MERCADO FINANCEIRO
Nas últimas cinco décadas, mais do que sabido, o PIB brasileiro, na média, apresentou um crescimento sempre muito baixo. Este comportamento recorrentemente pífio fez com que o MERCADO FINANCEIRO mandasse no pedaço. Vejam, por exemplo, que as sobras dos recursos empresariais e pessoais eram imediatamente destinadas para a aquisição de títulos de crédito, cuja remuneração, para garantir ganho REAL, precisava ser apenas superior à TAXA DE INFLAÇÃO. Como se percebe, os brasileiros em geral usavam o mercado financeiro como instrumento de DEFESA, ou PROTEÇÃO, contra a INFLAÇÃO.
MERCADO DE CAPITAIS
Pois, a partir de 2019, quando o atual governo foi eleito, o MERCADO FINANCEIRO, face a uma substituição do modelo estabelecido no Programa de Governo, foi colocado em prática a queda sistemática das taxas de juros. Tal providência abriu um grande espaço para o crescimento e desenvolvimento do MERCADO DE CAPITAIS, onde boa parte da poupança foi desviada para INVESTIMENTOS. Isto se deu tanto pela compra de ações de empresas negociadas em bolsas quanto por aplicações em investimentos em novos negócios ou expansão dos já existentes.
CRESCIMENTO FANTÁSTICO
A evolução do MERCADO DE CAPITAIS, que começou pra valer em 2019, registra um avanço por demais relevante nestes primeiros meses de 2021. Vejam, por exemplo, o que diz a Exame-IN de hoje: em maio, as captações somaram R$ 55 bilhões – crescimento de 31,9% ante abril –, o que elevou o resultado do ano a R$ 198 bilhões, ou seja, 54,1% superior a igual período de 2020. A cifra com nove dígitos não deixa dúvidas de que o mercado ocupa hoje boa parte do espaço que, até o passado recente, era exclusivo do BNDES.
AINDA É PEQUENA
Mais: segundo José Eduardo Laloni, atual vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), a criação e diversificação de gestoras contribuiu para uma mudança também do perfil dos investidores. “Quando as operações eram dominadas basicamente por grandes bancos, não havia tanta diversificação de oferta de instrumentos para investir. E tampouco existia um leque ampliado de investidores. As plataformas digitais democratizaram os investimentos e agregaram mais investidores. O mercado cresceu, mas deve crescer ainda mais porque, apesar de o número de CPFs na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) ter se MULTIPLICADO POR CINCO, a Bolsa ainda não é condizente com o PIB brasileiro. AINDA É PEQUENA, pondera o executivo".
AGENDA DE PRIVATIZAÇÕES
Laloni chama atenção para o fato de a economia brasileira estar em recuperação no pós-pandemia, mas ainda não estar em recuperação plena. Para o investidor, isso faz diferença. “Temos mercado a ser desenvolvido com a agenda de privatizações e concessões. Novos emissores chegarão ao mercado e também novos investidores e essa perspectiva nos deixa otimistas. Hoje, o aplicador, sobretudo o jovem, sabe distinguir IPCA e margem de ganho e esse aprendizado veio para ficar.” Na prática, o investidor deixou de ser refém do antigo ‘overnight’ – uma versão bem antiga da taxa Selic.
IPOs E FUNDOS
Laloni vai mais adiante: - A diversificação de fundos, como imobiliário e de crédito para além da própria Bolsa, também contribui para maior equilíbrio dos mercados não apenas como fonte de remuneração para o investidor, mas também como fonte de financiamento de atividades setoriais. “O mês de maio é um bom exemplo. Depois de um abril sem ofertas primárias de ações (IPOs), maio registrou captação significativa. Se diminuiu a oferta de crédito, aumentou a de debêntures. Isso também significa menor concentração em empresas emissoras, o que é positivo. De novo, hoje o mercado é mais democrático”, acrescenta Laloni.
No mercado acionário, após abril sem registro de IPO, em maio as operações alcançaram R$ 10,3 bilhões, sendo que metade desse volume foi obtido com ofertas públicas iniciais. Com a divulgação de indícios de retomada da economia e o avanço da vacinação é possível que a tendência de que as emissões primárias se mantenham. Há cerca de R$ 8,4 bilhões de ofertas em andamento.
