FERIADÃO DOS INSENSATOS
Passado o grande FERIADÃO DOS INSENSATOS, que se apresentaram por todo o país como legítimos mestres na arte do vandalismo e da esculhambação geral, resta ao povo brasileiro em geral, além de contabilizar os prejuízos, tratar, principalmente, de saber como vai pagar mais esta lamentável e grande conta.
EXÉRCITO SINDICALISTA
Além de um péssimo e criminoso comportamento, os vândalos travestidos de grevistas fizeram questão de ir às ruas na última sexta feira, 28 de abril, para fazer o desfile, a exemplo do que fazem as Forças Armadas no dia 7 de setembro, do todo poderoso EXÉRCITO SINDICALISTA, formado por 15.007 batalhões prontos para a destruir o país.
PAGANDO PARA PERDER
O que a maioria dos trabalhadores brasileiros não consegue entender é que sai de seus próprios bolsos a fantástica dinheirama (mais de R$ 3 bilhões/ano) que sustenta os atos de vandalismo. Mais: além de pagar para perder, os pobres coitados ainda se submetem à atitudes absolutamente retrógradas, que não param de produzir desemprego. Pode?
MAIORES INJUSTIÇAS
Para piorar ainda mais a situação, os criminosos se apresentaram ao público para protestar contra as reformas Trabalhista e Previdenciária. Justamente aquelas que impõe as maiores INJUSTIÇAS DO MUNDO. Ora, se os sindicalistas estivessem preocupados e ao lado dos trabalhadores (que os sustentam) os protestos deveriam se voltar contra tudo que ficou de fora das propostas reformistas.
CLT E JUSTIÇA DO TRABALHO
No meu ponto de vista, já manifestado em outro editorial, uma verdadeira e correta Reforma Trabalhista deveria tratar do fim da CLT e, principalmente, pela extinção da JUSTIÇA DO TRABALHO, que além de desnecessária ainda é extremamente cara para a sociedade.
PREVIDÊNCIA
E no caso da Previdência, o melhor protesto deveria ser pelo fim do sistema de DISTRIBUIÇÃO (onde os trabalhadores ativos contribuem para o pagamento dos aposentados). A reforma deveria estabelecer apenas o sistema de CAPITALIZAÇÃO (onde cada um poupa ao longo do período que está na ativa para desfrutar na aposentadoria). Esta é a reforma que o Brasil precisa.
FORA TEMER
Ah, quanto ao -FORA TEMER-, que está sempre em todas as pautas dos manifestante, a minha proposta é a seguinte: após a aprovação das reformas, ainda que sejam tímidas, aí o presidente atual pode pegar o chapéu e cair fora. Mais: aí o pedido ganha mais bom motivo, qual seja de não ter conseguido fazer reformas decentes.
RESTRITA
Até o momento em que comecei a escrever este editorial, perto do meio-dia, a tal GREVE GERAL convocada e programada para esta sexta-feira, 28/05, pelos movimentos sindicalistas, não passou de um ato restrito. Quem fez a GREVE GERAL foram apenas e tão somente os próprios sindicalistas.
IMOBILIZAÇÃO
Ao perceber que o povo não aprovou a iniciativa, os movimentos sindicais trataram de transformar a pretensa MOBILIZAÇÃO numa grande IMOBILIZAÇÃO que dificultou e/ou impediu com que milhões de trabalhadores, empregados e empregadores, fossem produzir bens e serviços.
RAZÕES PARA GREVES
Movimentos grevistas, ainda que legítimos, só acontecem quando uma classe de trabalhadores se vê altamente prejudicada por medidas, propostas ou imposições definidas pelos seus contratantes, quer sejam eles patrões ou governantes.
REMÉDIO
Ora, quem se dedicou em analisar os motivos que os movimentos sindicalistas apresentaram para convocar esta -pretensa- GREVE GERAL deve ter percebido, com alguma antecipação e absoluta clareza, que tudo aquilo que os sindicalistas estão protestando e dizendo que não presta é o único remédio que o Brasil necessita para sair da CRISE.
