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A TARRAFA DE TRUMP! - 12.11.2020


    Por Thomas Korontai*

   

    Tarrafa é uma rede circular com pesos laterais; ela deve ser lançada pelo pescador de modo que se abra totalmente e abranja a maior área possível. Isto exige muita perícia.

   

    Estamos assistindo, a maioria perplexos, inimagináveis denúncias de fraudes nas eleições americanas promovidas pelos partidários do candidato democrata Joe Biden. Mas do outro lado, vê-se um aguerrido candidato à reeleição, determinado e tranquilo, o que nos leva a pensar: estaríamos a poucas horas ou a poucos dias de assistir a mais espetacular jogada de contra inteligência desde os eventos da II Grande Guerra? Assistiremos a prisão de milhares de membros do chamado “deep state” norte americano, incluindo políticos da ala criminosa do Partido Democrata, funcionários públicos e demais atores que ajudaram a efetivar a maior fraude eleitoral de todo o planeta? Serão incluídos, ainda, donos e lideranças de empresas da grande mídia que manipularam informações, impuseram uma visão única, anúncios precipitados de vitória de Biden, portanto não oficiais, classificando as declarações do presidente como falsas? E o que dizer dos donos das “big techs” que usaram suas gigantescas plataformas de comunicação e também censuraram as postagens do Presidente? Ambos os setores, mídia e plataformas, em conluio com o Partido Democrata, impõem Biden como vitorioso. Não estariam cometendo vários crimes, tanto os relacionados às ofensas contra o mais importante mandatário do país, pois Trump ainda é o presidente, quanto contra o Povo dos EUA? E estes não podem ser perfeitamente classificados como crimes contra a Segurança Nacional? Insuflar o povo contra o Estado de Direito e a República é crime, ou não é? Vou explicar o por quê de tais questionamentos nas linhas adiante.

   

    Donald Trump venceu uma guerra dificílima em 2016. Naquele ano ele estava fora do sistema, ainda assim passou por cima do establishment entranhado nos dois principais partidos políticos americanos, o Democrata e o Republicano. Nas eleições primárias ele venceu todos os dezesseis pré-candidatos do seu partido e depois, na campanha presidencial, derrotou a toda poderosa Hillary Clinton. O impossível aconteceu. E aí pergunto: ninguém mais lembra dos vários serviços de inteligência e conselheiros que cercam o Presidente da nação mais poderosa da Terra? Alguém já viu milionário ou bilionário bobo? Em sã consciência, alguém acredita que ele, conhecendo de antemão as fraudes, seria tão estúpido ao ponto de deixar as coisas que ele mesmo previra, acontecerem, sem nada fazer?

   

    Sun Tzu, o grande estrategista chinês de 400 A.C, autor do milenar manual de estratégia: “A Arte da Guerra”, ensinou que os fatores contextuais devem ser considerados pelos exércitos em conflito; aquele que não fizer isso provavelmente será derrotado. Trazendo estes ensinamentos para o caso em curso, os fatores contextuais são a Constituição, as leis, as regras eleitorais de cada estado da federação americana e os grupos de inteligência. A cada ação da inteligência de um lado, a contra inteligência do outro se antecipa ou, então, reage. No caso, os membros do Partido Democrata, com fortes alianças com grupos poderosos, como os gigantescos grupos econômicos meta-capitalistas, a mídia, as “big techs”, “big pharms”, banqueiros, muitos artistas, ONGs e estreitas ligações com governos totalitários, como a China, acreditaram que teriam força inabalável ao impor seu candidato como vencedor de eleições claramente fraudadas. Afinal, consideraram ter tudo às mãos para vencer no grito, respaldado pela mídia e plataformas de redes sociais. O problema é que o oponente, mais do que adversário, considerado inimigo mortal de todas as suas agendas e interesses é exatamente o sujeito que resolveu encarar o establishment. Bilionário, negociante de primeira, que nunca admitiu ser derrotado em nada, Donald Trump pode estar usando outra estratégia do general chinês: deixar que o inimigo pense estar vencendo. Ao avançar na perseguida vitória que os recolocaria com o poder da caneta, conquistando inclusive o Senado e a Câmara dos Representantes, os democratas abusaram e cometeram erros demais, até banais. Mais do que erros, crimes. E muitos! E não apenas os membros do Partido, mas seus aliados nos setores citados, não deixando de incluir ainda, os políticos estaduais, funcionários e membros do judiciário, correio, e administradores eleitorais. Todos foram longe demais.