No caso das subscrições das ofertas de ações, mais da metade são fundos de investimentos, seguidos pelos investidores estrangeiros, com pouco mais de 35% de participação.
ESPAÇO PENSAR +
No ESPAÇO PENSAR + de hoje: A CABEÇA DO DRAGÃO, por Gustavo Miotti. Para ler acesse: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar
ENTULHOS PROTECIONISTAS
Mais do que sabido e comprovado, o que mais aconteceu no nosso Brasil, desde a chegada dos nossos descobridores, foi um acúmulo fantástico dos mais diversos tipos de ENTULHOS com viés PROTECIONISTA voltados para garantir certos DIREITOS, uns governamentais-, outros -empresariais-, sendo que para estes as vantagens se davam em forma de concessões e/ou privilégios diferenciados. Mais: a regra para definir a CONCESSÃO DOS FAVORES-MERCANTILISTAS- não passava de uma declaração -oficial- de AMOR ETERNO AO GOVERNO, independente de quem viesse a ocupar a cadeira presidencial.
FONTE DE RECURSOS PARA CAMPANHAS ELEITORAIS
No século passado, quando ainda não existiam as AGÊNCIAS REGULADORAS, as CONCESSIONÁRIAS -AMIGAS-, mandavam e desmandavam, praticando os preços de serviços públicos de acordo com seus exclusivos interesses, com um olhar de complacência dos governantes. Até porque os concessionários eram os grandes financiadores das campanhas eleitorais em todos os níveis.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Pois, ainda que as AGÊNCIAS REGULADORAS foram concebidas para dar mais transparência quanto à definição das tarifas dos serviços públicos -administrados-, o que deu início de uma melhor e efetiva prestação destes serviços foi, inequivocamente, a DESESTATIZAÇÃO DAS CONCESSIONÁRIAS. A partir daí, por força dos editais dos leilões de venda das estatais que detém o DIREITO DE CONCESSÃO e e/ou de contratos de NOVAS CONCESSÕES, tudo mudou para melhor, principalmente porque os interessados se obrigam a fazer os investimentos necessários para que os serviços sejam prestados com uma melhor eficiência.
CALOS NAS MÃOS
Se o processo de transferência/venda das estatais para a iniciativa privada já havia sido retomado durante o curto governo Temer, a velocidade ganhou enorme impulsão a partir da posse do governo atual, chefiado pelo presidente Jair Bolsonaro. Mais ainda o setor de infraestrutura, liderado pelo excelente ministro Tarcísio de Freitas, cujas mãos já estão cheias de calos obtidos com as batidas constantes dos martelos utilizados nos mais diversos leilões de PRIVATIZAÇÕES E/OU CONCESSÕES DE NOVAS ESTRADAS, PORTOS, AEROPORTOS, etc.
OBSTÁCULOS FORMADOS PELAS CORPORAÇÕES, MÍDIA ABUTRE E PARTIDOS DE ESQUERDA
Ainda que a venda das estatais esteja muito longe do que foi prometido, tudo por força dos obstáculos colocados pelas CORPORAÇÕES, com apoio irrestrito da MÍDIA ABUTRE e dos partidos de ESQUERDA, como PT, PDT, PSOL, PSB, todos fiéis integrantes da Organização Comunista -Foro de São Paulo-, o fato é que aos poucos o governo vem conseguindo se desfazer de algumas delas, notadamente dos ativos que constam no patrimônio, cujo efeito é o importante aumento da capacidade de investimento.
TAXA DE LAUDÊMIO
Pois, independente do fato de que o atual governo brasileiro está, enfim, dando uma clara demonstração de que há um enorme espaço para INVESTIR PESADAMENTE no nosso país, algo que não pode nem deve passar em brancas nuvens é o anúncio, feito na última 5ª feira, 10, pelo presidente Bolsonaro, dando conta que proprietários de terrenos de marinha e interiores e ocupantes regulares de imóveis da União que adquirirem o domínio pleno das propriedades ficarão LIVRES DA COBRANÇA DA TAXA DE LAUDÊMIO E OUTRAS TAXAS PATRIMONIAIS.
A medida integra o Programa SPU+, que visa a ativar a economia por meio da contabilização de R$ 110 bilhões em imóveis da União até 2022 e impactará cerca de 600 mil imóveis inscritos em regime de aforamento e ocupação em todo o país.
