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23 fev 2023

VÁ PRA CASA: O SEU EMPREGO SUMIU


FAZER O MESMO

Mais do que sabido, com o célere crescimento e desenvolvimento das REDES SOCIAIS a MÍDIA TRADICIONAL percebeu que estava diante de um grande e poderoso CONCORRENTE. Mais: concorrente fortemente disposto a fazer o mesmo que -SEMPRE FEZ-. Ou seja, os usuários das REDES SOCIAIS se viram no PLENO DIREITO de produzir, publicar e /ou compartilhar NARRATIVAS sobre qualquer coisa, pouco ou nada importando se o tema tem compromisso com FATO ou FAKE


PODER DE CONVENCIMENTO

Ainda assim, aproveitando mais do que nunca a CAPACIDADE PARA INFLUENCIAR leitores, ouvintes e telespectadores, construída com muito sucesso ao longo do tempo, a MÍDIA se organizou e com muita maestria passou a ser usuária direta das REDES SOCIAIS. Gostem ou não, esta ferramenta engrossou o poderoso ARSENAL MIDIÁTICO e com tal a MIDIA TRADICIONAL, mesmo odiada por muita gente, segue mantendo um forte PODER DE CONVENCIMENTO junto à sociedade, notadamente o universo de brasileiros menos instruídos (a maioria da população, infelizmente).


FIQUEM EM CASA

Vejam, por exemplo, o quanto a MÍDIA foi exitosa no seu PODER DE INFLUÊNCIA no que diz respeito à sua criminosa campanha do -FIQUE EM CASA - A ECONOMIA A GENTE VÊ DEPOIS-. O PODER DA MÍDIA foi de tal ordem que muitas autoridades se dobraram aos seus perversos interesses, principalmente após a formação de um CONSÓRCIO que surgiu com o propósito de 1- DAR ORDENS AO POVO e 2- PERSEGUIR TODOS AQUELES QUE RESOLVESSEM CONTRARIAR A ORDEM DE FICAR EM CASA. Mais: liderados pela Rede Globo, o CONSÓRCIO tratou imediatamente de rotular o presidente Bolsonaro como GENOCIDA, afirmando que ele não queria comprar vacinas para combater a COVID-19, quando, a bem da mais pura verdade, não havia -nem vacina nem qualquer outro imunizante disponível-, a considerar que se tratava de um vírus novo, totalmente fora do radar da indústria farmacêutica mundial. 


GENOCIDAS...

Detalhe de suma importância: observem que em nenhum outro país do mundo, os presidentes -eleitos ou não pelo povo-, foram rotulados pela MÍDIA como -GENOCIDAS-. Nem mesmo nos mais diversos países onde a relação -MORTES POR MILHÃO DE HABITANTES- foi extremamente superior do que o nosso imenso Brasil ostentou ao longo dos dois anos da pandemia. Pode?  


EFEITOS DO -FIQUE EM CASA-

Feitos estes esclarecimentos necessários para uma boa compreensão da situação, já é possível afirmar que o EFEITO do -FIQUE EM CASA- aí está em forma de -MORTES EM SÉRIE- DE EMPREGOS, EMPRESAS E COMPLICAÇÕES TERRÍVEIS NAS CONTAS PÚBLICAS. De novo: a cretina ORDEM do -FICAR EM CASA-, gerou: ABALO NA PRODUÇÃO DE BENS E SERVIÇOS, DESORGANIZAÇÃO DOS MERCADOS, AUMENTO DA DÍVIDA DAS PESSOAS FÍSICAS, DAS EMPRESAS E DAS CONTAS PÚBLICA (por conta do AUXÍLIO SOCIAL), PRODUZINDO INFLAÇÃO, que por sua vez OBRIGOU A ELEVAÇÃO DAS TAXAS DE JUROS. 


MÍDIA GENOCIDA

Na real, por tudo que estamos vendo e sentindo, a MÍDIA ABUTRE é, indiscutivelmente a grande e inconteste -GENOCIDA- que cometeu CRIMES HEDIONDOS com o objetivo DE ELIMINAÇÃO DE EMPREGOS, DE RENDA, DE EMPRESAS, DA DESORGANIZACÃO ECONÔMICA, do ESCAMBAU. Para tirar o foco desta realidade já está tratando de CONVECER O POVO pregando que o responsável pelas MORTES é o Banco Central, a única instituição interessada em combater a CAUSA.  