   

    Citando alguns desses erros, aliás, crimes, é provável que a lista esteja engrossando enquanto escrevo este artigo, começamos com o envio de mais de cem milhões de cédulas de votação aos eleitores, sob a desculpa do que chamo de “fraudemia”, a artificial pandemia do covid-19. O problema é que não se pode promover o envio de cédula de votação sem que o eleitor a peça. Aliás, em alguns estados, o eleitor tem de justificar a razão de votar pelo correio. Desconheço se havia alguma medida estadual ou federal que determinasse o envio indiscriminado de cédulas. Se não havia previsão legal, é crime.

   

    Antecipar-se às ações do inimigo, no caso, os democratas, faz parte da sabedoria dos grandes estrategistas. O ponto mais provável onde poderiam ocorrer intervenções com vistas a distorcer os resultados das votações era justamente no envio das cédulas pelo correio; assim, para identificar fraudes, deveria ser estabelecida alguma forma de controle das cédulas eleitorais. Um bom serviço de inteligência já poderia ter identificado por meio de escutas ou de agentes infiltrados os planos do inimigo. Embora pessoas honestas, de caráter saudável, não cheguem sequer a pensar nisso, o envio maciço de cédulas falsas seria uma ação totalmente plausível para analistas de inteligência. Assim, a hipótese da impressão de cédulas oficiais com algum tipo de marca, não as alteraria e seria, a meu ver,  uma obrigação das autoridades federais para preservar a higidez do processo eleitoral. Isso, ao contrário do que muitas agências de fact checking alegam ser falso, está descrito em um portal que estuda métodos eleitorais pelo mundo inteiro - http://aceproject.org/main/english/po/poc02c.htm. Neste portal, há descrição clara sobre formas de autenticidade de cédulas, seja por marca d’água, ou impressão em papel especial.  Se as cédulas foram impressas com uma dessas técnicas, será uma surpresa para os fraudadores que eventualmente tenham mandado imprimir, dizem que, até na China, os “ballots” enviados pelos correios. Já se sabe que vários condados acusam mais votantes do que eleitores. Trump tem afirmado que o que conta são os votos legais, e isso poderá não deixar nenhuma chance de escape ao inimigo. Sim, inimigo da democracia, dos valores éticos e morais, porque quem faz isso, não pode ter outra adjetivação.

   

    E mais: embora possa parecer estranho, em junho deste ano o próprio presidente Trump deu dicas sobre possibilidades de fraudes dos Democratas, consideradas absurdas pela mídia opositora e militante. Importante dizer que o voto por correspondência exige também, alguns procedimentos de validação e rastreio. Cada uma das cédulas solicitadas pelos eleitores e autorizadas é enviada pelo correio e deve ser registrada no site da autarquia federal, contendo as datas de envio e de recepção, o que as torna plenamente rastreáveis. Embora seja lei em muitos estados, a imprensa não se refere ao assunto, lançando um véu de silêncio sobre ele. Pudemos saber um pouco mais por meio de um brasileiro residente nos EUA que mostrou a tela do seu notebook na qual se apresentavam tais procedimentos.

   

    Mas diversos outros fatos estranhos serviram para reforçar a certeza de que fraudes estavam em andamento: escrutinadores alterando cédulas, observadores credenciados mantidos afastados à força das mesas de contagem, colocação de tapumes em janelas dos locais de contagem para evitar a observação, eleitores falecidos votando, sendo 21 mil somente na Pensilvânia e muitas dezenas de milhares mais em outros estados, reforçando a convicção de que a maioria dessas cédulas podem ser falsas; alteração de cédulas por escrutinadores gravada por câmeras estrategicamente instaladas; muitas pessoas surpreendias pela polícia com caixas e sacolas de cédulas; denúncias de funcionários dos correios relatando ordens de aposição de carimbo com data de recepção atrasada, caixas e mais caixas com votos sendo encontradas no mato, lixo e escondidas em diversos cantos,  enfim, indícios visíveis das fraudes.