MOTE
Se os movimentos sindicais fossem minimamente sérios, decentes e realmente preocupados com os trabalhadores, o que deveriam propor, no que diz respeito às REFORMAS (mote dos protestos) que estão tramitando na Câmara e no Senado, por exemplo, seria:
PROTESTOS
1- Na REFORMA TRABALHISTA, o povo brasileiro deveria fazer GREVE pelo fim IMEDIATO da existência da JUSTIÇA DO TRABALHO.
2- Na REFORMA DE PREVIDÊNCIA, um basta vigoroso contra:
2.1- a enorme e escancarada INJUSTIÇA SOCIAL que representa a concessão de privilégios absurdos aos servidores públicos;
2.2- contra os PRIVILÉGIOS ADQUIRIDOS E ASSEGURADOS PELA CONSTITUIÇÃO; e,
2.3- pelo fim IMEDIATO da PRIMEIRA CLASSE de brasileiros, o que significa uma verdadeira Justiça Social.
DEU NO QUE DEU
Infelizmente, por força dos governos socialistas, os sindicalistas tomaram conta do país. Aproveitando a cruel e motivada falta de escolaridade do povo venderam aos pobres coitados a ideia nojenta de que é muito melhor para todos quando as decisões são coletivas e não individuais. Deu no que deu.
Tomara que o fim da obrigação da contribuição sindical, caso seja aprovada no Senado, sirva para mudar este estado de coisas. Tomara!
É PARA COMEMORAR
Se levarmos em conta que o Brasil é, infelizmente, o PAÍS DAS ABERRAÇÕES, só o fato de haver aprovação (na Câmara Federal, por enquanto) de uma REFORMA TRABALHISTA, mesmo que recheada de muita timidez, é motivo para grande comemoração.
63% A FAVOR E 37% CONTRA A REFORMA
Como se viu, de um total de 473 deputados federais presentes, 296, ou 63%, votaram SIM, ou seja, a favor das medidas propostas da Reforma Trabalhista, enquanto 177, ou 37%, votaram NÃO, ou seja, totalmente contra a modernidade da CLT.
COERENTES ESTÚPIDOS
Pois, para confirmar que a situação desesperadora do Estado do RS é motivada, os deputados da bancada gaúcha, na sua maioria, mostraram, mais uma vez, o quanto são, invariavelmente, COERENTES ESTÚPIDOS: dos 28 votos dos deputados federais do RS, 15 foram NÃO (contra a reforma) e apenas 13 foram SIM (a favor da reforma). Ou seja, 46% dos representantes do povo gaúcho votaram SIM e 54% votaram NÃO. Que tal?
RS: MAIS VOTOS NÃO
Esta postura lamentável (pelo menos para aqueles que tem algum discernimento) mostra que, em termos proporcionais, o RS foi o Estado que mais somou votos NÃO. De forma franca e direta, os gaúchos, através de seus representantes, se manifestaram contra as medidas que visam melhores relações de trabalho. Pode? Coisa de Estado nada politizado, não?
AGRADECER AO ESTADO DE RORAIMA
Este procedimento estúpido, demonstrado pela maioria dos deputados federais do RS, faz com que os gaúchos que se posicionaram a favor da reforma trabalhista agradeçam, de todo o coração, aos parlamentares dos demais Estados da Federação. Foram eles (notadamente o Estado de Roraima, cujos 8 deputados,100%, votaram SIM), que garantiram a aprovação das medidas.
GRATIDÃO
Aproveito este editorial, portanto, para manifestar a minha gratidão a todos os deputados que votaram pelo SIM (pró reforma trabalhista). Devo admitir, enfim, mesmo com enorme desconfiança, que se o Brasil ainda tem alguma possibilidade de recuperação, isto se deve a deputados federais bem mais lúcidos, capazes e inteligentes do que os parlamentares gaúchos.
