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11 jul 2011

HORS CONCOURS


DE ARREPIAR

De uns anos para cá não há jornal, revista ou qualquer outro meio de comunicação, que não edite uma ou mais notícias de casos de corrupção no Brasil. De todos os tamanhos e tipos, independente de lugar. Nos finais de semana, então, é de arrepiar.

MONSTRUOSIDADE

Como não há espaço suficiente na mídia para todos os crimes, só os mais escabrosos acabam noticiados. O pior é que a monstruosidade não para de crescer. E inúmeras autoridades, pelo forte envolvimento que têm nos crimes, não querem que a safadeza diminua.

INSIGNIFICANTE

É óbvio que corrupção existe em todos os lugares do mundo. Mesmo assim, o número de casos existentes mundo afora está se mostrando insignificante se comparado com os que vem sendo praticados no Brasil.

ACIMA DOS DEMAIS

A situação por aqui é tão séria e lamentável que arrisco em dizer que se fosse realizado um concurso para apontar o país mais corrupto, e qual desvia maior volume de recursos públicos, só pelo número de casos já descobertos o Brasil seria levado à condição de

NEM PRISÃO NEM RESTITUIÇÃO

Pois, além da existência de muitos casos de desvio de dinheiro público, todos aqueles que acabam descobertos (quase que exclusivamente pela imprensa), além de não levar os safados para a prisão, também os valores roubados jamais retornam aos cofres públicos.

IMPUNIDADE

Como se vê, a infelicidade para os cidadãos (se é que isto existe no Brasil) é múltipla, pois quem rouba do povo, independente do valor roubado, geralmente fica impune, e, na maioria das vezes ainda acaba sendo premiado. Vide, por exemplo, o caso do ministro do Transportes: o tipo simplesmente voltou para o Senado. Um ferrolho e tanto, não?

NOVA LEI DE SOLTURA

Tomando por base a lei aprovada recentemente, que já está promovendo uma soltura generalizada de criminosos encarcerados, se os maiores ladrões não são presos nem devolvem o produto roubado, por coerência nenhum outro bandido deve ficar na prisão. Afinal, até no mundo do crime não pode haver discriminação, não?Como o número de prisões é muito reduzido no Brasil face ao número expressivo de crimes cometidos, e as existentes são extremamente vulneráveis e de péssima qualidade, estar ou não trancafiado não faz a mínima diferença. Afinal, quem está preso não continua operando seus negócios tranquilamente? Pois é. A sociedade em geral, que já andava apavorada com tantos desmandos, já começa a entender que o caminho do crime não é tão ruim assim. Aliás, do jeito que as coisas estão postas têm tudo para ser exitoso. No início, dependendo da índole de cada individuo a consciência pode mandar contra. Mas, com o passar do tempo ela acaba sufocada.

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08 jul 2011

UM NOVO BLOCO ESTÁ SURGINDO


ORIENTAÇÃO AOS INVESTIDORES

A cada dia que passa um novo relatório econômico é divulgado com análises, comentários, críticas e sugestões sobre os mais diversos países, com o propósito de orientar os investidores do mundo todo.

RELATÓRIOS

Foi através de um desses relatórios, aliás, que a sigla BRIC foi cunhada, fazendo com que o mundo todo passasse a dar grande atenção, com notoriedade, ao Brasil, Rússia, India e China, que passaram a ser as bolas da vez no interesse dos investidores.

MERCADO DINÂMICO

Como o mercado é dinâmico, nada permanece intocável nem perpétuo. Daí a razão para que os analistas precisem estar constantemente de olho nos mercados para informar aos seus clientes o endereço das novas oportunidades. Sem perder de vista as existentes, obviamente.

NOVA ONDA

Pois, segundo estudos muito interessantes elaborados pelo Grupo Tabb, dos EUA, mesmo que o bloco dos países que formam o BRIC deva continuar merecendo boa atenção dos investidores, um novo bloco de países, cuja sigla é CIVETS, já está sendo considerado como a nova onda.

