FEDERALISTA
Para fechar a semana, que culmina com as manifestações de rua deste domingo, 12 de abril, em todo o país, na qual o Ponto Critico se propôs em publicar textos (conteúdos) produzidos pelos pensadores do Pensar+, o editorial de hoje é da lavra de Thomas Korontai.
Além de integrar o Pensar+, Korontai é fundador e presidente nacional do Federalista, partido político em formação, focado exclusivamente na Refundação do Brasil. (www.movimentofederalista.org.br). Eis:
E DEPOIS DO DIA 12???
Queremos todos, ou pelo menos 95% da população brasileira, retirar esse grupo do poder central. Não há mais dúvida. E isso é ótimo pois dá uma brecada nos planos do Foro de São Paulo, que quer implantar um novo modelo de socialismo. No fundo, todos são iguais, pois suprimem os valores da Sociedade Humana – a liberdade, a propriedade e a vida. Sim, a vida, pois transformam todos em zumbis.
O QUE FAREMOS?
Dia 12 é mais um dia especial para o Povo Brasileiro forçar a saída de quem ainda insiste em ficar no Poder. Quem sabe esse grupo insólito saia do poder de uma vez já na próxima semana. Seja por renúncia, seja por impeachment. E isso é absolutamente democrático. Mas, e depois? O que faremos? Um novo grupo político ao entrar, assume e ainda vai ter que enfrentar os problemas e desafios cujas dimensões ainda não se tem muita certeza, verdadeiros icebergs, cujos pedaços vem sendo revelados dia após dia, em cada nova operação policial.
COMBATER A CAUSA
O que é melhor e mais efetivo? Combater efeitos ou causas? Certamente, a causa. O Brasil está adoentado há longa data, desde o início de sua existência, quando o Estado se instalou antes do Povo. Ok, nada podemos fazer em relação ao passado, mas em relação ao futuro, sim. Qual é a causa então? Simples, atávico, lógico demais para ser despercebido, mas assim sempre o foi: a concentração excessiva de poderes e dos recursos públicos.
Cerca de 75% de toda a arrecadação tributária vai para Brasília. Praticamente todo o poder político se concentra em Brasília. E os modelos de organização, tanto do Estado, quanto dos Poderes, quanto das esferas de poder, que colocaram o município como “ente federativo” criaram esse Frankenstein federativo, que é na verdade, um modelo absolutista disfarçado de democracia.
REFUNDAR O BRASIL
O que fazer? Refundar o Brasil. Sim, parece radical, mas se você observar todo o sistema, em todos os setores da vida pública e até empresarial do País, tudo apodreceu. Uma constituição que tem 2/3 que nada valem, garante esse quadro cada vez mais surreal. Um conjunto de normas tributárias que passam dos 4,2 milhões desde 1988, juntamente com mais de 80 emendas constitucionais, revelam o mar de insensatez tupiniquim.
A solução é desconcentrar os poderes, em todos os sentidos. Financeiro, político, legislativo, administrativo e judiciário. Refundar o Brasil para uma verdadeira Federação de estados autônomos e cidades que possam escolher seus prefeitos sob contrato ou eleição sem partidos políticos. E porque não conselheiros voluntários no lugar de vereadores pagos? Precisa mexer no queijo de todos.
BENEFÍCIOS
Quais os benefícios de uma refundação? Um novo modelo federativo, sob um novo texto constitucional, de princípios, tal como a Carta americana com 7 artigos e apenas 27 emendas ao longo de 225 anos desde sua independência.
Tal modelo permitirá todas as reformas que tanto queremos: do sistema tributário, do sistema político, do sistema legislativo reformando o modelo de representatividade, possibilitando a completa abertura do mercado brasileiro, interno e externo. Rever o papel das empresas, que devem deixar de ser recolhedoras de impostos para apenas produtora de bens e serviços. Nenhuma nação funciona sem o sangue monetário, sem atividade econômica.