   

    Como se somente os indícios visíveis não bastassem, temos ainda os invisíveis; porém, são tão fortes que podermos até tratá-los como provas. Foram descobertas fraudes realizadas por um software de contagem de cédulas. Segundo foi antecipado por canais independentes de TV, rádio e internet, cerca de seis mil votos foram desviados pelo software em questão, para Biden, em um único condado no Estado de Michigan; existem mais de quarenta e sete Condados neste estado. Informaram também que cerca de trinta estados utilizaram o mesmo software. O mais intrigante é que a empresa proprietária do software, a Dominium, pertence a um grupo econômico dirigido por um democrata ligado à Nancy Pelosi, atual Presidente da Câmara dos Representantes (Câmara dos Deputados Federais) e à Open Society do bilionário George Soros, havendo correspondência com a empresa Smartmatic, já denunciada no Brasil por nós, em processo na Justiça Federal por inúmeras irregularidades com documentos falsos, aprovados nas licitações promovidas pelo TSE em 2012, sob a presidência da então Ministra Carmem Lúcia, seguida por Dias Toffoli, ambos arrolados no citado processo.  A correção do “bug” que desviou os seis mil votos do condado, já foi feita e apontou vitória de Trump, com mais de 57%. Já há notícias de novas reversões de resultados em outros condados e estados.

   

    Diante do volume impressionante de graves indícios de fraudes, jamais visto na História Americana, em carta dirigida à nação o Presidente dos EUA disse por qual razão não aceita os resultados, e quais as providências que ele está tomando. Ele deixa claro que o país precisa ver os resultados com votos legais. A contagem destes votos é a única forma de se ter o sufrágio válido e legitimar o resultado, seja ele qual for. O detalhe de referir-se a “votos legais” denuncia o quanto ele sabe sobre o problema, mas que ainda não pode falar publicamente.

   

    Parece que Trump planejou muito mais do apenas vencer as eleições de forma honesta e limpa. Dado o seu histórico de empresário altamente bem sucedido e conhecido como negociador esperto e agressivo, aliado ao seu senso estratégico apuradíssimo, um grande navegador no mundo dos negócios, é provável que a intenção dele seja mais do que pescar algumas sardinhas. Ele parece ter deixado que os monstros abissais que vivem no fundo do oceano das ilegalidades continuassem suas trajetórias normalmente, contudo, observando-os e registrando seus ataques ilegais, imorais e anti-democráticos. Chegará o momento em que esses vermes da escuridão marinha serão trazidos para a superfície, onde a luz clara da verdade os exporá ao mundo inteiro. Prisões, processos e demais medidas de cunho judicial resultarão no mais duro golpe contra estes seres miasmáticos. Se, de fato, a China estiver envolvida nesse gigantesco golpe contra a democracia americana sofrerá como consequência, além da sua desmoralização global, ações judiciais e talvez militares que atingirão o coração do dragão amarelo.

   

    Não pretendo ser neutro neste artigo. Antes de apoiar Donald Trump, apoio o que ele defende e tem feito. Biden demonstrou, com as fraudes promovidas pelo Partido Democrata, a que vieram. Você confiaria em um grupo político que age desta forma? Sua conhecida agenda progressista, mandonista e de viés cada vez mais claramente socialista, associada com uma vida pregressa e atual nada recomendáveis do Sr. Biden, como demonstrado nas denúncias de ex-parceiros, ex-mulher e até de uma de suas filhas, após as bombásticas revelações do notebook do seu filho Hunter, são prenúncio do que viria, caso pudesse vencer legalmente estas eleições. Não é normal também a censura imposta pela mídia, até mesmo a um jornal, o New York Post, com mais de 200 anos de existência, único a publicar o escândalo. Há algo a mais do que a tentativa de ocupar a Casa Branca. Biden e Kamalla Harris podem ser apenas os marionetes das forças que buscam destruir o único país com capacidade moral e militar para se lhes contrapor.

   

    Aqueles que amam o bem e que tem a mente lúcida, independente de gostar de Trump, analisem os fatos, pois são aterradores. Saia da imprensa mainstream. Tanto dos EUA quanto daqui. Mesmo as buscas no Google devem ser refinadas à exaustão para furar a bolha criada para isolar toda a população e mudar-lhe o senso de análise, escondendo fatos e impondo-lhes outros. Nem Orwell imaginaria tamanha engenharia para dominar toda a Humanidade. Pense nisso, isso vai muito além de uma simples teoria da conspiração. Porque os democratas fizeram isso? Porque tantas fraudes? Porque esse desespero que vencer estas eleições? Para tirar o único cara que peitou toda a camarilha, todo um sistema. E está com tudo para desmontá-lo. A tarrafa está lançada! E ele será implacável com o que for pescado. E assim esperamos que seja.