CIVETS

Os países que compõem o CIVETS são: Colômbia, Indonésia, Vietnã, Turquia e South África. Esses países apresentam, segundo diz o relatório Tabb, melhores perspectivas de retorno dos investimentos em comparação com os países do BRIC.

BRASIL

Quanto ao Brasil, que é identificado pelo estudo como boa perspectiva, o caminho para chegar a ser um país desenvolvido é longo. Ou seja, vamos continuar sendo emergentes por um bom tempo. Aliás, emergente foi o título menos agressivo concedido aos países subdesenvolvidos.

INFLAÇÃO E CÂMBIO

O que não ajuda o Brasil para continuar sendo, comparativamente, uma melhor opção de investimento é a inflação, sempre ameaçadora pelo efeito da indexação, e o câmbio, pela super valorização da nossa moeda.Entretanto, o estudo revela que ambos os problemas, muito sérios, não dependem do mercado internacional. Dependem, exclusivamente, de nós. Das reformas que o Brasil necessita, mas que ninguém dá a mínima importância.Acrescento ao relatório Tabb, que a preocupação do Brasil é com a Copa de 2014. O resto não tem importância alguma. Certo?

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07 jul 2011

OS NÚMEROS MENTEM?


OTIMISMO

O desempenho da economia brasileira está sendo vista com otimismo pela maioria dos nossos segmentos produtivos. Da mesma forma por muita gente de fora. Como a maioria dos países de primeiro mundo está longe de mostrar uma recuperação, os emergentes mereceram grande atenção de investidores e especuladores.

CÂMBIO E SELIC

Ora, o lado bom disto é que o Brasil ganhou boa fama e com isso passou a atrair muito capital. Entretanto, o lado ruim é que estamos jogado fora o lado bom, porque muita gente entende que para ser competitivo basta, exclusivamente desvalorizar o real e reduzir os juros. Como se o problema se resumisse ao câmbio e a Selic.

SÓ PERDE PARA A GRÉCIA

Enquanto os brasileiros em geral se deliciam com tantas atenções e elogios sobre a nossa economia, a nossa Bolsa de Valores, termômetro que indica o grau de confiança na economia de qualquer país do mundo, apresenta, em 2011, o segundo pior desempenho entre as principais bolsas do mundo.Só perde para a Bolsa da Grécia, considerado o pior país europeu, economicamente. Pode?

DESEMPENHO DOS EMERGENTES

Observem o seguinte: enquanto o índice da Bovespa já recuou perto de 10% neste ano, a Bolsa da Grécia teve perda praticamente idêntica, de 10,4%. Já a Bolsa da Rússia perdeu só 1,04% e a de Xangai (China) apresentou alta de 0,09%. Não é para pensar?

DESEMPENHO DO MAIORES

Mais uma curiosidade preocupante: a Bolsa de Portugal, país que está cheio de complicações econômicas sérias, o índice recuou 6% neste ano. Entretanto, as bolsas da Espanha, Paris, Frankfurt, Londres e Estados Unidos mostraram desempenho positivo. Que tal?

ALERTA

A Bolsa é instrumento importante para medir o grau de risco observado pelos investidores em geral. Mas serve, sobretudo para antecipar o que o mercado está esperando para o futuro da economia de um país. A considerar o desempenho da Bovespa, algo precisa ser admitido: não são boas as nossas perspectivas.

REFORMAS

Já sei que os nossos governantes vão cair de pau nas análises, dizendo que tais comparações não se justificam. Da mesma forma, os amantes das políticas adotadas pelo governo. Mas, uma coisa é pra lá de certa: ou fazemos as reformas que o país necessita, ou o mercado vai provar com todas as letras e números que está muito certo.

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06 jul 2011

CALOTE À LAGAREIRO?


CULINÁRIA PORTUGUESA

Um prato da culinária portuguesa, que nunca deixo de degustar nas vezes que vou a Lisboa, é o Bacalhau à Lagareiro com Batatas ao Murro. Uma delícia. Da mesma forma, o Polvo à Lagareiro, com o mesmo acompanhamento, também é imperdível.

