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16 jan 2017

SEJAMOS PRAGMÁTICOS


DISCUSSÃO DAS CRISES

Quando algum país, qualquer que seja, passa por uma eventual (e sempre possível) -CRISE-, as atenções, tanto do governo quanto da sociedade, NORMALMENTE se voltam para a discussão e/ou tomada de decisões que tenham como propósito debelar os males que levaram à situação crítica.

 


VONTADE E CONHECIMENTO DAS CAUSAS

Por óbvio, todas as providências que visam um real enfrentamento de uma eventual CRISE dependem:

1- do pleno convencimento da existência do problema; e,

2- da vontade, que -governo e sociedade- precisam mostrar para atacar as CAUSAS que levaram o país ao -ESTADO CRÍTICO. 


MÚLTIPLAS ENCRENCAS

No caso do nosso empobrecido Brasil, infelizmente, a lógica é outra. Detalhe: não se trata de exceção à regra. A questão é mais do que isto: é -sui generis-. A história mostra que gostamos -governo e sociedade- de plantar dificuldades futuras. Ou seja, gostamos mesmo é de MÚLTIPLAS ENCRENCAS, todas de difícil solução. Justamente para impedir e/ou dificultar o conserto dos problemas que, não por acaso, só se avolumam.

 


ECONOMIA

Vejam que em praticamente todas as rodas a CRISE que mais se destaca é a ECONÔMICA. Tudo porque o mau desempenho da ECONOMIA é determinante de mais DESEMPREGO, menor RENDA, mais INADIMPLÊNCIA, que culmina em  menos VENDAS e/ou PRODUÇÃO.  


75% DA PRODUÇÃO E CONSUMO

Poucos entendem, infelizmente, que todos os problemas que derivam do mau desempenho da economia são meras, ainda que preocupantes, CONSEQUÊNCIAS. A CAUSA do problema, por mais que muitos não saibam, ou não admitem, está no tamanho absurdo do ESTADO NA ECONOMIA, que se apropria de mais de 75% de tudo que é produzido e consumido no país.

Atenção: não se trata de uma afirmação idiota, irresponsável e nada certeiro. É isto mesmo, sem tirar nem por.


VÁRIAS CRISES

Pois, além da CRISE ECONÔMICA motivada por pouca LIBERDADE e muitos IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES, outras CRISES  DEVASTADORAS fazem parte da vida dos pobres brasileiros, como: CRISE MORAL, CRISE FINANCEIRA, CRISE POLÍTICA, CRISE MENTAL, e por aí vai...


FORA TEMER ???

O que mais preocupa é que, diante de tantas CRISES muitos brasileiros gritam -FORA TEMER- como que pedindo a volta de DILMA, ou de LULA ao comando do país. Ora, alguém realmente acredita que a economia do Brasil, nas mãos e pés de qualquer um dos dois petistas, pode melhorar? Ora, ora... 


PRAGMATISMO

Vamos deixar bem claro: Temer não é, como diz um provérbio popular, uma Brastemp, mas só o fato de ter sepultado a MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA, já é um bom começo. Isto basta? Óbvio que não, mas sejamos ao menos PRAGMÁTICOS: para quem não consegue viver com apenas uma ou duas CRISES, quando um mal maior já é atacado, isto me faz mais feliz, ainda que nunca um cidadão satisfeito.

Com Lula e Dilma a certeza é uma só: o retorno da MATRIZ que levou o Brasil à breca.



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14 jan 2017

A REFORMA NECESSÁRIA


O BRASIL PRECISA SER REFUNDADO

O Brasil, mais do que nunca, exige grandes REFORMAS. Aliás, o que precisa mesmo é que seja REFUNDADO. Entretanto, enquanto o povo, comandado fortemente pelas corporações, vai relutando em COMEÇAR DO ZERO, e com isto resolver de vez com vícios construídos ao longo do tempo, ao menos devemos sugerir algumas reformas NECESSÁRIAS.
 


REFORMA NECESSÁRIA

A propósito, eis o texto produzido pelo pensador e jurista Ives Gandra Martins, com o título -REFORMA NECESSÁRIA-, se referindo à área TRABALHISTA. 


VOLTAMOS PARA TRÁS NOS ÚLTIMOS 13 ANOS

O Tribunal Superior do Trabalho comemora 70 anos de sua criação, num momento em que o desemprego atingiu proporções jamais imagináveis e o crescimento do país, pelo segundo ano consecutivo, é negativo, beirando a casa dos 10%, neste biênio. O Brasil voltou para trás nos últimos 13 anos.
 