PAUTA COMO NAÇÃO
Para quem compreendeu, por estas simples linhas, o que é CAUSA e o que é EFEITO, vai ficar fácil perceber que os benefícios advindos de um novo modelo federativo, pleno, colocará o Brasil olhando para o II Milênio, deixando de olhar para trás, como sempre fez até agora. E compreenderá que, como dizia Einstein, é insanidade imaginar que se possam obter resultados diferentes fazendo as mesmas coisas de sempre.
Dia 12, nas ruas? SIM! Mas está na hora de revermos nossa agenda, nossa pauta como Nação.
ESCLARECIMENTO DAS RAZÕES
Faltando poucos dias para o povo sair novamente às ruas, desta vez no próximo domingo, 12 de abril, em todo o país, o Ponto Critico e os pensadores do Pensar+ seguem com o firme propósito de contribuir com esclarecimentos das razões que estão aumentando, de forma significativa, a insatisfação do povo.
CAUSA DOS AUMENTOS DE PREÇOS
Como a elevação desenfreada dos preços das mercadorias e serviços está deixando o povo muito mal humorado e preocupado, nada melhor do que entender a CAUSA desse fenômeno que nitidamente destrói com a renda das pessoas, independente do grau de riqueza.
COMO UMA LUVA
Pois, com este afã o editorial de hoje, da lavra do economista e pensador Alfredo Peringer, entra como uma luva por duas razões importantes:
1- para o entendimento do fenômeno; e,
2- para compor uma correta lista de reivindicações para as manifestações do próximo domingo. Eis:
CORREÇÃO
Peringer começa fazendo uma necessária correção ao dizer que se equivocam todos os meios de comunicação do país, quando afirmam (e formam opinião errada, portanto), a todo momento, que -com a alta do dólar, o mercado estima inflação acima de 8% para 2015-.
Ora, a cotação do DÓLAR, para quem ainda não sabe, é um preço e, como preço, ele é a CONSEQUÊNCIA da inflação, não a sua CAUSA.
FENÔMENO MONETÁRIO
A inflação, como o renomado economista Milton Friedman (Escola Monetarista) ensina, é um fenômeno inteiramente monetário: só ocorre se os mandatários econômicos (Tombini,
Levy, etc.) deixarem os MEIOS DE PAGAMENTO crescer ALÉM DAS POSSIBILIDADES de crescimento dos bens e serviços.
COMPENSAÇÃO
Isto significa que, se não houver crescimento monetário, a alta do preço do feijão terá que ser compensada com a queda do preço do arroz ou de outros bens ou serviços existentes dentro da economia e/ou, ainda, das suas quantidades.
E é isso que vem ocorrendo na economia brasileira, e que venho mostrando, ao apontar que o crescimento da moeda no Brasil (valores médios diários), nos últimos doze meses, finalizados em 13/03, foi de 13,0% a.a..
COMPARAÇÃO DO PIB X CRESCIMENTO MONETÁRIO
Como o crescimento da economia foi próximo de zero (%) no mesmo período, o inchaço monetário levará, inevitavelmente, ao crescimento do valor do dólar e/ou dos demais preços dos bens e serviços de maneira consistente, já que eles sempre podem ser afetados, no curto prazo, por fatores passageiros diversos, mas que acabam não vingando em prazo mais longo.
CRIMES MONETÁRIOS
O fato a destacar é que os crimes monetários contra a população deveriam ser castigados, pois afetam os rendimentos dos trabalhadores, poupadores e investidores, reduzindo os seus ganhos e, com isso, a atividade
econômica futura.
Resumindo: não são, portanto, o dólar ou os preços dos bens e serviços que causam a inflação, como referem todos os meios de comunicação. Ao contrário, esse fenômeno também é causado pela verdadeira inflação, a da moeda, levada avante pelo Banco Central, sob o comando dos seus burocratas, muitas vezes obedecendo ordens da presidente, do Ministério da Fazenda, ou mesmo do Tesouro.