   

    A maioria da população pode não ter percebido, mas o que está ocorrendo é a Terceira Guerra Mundial. Longe das ações de guerra convencional, há um envolvimento global nas ações ocultas que estão ocorrendo. Poucos notaram isso. A Segunda Guerra Mundial foi vencida pelos Aliados, contra o impressionante poder nazista. Depois veio a Guerra Fria, contra a União Soviética, que foi vencida pela determinação de Margareth Tatcher, de Ronald Reagan e do inesquecível Papa João Paulo II. Vencida a potência soviética, esta se transmutou em um “socialismo fofo”, avançando sub-repticiamente em quase todos os países. Devagarinho conquistou espaços políticos. Para tanto não se pejou em distorcer mentes e corações, invertendo posições, desnaturando pessoas, transladando valores, subvertendo identidades. Acabou por nos trazer a este momento crucial, fazendo um ataque global sobre a nação mais poderosa do mundo atualmente; se vencerem, estaremos caminhando para um tempo de escuridão jamais imaginado. Prefiro o verbo no futuro do pretérito. 

   

    Lá no Norte, o pescador lançou a tarrafa com maestria, para capturar a sujeira e bizarrice da superfície e das profundezas deste oceano lodoso. Reitero que antes de pensar que somos americanófilos, tudo que acontecer naquela nação nos afetará de algum modo. O resultado das eleições norte-americanas vai além de uma simples e costumeira alternância do poder. O momento é crucial. É preciso que nos levantemos e façamos aqui no Brasil também, as nossas guerras contra os inimigos da liberdade, da prosperidade, da livre iniciativa; inimigos que usam o Estado para enriquecer às nossas custas, por meio de escorchantes impostos e humilhante burocracia, inimigos estes instalados nos Três Poderes, e nas Três esferas de Governo, cujo desrespeito à Constituição já avançou demasiadamente. Portanto, assim como os EUA lutam contra o “estado das profundezas”, nós temos de lutar também, aprendermos com o que está acontecendo por lá e nos encorajarmos para agir, propondo reformas federativas e institucionais para o nosso Brasil.

   

    Estamos apenas na madrugada de um novo dia. O alvorecer se aproxima. Ao vencermos, estaremos livres para evoluir e determinar nosso destino. A vitória será nossa também!

    Thomas Korontai é empresário, autor de livros, fundador, líder do Movimento Federalista e integrante do PENSAR+

   

    Publicado originalmente em:http://https://www.movimentofederalista.org.br/a-tarrafa-de-trump/


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A vacina depende apenas de nós - 11.11.20202


por Richard Sacks

 

Em tempos de pandemia, a busca por uma cura é o mais desejado por todos. O mundo continua em estado de alerta por conta do coronavírus, que já acumula, infelizmente, milhares de casos fatais. No entanto, estamos em época de eleições, e nos deparamos com um antigo vírus que volta e meia nos assombra.

 

Esse vírus que preocupa bem mais e é pouco falado e divulgado é o "comuna vírus". Sua taxa de letalidade pelo mundo é muito maior. Para ele, não adianta o uso de máscara; o mais benéfico é o distanciamento social e a busca por conhecimento, para não se deixar levar por suas alucinações, prometendo inúmeras ilusões, impossíveis de serem cumpridas.

 

Nessa campanha, vemos um poder de adaptação espantoso dos políticos transmissores do vírus: roupas alinhadas, cabelos penteados, cores novas e discursos moderados para confundir a população e, assim, se passar por um "parasita do bem" que vem para ajudar os pobres e oprimidos. Porém, depois, o efeito é destruidor.

 

O vírus já infectou diversos lugares. Ele sobreviveu bem no imenso frio da Rússia, na África, na Ásia, já apareceu na Europa e também no clima tropical da América Latina. A devastação e os efeitos colaterais na população são enormes: perda de liberdade, falta de comida, inflação, além de fuga em massa das pessoas para regiões mais seguras.

 

Curar os políticos já infectados é muito difícil. Uma vez contaminados, eles tendem a se enxergar como uma “nobre alma”, incapaz de identificar a febre como efeito da doença, achando que se trata de euforia saudável de quem deseja salvar a humanidade. Porém, uma vez identificados esses transmissores, a população pode se proteger com uma simples vacina, o voto. Depende apenas de cada cidadão e de um pouco de solidariedade para que a sua localidade não seja afetada por esses políticos totalitários cujas ideologias já destruíram pessoas, famílias e nações.

 

Devemos pensar bem antes de escolher os candidatos, para não elegermos um vírus que vai provocar caos, destruição e perdas irreparáveis. Por fim, o coronavírus é preocupante. É triste ver pessoas morrendo pela doença, mas, mesmo assim, não deve superar os mais de 100 milhões de mortes causadas pela esquerda comunista no mundo. Nem a natureza é tão mortal quanto a mais totalitária e reacionária ideologia de nossa história.