ESPAÇO PENSAR +
No ESPAÇO PENSAR + de hoje: A CENSURA E O PODER DAS REDES SOCIAIS, por Percival Puggina. Acesse o link: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/a-censura-e-o-poder-das-redes-sociais-140621
ELEIÇÕES 2018
Nas eleições de 2018, mais do que sabido, o PSOL teve o pior desempenho de sua história na disputa pela Presidência da República. Guilherme Boulos, então candidato do partido, obteve 617.115 votos, ou 0,58% do total de votos válidos. Por outro lado, o candidato escolhido pelos eleitores, Jair Bolsonaro, obteve, no primeiro turno, 49.276.897 votos, ou 46% do total e, no segundo turno, 57.797.847 de votos, ou 55,13% do total.
QUEM MANDA É O PSOL
Pois, para aqueles que acreditam que o Brasil é um país DEMOCRÁTICO é importante que saibam que o PSOL, mesmo depois de obter o insignificante percentual de 0,58% dos votos válidos na corrida presidencial de 2018, é o partido que, através da maioria dos ministros da Suprema Corte, vem governando o nosso complicado País. Vejam que quase tudo que o PSOL quer, o STF obedece piamente e faz acontecer.
SUPREMO PSOLISTA
Para quem não sabe, os ministros do STF, atendendo com precisão um pedido do PSOL, entenderam como INCONSTITUCIONAL o decreto presidencial de Jair Bolsonaro que permitia ao Ministro da Educação a indicação de interventores para a direção dos institutos federais de educação. Mais: desconsiderar as eleições realizadas pelas próprias instituições.
SUSPENSÃO DAS DESOCUPAÇÕES
Mais recentemente, o ministro -psolista-, Luís Roberto Barroso, atendendo a vontade do PSOL, mandou suspender por seis meses as desocupações de áreas coletivas habitadas antes da pandemia, assim como também suspendeu, pelo mesmo período, despejos de locatários vulneráveis sem prévia defesa.
FERROGRÃO
Outro ministro do STF, Alexandre de Moraes, para mostrar e/ou demonstrar o quanto é um apreciador da ideologia psolista, resolveu, no dia 15/03, suspender totalmente, a pedido do PSOL, a construção da ferrovia -FERROGRÃO-, prejudicando brutalmente o Agronegócio Brasileiro, considerado em prosa e verso como a locomotiva do PIB brasileiro.
A DEMOCRACIA DO STF
Resumo: no nosso empobrecido Brasil, diferente de qualquer democracia, onde o presidente eleito é o CHEFE DO EXECUTIVO, quem MANDA E GOVERNA É O STF com base nos interesses do PSOL, cujo candidato à presidente, em 2018, obteve 0,58% dos votos válidos.
A propósito, esta foi uma semana exaustiva e cansativa para os ministros do STF. Além de AUTORIZAR a realização da Copa América, os ministros psolistas disseram que não se opõe à indicação de André Mendonça para ocupar a vaga de Marco Aurélio Mello.
Outra decisão -celestial- aí tomada pelo péssimo Superior Tribunal de Justiça aconteceu ontem. O STJ REVOGOU A PRISÃO de um homem que havido sido preso em -flagrante- por armazenar 420 quilos de maconha. O STJ entendeu, pasmem, que não havia justificativa para a entrada dos policiais na residência do criminoso.
ESPAÇO PENSAR +
A propósito do impasse que coloca em risco o modelo de CONTRATO DE CONCESSÃO da ponte São Borja (Brasil) -Santo Tomé (Argentina), que responde por 26% do total das transações comerciais entre Brasil e Argentina, vale a pena ler o texto -FLEXIBILIZAR A TEC É SALVAR O MERCOSUL- assinado pelo pensador Hélio Beltrão, publicado ontem no JC.
Atenção: entre os principais motivos do impasse, um deles é o claro desejo de ESTATIZAÇÃO DA CONCESSÃO por parte da ARGENTINA COMUNISTA. Vale lembrar que faltam menos de 90 dias para o encerramento do prazo da concessão.