ESPAÇO PENSAR +

Leia no ESPAÇO PENSAR+ de hoje: PRODUTIVIDADE???, por Alex Pipkin. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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22 fev 2023

POLÍTICAS PÚBLICAS


FORMATOS

Segundo Theodore J. Lowi, cientista político americano que ganhou notoriedade como professor e pesquisador da Universidade de Cornell, EUA na área de -POLÍTICAS PÚBLICAS-, esta concepção assume QUATRO FORMATOS: -POLÍTICAS REGULATÓRIAS, POLÍTICAS DISTRIBUTIVAS, POLÍTICAS REDISTRIBUTIVAS E POLÍTICAS CONSTRUTIVAS. Mais: esta classificação é feita de acordo com os impactos de custos e benefícios que os grupos de interesse esperam de uma política determinada.


SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

A partir daí, sem muito esforço mental, é possível concluir que -POLÍTICAS PÚBLICAS-, geralmente referida no plural, é uma concepção institucionalizada que, em princípio, tem como propósito o encaminhamento da SOLUÇÃO DE PROBLEMAS PÚBLICOS QUE AFETAM A COLETIVIDADE. Como tal se define como uma soma das atividades que os governos escolhem e decidem : 1- FAZER OU PROPORCIONAR QUE OUTROS FAÇAM; ou 2- NÃO FAZER NEM PERMITIR QUE OUTROS POSSAM FAZER. 


ATORES PÚBLICOS E PRIVADOS

Ora, por tudo que já está mais do que provado e comprovado, o sucesso das POLÍTICAS PÚBLICAS é resultante da soma do envolvimento e das participações de ATORES PÚBLICOS (governantes, burocratas, tecnocratas, etc) e de ATORES PRIVADOS (empresários, trabalhadores etc.), que atuam de modo -concertado- antes, durante e depois do estabelecimento de um projeto a ser desenvolvido. 


SANTA CATARINA E BAHIA

Feitas estas importantes considerações vejam a seguir, por exemplo, o que acontece em Santa Catarina, que nunca foi governada pelo PT e compare com o que acontece na Bahia, que nos últimos 16 anos foi governada pelo PT: De novo: enquanto que em SC boa parte dos projetos e/ou POLÍTICAS PÚBLICAS são discutidos e/ou tocados pelos DOIS ATORES -PÚBLICO E PRIVADO-, na Bahia os números -péssimos- falam por si.


RESULTADO DOS ÚLTIMOS 16 ANOS

1- DESEMPREGO: Bahia -taxa de 15,6%, Santa Catarina -  taxa de 3,9%;

2- ANALFABETISMO: Bahia - taxa de 13,2%;  SC - taxa de 2,3%;

3- HOMICÍDIOS: Bahia - 46 por100mil; SC - 4,6 por 100 mil;

4- AUXÍLIO BRASIL: Bahia 2, 2 milhões; SC 186 mil



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21 fev 2023

REAL DIGITAL: ENTENDIMENTOS SOBRE A NOVA MOEDA BRASILEIRA


REAL DIGITAL

Na semana passada o Banco Central anunciou que está em franca gestação o lançamento do -REAL DIGITAL-. Como tudo na vida, na medida em que impera o desconhecimento, as novidades provocam resistência e como tal viram alvo de críticas que pouco ou nada acrescentam para o entendimento das vantagens e das criações dos mais variados produtos. 


INVASÃO DA PRIVACIDADE

Obedecendo, sem tirar nem pôr, os princípios que norteiam a minha -LNHA EDITORIAL-, que preza por críticas fundamentadas, embaladas pelo máximo de esclarecimento sobre os temas escolhidos, vejo que muita gente, muito antes de procurar entender o -REAL DIGITAL- prefere alardear aos quatro ventos que a novidade é uma forma cruel de CONTROLE e/ou INVASÃO DA NOSSA PRIVACIDADE FINANCEIRA. 


INOVAÇÃO

Pois, ontem, na medida em que lia os artigos que julgo esclarecedores, me deparei com o excelente conteúdo produzido pelo sócio da gestora de ativos digitais Resetfunds, Gustavo Cunha, que desmistifica esta questão da -PRIVACIDADE do REAL DIGITAL- colocando o foco onde ele realmente deveria estar, qual seja na INOVAÇÃO que as CBDCs trazem ao tornar a MOEDA PROGAMÁVEL. - Não que questões de privacidade não devam ser sempre discutidas, mas as mudanças nesse quesito me parecem ser inexistentes, ou muito inferiores à transformação que uma moeda programável trará, diz Gustavo. .