TEXTO DO PENSADOR PERCIVAL PUGGINA
Dando prosseguimento à publicação de textos escritos por integrantes do Pensar+, grupo de pensadores preocupados em expor, claramente, as CAUSAS que contribuem para estimular a presença maciça de brasileiros nas ruas, no próximo domingo, 12 de abril (que por si só deve ser entendido como um ato puramente democrático), o conteúdo a seguir é da lavra do pensador Percival Puggina. Eis:
ACUSAM-ME
Acusam-me de ser:
• racista, porque sou branco;
• fascista, porque não voto no PT, no PCdoB nem no PSOL;
• homofóbico, por ser heterossexual;
• traidor da causa operária, por dizer que a CUT é um antro de petistas;
MAIS ACUSAÇÕES
Acusam-me de ser:
• machista, por ser contra o aborto;
• fundamentalista, por sustentar que estado laico não é o mesmo que estado ateu;
• falso católico, por mostrar os desvios políticos e pastorais da CNBB;
• reacionário, por divulgar os insucessos das experiências totalitárias;
OUTRAS MAIS
Acusam-me de ser:
• saudosista do DOI-CODI, por querer segurança pública e bandidos na cadeia;
• antissocial, por valorizar o mérito e ser contra cotas raciais, sociais e sexuais;
• prepotente, por apreciar a disciplina e querer a ordem;
• idiota, por afirmar que nas economias livres as sociedades são mais prósperas do que nas economias estatizadas;
MAIS ESTAS
Acusam-me de ser :
• vendilhão da pátria, afirmar que o Estado não deve fazer o que a iniciativa privada também possa;
• golpista, por querer o impeachment da presidente Dilma;
• inimigo dos pobres, por ser contra o governo petista;
• criminalizador dos movimentos sociais, por apontar os crimes que cometem;
• neoliberal, por afirmar que pagamos impostos excessivos a um Estado larápio, grande demais e incompetente demais;
• ultra-direitista, por sustentar que o Foro de São Paulo é uma organização comunista, hoje mantida pelo governo do PT, com planos de poder para toda a Íbero-América.
JURO INOCÊNCIA
Pois, perante todas as acusações, JURO MINHA INOCÊNCIA. Penso que, bem ao contrário, elas provam a má índole dos meus acusadores.
TODOS ACUSADOS
O texto acima não reflete acusações apenas ao Puggina. Serve para todos que se sentem atingidos da mesma forma. Ou seja, às vítimas de tantas safadezas proporcionadas por aqueles que sequer enxergam como democráticas as manifestações de revolta e insatisfação para com o -status quo- do nosso pobre país.
TEXTOS ASSINADOS POR PENSADORES DO PENSAR+
Conforme informei ontem, os editoriais do Ponto Crítico desta semana, com textos voltados para as manifestações do dia 12/4, em todo o país, levam a assinatura de pensadores que integram o PENSAR+.
Assim, o texto que publico hoje é assinado pelo pensador Roberto Rachewsky. Eis:
A MARCHA DE 12 DE ABRIL
A marcha do dia 12 de Abril será mais uma tentativa de entregar, ao Congresso Nacional, a mensagem subscrita pela população brasileira que se encontra insatisfeita com:
1- o grau de corrupção;
2- o autoritarismo; e
3- a incapacidade gerencial do governo;
com o pedido de IMPEACHMENT da presidente Dilma.
LITERALMENTE IMPEDIDOS
Entretanto, vale lembrar que quem realmente tem sofrido o IMPEACHMENT, diariamente, é o cidadão brasileiro de bem.
Se bem pensado fica claro e evidente que nós, brasileiros, estamos literalmente impedidos de viver nossas vidas como poderíamos e gostaríamos, com plenitude e com toda potencialidade que o ser humano pode alcançar. Como, por exemplo:
EXEMPLOS
1- Não é possível viver num país onde a bandidagem corre livre, leve e solta, seja nas ruas ou seja nos gabinetes governamentais.
2- Não temos segurança ao sairmos de casa pela manhã, de que voltaremos vivos à noite. Nem mesmo permanecendo em casa, nossa integridade está assegurada.
3- Não temos segurança jurídica para sabermos que ninguém usará a força da lei para transformá-la em lei da força, cerceando nossa liberdade sem razão objetiva, confiscando nossa propriedade injustificadamente, mesmo tendo sido obtida por meios legítimos.
