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28 jul 2025

LULA VAI SANCIONAR O TARIFAÇO!


ACORDEM!

Neste final de semana, diante da insistência ALTAMENTE EQUIVOCADA - 1-da comprometidíssima MÍDIA PETISTA; 2- do enorme contingente de ANALFABETOS FUNCIONAIS; e 3- de MILHÕES DE ESPERANÇOSOS SEM CAUSA-, mesmo convencido de que pouco ou nada é suficientemente capaz de oxigenar os donos desses pobres e deficientes cérebros, publiquei o seguinte texto nas redes sociais: -EMPRESÁRIOS E SENADORES PERDERAM O RUMO: AINDA NÃO PERCEBERAM QUE O LOCAL CERTO E ÚNICO PARA RESOLVER O PROBLEMA -TARIFAÇO- É NO BRASIL. A SOLUÇÃO ESTÁ AQUI E NÃO NOS EUA. ACORDEM!-


LULA VAI SANCIONAR O TARIFAÇO

Pois, com a mesma e praticamente inútil ênfase, volto a insistir: DIFERENTE DO QUE ESTÁ SENDO DITO E REPETIDO -À EXAUSTÃO- pela VICIADA MÍDIA PETISTA, NESTA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA, 01/08, O PRESIDENTE LULA vai -SANCIONAR- O TARIFAÇO DE 50% SOBRE TODOS OS PRODUTOS QUE OS BRASILEIROS -PRETENDEM- EXPORTAR PARA OS ESTADOS UNIDOS. 


AFIRMAÇÕES DESAFIADORAS

DE NOVO: ainda que o TARIFAÇO de 50% tenha sido ANUNCIADO no dia 09 de julho, pelo presidente dos EUA, Donald Trump, informando que a nova alíquota ENTRARÁ EM VIGOR no dia 1º de agosto, de lá para cá, a considerar pelas constantes, desafiadoras e estúpidas afirmações e impropérios exalados -a todo momento- tanto pelo DITADOR LULA -COMUNISTA quanto pela maioria do TIRÂNICO STF, fica mais do que claro que O BRASIL NÃO MANIFESTA MÍNIMO INTERESSE EM MANTER BOAS RELAÇÕES COM OS EUA. 


BULA DO FORO DE SÃO PAULO

Portanto, sem tirar nem por, até os recém nascidos, cujos cérebros ainda não foram destruídos pelo -IDEÁRIO PETISTA-COMUNISTA- estão mais do que convencidos de que o TARIFAÇO deixou de ser obra ou -intenção- do presidente Trump. Na real, como bem revela, de longa data, a -BULA- DA ORGANIZAÇÃO COMUNISTA -FORO DE SÃO PAULO- o grande propósito do DITADOR LULA assim como de seus apoiadores e seguidores, é -ABRIR AS PORTAS DO BRASIL APENAS PARA AS NAÇÕES COMUNISTAS.



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25 jul 2025

COLETÂNEA DE ESCÂNDALOS


COLETÂNEA

A cada dia que passa, é mais do que notório, desmedido e assustador o crescimento da absurda -COLETÂNEA DE ESCÂNDALOS- bolados e bem nutridos nos -FÉTIDOS- AMBIENTES frequentados pela TURMA DA ESQUERDA que circula à vontade, sem mínima restrição, por todos os cantos do FRACASSADO GOVERNO LULA. Mais: com apoio incondicional da maioria dos ministros do STF


GABINETES

Na real, sem tirar nem pôr, os GOVERNOS PETISTAS, capitaneados por Lula e Dilma Rousseff, se notabilizaram como potentes -LABORATÓRIOS- ou -GABINETES- criados e preparados para promover todos os tipos de FRAUDES, desde os mais diversos ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO- que envolvem o uso indevido de dinheiro público, suborno, fraude e outras atividades ilegais por parte de funcionários públicos ou empresas; -ESCÂNDALOS FINANCEIROS- como DESVIOS DE DINHEIRO E OUTRAS ATIVIDADES ILEGAIS NO SETOR FINANCEIRO-; e -ESCÂNDALOS PESSOAIS- que envolvem FIGURAS PÚBLICAS comprometidas com os mais variados tipos de safadezas. 