FUNDAMENTOS DE TODA ORDEM ECONÔMICA

Os princípios delineados na lei suprema de justiça social e liberdade de iniciativa, fundamentos de toda a ordem econômica, foram maculados, mas, particularmente, comprometido o futuro, por uma proposta equivocada dos últimos governos, ao desdenharem a evolução tecnológica, a competitividade internacional e o progresso econômico, que poderiam gerar empregos e desenvolvimento de que o Brasil necessitaria. Privilegiou-se o aparelhamento do Estado, em grande parte para “amigos do rei”, sem preparação real para o exercício de funções públicas e com base em ideologias ultrapassadas.
 


DISCURSO SOCIAL

O próprio discurso do social –em orçamento de 1 trilhão e meio de reais da Federação, à época do início do desmoronamento da política econômica, o programa Bolsa Família representava menos de 20 bilhões— foi desmascarado pela má gestão e escolha dos beneficiados, muitos deles apenas partidários do governo e desnecessitados da ajuda. Dos supostos 13 milhões de atendidos, talvez apenas 11 milhões realmente estivessem na linha da miséria, não conseguindo esconder a chaga dos 12 milhões de desempregados.
 


EMPREGO VALORIZADO

A melhor justiça social é o emprego valorizado. Este só se obtém com desenvolvimento econômico. O Estado não tem recursos próprios. Tira-os da sociedade. E quando tira em demasia e não facilita a vida, a sociedade torna-se autofágica e a nação, como um todo, sofre além do suportável.
A escandalosa carga tributária para sustentar principalmente o aparelhamento do Estado e a máquina administrativa, tornou-se um dos maiores problemas dos governos dominados por uma burocracia esclerosada e constituída, em parte, por concursados e, em parte, por não concursados.


PIOR EMPREENDEDOR

Ora, o Estado é pior empreendedor que a iniciativa privada e, sempre que atua no setor empresarial, não é competitivo, sobre as empresas públicas estarem mais sujeitas à corrupção.
O Estado tira muito em tributos da sociedade e retorna pouco em serviços, pois grande parte deles é destinada a sustentar a adiposa máquina burocrática e as benesses do poder, atém da corrupção endêmica dos governos.

 


70 ANOS DA CRIAÇÃO DO TRIBUNAL

No meu livro “Uma breve teoria do poder”, mostro por que, em todos os períodos históricos e espaços geográficos, o exercício do poder esteve minado por corrupção, que absorveu recursos da sociedade.
É bom governo aquele que consegue reduzi-la a proporções mínimas.

 

Esta cultura de os detentores do poder se auto outorgarem supervencimentos e favores - a Senadora Kátia Abreu chama os supersalários também de corrupção— aliada a de privilegiar empresas que contribuem ilegalmente para os governantes, pouco se importando com os geradores de empregos, levou o país a esta situação de ruína, só menor do que aquela que o desastrado presidente Maduro está promovendo na Venezuela.
 

Ora, ao comemorar os 70 anos da criação do Tribunal, nada mais lógico que se pense na melhoria do sistema federativo e nas seis reformas essenciais de que o Brasil precisa.
A reforma política é necessária. Embora eu, pessoalmente, defenda o parlamentarismo desde os bancos acadêmicos, creio que o primeiro passo seria a adoção de cláusula de barreira, com avaliação da performance partidária para a manutenção dos partidos; voto distrital misto, ou seja, metade dos deputados sendo eleitos no distrito e metade por eleições proporcionais; financiamento de campanha sob rígido controle e eliminação de coligações partidárias. A reforma previdenciária, embora de impacto a mais longo prazo, é imprescindível. Se não vier, a população que trabalha não terá como sustentar uma população superior de aposentados, no futuro.

A reforma trabalhista, no que concerne à terceirização e às convenções coletivas de trabalho, é relevante para reduzir o desemprego. Quanto à reforma burocrática, temos esperança de que o nosso anteprojeto, que surge de uma Comissão criada pelo próprio Senado com esta finalidade, possa ser aprovada. A reforma tributária não pode esperar mais. Eliminar a guerra fiscal do ICMS e ISS e simplificar a legislação são requisitos básicos, para começar. É de se lembrar que o STF sempre considerou inconstitucional tal prática, sem que os Estados se curvassem, pois editavam novas leis padecendo do mesmo vício, tão logo a lei anterior era declarada violadora da Carta da República. A reforma do Judiciário é importante, visto que a Lei Complementar 35 de 1975 está ultrapassada.
 