 


OPERAÇÕES CONCOMITENTES

Diz mais o Gustavo: - Quem lê meus artigos frequentemente já deve estar cansado de ler o exemplo da venda do carro usado. Transferir a propriedade do carro ou receber o dinheiro? O que vem primeiro? Em tempos de PIX isso já facilitou muito, mas com uma moeda programável essa discussão se torna parte do passado, já que seria possível realizar as operações concomitantementes. E aqui temos um exemplo simplíssimo do que pode ser feito. Os experimentos de DEFI já nos mostram modelos bem mais complexos e muito mais eficientes que utilizam essa característica da MOEDA PROGAMÁVEL

 


O NOSSO BANCO CENTAL É UM DOS LÍDERES

Temos que ficar felizes que NOSSO BANCO CENTRAL É UM DOS LÍDERES NESSA DISCUSSÃO, com possível implementação de uma CBDC no Brasil. Isso tornará nossa moeda programável e abrirá um novo horizonte de inovação e eficiência para nosso país. De novo: o foco é tornar nossa moeda programável o quanto antes, com segurança, e não alterando de forma significativa as condições de privacidade que temos hoje. 

A propósito: além do Brasil, países como Estados Unidos, Coreia do Sul e Suécia também estudam criar suas moedas digitais emitidas por bancos centrais.



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20 fev 2023

BRASIL - A FOTO E O FILME -


TEXTO DO DARCY FRANCISCO DOS SANTOS

Para quem aproveita o período de Carnaval para se atualizar, ou mesmo compreender um pouco de tanta coisa que acontece no nosso imenso e complicado Brasil , sugiro a leitura do texto -A FOTO E O FILME - que o pensador e economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos retirou, em grande parte, de texto maior - DÉFICIT ESTRUTURAL DO BRASIL-. Eis: 

 


A FOTO

O governo atual costuma dizer que recebeu uma herança maldita, o que, no entanto, não encontra amparo na realidade dos números, estando também em desacordo com o que dizem alguns economistas que apoiam o governo, como André Lara Resende, quando afirma que as finanças não estão tão mal assim, pelo contrário, citando o superávit primário de R$ 126 bilhões ou 1,3% do PIB, a dívida bruta a 73,5% do PIB, entre outros indicadores positivos. Para sermos mais exatos, destacamos que o superávit citado é de todo o setor público, o do Governo Federal foi R$ 59,7 bilhões, 0,6% do PIB.

Além desses, outros indicadores deixados fazem da herança não tão maldita assim, como o PIB com taxas de 3%, taxa de desocupação 8,3%, a menor de uma longa série histórica; taxa de inflação de 5,79%, embora acima da meta, menor que a de vários países da União Europeia, da América Latina e até dos Estados Unidos, gastos primários excepcionalmente estabilizados.  Mas para a foto ficar completa faz necessário citar aspectos negativos que dizem respeitos à falta de recursos no orçamento da Saúde e da Educação e de outros setores.

Também faltaram recursos para a compensação de parte da arrecadação de ICMS perdida pelos estados e municípios, em função das mudanças introduzidas pela Lei Complementar n° 194/2022, embora parte dela, talvez a maioria, seria feita mediante desconto nas prestações da dívida para com a União, conforme previsto na própria lei.

Entretanto, o déficit aludido de R$ 300 bilhões deixado pelo governo passado é fantasia. Até porque parte dele decorre das promessas feitas em campanha, algumas delas por ambos os candidatos, como o a do aumento real do salário-mínimo e a da mudança da Tabela do Imposto de Renda, promessas essas inviáveis para ambos os candidatos. Por isso, atendidas agora, somente em parte.

O governo informa que buscará os recursos para os benefícios que concedeu no pente-fino no bolsa família, porque houve muita concessão indevida. O auxílio Brasil atinge 21,6 milhões de famílias. Informam que o número de pessoas que passam fome no Brasil é de 33 milhões, mas há informações de que 58,7% da população (em torno de 133 milhões) passam por alguma insegurança alimentar. Então, o aludido pente-fino vai apenas mudar o nome do beneficiário, não reduzindo despesa.

Compõem também do aludido déficit, o aumento do auxílio Brasil (novamente bolsa família), prometido por ambos e mais o adicional de R$ 150,00 criado pelo governo atual, a cada beneficiário, por filho até seis anos. O governo passado também praticou na mesma política, ao aumentar a assistência social de uma média história de 9% dos gastos da Seguridade Social para 14%, sem contar o ano de 2020 (ano da covid), com 28,8%. Mas a crítica que existia e ainda existe é a de que ele não atendeu às necessidades da população carente.