FORAS-DA-LEI
O emaranhado de leis, decretos, medidas provisórias, normas e o próprio sistema legal, controverso, surreal, subjetivo e draconiano, nos transforma em foras-da-lei apenas por existirmos, com agravante se criarmos, produzirmos, comerciarmos ou consumirmos, como entendemos ser do nosso interesse, mesmo sem violarmos o direito de ninguém.
NÃO É REVIDE
Portanto, o impeachment que a população brasileira, que pretende viver de forma racional, honesta, produtiva e independente deseja, não é um mero revide.
É, isto sim, uma legítima manifestação de quem anseia alcançar a liberdade, condição indispensável para se criar valor e riqueza para si e para os outros, meios insubstituíveis para conquistar a felicidade de forma consistente, duradoura, genuína e legítima, com base na cooperação, na justiça e no mérito.
MENSAGEM
Está mais do que na hora de impormos o “impeachment” aos que usam a força e a violência para alcançar seus objetivos.
No dia 12 de Abril, domingo próximo, a mensagem será esta:
QUE SE LEVANTE O IMPEACHMENT CONTRA OS CIDADÃOS DE BEM E SE INSTAURE, IMPLACAVELMENTE, AOS VERDADEIROS AGENTES DO MAL.
PENSAR+
Antes de tudo faço um esclarecimento: a grande tarefa dos integrantes do PENSAR+ é a produção e difusão de conteúdos que, de forma simples, objetiva e, principalmente, sem ranço ideológico, estabeleçam uma correta distinção entre CAUSA e CONSEQUÊNCIA dos males que atingem o nosso pobre país.
FARTA PRODUÇÃO
Como a produção de conteúdos tem se mostrado acima das expectativas, mesmo contando com as importantes redes sociais para difundi-los, muitos textos que reputo como importantes deixam de ser lidos.
Assim, como membro do Pensar+, nesta semana de preparação para a 2ª Manifestação de Rua, marcada para o próximo domingo, 12 de abril, que, de forma magnífica e expressiva deve superar a do dia 15 de março, me propus a publicar conteúdos assinados por alguns pensadores do nosso grupo. Quem abre a semana é o texto do Professor Paulo Moura, que julgo muito oportuno. Eis:
COMO LEVAR MAIS POVO ÀS RUAS EM 12/4
- Formou-se consenso entre atores e observadores da cena política nacional de que as manifestações programadas para 12 de abril próximo servirão de indicador decisivo para o futuro do governo Dilma. Se o público que for às ruas nessas datas for expressivamente mais amplo do que já o foi em 15 de março passado, mais um passo decisivo, talvez o derradeiro, será dado na direção da abertura do processo de impeachment da presidente.
Para os defensores do impeachment, portanto, aumentar a quantidade de povo nas ruas é a missão número um. Como fazer isso?
MAIOR DO QUE O DOBRO
Antes de qualquer coisa, convém observar que o número de pessoas que já confirmaram presença nos eventos locais convocados pelo Facebook, em várias das principais cidades, já é maior que o dobro daqueles que haviam confirmado presença, em período de tempo equivalente de divulgação das manifestações de 15/3. Cresceu, também, o número de cidades novas em que há eventos marcados.
PÚBLICO ADJACENTE
Há um público adjacente ao que foi às ruas em março, que deixou de comparecer por medo das ameaças de Lula e do MST de usar a violência contra os manifestantes. O rotundo fracasso das manifestações petistas e o caráter ordeiro e pacífico das manifestações contra o governo serviu de incentivo para a ida às ruas de mais gente em 12/4.
FAIXA ETÁRIA
A primeira descoberta é de que os manifestantes de 2015 são de outra faixa etária, cerca de 13 anos mais velhos, em média, do que os manifestantes de junho de 2013. Os jovens de 2013 eram, também, mais antipartido e menos inseridos no mercado de trabalho. Mas, há vasocomunicação entre os públicos, devido ao perfil de classe média de ambos, o que possibilita a influência dos que foram às ruas em 2015 sobre os que foram em 2013.