Acesse o link e confira: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/flexibilizar-a-tec-e-salvar-o-mercosul-110621
O BRASIL DO MENOS PIOR
Diante da forte repercussão -negativa- que causou o lamentável uso do termo -DESPIORA- utilizado por um dos péssimos colunistas do jornaleco -Folha de São Paulo- com o firme propósito de DESQUALIFICAR o inegável bom desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano, volto ao tema. E, por oportuno, faço uso do ótimo e esclarecedor artigo -O BRASIL DO MENOS PIOR-, escrito pelo colunista do Diário de Petrópolis, Gastão dos Reis. Eis:
FHC E LULA
A foto de FHC e Lula juntos publicada nos jornais de sábado, 22.05.2021, é emblemática. Reflete bem a que ponto a mediocridade e a falta de rumos nos atingiram em cheio. Tem ainda um lado simbólico revelado pelo ato falho das mãos fechadas encostadas uma à outra que nos relembram de troca de socos. Aliás, bem mais revelador do que foi a vida pública de ambos. FHC parece ter esquecido o que ocorreu após a transmissão do cargo de presidente. Lula o levou até o elevador e lhe disse: “Você deixa aqui um amigo”.
HERANÇA MALDITA
Pouco depois, o amigo (da onça, claro!) deu início ao discurso da herança maldita de FHC. Na verdade, poucos presidentes receberam do antecessor o país em condições tão boas. Herança maldita teria sido aquela pela qual o PT vinha lutando: o Plano Real seria mais uma enganação do povo; as privatizações, apenas a venda a preço vil das estatais; e as demais reformas necessárias, em especial a trabalhista, um esbulho do trabalhador. Ou seja, tudo aquilo que o País necessitava para entrar nos eixos e partir para o crescimento sustentado. Era o PT apostando num projeto tipo Venezuela. No momento, ser contra a privatização da Eletrobrás mostra que Lula não mudou.
CARÁTER
Há ainda, em Lula, a questão do caráter. Eu me recordo bem do episódio ocorrido quando ele era presidente. Em 2004, um faxineiro do aeroporto de Brasília achou no banheiro uma maleta com dez mil dólares. Procurou o dono pelo autofalante, o achou e devolveu o dinheiro. O exemplo de honestidade foi celebrado pela mídia, em especial por se tratar de uma pessoa humilde. Recebido por Lula no Alvorada, foi indagado, mais de uma vez, no relato que li, por que devolveu o dinheiro achado, deixando no ar a insinuação que deveria ter sido mais imaginativo. Curto e grosso: ter enfiado o dinheiro no bolso.
VISTA GROSSA
Permite ainda entender o comportamento de Lula em fazer vista grossa aos companheiros envolvidos no Mensalão, no Petrolão e até em relação aos que pilharam os fundos de pensão das estatais. Eles meteram a mão no bolso dos próprios trabalhadores que o PT dizia representar. Lula pediu ainda ao diretor da Infraero que aumentasse o salário do faxineiro, colocando-o no quadro permanente. O episódio ilustra bem o custo do serviço público para fazer a mesma coisa: o salário do faxineiro dobrou. Instituições internacionais hoje criticam o custo astronômico do nosso setor público face ao privado para realizar tarefa idêntica. Sugerem congelamento temporário de salários para reduzir essa discrepância a favor ao setor público, única por padrões internacionais.
RACIONALIDADE
Merval Pereira, em um de seus últimos artigo em O Globo, relembrou aquele comentário do Tim Maia de que o Brasil é o país onde prostituta chega ao orgasmo, traficante se vicia e cáften se apaixona. A verdade é que tais desvios não são exclusividade nossa. Filmes estrangeiros nos apresentam situações semelhantes em vários roteiros. Mas essa é uma visão comandada pelo peso do emocional. O mais grave é que no plano da fria racionalidade, o Brasil virou-se pelo avesso: militares fazem política; políticos não estão nem aí para o bem comum (corrupção sistêmica); o judiciário extrapola em muito o teto constitucional de remuneração do servidor público. Em suma: viramos um povo (indignado) que serve a uma burocracia ao invés de ser servido por ela.
PARLAMENTARISMO
Nos meus tempos de Universidade da Pensilvânia (1977-1980), eu me lembro de ter notado, em função do número de artigos publicados, o interesse despertado entre estudiosos americanos quanto ao efeito dos sistemas políticos sobre o desempenho dos países. Um deles analisava até mesmo em que medida o presidencialismo latino-americano poderia ser responsabilizado pelas frequentes crises que afetavam a região. Naquela época, eu me recordo que era um tema pouquíssimo analisado no Brasil. E, não obstante, o Brasil foi uma ilustre exceção no século XIX com seu regime parlamentarista. Os países de língua espanhola já nasceram sob o malfadado regime presidencialista.