Cada governo que entra acha que o anterior lhe deixou uma herança maldita. O que ocorre, na realidade, é o grande déficit estrutural brasileiro, que parece que preferem esconder, tratado a seguir. 

 


O FILME

Os fatos citados na primeira parte são a FOTO do momento atual ou do passado recente. Mas o Brasil tem grandes problemas estruturais gerados com o passar do tempo, que o -FILME- destaca com principais: 

1. Crescimento econômico recorrentemente baixo

O baixo crescimento econômico talvez esteja na raiz da maioria dos demais problemas. Depois de grande crescimento econômico em décadas passadas, até 1980, com taxas superiores às da América Latina e do mundo, o Brasil entrou numa fase que parece interminável de baixo crescimento econômico (Giambiagi et al. obra cit. 2011.  Apêndice Estatístico Tabela 1, p. 246).  

Entre 1985 e 2022, durante 38 anos, o Brasil cresceu numa média de 2,3% ao ano. Encurtando mais esse lapso de tempo para 20 anos, entre 2003 e 2022, a taxa de crescimento baixa para apenas 2%. É verdade que houve alguns períodos que apresentaram crescimentos maiores, mas que foram reduzidos ou anulados por crescimentos menores e até negativos, cada um deles com suas causas específicas, que fogem ao objetivo deste texto sua descrição e análise (IBGE, Apud. IPEA Data. Cálculos próprios).

 


CARGA TRIBUTÁRIA ALTA, MAS INSUFICIENTE

2. Carga tributária alta, mas insuficiente

Junto com o aumento de gastos, o baixo crescimento do País é um dos fatores que levaram a carga tributária de 24,5% do PIB em 1980, para 30,4% em 2000, para 33,9% em 2021.

E apesar desse enorme valor, a receita não está concentrada na União (embora para o senso comum diga o contrário), porque depois das transferências aos demais entes federados lhe resta em torno de 50%. No entanto, 33% é vinculado à Seguridade Social, sendo, ainda, insuficiente. Apesar disso, a Seguridade Social apresenta muitas deficiências, principalmente na Saúde, com mazelas por todas conhecidas. Na Previdência, 61% recebe um salário mínimo.

Com isso, restam menos de 17% para as demais atribuições da União, distribuídas entre 37 ministérios e secretarias e demais órgãos autônomos. E, ainda, cobrir o déficit da Seguridade Social e fazer superávit primário. Diante disso, o déficit só é evitado, quando ocorrem receitas extras e controle de despesas, como o imposto pelo teto de gatos, mas deixando lacunas de atendimento em diversas áreas, como ocorreu em 2022.

 


SEGURIDADE SOCIAL DEFICITÁRIA

3. Seguridade Social deficitária e grandes mazelas sociais

Formada pela Previdência, Saúde e Assistência Social, cujo déficit gerado em 2022 foi de R$ 276,4 bilhões, menor que o do ano anterior, que fora de R$ 288,4 bilhões. Em 2021 foram comprometidos com Seguridade Social 80,3% da receita líquida do Governo Geral, baixando para 75% em 2022.  Esse déficit é o excedente da receita própria da Seguridade que é coberta por recursos do Tesouro Nacional.

A despesa da Seguridade Social em 2022 ficou assim distribuída: benefícios do RGPS: 57,8%; aposentadorias dos servidores federais: 8,8%; abono salarial e seguro-desemprego: 4,8%; assistência social: 14,3%; Saúde: 14,3%; e diversos itens: 3,4%.

 


PRVIDÊNCIA SOCIAL COM DEFICITS ALTOS

4. Previdência social com déficits altos e crescentes

Composta pelo Regime Geral (INSS) e do Regime Próprio de Previdência dos Servidores (RPPS).

Nesse assunto há uma enorme confusão entre reflexo financeiro no total da despesa e a injustiça remuneratória. Ocorre que a União suporta um déficit de R$ 98 bilhões para atender 1,171 milhões aposentados e pensionistas, num valor médio de R$ 93.200. Já no Regime Geral, para atender mais de 36 milhões de beneficiários, o déficit médio é de R$ 6.700, quase 14 vezes menos.

Entretanto, quando se verifica o crescimento desses déficits, se constata que o déficit do RPPS (dos servidores federais) decresceu de 1,2% do PIB em 2012 para 1% em 2022.Já o déficit do INSS passou e 0,8% do PIB para 2,7%, no mesmo período.  Multiplicou-se por mais de 3 vezes.