MODO ACELERADO

Neste ano, mais do que nunca, a escalada da COLETÂNEA DE ESCÂNDALOS entrou em -MODO ACELERADO- SEM PARAR- superando todas as expectativas. Entre tantos, ganharam maior destaque, por exemplo, 1- os ESCANDALOSOS DÉFICITS DAS CONTAS PÚBLICAS; 2- os ESCANDALOSOS PREJUÍZOS DAS EMPRESAS ESTATAIS; 3- o PRA LÁ DE ESCANDALOSO ROUBO NAS CONTAS DOS APOSENTADOS (até agora nenhum criminoso sequer foi chamado ou interrogado); e o ESCANDALOSO DÉFICIT DAS CONTAS EXTERNAS, que em junho atingiu US$ 5,1 BILHÕES, ou seja, o maior SALDO NEGATIVO para o mês desde 2014, quando somou US$ 5,4 bilhões.


ANTISSEMITA

Como se isso tudo não bastasse, o confiante presidente LULA, -ex-CONDENADO POR CORRUPÇÃO- embalado pela sua ESTÚPIDA E FIEL CLAQUE, depois de peitar, de forma estúpida e muito malcriada o governo dos EUA -fato que resultou em PROMESSA DE UM EXTRAORDINÁRIO E IMPAGÁVEL TARIFAÇO a partir da próxima semana-, achou por bem, ontem, protagonizar mais uma infâmia diplomática, ao RETIRAR O BRASIL DO QUADRO DE PAÍSES SIGNATÁRIOS DA IHRA, a Aliança Internacional em Memória do Holocausto. Como bem refere o pensador Alex Pipkin, não se trata de um gesto apenas SIMBÓLICO. É, na mais pura verdade, um -ATO IDEOLÓGICO-. Mais: profundamente ANTISSEMITA!.  


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR+: AS JABOTICABAS NO POMAR DO ÉDEN, por Percival Puggina. Confira: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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24 jul 2025

O QUE OS EXPORTADORES NÃO ENTENDERAM


MANIFESTAÇÕES INGÊNUAS

Faltando poucos dias para entrar em vigor o TARIFAÇO DE 50% sobre produtos brasileiros que -tinham- como destino os Estados Unidos, o que mais espanta são as manifestações -INGÊNUAS- dos empresários que resistem, inexplicavelmente, ao FATO de que a encrenca não tem como ser resolvida por meio de uma SIMPLES NEGOCIAÇÃO COMERCIAL. Ora, a bem da mais pura LÓGICA DE RACIOCÍNIO, até os recém-nascidos sabem, mais do que nunca, que o TARIFAÇO tem COMO CAUSA -EXCLUSIVA- o COMPORTAMENTO NEFASTO E ODIOSO do presidente LULA, que nunca escondeu o quanto DESPREZA -PAÍSES LIVRES E DEMOCRÁTICOS-. 


IMORTAL ESPERANÇA

Pois, para aqueles que, embalados pela -IMORTAL ESPERANÇA- acreditam -PIAMENTE- que pode haver um RECUO de parte do presidente Donald Trump, sugiro que PENSEM UM POUCO A RESPEITO. Aqui entre nós e o mundo, caso Trump resolvesse baixar a guarda, propondo, por exemplo, uma DIMINUIÇÃO DO PERCENTUAL DO TARIFAÇO, esse GESTO levaria o mundo todo a ACREDITAR QUE LULA GANHOU A APOSTA e, como tal, POUSARIA COMO GRANDE VENCEDOR DA BATALHA TARIFÁRIA. 