O sistema parlamentarista, que nos deu décadas de estabilidade no passado monárquico, dispõe de dispositivos contra crises que nos fazem muita falta ainda hoje. Um gabinete (governo) só se mantém se gozar do voto de confiança do Parlamento. Diferentemente do presidencialismo, a confiança do eleitor no governo é o fiel da balança. Ao faltar, em qualquer momento, um governo pode cair e ser substituído por outro em novas eleições. Não há que esperar quatro ou cinco anos até a data fixa da próxima eleição presidencial, salvo quando se recorre ao complicado e demorado processo de impeachment.
O parlamentarismo, no passado (e poderá fazê-lo no futuro), foi um regime que nos livrou também da síndrome do transitado em julgado. Em especial, aquela situação de políticos que se apropriam impunemente de dinheiro público, e perpetuam-se na vida pública interpondo recursos protelatórios na Justiça. No regime parlamentar, a vida pública de um político depende de sua credibilidade junto à opinião pública. E não de malabarismos jurídicos como ocorre, em especial, no nosso presidencialismo.
A primeira reação nossa é que o político acusado só poderia pagar pelo seu crime após ser verificada a culpa consumada. No fundo, perdemos a noção de que dinheiro público deveria ser algo sagrado. No parlamentarismo, a simples quebra de confiança é motivo cabal para afastar um político da vida pública.
Neste cenário, o caso Lula já estaria morto e sepultado. Mas os absurdos com que convivemos lhe permitem ser novamente candidato à presidência. Alegou-se(!), anos depois, e após condenação por unanimidade por um colegiado se juízes, que o foro correto deveria ter sido Brasília e não Curitiba. E foi assim que o Brasil se conformou em conviver com o menos pior não só na política como em inúmeras outras situações. A tolerância com o menos pior por décadas abriu as portas para o pior do Brasil. Tarda a hora de dar um basta!
A ECONOMIA BRASILEIRA MELHORA
Nos últimos editoriais tenho me dedicado a apresentar dados inquestionáveis que dão a entender, claramente, que a ECONOMIA BRASILEIRA, ainda que muito enfraquecida por tantas e severas intervenções governamentais ao longo dos últimos 50 anos (mais precisamente a partir de 1974 quando Ernesto Geisel assumiu a presidência do Brasil) já começa a dar sinais de efetiva MELHORA.
BONS EFEITOS
Vejam que após a divulgação do crescimento de 1,2% do PIB BRASILEIRO do primeiro trimestre de 2021, os BOLETINS que são assinados e divulgados por analistas do mundo todo estão dizendo, categoricamente, que as DOSES DE LIBERDADE ECONÔMICA que vem sendo ministradas pelo atual governo começam a produzir bons efeitos. Isto, vale lembrar, à despeito das lamentáveis alterações impostas pelas FORÇAS DO MAL, que se recusam a aprovar as medidas que poderiam acelerar a recuperação do País.
POSITIVO, NÃO!
Pois, dentro deste ambiente, onde a ESPERANÇA começa a dar sinais de vida, a MÍDIA ABUTRE, sempre focada na aposta do -QUANTO PIOR MELHOR-, não admite, em hipótese alguma, que seus leitores, ouvintes e telespectadores saibam que a economia brasileira possa dar sinais de MELHORA . Aí, mesmo diante de números absolutamente inquestionáveis, a ordem é seguir usando termos e palavras que escondam a existência de algo POSITIVO.
DESPIORA
Vejam, por exemplo, o caso da FOLHA DE SÃO PAULO, integrante de primeira hora do Consórcio formado pelos membros da MÍDIA ABUTRE. Ontem, 8/6, através de seus colunistas, evitando dizer que o Brasil está apresentando uma efetiva MELHORA econômica, o péssimo jornaleco achou por bem usar o termo DESPIORA. Que tal?