COVA FUNDA
Fica aqui, portanto, a minha recomendação: se você é gaúcho, e está feliz com o resultado da votação da Reforma Trabalhista, envie os cumprimentos aos 13 deputados do RS que votaram pelo SIM e, principalmente, aos deputados de outros Estados que garantiram a vitória.
Da mesma forma manifeste nojo e repulsa pelos votos concedidos pela bancada do atraso, que luta com todas as forças para enterrar o Brasil numa cova funda.
SEM DILEMA
O Brasil, entre todos os países do mundo, é aquele onde não existe DILEMA. O povo, diante de uma situação difícil, na qual é preciso escolher entre duas alternativas contraditórias, antagônicas ou insatisfatórias, se atira de cabeça naquela que oferece maior probabilidade de sair mais prejudicado.
ESCOLHA
Esta conclusão, peço que os leitores entendam, não é fruto de uma manifestação irônica. Nada disso. Quem retrata fielmente esta triste realidade é o número imenso de ABERRAÇÕES, que só existem no nosso pobre país por exclusiva vontade do povo, que concede poderes ilimitados (através do voto) aos seus representantes, tanto profissionais (sindicatos e corporações) quanto políticos (em todos os níveis), para decidirem o que bem entendem.
CONJUNTO DA OBRA
Pelo conjunto da obra, ou do excessivo número de ABERRAÇÕES ECONÔMICAS, (apenas estas) se tem uma clara ideia do quanto o povo não diferencia CAUSA de EFEITO. Ou seja, quando o sapato aperta, o responsável é o fabricante, que produziu uma peça defeituosa, e não o crescimento do pé.
COMEMORANDO
Vejam, por exemplo, que o povo, fortemente influenciado pela mídia, está comemorando a queda da inflação sem dar importância devida para a brutal recessão, cujo resultado aí está: um cruel encolhimento de quase 9% do PIB brasileiro apenas nos últimos três anos (2014/2015 e 2016). De novo: enquanto as CAUSAS permanecem intactas, os representantes do povo atacam as CONSEQUÊNCIAS. Pode?
CARGA TRIBUTÁRIA
Como bem lembra o pensador Ricardo Bergamini, no Brasil a composição da Carga Tributária tem como base 48,46% de sua arrecadação incidindo sobre a Renda, Lucro, Ganho de Capital, Folha Salarial e Propriedade (classes privilegiadas da nação brasileira) e 51,54% incidindo sobre Bens e Serviços (arroz, feijão, remédios transportes e educação). Com uma Carga Tributária total de 32,4% do PIB.
OMISSÃO, COVARDIA OU CONIVÊNCIA
Observem que dentre os países analisados o Brasil é aquele que possui a mais INJUSTA, IMORAL, CRIMINOSA, DESUMANA e REGRESSIVA CARGA TRIBUTÁRIA. Uma vergonha internacional que certamente continuará tendo o silêncio de todos: por omissão, covardia ou conivência.
ABERRAÇÕES...
A aberração do emprego público no Brasil (Fonte IBGE)
Em relação aos recursos humanos, de 2005 para 2015, o percentual de servidores municipais passou de 2,6% para 3,2% da população do Brasil. O número de pessoas ocupadas na administração direta e indireta municipal era de 6.549.551 em 2015, o que corresponde a um crescimento de 37,4% em relação a 2005 (4.767.602). A parcela de servidores municipais na administração direta passou de 94,3% (4.494.154) em 2005 para 95,0% (6.224.235) em 2015. Na administração indireta, esse percentual passou de 5,7% (273.448) em 2005 para 5,0% (325.316) em 2015.
E MAIS ABERRAÇÕES...