Além disso, as últimas reformas tenderão a segurar o crescimento do déficit do RPPS, pelo fim da aposentadoria integral (mantido o direito adquirido para os que ingressaram até 31/12/2003 e para os já aposentados), pela média na apuração dos benefícios, pela aposentadoria complementar e pelo aumento da alíquota de contribuição previdenciária  

 Já no INSS, também as reformas reduzirão despesa, mas ainda permanece a grande influência do crescimento vegetativo dos beneficiários e dos reajustes reais dos benefícios.

A despesa do INSS passou de 3,2% dos gastos do Governo Central em 1991, para 8,2% em 2021, por três principais razões: crescimento vegetativo médio de 2,6% desde 2006; razão beneficiário/contribuinte de 1,4 e por sua incidência em 61% das aposentadorias, e em quase todos os benefícios da LOAS/RMV e de vários outros auxílios. Qualquer aumento real concedido, mesmo que altamente meritório, junto com o crescimento vegetativo, produz grande incremento na despesa.

 


RADICAL TRANSFORMAÇÕES NO MERCADO DE TRABALHO

5. Radical transformações no mercado de trabalho com altos reflexos na arrecadação previdenciária

Está havendo uma radical transformação do emprego formal nas relações de trabalho, como:

  • Autônomos e firmas,
  • Transformação de trabalhadores em pessoas jurídicas (PJ), a denominada “pejotização”,
  • Trabalho por empreitada sem local e horário fixos,
  • Os empregados passam a ter preferência por ser empreendedores.
  • Problema da automação.

            Matéria publicada na Revista Conjuntura Econômica de fevereiro de 2019, denominada Previdência sem Providência, de José Roberto Afonso e de Juliana Damasceno de Sousa mostram isso, dando como exemplo o fato de enorme aumento da participação dos contribuintes que ganham até três pisos previdenciários, de 21% para 82% entre 1998 e 2007;  e a redução de 31,8% para apenas 2,4% para os que ganham acima de dez pisos.

 Consequênciasqueda da arrecadação previdenciária, ente outras.

 


DESONERAÇÕES FISCAIS EM GRANDES PROPORÇÕES

6. Desonerações fiscais em grandes proporções

O valor dos gastos tributários ou desonerações fiscais diferem muito, conforme os critérios considerados em tempos distintos, mesmo que não haja alteração da fonte, no caso a Receita Federal do Brasil.

Numa análise anteriormente feita, envolvendo o período 2002-2018, os dados apurados são da mesma fonte que apresenta os dados do período 2007 até 2019, mas são bem diferentes dos anteriores, especialmente até 2013

Embora não tenha encontrado mais esses dados na fonte, o livro “Erros do passado, soluções para o futuro”, de Afonso Celso Pastore, na p.235, traz um gráfico que retroage ao ano 2000, informando também que as renúncias fiscais, de uma média de 1,5% do PIB no período 2000-2005,  foram para algo entre 2,5% e 3% no período 2008-2009, e para uma elevação muito maior, em torno de 4,5% do PIB em 2014-2015. Pelo PIB de 2021, esse último percentual importa num montante de R$ 400 bilhões, aproximadamente.

Ainda, segundo o mesmo autor, a arrecadação começou a cair em 2014, mesmo antes da recessão, levando à queda dos superávits primários, abrindo um déficit primário recorrente, que levou a perda de sua classificação como “grau de investimento”.

Somente três casos, Simples Nacional (28,5%); Deduções e Reduções do Imposto de Renda PF (15,7%) e Zona Franca de Manaus (8,6%) são responsáveis por mais de 52% do valor total das desonerações.

 


GASTOS PRIMÁRIOS DO GOVERNO CENTRAL

7. Gastos primários do Governo Central com crescimento incompatível com o equilíbrio macroeconômico

Os gastos primários (sem os juros)desde 1991 sempre apresentaram um crescimento maior que o do PIB, em todos os governos, mesmo nos períodos de maior crescimento da economia, até 2016. A partir desse ano, com o teto de gastos, reduziram de 23,6% para 22,9% em 2022, mesmo tendo alcançado em 2020 29,6%, devido à pandemia da covid-19. Houve uma grande redução na participação de da despesa de pessoal, mas isso decorreu em grande parte ao congelamento imposto pela Lei Complementar n° 173/2000. Essa despesa baixou de 4,10% para 3,40% do PIB, de 2016 para 2022.

