditem, leva o nome de Antonio Gramsci. Parece ironia, não? Ou uma provocação? Só sei que virei fã da rua, a despeito de quem lhe deu o nome, certamente. Que tal?VERÃO EUROPEU
Quando o tempo para fazer turismo é curto prefiro escolher um ambiente onde existem vários pontos de visitação e/ou curtição ao seu redor. Como o verão europeu está chegando, e segundo a meteorologia da região da Emilia Romagna promete ser escaldante (ou africano, como dizem aqui) a movimentação nas cidades litorâneas já se mostra intensa neste momento, onde o sol e o calor se fazem presentes.CERVIA
Partindo dessa premissa, depois de passar por vários cruzamentos que levam às cidades-balneários do Adriático, na região de Emilia Romagna, desde que peguei o carro alugado em Veneza, pelo mero acaso resolvi entrar na pequena e agradável Cervia. Foi uma grata surpresa.EMILIA ROMAGNA
Cervia, além de muito bem organizada, fica ao lado da belíssima Cesenatico e de Rimini (litorâneas). E fica perto da medieval Sanarcanjo de Romagna e da República de San Marino (a mais velha República do mundo). Por estarem próximas de Cervia é possível curtir uma praia pela manhã e passar o resto do dia fazendo turismo ao redor. Com um importante detalhe: sem perder muito tempo na estrada.SAN MARINO
Quem está na região não pode deixar de visitar a belíssima República de San Marino. Tudo no lugar, gente. Ainda mais se for levado em consideração que é o mais antigo Estado Soberano do mundo, fundado em setembro de 301. Uma boa visita (com direito a andar no teleférico) pode ser feita com muito conforto em menos de um dia. É espetacular.CENTRO DE CERVIA
Além do canal e da marina, que torna agradável e aconchegante qualquer lugar do mundo, o centro antigo de Cervia mantém seus prédios e monumentos intactos. O número de hotéis é simplesmente incontável (assim como nas demais cidades litorâneas) e o movimento já é bem grande neste mês de junho. Principalmente, nos finais de semana.BEACH CLUBS
Chama muito atenção a organização: ao longo da costa, centenas de Beach Clubs, (ou Day Clubs) um ao lado do outro, cada um com seu bar e restaurante, oferecem farto bicicletário, WiFi Zone, vestiários, banheiros, cadeiras de praia (longas) com guarda-sóis, além de play-grounds, com espaços para jogos (tênis de mesa, basquete, vôlei, etc.). Um dia, com acesso a tudo (exceto refeições), fica por volta de 22 euros. Detalhe: os Beach Clubs (ou Bagnos) são concessões pública e funcionam, diariamente, das 7h às 20h. Todos os concessionários pagam aluguel ao município, pela área concedida (todas são do mesmo tamanho) e se obrigam a cumprir um contrato com regras rígidas, que começam pela higiene, limpeza e segurança. Que tal? Os guarda-sóis, em torno de 250 por Bagno, são fixos, personalizados, numerados e perfeitamente alinhados, o que proporciona uma bela apresentação e controle. A diferença, que fica a gosto de cada concessionário, para identificar cada Bagno, é a cor do tecido.REGIÃO DAS BICICLETAS
Para quem prefere a caminhada ou andar de bicicleta é de deixar qualquer brasileiro espantado: ciclovias e calçadas é o que não faltam. E para desfrutar ao máximo esta infraestrutura, todos os hotéis oferecem, sem custo adicional, um número razoável de bicicletas para seus hóspedes. O mesmo acontece para os turistas que chegam por trem. Neste caso, para sair pedalando basta apresentar a passagem. Que tal? É bom esse tal de primeiro mundo, não?IRONIA?
A rua principal do centro de Milano-Marittimo, balneário requintado de Cervia, que retrata o capitalismo puro, é a mais frequentada. Pois, exatamente esta rua, onde estão as mais finas lojas, restaurantes, bares e gelaterias, acreditem, leva o nome de Antonio Gramsci. Parece ironia, não? Ou uma provocação? Só sei que virei fã da rua, a despeito de quem lhe deu o nome, certamente. Que tal?EUROPA
Quem se dispõe a visitar a Europa neste momento se depara com dois ambientes econômicos distintos: 1- aquele relacionado aos setores que nada têm a ver com o turismo, como é, principalmente, o caso da indústria; e, 2- aquele que tem tudo a ver com o turismo, como é o caso dos hotéis, restaurantes e afins que despertam o interesse dos visitantes do Velho Mundo.TURISMO EM ALTA
Se as atividades relacionadas com o primeiro ambiente, expressado pelo elevado percentual de desempregados, identifica a presença de uma forte crise, como os noticiários não cansam de estampar, o segundo, com toda certeza não tem do que se queixar. Até porque o número de turistas do mundo que visitam a Europa continua firme, senão crescente.RESSALVA
Cabe aí, no entanto, uma ressalva: quando digo turistas do mundo todo é importante esclarecer que as exceções ficam por conta dos cubanos e coreanos do norte, por exemplo, que não dão as caras em lugar algum do mundo por duas razões: 1- porque não têm recursos para viajar; e/ou,2- porque seus governos, ditatoriais, impedem que seus cidadãos saiam do país.CRUZEIRO PELO ADRIÁTICO
No cruzeiro de navio que resolvi fazer pelo Adriático, com duração de uma semana, saindo de Veneza e passando por cidades da Grécia (Katakolon e Olímpia), Turquia (Smir e Istambul) e Croácia (Dubrovnik), perguntei à um tripulante quantos cubanos (aqueles que vivem em Cuba, certamente) e quantos coreanos do norte (idem) estavam à bordo. A resposta foi rápida: - Nenhum!DELIRANTE
Quando percebi a sua testa franzir, como que se duvidasse do que acabara de escutar, fui mais além: - Daqui a alguns anos, caso nada de bom aconteça, não é de se estranhar se os brasileiros também venham a enfrentar dificuldades para sair do país. Não convencido, o tripulante esboçou um sorriso de incredulidade. Do tipo de quem estava falando com um delirante. Que tal?RIVIERA DO ADRIÁTICO
Como desembarquei em Veneza, antes de retornar ao Brasil resolvi ficar mais uns dias na região de Emilia Romagna, mais precisamente para conhecer a bela Riviera do Adriático (ao sul de Veneza). No editorial de amanhã conto alguma coisa sobre o que acontece por aqui, onde o clima está ótimo e o verão promete ser bem quente.PARAÍSO
Antes, porém, pergunto aos leitores/assinantes do Ponto Crítico: - Alguém ainda não foi à Croácia? Se a resposta for negativa, só me resta insistir para que vá. Imediatamente. Mesmo que só tenha conhecido Dubrovnik, por ser ponto de parada do navio, já me sinto credenciado para dizer que conheci o paraíso. Maravilha, gente.