A aberração da orgia de gastos com pessoal no Brasil (Fonte MF)
Em 2002 os gastos com pessoal consolidado (união, estados e municípios) foi de 13,35% do PIB. Em 2015 foi de 15,31% do PIB. Crescimento real em relação ao PIB de 14,68% representando 46,88% da carga tributária que foi de 32,66%. Para que se avalie a variação criminosa dos gastos reais com pessoal, cabe lembrar que nesse mesmo período houve um crescimento real do PIB Corrente de 37,80%, gerando um ganho real acima da inflação de 58,03% nesse período. Nenhuma nação do planeta conseguiria bancar tamanha orgia pública.
A aberração de um país sem passado, presente e futuro (Fonte IBGE)
Cerca de um em cada quatro (22,5%) jovens de 15 a 29 anos não frequentava escola nem trabalhava na semana de referência em 2015, os chamados “nem-nem”, sendo que essa proporção cresceu 2,8 pontos percentuais frente a 2005 (19,7%). O grupo de 18 a 24 anos apresentou o maior percentual de “nem-nem” em 2015, com 27,4%.
A aberração da imoral e desumana Previdência Social no Brasil (Fonte MF)
- Em 2016 o Regime Geral de Previdência Social (INSS) destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas) com 100,6 milhões de participantes (70,1 milhões de contribuintes e 30,5 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 149,7 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 1.488,07).
- Em 2016 o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) – União, 26 estados, DF e 2087 municípios mais ricos, com apenas 9,9 milhões de participantes (6,3 milhões de contribuintes e 3,6 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 155,6 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 15.717,17).
- Resumo do resultado previdenciário de 2016 do RPPS (servidores públicos): União (civis e militares) déficit previdenciário de R$ 77,1 bilhões; governos estaduais déficit previdenciário de R$ 89,6 bilhões e governos municipais superávit previdenciário de R$ 11,1 bilhões. Totalizando déficit previdenciário do RPPS da ordem de R$ 155,6 bilhões.
- Em 2016 a previdência social brasileira total (RGPS E RPPS) gerou um déficit previdenciário total de R$ 305,3 bilhões, cobertos com as fontes de financiamentos (COFINS e CSSL, dentre outras pequenas fontes) que são uma das maiores aberrações e excrescências econômicas e desumanas já conhecidas, visto que essas contribuições atingem todos os brasileiros de forma generalizada, mesmos os que não fazem parte do grupo coberto pela previdência, tais como: os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente composto de quase a metade da população economicamente ativa. Esses grupos de excluídos estão pagando para uma festa da qual jamais serão convidados a participar.
A aberração do imoral déficit fiscal nominal do Brasil (Fonte BCB)
Segundo o Banco Central do Brasil o déficit fiscal nominal de 2015 foi de R$ 613,0 bilhões (10,38% do PIB). Esse déficit retrata uma apuração contábil em regime de competência, ou seja: todos os compromissos do governo, mesmo os não vencidos, bem como os refinanciados estão apurados da forma (pro-rata/ano) dentro desse resultado.
Segundo o Banco Central do Brasil o déficit fiscal nominal de 2016 foi de R$ 562,8 bilhões (8,93% do PIB). Esse déficit retrata uma apuração contábil em regime de competência, ou seja: todos os compromissos do governo, mesmo os não vencidos, bem como os refinanciados estão apurados da forma (pro-rata/ano) dentro desse resultado.
A aberração do subemprego no Brasil (Fonte IBGE)
A taxa composta de subutilização da força de trabalho (que agrega a taxa de desocupação, taxa de subocupação por insuficiência de horas e da força de trabalho potencial) ficou em 22,2% no 4º trimestre de 2016.
A aberração da carga tributária no Brasil
De 1990 até 2015 a carga tributária brasileira teve um aumento real em relação ao PIB de 37,75%.
Aumento da carga tributária federal no período – 38,88%.
Aumento da carga tributária estadual no período – 23,40%.