 


ALTOS DÉFICITS PRIMÁRIOS E NOMINAIS

8. Altos déficits primários e nominais e altos juros

Tomando somente o Governo Central, do ano de 2006 até 2013, em oito anos, houve superávit primário. Após ocorreu uma sucessão de déficits durante mais oito anos, que só foram eliminados em 2022, produto da grande recessão, que começou em 2014. Todo o setor público, englobando estados e municípios, a situação é semelhante, só que com resultados um pouco melhores.

Ocorre que mesmo no período superavitário, foram cobertos apenas 50% dos juros, em média. Isso mostra a tendência para o crescimento da dívida, porque sempre se acumulam juros ao saldo devedor, parcial ou integralmente. O valor dos juros da dívida correspondeu, em média, no período 2006-2021, a 4,3% do PIB, sendo a maioria incorporados ao saldo devedor da dívida.

Em 2022, o Governo Central apurou um superávit de R$ 59.701 milhões (0,6% do PIB), sendo no setor público bem  maior, R$ 125.994 milhões (1,3% do PIB), mas o juros da dívida foram de R$ 586.427 milhões (6% do PIB). O déficit nominal foi de R$ 460.433 milhões (4,7% do PIB), o que representa crescimento da dívida pública. Mesmo com superávit primário, pouco mais de 21% dos juros puderam ser pagos. A preocupação é manter a razão dívida/PIB, o que geralmente não é possível, e não evita o aumento do endividamento.

As causas dos déficits estão nos resultados primários insuficientes e nos altos juros da dívida. Esse é um dos grandes problemas brasileiros.

 


DÍVIDA PÚBLICA ALTA E CRESCENTE

9. Dívida pública alta e crescente como causa e efeito dos altos juros

Em função desses déficits continuados, a dívida bruta do governo geral (DBGG), que é a dívida da União, estados e municípios, exceto Banco Central e estatais, que estava em 51,5% do PIB em 2013, foi para 65,5% em 2015, cresceu para 75,3% em 2018, atingiu 86,9% em 2020, com a pandemia, decrescendo depois para 73,5% em 2022. É um valor sustentável, mas em termos absolutos foi de R$ 7,225 trilhões. Mas o maior problema não é a dívida em si, mas o custo dos juros, que dependem também da taxa Selic, cuja fixação depende muito da situação fiscal.

Por isso, a boa condução das finanças públicas é fundamental para o equilíbrio macroeconômico.

A dívida líquida do setor púbico (DLSP), que é o balanceamento entre as dívidas e os créditos do setor público não financeiro mais a dívida líquida do Banco Central. Ela apresentou um comportamento semelhante, passando de 30,5% do PIB em 2013 para 52,8% em 2018 e 57,5% em 2022, num total de R$ 5,658 trilhões.

 


TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA, O INIMIGO INVISÍVEL E INCONCILIÁVEL

10. Transição demográfica, o inimigo invisível e inconciliável

A transição demográfica é um fato que não é levado em conta pelos governos, e, no entanto, e representa um grave problema para o futuro.

Paul Taylor, escritor americano, autor do “The Next América”, falando a respeito da transformação social e etária dos Estados Unidos, disse: “A mudança demográfica é um drama em câmara lenta”.

O mesmo pode ser dito do Brasil com, ainda, um agravante que, ao contrário dos Estados Unidos e de vários outros países, que enriqueceram antes de envelhecer, tudo indica que nos manteremos pobres antes de envelhecermosSeremos um país de velhos pobres.

A população está crescendo a um ritmo cada vez menor, devendo em 2047 atingir   233.233.670 habitantes, segundo o IBGE, quando passará a decrescer.   

A população com 65 anos ou mais dobrará entre 2022 e 2050, passando de 10,5% para 21,9%. O envelhecimento da população, além do problema previdenciário, produz aumento dos gastos com saúde e assistência social.

Roberto Campos, economista que foi Ministro do Planejamento, dentre tantas frases importantes, cunhou mais esta: “O Brasil é um país que não perde a oportunidade de perder oportunidades”.

O crescimento de uma economia ocorre pelos trabalhadores existentes, pela produtividade, entre outros fatores. Se não for possível adicionar novos trabalhadores tem que aumentar a produção dos existentes – a produtividade – o que é feito com a adição de mais equipamentos e treinamento dos que deles fazem uso. Isso depende também de melhorias na educação.

Em 2018 findou o bônus demográfico quando a taxa de crescimento da população total passa a ser maior que a da população em idade ativa.