Nitidamente, vencer os anticorpos do atraso enquistados no poder e os privilégios que tornaram “direito adquirido” toda a espécie de benesses, é importante. Temos que ter condições de competir com os demais países, inclusive com aqueles do contexto latino-americanos. Trata-se de tarefa que exige uma cruzada cívica da sociedade em aceitar os sacrifícios necessários e dos governantes em abrir mão dos auto-outorgados benefícios, sobre reduzir o tamanho da máquina burocrática, nas mais de 5.500 entidades federativas.
Afinal, o servidor público deve servir à nação e não dela se servir, assim como o cidadão deve ser considerado como tal, não um objeto da administração, um escravo do poder, um cumpridor de inumeráveis obrigações burocráticas que se multiplicam para justificar a manutenção da máquina.
Quanto maior for a burocracia desnecessária, maior será a corrupção. Quanto maior o número de leis inúteis impostas aos novos escravos da gleba em que o povo se transformou, maior o acúmulo de processos penais, em que o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia devem intervir, não poucas vezes, confundindo o abuso de autoridade com a busca de justiça.

 

O Brasil precisa ser passado a limpo. As reformas são necessárias, mas a cultura política e da cidadania têm que, de um lado, repelir a manutenção de uma máquina burocrática e esclerosada, e de outro, exercer o seu papel. O país depende não só desse respeito ao direito da cidadania, mas do compromisso dos diversos segmentos sociais para fugir a esta inércia.
Estamos em tempo de mudança. De mentalidade e de costumes, na busca de um país de que os nossos filhos possam vir a orgulhar-se no futuro.
É o que espero, como um velho advogado, que jamais perdeu a esperança de ver o Brasil como líder mundial, onde a justiça social e a livre iniciativa de braços dados tornem a vida de todos os brasileiros digna de ser admirada no concerto das nações.

 



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12 jan 2017

O ESCLARECIMENTO É FUNDAMENTAL


PENSAR+

Sempre faço questão de repetir que o Pensar+ foi constituído baseado num propósito: produzir conteúdos que tenham como objetivo o constante esclarecimento da relação CAUSA/EFEITO de tudo aquilo que é proposto e/ou decidido pelos nossos governantes. 


CAUSA E CONSEQUÊNCIA

Esta preocupação nasceu da inconformidade com os meios de comunicação, cuja maioria, sem o menor cuidado e conhecimento, dá notícias, informações e opiniões que confundem CAUSA com CONSEQUÊNCIA. Com isso, um grande número de leitores, ouvintes e telespectadores, acaba formando opinião equivocada ou incompleta sobre vários assuntos.


REDES SOCIAIS

Por certo, por mais que os pensadores do PENSAR+ consigam produzir conteúdos, sobre os mais variados temas, sabe-se que com o crescimento espetacular das Redes Sociais, a leitura de tudo que é dito  escrito é praticamente impossível. Entretanto, como o esclarecimento depende de conteúdos capazes para tanto, torna-se necessária e imprescindível a produção e a publicação de textos. 


PREVIDÊNCIA

Daí a razão pela qual insisto, aproveitando os sérios estudos produzidos pelos pensadores, Ricardo Bergamini e Darcy Francisco dos Santos, quanto à necessidade de uma REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Vejam que a maioria dos periódicos tratam deste importante tema sem dar esclarecimentos suficientes. O que leva muita gente a não se convencer do grave problema e, principalmente, quais os REAIS RESPONSÁVEIS PELOS CONTINUADOS E CRESCENTES ROMBOS NAS CONTAS PÚBLICAS. 


SUBSTITUIÇÃO DA MATEMÁTICA PELA IDEOLOGIA

A propósito: o economista Fabio Giambiagi, com total clareza e muito certeiro diz: - Quem afirma que a REFORMA DA PREVIDÊNCIA pode ser evitada com uma reclassificação contábil, não entendeu a essência da questão. Ou entendeu e substituiu a matemática pela ideologia. 
 


ARTIGO DO IVES GANDRA MARTINS

Também a propósito, eis o texto produzido pelo pensador e jurista Ives Gandra Martins, com o título -OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE-, que foi publicado na Folha de S. Paulo no mês passado: 

Como nos filmes, começo este artigo informando que qualquer semelhança do que vou escrever com pessoas ou governos é mera coincidência.
 