CARDÁPIO APIMENTADO

Pois, Portugal parece disposto a colocar no seu cardápio de opções de investimentos, mais precisamente de títulos públicos, um prato ultra-apimentado, cujo nome que está sendo sugerido é Calote à Lagareiro, acompanhado de muita preocupação e desconfiança.

NÃO ESQUECIDOS

Enquanto o mundo todo tinha olhos voltados quase que exclusivamente para a Grécia, como se fosse endereço da crise europeia, os demais países complicados, que compõem o grupo conhecido como PIGS (Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha), foram colocados de lado. Mas, não esquecidos.

PERSPECTIVA NEGATIVA

Ontem, como é do conhecimento geral, a agência de classificação de risco, Moodys Investors Service, tão logo as bolsas europeias encerraram suas atividades, informou ao mundo financeiro que estava baixando, drasticamente, o rating da dívida soberana de longo prazo de Portugal. Mais: atribuindo perspectiva negativa ao novo rating.

FATORES

Segundo a nota da agência, os fatores que levaram ao rebaixamento, com perspectiva negativa, são: 1- o risco crescente de que Portugal vá requerer uma segunda rodada de financiamento oficial antes que possa voltar ao mercado privado; 2- a possibilidade crescente de que a participação de credores do setor privado seja requerida como precondição; e, 3- as preocupações de que Portugal não consiga cumprir as metas de redução e de estabilização de dívida estabelecidas em seu acordo de crédito com a União Europeia e o FMI.

ENCRENCA PURA

Observem só a encrenca que se meteram esses países que compõem o bloco dos desesperados (PIGS), uma vez que todos estão inseridos na Zona do Euro: a desvalorização da moeda como forma de ganhar alguma competitividade em relação a outros países, como a Alemanha e a França, para ficar somente com estes dois, está totalmente descartada. Impossível.

APENAS COMEÇANDO A CRISE

Aí está uma das maiores encrencas da Europa atual. Como voltar atrás? Como desistir da Zona do Euro? Como é possível ser competitivo em relação aos demais países que precisam produzir e vender e têm a mesma moeda? Esta ponte, como se sabe, foi destruída para impedir uma volta atrás. Com os pés no chão, sendo muito realista, é preciso admitir que a crise europeia está apenas começando. Os piores momentos ainda estão por vir, infelizmente.

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05 jul 2011

PRODUTOS TÍPICOS


MOMENTO INTERESSANTE

O Brasil passa por um momento muito interessante sob o ponto de vista das pessoas. Tanto por quem vê hoje o nosso país pelo lado de dentro, quanto por aqueles que passaram a ver pelo lado de fora, internacional.

SAMBA, CARNAVAL E FUTEBOL

No exterior, por muitos e muitos anos, muita gente tinha em mente de que os brasileiros viviam num país tribal, com selvas e animais por todos os lados, inclusive nas ruas. Mesmo assim o Brasil exportava três grandes produtos populares (típicos): Samba, Carnaval e Futebol.

PAÍS FECHADO

No ambiente interno, os brasileiros não sabiam muito bem das coisas que se passavam no exterior. Como vivíamos num país extremamente fechado, com uma matriz nacionalista, a falta de comunicação e as ditaduras duradouras impediam o conhecimento dos acontecimentos além-mar.

UÍSQUE, CALÇA LEE E CIGARRO

Lembro bem, aliás, que nos anos 60 para comprar uma garrafa de uísque White Horse, uma calça Lee, ou um maço de cigarros Parliament, por exemplo, só se fosse no câmbio negro. E mesmo assim era preciso conhecer algum comissário da Varig.

BOLHA DE CRÉDITO

Pulando esses vários anos até os dias de hoje, depois do recente estouro da bolha de crédito mundial, o Brasil começou a ser visto de uma forma bem diferente no exterior. E, também, no ambiente nacional, interno, a percepção foi muito modificada.

GRANDE POTÊNCIA

Como estou retornando do exterior, depois de muito bate-papo com pessoas que atuam nas mais variadas atividades, me dei conta de que em nenhum momento entrou nos assuntos o Samba, o Carnaval e o Futebol. Muito menos a selva e os animais. O que mais ouvi foi o convencimento de que o Brasil está se transformando numa grande potência.