Com o fim do bônus demográfico, a única forma de aumentar a renda per capita do Brasil nas próximas décadas será por meio da elevação da produtividade do trabalhador. Pois não aproveitamos a oportunidade de aumentar a nossa renda per-capita pelo bônus demográfico.  Perdemos mais essa oportunidade, confirmando o que diz a frase citada, no início.



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17 fev 2023

O INTERMINÁVEL SHOW DE HORRORES


GUINNESS BOOK

Antes de tudo, a título de esclarecimento, o GUINNESS BOOK, conhecido mundialmente como -LIVRO DOS RECORDES- é uma edição que publica, anualmente, uma coleção de -RECORDES e SUPERLATIVOS reconhecidos mundo afora, tanto em termos de PERFORMANCES HUMANAS quanto de EXTREMOS DA NATUREZA. 


DESATENTOS

Pois, se levarmos em conta o INTERMINÁVEL SHOW DE HORRORES que são protagonizados -SEM TRÉGUA- pelo presidente Lula e sua equipe, tudo leva a crer que os editores do GUINNESS BOOK estão pra lá de desatentos, o que compromete sobremaneira o propósito e a seriedade das publicações no que diz respeito aos dois itens considerados como fundamentais: PERFORMANCES HUMANAS e EXTREMOS DA NATUREZA. 


EDIÇÕES SEMANAIS

Sem qualquer ponta de exagero, confesso que estou pra lá de convencido de que bastaria que os responsáveis pelo GUINNESS BOOK tomassem conhecimento de algumas de tantas barbaridades que são ditas, repetidas e/ou impostas, dia após dia, pelo presidente Lula, para que o LIVRO DOS RECORDES passasse a ter EDIÇÕES -SEMANAIS- ESPECIAIS.   


COLEÇÃO ABSURDA

Como a COLEÇÃO de frases, pensamentos e declarações estúpidas ditas pelo presidente Lula supera todos os limites do ABSURDO, faz-se necessário separar algumas para comentar e lamentar. Ontem, 16, por exemplo, Lula afirmou que NÃO ESTÁ GOVERNANDO PARA O MERCADO FINANCEIRO e que o BRASIL É FEITO DE POVO. Mais: afirmou que os ruídos no MERCADO são causados por quem quer fazer especulação e criticou a privatização da BR Distribuidora, empresa que era subsidiária da Petrobras. Em síntese: a ESTUPIDEZ DE LULA se impõe como necessário para constar no LIVRO DOS RECORDES.


BANCO CENTRAL

Mais uma: Lula também afirmou que irá reavaliar a AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL ao término do mandato do atual presidente da instituição, Roberto Campos Neto, previsto para dezembro de 2024. Que tal?


ESPAÇO PENSAR +

Leia no ESPAÇO PENSAR+ de hoje: LULA ÓDIO E RANCOR, por Marcel Van Hatten. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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16 fev 2023

NÃO TEM EXPLICAÇÃO???


PIOR PREFEITO DE SÃO PAULO

O -poste- Fernando Haddad, escolhido pelo presidente Lula para ocupar o importante cargo de ministro da Fazenda, a cada vez que abre a boca justifica, sem tirar nem pôr, o que revelou a pesquisa Datafolha, realizada em 2016, quando os paulistanos definiram o dito cujo como o -PIOR ENTRE TODOS OS PREFEITOS DE SÃO PAULO- desde Celso Pitta, cujo mandato (1997-2000) foi marcado por confusões e escândalos de corrupção do começo ao fim.


SEGUNDO POSTE

Antes de tudo, para que fique bem claro, a expressão -POSTE- foi empregada por Fernando Haddad no dia 28 de outubro de 2012, logo após ser eleito prefeito de São Paulo, quando se juntou a militantes na Avenida Paulista e disse alto e bom tom - "Vocês sabem que eu sou o segundo poste do Lula”. O primeiro -POSTE-, declarou Haddad, é a ex-presidente Dilma.


FANTOCHE DE LULA

Segundo os dicionários, POSTE, no sentido figurado, é pessoa que fica parada, sem iniciativa, indolente. Já -HADDAD- é sinônimo de FANTOCHE DE LULA, que foi condenado pela justiça por corrupção. Ora, depois deste importante esclarecimento é praticamente impossível que alguém leve a sério ou entenda como inteligente qualquer declaração dita e/ou repetida pelo ministro da Fazenda. 