Aumento da carga tributária municipal no período – 120,00%.
ROMBO ASSEGURADO
Na medida em que se aproxima a apreciação, na Câmara dos Deputados, da PEC que um dia teve a pretensão (ainda que timidamente) de ser chamada de REFORMA DA PREVIDÊNCIA, mais claro e evidente fica que o grosseiro REMENDO (como está sendo considerado após a enorme desfiguração a que foi submetida)- tem apenas um único propósito: assegurar a continuidade do PROGRESSIVO e CRIMINOSO ROMBO nas Contas Públicas.
INSISTÊNCIA INÚTIL
Infelizmente, de nada adiantou insistir com informações numéricas dando conta de que a nossa PREVIDÊNCIA SOCIAL, que atende duas classes de brasileiros: 1- os servidores públicos (PRIMEIRA CLASSE) de forma altamente PRIVILEGIADA e, portanto INJUSTA; e, 2- os demais brasileiros (SEGUNDA CLASSE), é, ampla, absoluta e progressivamente DEFICITÁRIA.
ENDOSSO
O mais curioso é que os brasileiros em geral vivem exigindo, em todos os ambientes que frequentam, mais JUSTIÇA SOCIAL. E, justamente onde se pratica a maior INJUSTIÇA SOCIAL (do mundo) a mobilização simplesmente não existe. O povo, muito influenciado pelos sindicatos e corporações, sem perceber o quanto está sendo enganado, endossa a continuidade dos privilégios concedidos ao pessoal da PRIMEIRA CLASSE. Pode?
CORPORAÇÕES
Em qualquer lugar do mundo, os povos reagem de acordo com o grau de discernimento e educação que recebem. Ora, considerando a qualidade da educação do brasileiro em geral, não há como exigir muito em termos de conhecimento e discernimento. Sabendo disso, ao incentivar a ignorância as corporações vendem, constantemente, com absoluto sucesso, a certeza de que elas existem para decidir o que é bom ou ruim para todos. Pronto.
NÃO É PROGRAMA SOCIAL
Vejam por exemplo, que diante de uma população de mais de 200 milhões de pessoas, não passam de dez aqueles que veem na PREVIDÊNCIA um SEGURO cujo propósito é o de amparar os brasileiros na velhice. A maioria monumental trata do assunto como se fosse um PROGRAMA SOCIAL. Infelizmente.
CONTRIBUIÇÕES
Está corretíssimo o economista Mailson da Nóbrega ao dizer que a PREVIDÊNCIA baseia-se na participação obrigatória e no princípio de que seus benefícios correspondam ao montante acumulado pelas CONTRIBUIÇÕES. Combater desigualdades é necessário, mas isso cabe a programas específicos, financiados pelo orçamento público e não pela arrecadação previdenciária.
APOSENTADORIAS ESPECIAIS
Maílson, com total razão para quem é capaz de discernir, segue dizendo: - A ideia de que a Previdência é um programa social justifica tratamentos especiais sem justificativa. Daí vem a defesa de aposentadoria especial para professores, que poderiam aposentar-se antes dos mortais comuns. Acontece que o exercício de uma função nobre, a de educar, não os faz merecedores de tratamento diferenciado.
Não consta que os professores tenham sobrevida menor do que a dos demais segurados da Previdência depois dos 65 anos. O que importa, para as finanças previdenciárias, é o gasto durante a sobrevida. Na mesma linha, não cabe dar tratamento especial para policiais. O risco que eles correm na sua atividade não deve ser compensado pela Previdência, mas por salários e outros benefícios, inclusive o de periculosidade, que vigora em quase todos os estados.
O que dizer do limite de idade menor para as mulheres? Olhado pelo ângulo exclusivo do seguro, trata-se de grossa impropriedade, pois as mulheres têm sobrevida maior do que os homens. Na verdade a idade de aposentadoria de homens e mulheres convergiu para um único padrão em praticamente todos os países: entre 65 e 67 anos.