PREFIRO FICAR AFASTADO DESTA ENERGIA MÓRBIDA
Enquanto a CPI da Covid, com apoio total e irrestrito dos meios de comunicação que integram o CONSÓRCIO DA MÍDIA ABUTRE, segue firme na sua sanha de responsabilizar a todo e qualquer custo o atual governo por TODAS as mortes, independente das causas, tanto registradas quanto a registrar, neste nosso imenso Brasil, prefiro ficar afastado desta lamentável ENERGIA MÓRBIDA prestando informações e opiniões sobre o bom momento que VIVE a nossa ECONOMIA, onde vários setores dão sinais de boa recuperação.
EDITORIAIS RECENTES
Em recentes editoriais, como os leitores perceberam, escrevi sobre o importante crescimento de 1,2% do PIB BRASILEIRO no primeiro trimestre deste ano (2021). Da mesma forma apontei para o excelente crescimento do índice de FORMAÇÃO BRUTA DE CAPITAL FIXO, indicador que define o INVESTIMENTO que está sendo feito pelo SETOR PRIVADO no sentido de aumentar a OFERTA DE BENS E SERVIÇOS em níveis capazes de atender a DEMANDA que está se mostrando aquecida.
LOGÍSTICA
Ora, se algum leitor, por alguma razão, ainda se mostra reticente e/ou com pouca crença neste claro bom desempenho da ECONOMIA BRASILEIRA, proponho que veja, com olhos bem abertos, o que diz o SETOR LOGÍSTICO, que consiste no processo de planejar, executar e controlar a MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS destinadas aos mais variados INSUMIDORES E CONSUMIDORES espalhados por todos os cantos do nosso imenso País.
ÍNDICE DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
Pois, para esses ainda meio descrentes peço que atentem para o que está posto no relatório “Índice da Movimentação de Cargas do Brasil” desenvolvido pela AT&M, empresa líder no processo de averbação eletrônica para seguros de transporte de cargas, empresa pioneira na criação da averbação eletrônica para o transporte de cargas. Diz ali que no PRIMEIRO QUADRIMESTRE de 2021 foram registrados R$ 2,9 trilhões em movimentação de cargas no País. Um aumento de 38,63% sobre o mesmo período de 2020, quando foram contabilizados R$2,1 trilhões. Atenção: a base de dados do relatório é formada por mais de 25 mil empresas, entre transportadoras, operadores logísticos e embarcadores. No primeiro quadrimestre de 2021 foram 327 milhões de documentos -averbados- que representam os pedidos de transportes realizados, sendo que no mesmo período do ano passado foram 185 milhões documentos averbados.
DOCUMENTOS AVERBADOS
O relatório também aponta que em 2020 foram registrados R$ 7,5 trilhões em movimentação de cargas, sendo que em 2019, foram contabilizados R$6,8 trilhões, um aumento de 10%. Ao todo foram 792 milhões de documentos averbados que representam os pedidos de transportes realizados no período. Em 2020, cerca de 52% das movimentações de cargas registraram origem de embarque no estado de SP. Na sequência, temos MG (11,20%) e RS (5,16%). No primeiro quadrimestre de 2021, 54,40% dos embarques tiveram origem também no estado de SP. Na sequência, aparecem no relatório os estados de MG (10,32%), PR (5,35%) e RS (4,77%).
NOTAS FISCAIS E CONHECIMENTOS DE TRANSPORTES
METODOLOGIA
Segundo Thiago Marques, CEO DA AC&M, os indicadores não são construídos com base em pesquisa ou percepções de mercado. Ele explica que são contabilizados a partir de notas fiscais e Conhecimentos de Transportes (CT-es) eletrônicos informados diariamente no momento do embarque pelo transportador, ou seja, revelam com exatidão os valores das cargas movimentadas no território nacional. Mais: Desde 2018, os dados de movimentação de cargas que são informados oficialmente ao mercado pela AT&M refletem com segurança, o termômetro do transporte de cargas do Brasil. Para a contabilização diária, sem interrupções, sete vezes por semana, 24 horas por dia, a empresa mantém infraestrutura tecnológica formada por servidores instalados em um dos maiores data centers do mundo.
ESPAÇO PENSAR +
Leia no ESPAÇO PENSAR + de hoje: FUTEBOL E ESQUERDA SE MERECEM- por J.R.Guzzo (publicado na Gazeta do Povo - 07.06.21). https://www.pontocritico.com/espaco-pensar