 

Empreendedor , associado do IEE e membro do PENSAR+


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A censura na maior democracia do mundo - 10.11.2020


por Darcy Francisco Carvalho dos Santos

 

Assistimos recentemente a censura  por emissoras de televisão norte-americanas às declarações do presidente e candidato à reeleição, Donald Trump sobre, denunciando a existência de fraude na eleição. A CNN preferiu, corretamente, deixar que o Presidente falasse e depois o contestou. 

Achamos também  que o Presidente não devia ter dito o que disse, até por ser ele o primeiro mandatário do País, mas não lhe cabia censura, por duas razões fundamentais. Primeiro, porque o certo e o errado, em matéria de opinião, não dá para determinar. O que é certo para uns pode não ser para outros e vice-versa. Em segundo lugar, imaginem se fosse o contrário:  o Presidente escolhesse as perguntas que os jornalistas podem lhe fazer ou fizesse a tal regulamentação da imprensa, uma coisa tão temida, pelos meios de comunicação. 

Quantas afirmações absurdas ouvimos todos os dias dos candidatos a prefeito de Porto Alegre, por exemplo, que vão reduzir impostos e, ao mesmo tempo,  aumentar os serviços prestados à população, ignorando a  crise econômicapor que passamos  e o aumento dos gastos criados na esfera federal para os municípios cumprirem.

No Brasil também questionam a urna eletrônica e têm o direito de questionar, embora pareça que temos um dos melhores sistemas eleitorais do mundo. Então, seria o caso de Tribunal Superior de Justiça proibir esse questionamento por entender   que o  sistema é seguro e não cabem contestações. 

Todos os dias ouvimos questionamentos sobre o julgamento de um ex-presidente, que seria tendencioso e, portanto, injusto, mesmo que ele tenha sido feito por um colegiado de juízes. 

Outro exemplo vem do futebol:  os perdedores geralmente culpam a arbitragem e, agora, o VAR,  pelas derrotas. Então, vamos ter que deixar de entrevistá-los, porque eles não podem se posicionar contra às decisões das autoridades, mesmo tendo razão em alguns casos.  

E assim vai. Assim sendo, temos que aceitar o pensamento único, que só poderia advir de um ditador. 


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QUANDO A DESGRAÇA VEM EMPACOTADA PARA PRESENTE - 09.11.2020


por Percival Puggina

 

Li esta história há muitos anos, não lembro onde. Motociclista e pedestre conversam sobre o preço da flamante Harley Davison que o primeiro acabou de comprar. Diante do valor informado, superior a cem mil reais, o pedestre se exclama escandalizado: “O senhor tem ideia de quantas pessoas poderiam ser alimentadas com esse dinheiro?”. O motociclista se detém por instantes a pensar e responde. “Não posso precisar um número, mas muita gente se alimentou com o dinheiro que paguei. São mineiros das jazidas de ferro de Carajás e de cobre do Chile; são operários da montadora e de algumas dezenas de fábricas de insumos e componentes; são designers, engenheiros, administradores, publicitários, lojistas, vendedores; são servidores públicos, despachantes, importadores e exportadores. Um bocado de gente!”.

É de dar dó a desigualdade que se estabelece entre quem sai da escola com uma série de chavões malignamente enfiados no seu repertório cerebral e quem sai da escola com competências que lhe permitem vislumbrar além da primeira cerca. Quem está errado não é o aluno. É a Educação, é a escola.

Em muitos auditórios, ao longo da vida, encontrei gente convencida de que os desníveis sociais são produto das injustiças cometidas por quem tem contra quem não tem. E muitas escolas custeadas por famílias que têm estão infiltradas por professores que também têm, mas agem para que seus alunos pensem como o moço da calçada em seu diálogo com o dono da moto. Convencem seus pupilos de que o mundo seria mais justo, ou de que haveria um número maior de donos de bicicletas se aquela Harley Davidson desaparecesse do conjunto dos bens de consumo.
As vítimas desse acidente cerebral, no passo seguinte – pasmem! – olham para o Estado, justiceiro-padrão dos totalitários, e afirmam: “Justiça será dar uma bicicleta para cada um com o dinheiro daqueles que têm automóvel ou moto”.