TUDO COMBINADO

Vejam que num dia Haddad vem à público para colocar panos quentes procurando minimizar as (combinadas) declarações feitas por Lula, quando se refere às TAXAS DE JUROS. Na real, como até os recém-nascidos sabem, o grande e único objetivo é minar ao máximo a INDEPENDÊNCIA DO BANCO CENTRAL, assim como DESACREDITAR e/ou MALTRATAR o seu competente presidente, Roberto Campos Neto.  


INFLAÇÃO E TAXA SELIC

Já no dia seguinte, Haddad faz o contrário e afirma, com muita veemência, que o Brasil vive uma situação “anômala” com inflação “comparativamente baixa” e taxa de juros “fora de propósito”. Mais: diz que NÃO TEM EXPLICAÇÃO!

Ora, por mais que se tente é impossível fazer com que Haddad entenda que a -INFLAÇÃO- está razoavelmente controlada porque o Banco Central (COPOM) não perdeu tempo (como aconteceu em vários países) e aumentou a TAXA DE JUROS -SELIC-. 


SELIC

De novo: a SELIC é utilizada pelo BC como estratégia para conter o aumento de preços. Se as autoridades do Copom entenderem que existe uma expectativa de aumento da inflação para os próximos meses, a tendência é que o Banco Central opte por aumentar a taxa básica de juros para frear o consumo.


BC INDEPENDENTE: MAIS DO QUE BENÉFICO, NECESSÁRIO

A propósito, eis o texto -BANCO CENTRAL INDEPENDENTE: MAIS DO QUE BENÉFICO, NECESSÁRIO -, assinado por Guilherme Marques Moura, doutor em Desenvolvimento Econômico e professor da Escola de Negócios da Universidade Positivo (UP) e publicado na Gazeta do Povo.

A independência do Banco Central (BC) se refere ao direito desta autoridade de tomar decisões e implementar políticas sem a influência de outras entidades. No Brasil, a Lei Complementar 179, de 2021, assegura a independência do Bacen e a sua aplicação no regime de metas de inflação. Para entender os benefícios da independência do Bacen é válido analisar a aplicabilidade dentro do regime de metas de inflação, o relacionamento com as demais políticas econômicas e o caráter político.

A discussão sobre a autonomia dos bancos centrais tem sido um tópico recorrente entre os economistas desde a década de 1970. A literatura econômica aponta uma relação negativa entre inflação e desemprego, na qual políticas monetárias expansionistas podem, em determinadas circunstâncias, contribuir para a redução do desemprego.

 A independência do Banco Central, em tese, limita ações populistas e de curto prazo dos governos eleitos.

O argumento central em favor da autonomia da autoridade monetária é a mitigação de um possível viés político que poderia afetar decisões. Seja um país em crise econômica, uma política monetária expansionista, que injete liquidez na economia, pode proporcionar o aumento da criação de empregos, o que certamente traria um benefício político para o presidente. No entanto, qual seria o impacto na inflação e nas demais variáveis da economia?

 A autoridade monetária do país tem como objetivo principal a estabilidade de preços, podendo tomar decisões que contribuem para recessões econômicas e aumentos no desemprego, mas que busquem a estabilidade de preços. A luta contra a inflação se torna uma política de Estado e não apenas de governo. Logo, a independência do Banco Central, em tese, limita ações populistas e de curto prazo dos governos eleitos. De fato, diversos estudos mostram que há uma relação positiva entre o nível de autonomia dos bancos centrais e a estabilidade dos níveis de preços.

No caso brasileiro, a independência da autoridade monetária está combinada à adoção de um regime de metas de inflação, sendo a meta fixada com três anos-calendário de antecedência. Por exemplo, quando a inflação sobe, o Banco Central deve aumentar os juros com o objetivo de reduzi-la. Todos os agentes sabem disso, sabem também que isso leva à redução da inflação. Com isso, os agentes econômicos formam expectativas de queda de inflação, o que, eventualmente, se materializa em queda da inflação. É válido destacar a existência de diversos tipos de inflação, sendo que nem sempre o aumento dos juros leva à estabilidade dos preços. 

A inflação é geralmente considerada um imposto sobre os mais pobres. Por isso, um Banco Central independente busca beneficiar e proteger essa população diante dos aumentos de preços. No entanto, a "cura" para a inflação é amarga e seu efeito não é imediato. A necessidade de uma lei para garantir um simples comportamento anti-inflacionário indica como o viés político afeta a tomada de decisão no Brasil. Isso leva à criação de soluções mirabolantes que podem, em curto prazo, reduzir os preços e garantir a popularidade política, mas não curam a "doença".



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