CAUSA DO TARIFAÇO

Como LULA já declarou -sem convencer- que estaria disposto apenas a NEGOCIAR - COMERCIALMENTE com o presidente Trump, há que se TER EM MENTE VIVA -DE NOVO E PARA TODO O SEMPREque a CAUSA do TARIFAÇO NÃO É E NUNCA FOI POR QUESTÕES COMERCIAIS. Mais do que sabido, a RAZÃO do TARIFAÇO se deve ao FATO -escancarado- que por VONTADE EXPLÍCITA do presidente LULA, como bem afirmou o presidente Trump, o BRASIL NÃO É NAÇÃO AMIGA DOS EUA


O PROBLEMA É NOSSO

Portanto, para que fique bem claro: se os empresários estiverem realmente dispostos a vender PRODUTOS E SERVIÇOS PARA OS EUA, com TARIFA BEM MENOR, do tipo que pode ser NEGOCIADA COM TRUMP, faz-se necessário ELEGER UM PRESIDENTE QUE DEFENDA -SOBERANAMENTE- A LIBERDADE E A DEMOCRACIA. Como se vê, o PROBLEMA É NOSSO, ESTÁ NA NOSSA CASA E NA NOSSA CARA. 



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23 jul 2025

O TREM DA LIBERDADE


ABSOLUTISMO

Antes de tudo há que se admitir -COMO FATO INCONTESTÁVEL- que o SISTEMA POLÍTICO que está em pleno vigor no nosso empobrecido Brasil é CÓPIA FIEL do -ABSOLUTISMO- que predominou no território EUROPEU entre os séculos XVI e XVIII, caracterizado pela CONCENTRAÇÃO DO PODER NAS MÃOS DO MONARCA (no Brasil, nas MÃOS DE LULA E DO MINISTRO DO STF ALEXANDRE DE MORAES).


RETOMADA DA DEMOCRACIA E DA LIBERDADE

Ora, seguindo na mesma linha, há que se admitir também que em algum momento, o -POVO BRASILEIRO-, tal qual o -POVO FRANCÊS- tratará de dar fim ao -ABSOLUTISMO-. Na FRANÇA, mais do que sabido, o início da REVOLUÇÃO foi marcada pela -TOMADA DA BASTILHA-, em 14 de julho de 1789. No BRASIL, pelo andar da -CARRUAGEM DA TIRANIA- a DATA que deverá marcar a IMPRESCINDÍVEL E URGENTE -RETOMADA DA DEMOCRACIA E DA LIBERDADE- não passa de um SONHO POSSÍVEL. 


INTOLERÂNCIA ABSOLUTA

Uma coisa, no entanto, deve ser levada muito à sério: os -MONARCAS ABSOLUTISTAS- por conta de inúmeras decisões, ações e atitudes que foram tomadas ao longo desses últimos anos, já deixaram bem claro que todas as tentativas que tenham como propósito a -RETOMADA DA DEMOCRACIA E DA LIBERDADE- não serão toleradas. 


TREM DA LIBERDADE JÁ PARTIU...

Ainda assim, por tudo que vejo e leio nas democráticas redes sociais, tudo leva a crer que, mesmo em velocidade muito baixa, o TREM DA LIBERDADE já está em movimento e como tal em algum momento -sem data programada, acabará chegando ao seu destino, que nas ESPERANÇAS DO POVO BRASILEIRO dará fim ao -PESADELO DO -ABSOLUTISMO BRASILEIRO-. 


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR+: O TIRANO QUE SORRI!, por J.R.GUZZO. Confira: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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22 jul 2025

IMPASSE BRASILEIRO


ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS

De tantos textos que recebo a cada momento -recheados de esclarecimentos do quanto o GOVERNO LULA, movido por INSACIÁVEL FOME IDEOLOGICA, TEM SE MOSTRADO INCANSÁVEL NO ATO DE DIZER, PROMOVER E AGIR DE ACORDO COM TUDO QUE SE IDENTIFICA COM O QUE DE PIOR EXISTE OU É PRATICADO NOS PAÍSES COMUNISTAS, separei este texto -do pensador Fernando Schuller-, com o título: IMPASSE BRASILEIRO


FALAR GROSSO, FAZER PIADA...

Donald Trump deu um presente para Lula, disse o ex-ministro Maílson da Nóbrega. Muita gente foi nessa linha desde que aquela cartinha aterrissou em Brasília. O diagnóstico é óbvio. Foi o que aconteceu no Canadá, na eleição de Mark Carney, surfando a onda nacionalista embalada pelas ameaças de Trump. Lula tem faro político, e logo se deu conta de que o melhor é usar aquilo para a política interna. FALAR GROSSO, FAZER PIADA, REUNIR EMPRESÁRIOS, DIZER QUE NINGUÉM MANDA NO BRASIL. O problema é o tempo. Lula seria mesmo um sortudo se as eleições fossem neste ano. Mas não são. À medida que o tempo passa, é possível que o jogo vá ficando complicado.