NOSSOS MAIORES PROBLEMAS

Foi numa dessas rodas que um interlocutor, depois de manifestar o quanto a crise européia lhe preocupava, me perguntou quais os nossos maiores problemas neste momento.Sem pestanejar desfilei alguns grandes problemas, todos no mesmo nível: o nosso povo é desprovido de educação. A saúde é deficiente e a segurança é uma calamidade. Além disso há uma enorme falta de infraestrutura, a corrupção é muito grande e o déficit público é preocupante.Depois de discorrer sobre cada um desses cânceres, uma nova pergunta: - De todos, qual o maior problema? E qual pode impedir o Brasil de vir a ser uma grande potência? Aí a minha resposta foi rápida: a corrupção. Este é o produto que substitui o Samba, o Carnaval e o Futebol. Os outros já são muito antigos. Disse alguma besteira?

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04 jul 2011

FECHAMENTO JÁ!


ENGANADOS

Tem toda razão o pensador (membro do grupo PENSAR!), Percival Puggina, quando diz que os eleitores nunca se enganam. Eles são, isto sim, enganados, e muito, pelos políticos que prometem uma coisa e cumprem outra, bem diferente.

NA ESTEIRA DOS POLÍTICOS

Na mesma esteira dos POLÍTICOS, que vivem enganando a sociedade (desde a campanha eleitoral até o último dia de seus mandatos) estão: 1- os EMPRESÁRIOS que dependem do governo para que seus negócios existam e tenham êxito; 2- as CORPORAÇÕES que acabam por garantir privilégios que o povo em geral jamais terá direito; e, 3- a idéia de que DEMOCRACIA é tão somente a vontade, exclusiva, dos políticos. Nunca da sociedade.

PLANTÃO PERMANENTE

Com tantos ingredientes venenosos, a enganação, que se transforma em indignação, é total. Mais: é sucessiva, porque se repete a cada eleição. Como o eleitor não é dotado de educação e/ou discernimento, os espertos fazem plantão diário e permanente para não perder qualquer vantagem.

OS EUA DE LADO

Nos últimos anos, como se vê, os políticos, os empresários e as corporações deixaram um pouco de lado os EUA para se queixar amargamente da China. Tudo porque os produtos fabricados na China ganharam forte preferência dos consumidores brasileiros. Principalmente pelos preços oferecidos.

INIMIGO NÚMERO UM

Como a mídia geralmente se deixa levar pela vontade, pelos pleitos e pelos interesses de seus anunciantes, acaba por garantir a enganação à sociedade. Tal qual um tambor os meios de comunicação passaram a fazer um barulho danado para espantar a China, dizendo aí está o mais novo inimigo número um do Brasil. O mote começa pela informação de que a concorrência desleal provoca enorme desemprego aqui.

COMPARAÇÃO

Agindo assim, perante uma sociedade estúpida, os políticos se dão bem e os empresários e corporações, idem. Vejam o caso da ponte que os chineses construíram, recentemente, sobre o mar. Comparando o prazo da obra e o seu custo, com a nova ponte projetada sobre o Guaíba, em Porto Alegre, RS, a coisa é de deixar qualquer vivente maluco.

QUE NEGÓCIO É ESSE?

Comparando o prazo/km e o custo/km da obra realizada na China, a construção da nossa ponte levaria apenas 102 dias. E o preço: R$ 170 milhões. Pois, para desespero dos enganados, aqui o tempo exigido é de 4 anos ao custo de R$ 1,160 bilhão. Pode? Pois é, gente. Precisamos acabar urgentemente com a China. Ela é predadora. Não tem sentimentos. Assim não dá. Quem os chineses pensam que são? Que negócio é esse de fabricar e construir a preços insignificantes, com prazos tão reduzidos? Para o bem dos nossos políticos, empresários e corporações precisamos fechar, imediatamente, as portas para China. Agindo assim vão se transformar numa séria ameaça à corrupção no Brasil. Fechamento JÁ!

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