FOCO
Em 2013 as pautas eram difusas, mas Dilma cometeu o erro de chamar a si a reposta às ruas, colocando-se no centro do alvo. A recente campanha eleitoral, o estelionato político patrocinado por Dilma e a crise econômica, política e moral em que o país mergulhou, contribuíram para dar foco antigoverno às manifestações de 2015.
E, é justamente a crise econômica que oferece aos manifestantes de 15 de março a oportunidade de atrair para as ruas os segmentos populares que estão insatisfeitos com as consequências da crise sobre seus bolsos, e que não foram às ruas antes. As pesquisas de opinião recém publicadas sugerem, dado o grau de rejeição à Dilma, que esses novos contingentes poderão ser mobilizados para 12 de abril.
COMUNICAÇÃO
A chave aqui é a comunicação. Será preciso, aos mobilizadores de abril, agregar conteúdo econômico às convocatórias. Associar a inflação, o aumento do desemprego, a abaixa qualidade dos serviços públicos, os cortes nos programas sociais (foco nos estudantes excluídos do FIES) e demais maldades patrocinadas por Dilma, à roubalheira na Petrobras, como custo transferido ao bolso do trabalhador por Dilma e pelo Partido dos Trabalhadores.
Esse é um atalho cognitivo de fácil compreensão para qualquer um. Para além do Facebook, esse tipo de mensagem terá que ser levado às periferias urbanas em panfletos criativos para serem distribuídos nos transportes públicos nos horários de pico, quando o povão estiver voltando para casa, cansado do trabalho em ônibus e trens abarrotados.
Além do número de gente nas ruas, a mídia usou como indicador de força das manifestações de março, o número de cidades em que elas aconteceram. Incentivar a criação de eventos no Facebook convocando o povo às ruas no maior número de cidades possível é outra tarefa central dos mobilizadores de abril.
A conjuntura está a favor. A crise econômica recém está começando e suas consequências se farão sentir ao longo do ano, evoluindo em sua gravidade em proporção e velocidade exponenciais. Paralelamente, a crise política avança a passos rápidos para um quadro de crise institucional. Não há perspectiva de que a presidente Dilma adquira capacidade pessoal de mudar a si mesma para inverter a espiral negativa que sua conduta desastrada estimula. Dilma está em conflito, com Lula; Dilma está em conflito com o PT; Dilma está em conflito com o PMDB; Dilma está e conflito com povo.
O PMDB, por seu turno, percebeu que o jogo de Dilma e dos petistas é para destruí-lo e passou a travar uma luta de vida ou morte contra o PT. A CPI da Petrobras é a arena central dessa luta, e o PMDB controla a comissão, sentando um por um dos corruptos petistas na vitrine inquisitorial, e impedindo o PT de convocar os envolvidos dos demais partidos. A requisição das gravações das reuniões do Conselho de Administração da Petrobras na época da compra da refinaria de Pasadena revela que os peemedebistas estão em busca do “Fiat Elba” da Dilma.
O grito dos manifestantes nas ruas em março, com palavras de ordem como: “Lula cachaceiro, devolve o meu dinheiro” e “Um, dois, três, Lula no xadrez”, e pesquisas qualitativas não publicadas revelam que a imagem do líder maior do PT já foi arranhada a ponto de o ex-presidente FHC assegurar na imprensa que se Lula concorresse hoje a presidente, perderia.
Conectados online pelas mídias sociais no exato momento em que estão se manifestando em todo o país, os manifestantes transmitem uns para os outros o que se passa nas diferentes cidades, fazendo com que essas palavras de ordem se espalhem como rastilho de pólvora pelo país.
Para completar, essa semana o Clube Militar se manifestou abertamente a favor do impeachment, e, portanto, contra a intervenção militar, puxando o tapete da minoria militarista que se infiltrou nas manifestações de março para dividir e tumultuar a luta pelo impeachment.