Em dois livros meus, “Uma breve teoria do poder” e “A queda dos mitos econômicos”, edições esgotadas, procurei mostrar que quem busca o Poder, na esmagadora maioria dos casos, pouco está pensando em prestar serviços públicos, mas em mandar, usufruir ou beneficiar-se do governo. Prestar serviços públicos é um mero efeito colateral, não necessário. Com maior ou menor intensidade, tal fenômeno ocorreu em todos os períodos históricos e em todos os espaços geográficos.
 

É bem verdade que a evolução do Direito e da Democracia, nos dois últimos séculos, tem permitido um certo, mas insuficiente, controle do exercício do poder pelos quatro cavaleiros do apocalipse - o político, o burocrata, o corrupto e o incompetente -, razão pela qual as nações encontram-se permanentemente, em crise. A “Utopia” de Moore, a “República” de Platão e “A cidade do sol” de Campanella exteriorizam ideais para um mundo, em que a natureza humana seria reformada por valores que, embora vivenciados por muitos, raramente são encontrados nos que exercem o poder.
 

1- O POLÍTICO, na maior parte das vezes, para alcançar ascensão na carreira, dedica-se exclusivamente à “desconstrução da imagem” dos adversários. Tem razão Carl Schmitt, em sua teoria das oposições, ao declarar que o político estuda o choque permanente entre o “amigo” e o “inimigo”. Todos os meios são válidos, quando o poder é o fim. A ética é virtude descartável, pois dificulta a carreira.
 

2- O BUROCRATA, que, como dizia Alvim Toffler, é um “integrador do poder”. Presta concurso público para sua segurança pessoal, porém, mais do que servir ao público, serve-se do público para crescer e, quanto mais cria problemas para a sociedade, na administração, mais justifica o crescimento das estruturas governamentais sustentadas pelos tributos de todos os contribuintes. Há países que se tornaram campeões em exigências administrativas, as quais atravancam seu desenvolvimento, apenas para justificar a permanência desses cidadãos.
 

3- O CORRUPTO, ou seja, aquele que se beneficia da complexidade da burocracia e da disputa política, enriquecendo-se no poder, sob a alegação de necessidade de recursos, algumas vezes, para as campanhas políticas e, no mais das vezes, “pro domo sua”. Apesar de Montesquieu, ao cuidar da tripartição dos poderes, ter dito que o poder deve controlar o poder, porque o homem nele não é confiável, quando em todos eles há corruptos, o poder não controla a corrupção.
 

4- O INEPTO,  que conforma o quadro da esmagadora maioria dos que estão no poder, é aquele que, incapaz do exercício de uma função privada na qual teria que competir por espaços, prefere aboletar-se junto aos poderosos. São os amigos do rei. Não sem razão, Roberto Campos afirmava que há no governo dois tipos de cidadãos, “os incapazes e os capazes de tudo”. Quando espocam escândalos de toda a forma, quando a corrupção torna- se endêmica, quando o processo legislativo torna-se objeto de chantagem, quando a mentira é tema permanente dos discursos oficiais, quando a incompetência gera estagnação com injustiça social, percebe-se que os quatro cavaleiros do Apocalipse estão depredando a sociedade e desfigurando a pátria que todos almejam.
 

Felizmente, o Brasil é uma nação que desconhece os quatro cavaleiros do Apocalipse, pátria em que todos são idealistas e incorruptíveis, razão pela qual este artigo é uma mera digressão filosófica.



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11 jan 2017

DETECTORES DE VERGONHA NA CARA


EQUIPAMENTOS BÁSICOS

Para detectar a existência de produtos onde não é permitida a sua entrada em determinados ambientes, as fiscalizações dispõe, hoje, de três equipamentos básicos:

1- detector de metais;

2- raio X; e,

3- detector de traços que, nos casos de explosivos e/ou drogas, indica vestígios existentes, tanto no corpo quanto nas roupas dos fiscalizados. 


AEROPORTOS

Fiscalizações do tipo acontecem, como se sabe, de forma habitual e constante nos aeroportos, por exemplo, E além dos passageiros também as malas despachadas passam pelo -pente fino-, com boa precisão. Mais: inclusive os líquidos (acima de 100 ml), tesouras e objetos cortantes ou com pontas, são alvos de fiscalização e/ou apreensão. 