Há também o argumento da jornada dupla. As mulheres trabalham e cuidam da família, diz-se. É um argumento pobre, que desmente o esforço que elas vêm desenvolvendo, desde o fim do século XIX, para ser tratadas de forma igual à dos homens no mercado de trabalho, na política, no setor público e assim por diante. É paradoxal, assim, que parlamentares mulheres estejam lutando para manter a diferenciação.
Na Inglaterra, nos anos 1980, havia a diferença. A idade mínima para aposentadoria dos homens era de 65 anos; a das mulheres, 62. Sabem o que aconteceu? As mulheres se mobilizaram para igualar-se aos homens. Invocaram tratados da então Comunidade Econômica Europeia (hoje União Europeia), que proibia discriminação de gênero. Sim, as inglesas julgaram que estavam sendo discriminadas ao terem que se aposentar aos 62 anos. Conseguiram a igualdade aos 65 anos.
Nada justifica as aposentadorias especiais. Temos visto parlamentares e líderes sindicais defendendo aposentadoria especial para quem executa trabalho penoso, mas isso nada tem a ver com a Previdência. Essas confusões explicam grande parte das resistências à reforma.
GRANDE INIMIGA DO BRASIL
Depois de tudo que a operação Lava Jato já escancarou, principalmente através de investigações e depoimentos de inúmeros delatores, a maioria do povo brasileiro dá sinais de que é preciso declarar guerra aberta e frontal contra a CORRUPÇÃO, já considerada, desde a primeira delação, como a grande inimiga do Brasil.
GUERRA
Antes de tudo, no entanto, é preciso que todos tenham a mais plena consciência de que esta GUERRA, ainda que bem sucedida, não acabará com a CORRUPÇÃO. O máximo que se pode esperar, se tudo der certo, é uma redução da taxa de CORRUPÇÃO e/ou do número absoluto de CORRUPTOS E CORRUPTORES.
CULTURAL/EDUCACIONAL
O que precisa ser levado em conta nesta vontade de atacar a CORRUPÇÃO é que, infelizmente, o povo brasileiro está muito fragilizado e sem força para largar o vício -comportamental- de -querer levar vantagem em tudo, ou quase tudo-. Este processo –cultural/educacional-, infelizmente, acabou se incorporando de tal forma ao tecido social brasileiro, a ponto de tornar muito difícil a sua remoção.
LEI DE GERSON
Este mau comportamento, para quem não lembra, foi sendo incorporado à sociedade brasileira a partir dos anos 1970, com a famosa -Lei de Gerson-, cujo resultado foi um lamentável sufocamento da consciência dos cidadãos, pois o -jeitinho- para driblar as dificuldades passou a ser considerado como normal, natural e legítimo.
NOVO COMPORTAMENTO
Portanto, para que este mau comportamento seja substituido por outro, bem mais decente e correto, tudo vai depender do tempo que os brasileiros levarão para se convencerem, definitivamente, de que o tal de -jeitinho brasileiro- de conseguir o que pretendem, nada mais é do que CORRUPÇÃO.
CORRUPÇÃO
Resumindo: se não houver uma mudança comportamental, o sucesso da empreitada, ou da guerra, é praticamente nulo. Até porque CORRUPÇÃO não se define só por dinheiro -pago ou recebido- e muito menos pelo montante envolvido. A régua que mede o corrupto e/ou o corruptor não tem medida numérica, mas de comportamento, consciência e de caráter.
SEMELHANÇA COM DROGAS
Aliás, a CORRUPÇÃO guarda muita semelhança com as DROGAS. A guerra contra as DROGAS, para que seja vencida, depende da vontade e da determinação do consumidor. O mesmo acontece com a CORRUPÇÃO: não havendo uma vontade explícita de largar o vício de se corromper, ou de ser corruptor, a guerra já estará perdida.