RESOLVER PROBLEMAS

Se Trump de fato cumprir suas ameaças, a pressão econômica vai aumentar. Nosso suco de laranja e nossos aviões vão perder atratividade no mercado americano, com óbvios efeitos econômicos. Em um certo momento, a máxima que passa a valer é simples: GOVERNOS FORAM ELEITOS PARA RESOLVER PROBLEMAS. Ou devem ceder seu espaço. Se o governo não sair do modo retórico e passar a negociar de verdade, para chegar a um bom acordo, o que era um bônus, para Lula, se converterá em um pequeno INFERNO. E com um detalhe: tendo que comparar a nossa situação com a da Argentina, que fez outra diplomacia, costura um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, de modo que logo haverá um turismo de compra de iPhones em Buenos Aires, a melhores preços do que no Brasil.


PESQUISAS

O que impressiona nisso tudo é o tipo de debate que se criou no país. De um lado, a ideia de que seria plausível trocar uma redução tarifária pelo relaxamento de um processo judicial no STF. Ou fazer o Congresso votar uma lei de anistia. Ou quem sabe o fim dos inquéritos sobre fake news, mudar a regulação das big techs, fim da censura, ou o que for. Muita gente defende essa tese e chama isso de “coragem”. É triste dizer, mas seria o exato oposto. Trump joga seu habitual chicken game, o “jogo da galinha”, parecido com aquela maluquice dos dois carros acelerando na direção um do outro para ver quem pula fora na última hora. Se os dois derem uma de valentões, ambos morrem. Mas, se um pula fora, é o “galinha”. O que não significa propriamente coragem, não é mesmo? Então esqueçam. É Lula, e não a oposição, que surfará a onda, ao menos no curto prazo, e é exatamente isso que as pesquisas da semana estão mostrando. Mais adiante, ninguém sabe. Mas a lição me parece clara: mais uma vez o irrealismo e a precipitação pautam as escolhas de uma parte relevante de nossa direita.


INÉRCIA DIPLOMÁTICA

Do lado governista, a turma aproveitou a carta para empurrar muita coisa para debaixo do tapete. A primeira é a própria inércia diplomática. Lula vai à festa de Putin, faz fotos ao lado de um grupo constrangedor de autocratas (nenhuma figura de linguagem aqui), sugere substituir o dólar por “alguma outra moeda” no comércio internacional, faz troça com Trump e basicamente nenhuma aproximação com o governo americano. O resultado disso é que um deputado de oposição parece ter mais influência na Casa Branca do que toda a diplomacia do governo. Fosse uma derrota política, problema nenhum. Política é assim, se ganha e se perde. A questão é perder por W.O. Perder pelas escolhas erradas e pela irrelevância. Isso e a percepção de uma revista como The Economist definindo Lula como um líder que soa “cada vez mais hostil ao Ocidente”.

“Coragem significa renunciar à tentação do poder” Os temas interessantes da carta são pontos institucionais. A menção ao julgamento de Bolsonaro, à censura de cidadãos americanos e à pauta mais geral da liberdade de expressão. Não acho que nosso sistema de poder cederá a nada disso. Ministros do STF não disputam eleições e não há nenhum incentivo para que revisem suas posições. Isso é ótimo. E sob qualquer aspecto somos nós mesmos, no plano da sociedade, do Parlamento, do debate público, das eleições, que teremos que lidar com nosso novo “iliberalismo”, como algumas vezes escrevi aqui. Com a relativização inédita de nosso estado de direito no Brasil recente. Dito

isso, as perguntas são: há algum problema com o julgamento de Bolsonaro? Mesmo fora da Presidência, ele dispõe de foro por prerrogativa de função? Deveria estar sendo julgado diretamente no STF ou na primeira instância, como determina nosso “devido processo legal”? Isso para que tivesse os mesmíssimos direitos de qualquer brasileiro, segundo as regras que nós mesmos decidimos. Instância devida, juiz natural, imparcial, amplo direito de defesa, de verdade, instâncias de recurso.