PRESÍDIOS

Ora, se tal sistema de fiscalização existe em todos os aeroportos há mais de 20 anos e funciona muito bem, por qual razão este mesmo procedimento exitoso não acontece também nos presídios? O que faz estes estabelecimentos, que mais do que quaisquer outros deveriam ser muito mais fiscalizados, serem tratados com tamanho descaso? 


QUEM MANDA

Pois, da mesma forma como pergunto trato também de responder: nos presídios, a ordem é não constranger os detentos. Com isso, quem decide o que pode e deve entrar nas prisões são os chefes das facções. Para tanto contam com o apoio irrestrito dos DIREITOS DOS PRESOS, que de forma disfarçada leva o enganoso título de DIREITOS HUMANOS.  


FIQUEM SOLTOS

Mais: a maioria dos juízes, quase sempre, entende que bandido precisa de carinho e privilégio. Tanto é verdade que, diante da excessiva lotação dos presídios, a ordem tem sido a de mandar um bom número de presos para casa. Ou seja, ao invés de propor que todos trabalhem, muitos acham melhor que fiquem soltos, para poder cometer os crimes de sempre. Pode? Faltam, certamente, DETECTORES DE VERGONHA NA CARA.


CONSEQUÊNCIA

O interessante é que a mídia e o judiciário gostam mesmo é do espetáculo. Vejam que até agora nenhum dos dois apontou para as CAUSAS dos problemas de segurança. Ambos só ficam remoendo o assunto pelo lado da CONSEQUÊNCIA. E ainda por cima demonstrando enorme sentimento de piedade para com os criminosos. 


CORREÇÃO

No editorial de ontem cometi um engano ao dizer que o presidente do Paraguai seria Federico Franco. Na realidade, como bem chama a atenção o leitor-pensador Antonio Chiocca, o atual presidente do Paraguai é Horácio Cartes,  que é empresário e filiado ao Partido Colorado.

Federico Franco presidiu aquele país antes de Fernando Lugo.  Horacio Cartes, portanto, é o grande responsável pela mudança na economia do Paraguai. 



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10 jan 2017

O PESO DA LIBERDADE


PARAGUAI - O QUERIDINHO LATINO

Enquanto o nosso empobrecido Brasil, sob o comando do PT, preferiu usar uma rota que, sabidamente para os sensatos, levaria a economia ao caos, deixando pelo caminho milhões de trabalhadores desempregados, o Paraguai tratou de fazer o contrário: aplicou a receita que, invariavelmente, produz CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO, usando como principal ingrediente a LIBERDADE. 


CARTILHA DO FORO DE SÃO PAULO

Aliás, a revista Veja desta semana publicou uma importante reportagem mostrando, em números reais e irrefutáveis, o resultado da colheita de bons resultados que, notadamente, foram colhidas após o afastamento de Fernando Lugo, seguidor fiel, assim como Lula, Dilma, Maduro, Evo Morales, etc., da cartilha do Foro de São Paulo. 


CRESCIMENTO FORTE

Pois, tão logo Federico Franco, que pertence ao Partido Liberal Radical Autêntico, assumiu a presidência do país, em 22/06/2012, a economia do Paraguai não parou mais de crescer. O PIB do país vizinho, por exemplo, saiu de uma queda de 1,2% em 2012 para um crescimento contínuo: +14% em 2013; + 4,7% em 2014; +3,1% em 2015; e, em 2016, deve fechar em +3,5%. Que tal?


TAXA DE DESEMPREGO

Detalhe: ao mesmo tempo em que a economia do Brasil só mostrava preocupantes recuos, a do Paraguai não parava de subir. Em sentido contrário, a forte queda da taxa de DESEMPREGO confirma os acertos do governo Federico Franco-Liberal (5,9%) da mesma forma como comprova o total e maldoso desacerto do governo Dilma-Petista: (11,2%). Pois é.  


INFLAÇÃO E DÉFICIT PÚBLICO

Se algum leitor ainda não ficou satisfeito, ou continua em dúvida, eis o que informa o comportamento da INFLAÇÃO: em 2015, a inflação paraguaia fechou em 3,8%; no mesmo período (2015) a nossa inflação bateu em 7%. Já o DÉFICIT PÚBLICO, estimado para 2016, é o seguinte: no Paraguai deverá fechar em -1,6% do PIB e no Brasil o rombo previsto é de -10,1%. Pode?