O cerco à Dilma, Lula e o PT vai se fechando. Não existe, na história, registro de que um exército mercenário remunerado com pão, mortadela e tubaína, possa vencer uma multidão de cidadãos livres lutando para viver num país livre e descente. O povo brasileiro está tomando as rédeas do seu destino.
HOMENAGENS
Antes de tudo faço aqui um reparo quase que indesculpável: este editorial deveria ter sido tema principal da segunda edição do Ponto Crítico, em 2001, ano de sua criação.
O primeiro editorial, de maneira correta, dediquei a Roberto Campos, falecido naquele mesmo dia (09/10/2001). Com o falecimento do economista, por quem sempre nutri grande admiração, de forma extremamente modesta resolvi dar continuidade à sua pregação em defesa do capitalismo.
AYN RAND
No mesmo nível de importância de pessoas que admiro, eis o reparo: o segundo editorial deveria ter sido escrito para homenagear a filósofa Ayn Rand, a quem hoje, ainda que de forma tardia, mas sempre em tempo, presto as minhas sinceras homenagens.
E, para tanto, nada melhor do que fazer referência a um personagem (John Galt) do romance -A Revolta de Atlas-, considerada uma das mais importantes obras escritas por Ayn Rand.
EM SEGUNDO LUGAR, DEPOIS DA BÍBLIA
Para que tenham uma ideia do sucesso desta obra, a quem desde já recomendo a leitura imediata, em 1991 a biblioteca do Congresso dos EUA recebeu a missão de descobrir qual havia sido o livro que mais influenciara a vida das pessoas. A "Bíblia" ficou com o primeiro lugar; em segundo, "Quem é John Galt?". Que tal?
IMPOTÊNCIA E DESESPERO
Pois, a expressão "Quem é John Galt?", que aparece várias vezes no livro -A Revolta de Atlas-, ou -Atlas Shrugged-, publicado em 1957, se define como uma expressão de impotência e desespero com o estado atual do mundo ficcional da obra.
O mais interessante, no entanto, é que cada palavra e/ou cada linha do livro cabe como uma luva para a situação que vivemos no nosso pobre Brasil.
LIVRO
O livro -Quem é John Galt?- conta uma história onde a esquerda governa parte do mundo e o intervencionismo reina solto (olha aí o nosso pobre país, gente). E o quadro mostra um retrocesso, onde as indústrias começam a falir, as empresas desaparecem, as leis são manipuladas e a corrupção fica desenfreada. Nos permite, claramente, traçar um paralelo de hoje com a história do livro.
Ainda assim, neste triste cenário aparecem empresários e trabalhadores que creem na existência de um modelo econômico baseado na liberdade, nos valores universais de propriedade privada, vida e racionalidade. Na verdadeira busca do indivíduo pela sua felicidade própria.
A RAZÃO É A BASE DE TUDO
John Galt, portanto, não se identifica com um único indivíduo, mas sim com todos aqueles que trilham o seu caminho na procura da realização de seus mais profundos sonhos, buscando, através da RAZÃO, ultrapassar as barreiras porventura surgidas a fim de que não sejam impedidas de continuar sua caminhada.
HOMENAGEM PÓSTUMA
Rand sempre pregou que a mente do homem (razão) é o instrumento básico de sua sobrevivência. Mais:
A vida lhe é concedida, mas não a sobrevivência.
Seu corpo lhe é concedido, mas não o seu sustento.
Sua mente lhe é concedida, mas não o seu conteúdo.
Para permanecer vivo, ele tem de agir, e para que possa agir, ele tem que conhecer a natureza e o propósito de sua ação. Ele não pode obter seu alimento sem conhecer qual é seu alimento e como tem de agir para obtê-lo.
Não pode cavar um buraco, nem construir um ciclotron, sem conhecer seu objetivo e os meios de atingi-lo.
Para permanecer vivo, ele tem de pensar.
Como Ayn Rand já é falecida, presto esta singela homenagem póstuma, que faço em meu nome e de todos os integrantes do grupo Pensar+, que produzem conteúdos com o propósito de mostrar que o caminho da liberdade não é só o melhor, mas o único que pode nos levar a algum sucesso.