Vale o mesmo para o tema da liberdade de expressão e censura a cidadãos americanos. Ainda nesta semana o STF nos deu uma demonstração bastante didática sobre o assunto. Uma nova ordem de censura contra o economista e comentarista Rodrigo Constantino. Rodrigo vive no exterior há muitos anos e foi censurado por suas opiniões dois anos atrás. Passaporte retido, banido da internet, contas bancárias bloqueadas. Agora está em um hospital, lutando contra um câncer complicado, e foi novamente censurado. E está ali, nesse gesto um tanto gratuito, a imagem quase perfeita de nosso drama. Para começar, a censura prévia. A ordem é para banir uma conta no Rumble, plataforma também bloqueada no Brasil. Observe-se: uma conta, não um “conteúdo claramente identificado”, como manda a lei brasileira. O cidadão bloqueado para o futuro, portanto “previamente”, se alguém não entendeu. Depois, uma ordem de censura a um cidadão americano, por e-mail. Sem nenhum contraditório, com o réu e advogados sabendo do fato pela mídia. Por fim, a irrelevância. Em que sentido uma conta inativa representaria uma grave ameaça à democracia, como reza a lei? A pergunta, no fim do dia, é um tanto óbvia: anda tudo o.k. com nosso estado de direito? Cada um pode fazer seu próprio julgamento. Não é preciso ir longe aqui. O Brasil vive uma espécie de dilema do prisioneiro. Os atores que comandam a disputa política, no país, não encontram razão nenhuma para confiar ou cooperar. Lula investe no jogo de soma zero do “nós contra eles”;

Bolsonaro, no condão mágico de uma interferência externa; e nossa Suprema Corte parece decidida a prorrogar indefinidamente a lógica de exceção, materializada nos inquéritos. O resultado é a pura e simples perda de confiança. Segundo o Datafolha, 58% das pessoas dizem ter mais vergonha do que orgulho de nossos ministros. O problema é que nos tornamos um país-avestruz. Temos leis, temos uma Constituição, mas nos falta um tipo de virtude republicana para fazer a regra do jogo valer, de verdade, na sociedade. Ainda por estes dias, escutava uma autoridade, em Brasília, associando a autocontenção judicial à falta de coragem. Lamento dizer, mas é o oposto daquilo que define a essência de uma República.Coragem significa renunciar à tentação do poder e fazer cumprir a norma que todos decidimos como sociedade. Já a covardia só tem um nome: o abuso de poder. De modo que a saída do impasse brasileiro requer uma boa dose de virtude por parte de quem lidera o país. E quanto a isso, confesso, não sou propriamente um otimista.



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21 jul 2025

COLHEITA DE DERROTAS


DERROTAS

Antes de tudo há que se levar em boa e correta conta que as últimas CINCO TENTATIVAS que o nosso empobrecido Brasil achou por bem entrar em DISPUTAS DIPLOMÁTICAS contra os ESTADOS UNIDOS, resultaram em DERROTAS, como revela o oportuno levantamento feito pela jornalista de economia da Gazeta do Povo, Raphaela Ribas. Eis: 


CRISE DO PETRÓLEO EM 1970

1- CRISE DO PETRÓLEO e o alinhamento com o mundo árabe (anos 1970). A aproximação brasileira com países da OPEP acendeu um alerta ao governo americano, que via com preocupação a posição do Brasil. Naquela ocasião o Brasil enfrentou resistência aberta dos EUA no seu acordo para produzir energia nuclear em parceria com a Alemanha. Mais: houve desentendimentos comerciais e atrito do governo americano frente ao desrespeito do regime militar aos direitos humanos.


PROGRAMA NUCLEAR BRASIL-ALEMANHA X EUA

2. PROGRAMA NUCLEAR BRASIL-ALEMANHA X ESTADO UNIDOS (década de 1970): em 1975, o Brasil firmou ACORDO COM A ALEMANHA para transferência de tecnologia nuclear completa. Devido à natureza do negócio e ao valor da operação, de cerca de US$ 10 bilhões, foi chamado de “ACORDO DO SÉCULO". A parceria previa a construção de oito usinas nucleares e a produção de enriquecimento e reprocessamento do urânio. O acordo gerou uma crise política do Brasil com os EUA.  Consequência: o acordo foi parcialmente esvaziado. A Alemanha cedeu à pressão americana e recuou, e o Brasil enfrentou sanções diplomáticas e comerciais indiretas.