VANTAGENS COMPARATIVAS

Agora o mais importante: o Paraguai está oferecendo vantagens competitivas para quem está disposto a investir por lá. Eis alguns exemplos comparativos: 

1- a ENERGIA é extremamente mais barata: US$ 62/MWh. No Brasil é muito cara: US$ 308/MWh.

2- o CUSTO DA MÃO DE OBRA lá é de US$ 4,2/hora. Aqui é US$ 6/hora.

3- os ENCARGOS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIOS: lá é de 35%; aqui varia de 100% a 130%. Pode?

4- a TRIBUTAÇÃO sobre a renda: lá é de 10%; aqui é de 34%.

5- a LIBERDADE ECONÔMICA, vista pelo ranking de 178 países analisados, o Paraguai está em 83º lugar, enquanto que o Brasil figura em 122º.

 


PALAVRA MÁGICA

Como se vê, a fórmula que leva ao CRESCIMENTO e DESENVOLVIMENTO é simples: basta reduzir o peso do Estado. Pronto. Quanto menos burocracia e menos intervenção, melhor. Isto, vejam bem, não pode ser visto como algo novo ou surpreendente. É POSSÍVEL. A palavra mágica é LIBERDADE!!!!   



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09 jan 2017

JORNALISMO MILITANTE


WAN

Li, ontem, a entrevista que o diretor-executivo da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-Ifra), Vincent Peyrègne concedeu ao jornal ZH. Como a WAN (World Association Newspaper) tem como propósito -pensar- o futuro da indústria do jornalismo, tratei de ler com atenção o pensamento do CEO da organização que congrega o jornalismo mundial. 


CULTURA DA GRATUIDADE

Ao ser perguntado sobre -como viver do jornalismo na época em que a internet criou a cultura da gratuidade-, o francês disse que não existe uma receita universal, mas acha que, para a maioria das empresas de comunicação, a grande pergunta é como substituir as receitas geradas pela propaganda. Porque, no fim das contas, o jornalismo, o bom jornalismo, sempre foi subsidiado. 


JORNALISMO MILITANTE

Com o avanço descomunal da internet, que promove um jornalismo independente, Vincent Peyrègne foi perguntado se isto representa um retorno aos tempos do -jornalismo militante e panfletário de suas origens-. Eis a resposta do CEO da WAN:


INDEPENDÊNCIA E NEUTRALIDADE

Jornalismo independente não significa sem opinião. Você pode ter opiniões fortes, ideológica e economicamente, e ainda assim ser independente. Independência não é o mesmo que neutralidade, e neutralidade é um conceito muito subjetivo. Para mim, a sociedade é composta de diferentes visões e diferentes perspectivas, e o jornalismo deveria refletir esses pontos de vista. O que não queremos é o discurso violento, mas é justo dar voz a qualquer tipo de jornalismo na sociedade, e isto é independência.

 


CONFIANÇA DO PÚBLICO

Outra pergunta: - Se independência não é neutralidade o modo de preservar a confiança do público é abrir suas opiniões?
Resposta: - Sim, claro. Deve ser aberta e articulada, mas há diferentes tipos de jornalismo. Você tem o jornalismo investigativo, o jornalismo de observação, que podem trabalhar juntos na mesma redação. E quando se fala em se engajar politicamente ou em jornalismo tendencioso, está se falando de uma pequena parcela do jornalismo.

 


ESCASSEZ DE BOM JORNALISMO

Mais: - A confiança a que me refiro é aquela que recai no tipo de serviço que você presta, como você se torna parte da vida de seus leitores. Hoje talvez não tenhamos como dizer que há uma multidão de bons trabalhos jornalísticos sendo feitos, mas não vejo como isso seria diferente de décadas atrás. O bom jornalismo sempre foi escasso, para ser honesto.


JORNALISMO COM LÓGICA

Tomara que a direção do jornal ZH aproveite a entrevista  que concedeu a Vincent Peyrègne, pois o que mais se destaca no periódico é o JORNALISMO MILITANTE DE ESQUERDA. Além do enorme contingente de repórteres que comungam do pensamento esquerdista- retrógrado há, também, o elevado e desproporcional número de colunistas amantes do socialismo.

Pergunto: vale a pena pagar para ler o que um grupo de socialistas tem a dizer? Ou é melhor ler, sem custo para os leitores, o Ponto Critico, que só publica conteúdos produzidos, exclusivamente, com lógica de raciocínio?  



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