GUERRA AO IRAQUE

3. A condenação da guerra do Iraque na ONU (2003). Em seu primeiro mandato, LULA SE OPÔS PUBLICAMENTE À INVASÃO AO IRAQUE e classificou a operação liderada pelos EUA como UNILATERAL E INJUSTIFICADA. Ele disse que qualquer ação militar deveria ter a aprovação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o que não foi o caso desta guerra. Conflito com os EUA: os EUA esperavam apoio de aliados latino-americanos e não gostaram da postura brasileira no Conselho de Segurança. O Brasil descartou o pedido de enviar tropas para ajudar os americanos no Iraque. 

CONSEQUÊNCIA: o Brasil quis firmar sua SOBERANIA e prezar pelo diálogo (embora Lula tenha bons relacionamentos com governos ditatoriais como Venezuela e China). A posição do governo brasileiro, no entanto, foi um divisor de águas na relação diplomática com Washington.

DERROTA: o episódio levou ao isolamento do Brasil em espaços relevantes na geopolítica. Há décadas o país pleiteia passar de membro rotativo para permanente no Conselho de Segurança da ONU, responsável por decisões sobre a paz e a segurança internacional (o mais importante do órgão). Os EUA, que compõem o grupo principal e tem poder de veto, são os mais resistentes à sua entrada.


CASO IRÃ-BRASIL-TURQUIA

4. O CASO IRÃ-BRASIL-TURQUIA (2010). O Brasil, junto à Turquia, negociou um acordo nuclear com o Irã para ENRIQUECIMENTO DE URÂNIO para fins pacíficos (a geração de energia). A Declaração de Teerã, como ficou conhecida, teve inicialmente apoio do então presidente americano Barack Obama, mas ele recuou. Os EUA desconfiavam que o Irã usasse o urânio para produzir secretamente armas nucleares.

Conflito com os EUA: Washington considerou o acordo diplomático uma tentativa de desviar o Irã do endurecimento das sanções da ONU, aliviar a pressão internacional e evitar novas sanções, enquanto continuava a avançar com seu programa nuclear.

Consequência: o acordo fracassou. Os EUA e a maior parte dos países-membros da ONU não consideraram o acordo como uma solução suficiente para suas preocupações sobre o programa nuclear iraniano e impuseram sanções ainda mais duras ao Irã.

DERROTA: o episódio expôs o limite da influência brasileira, gerou desgaste internacional e frustrou a pretensão de protagonismo global do governo Lula.


ESPIONAGEM DA NSA

5. A reação brasileira ao escândalo da espionagem da NSA (2013). Contexto: a presidente Dilma Rousseff, ministros e empresas brasileiras como a Petrobras foram espionados pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA).

Conflito com os EUA: Barack Obama, presidente na época, alegou que o objetivo era “mirar, especificamente, em algumas áreas de preocupação”, como ações contra terrorismo, armas de destruição em massa e segurança cibernética. O governo brasileiro desconsiderou o argumento e disse que o monitoramento tentava ganhar vantagens comerciais e industriais. Dilma exigiu explicações formais do governo dos EUA.

Consequência: os EUA não pediram desculpas formais nem fizeram concessões. Em setembro de 2013, na cúpula do G20 na Rússia, Obama assumiu a responsabilidade pelo que havia acontecido e se comprometeu a investigar as alegações e a responder formalmente, o que não aconteceu. A presidente cancelou a viagem a Washington que faria em outubro e,  em discurso na Assembleia Geral da ONU. condenou a espionagem, que classificou como uma violação do direito internacional e da soberania dos países.

DERROTA: o Brasil não obteve reparações significativas e teve sua capacidade de pressão internacional duramente questionada.


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No ESPAÇO PENSAR+: A VOLTA DOS ZUMBIS, por Percival Puggina. Confira :https://www.pontocritico.com/espaco-pensar.



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