A injustiça, porém, não é um subproduto da prosperidade de um ou de muitos, mas é o produto de um Estado que se apropria de quase 40% da renda nacional e vai proporcionar, lá na ponta, a quem mais precisa, a pior educação, um sistema de saúde em que os pacientes morrem na fila de espera de um exame e um saneamento tão precário que produz persistente mortalidade infantil (12,4/1000). Tudo, porém, empacotado para presente em forma do mais degradante paternalismo. E sem nenhuma oportunidade.

A ideia do igualitarismo é resultado da fácil associação entre igualdade e justiça. Da utopia da igualdade vem o corolário segundo o qual o desejo de ser melhor, e até mesmo “o” melhor, se torna uma anomalia. Sobrevém a rejeição a quem se destaca e ao reconhecimento do valor do mérito. Como resultado, chega-se a uma “cultura” escolar na qual se estuda o mínimo e se assiste ao menor número possível de aulas. Logo ali adiante, a competência, a competitividade e a produtividade caem e a economia padece com a falta de estímulos. Nada que o comunismo não tenha exibido em profusão como insucesso e miséria.

Um país que se abraça nesse pé de tuna está pedindo para sofrer. Nenhuma das ideias que detêm o desenvolvimento social e econômico do país é mais danosa do que assumir o igualitarismo como objetivo. É uma ideia que se espreme entre o marxismo-leninismo e seu genérico mais simpático e ambíguo, o socialismo, que chega voando numa pomba branca com uma rosa vermelha no bico.


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Nem Trump, nem Biden: quem realmente está perdendo a eleição nos EUA - 06.11.2020


por J.R. Guzzo

 

Se as mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado, o plenário do Supremo, o comitê central da OAB e todo os outros que você conhece decidirem um dia promover para o chamado “estado da arte” as chances de fraude nas eleições brasileiras, é bem provável que nos soquem em cima alguma coisa muito parecida com o sistema eleitoral norte-americano.

 

O ministro do STF e atual presidente do “Tribunal Superior Eleitoral”, Luís Roberto Barroso, foi para os Estados Unidos, como se informou, para nos dar suas luzes na condição oficial de “observador do Brasil” na eleição presidencial americana. A pergunta, em condições normais, seria: “Observar o que?” Mais: observar para que? E se ele não gostar de alguma coisa? Será que o STF vai baixar uma liminar pedindo intervenção “das Nações Unidas”, ou coisa parecida? Mas, nas condições reais de temperatura e pressão do presente momento, a questão é outra.

 

O mais importante, para o bem estar de todos, é que a viagem do ministro seja apenas aquilo que parece ser: um passeio de luxo aos Estados Unidos, pago com o seu dinheiro. Tomara. O perigo é que lhe venha a ideia, a ser compartilhada com o resto da turma, de melhorar os teores de qualidade da eleição presidencial no Brasil fazendo por aqui o mesmo que se faz por lá.

 

 

A disputa eleitoral entre Donald Trump e Joseph Biden foi na terça-feira (3), mas 48 horas depois ainda não dava para dizer com certeza quem havia ganhado, mesmo porque nos Estados Unidos quem ganha a eleição para presidente da República não é necessariamente quem teve mais votos. O sujeito pode votar depois de encerrado o horário da votação, ou na véspera, ou no dia seguinte. Pode votar pelo correio, por e-mail ou num candidato que já morreu – no caso da eleição para Câmara e Senado, como efetivamente aconteceu, aliás.

 

Cada estado americano tem o seu próprio sistema de apuração, os seus prazos, as suas regras, os seus burocratas, a sua lei. Já imaginaram um negócio desses no Brasil? É nessas horas que a gente aprecia um bom TSE; não precisava gastar R$ 9 bilhões por ano, é claro, mas pior que o sistema dos Estados Unidos certamente não é.

 

No fim das contas, Biden teve mais votos, mas Trump foi para o tapetão, reclamando de fraude; os votos “não-presenciais”, como se diz hoje, que são contados segundo os humores de quem controla a máquina da apuração, foram maciçamente a favor do seu adversário. É o tipo de discussão que tem tudo para não acabar nunca.

 

Muito já se comentou sobre o quanto o Brasil teria a perder com a vitória de um ou de outro – especialmente de Biden, mais um declarado “ativista” contra a “destruição da floresta amazônica”, o genocídio dos índios e mais do mesmo. Mas quem realmente está perdendo não é o Brasil, nem a Cochinchina. São os próprios Estados Unidos.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/eleicao-eua-quem-esta-perdendo/

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A GRANDE ARMAÇÃO - 04.11.2020


 por Percival Puggina
 
Eu teria curiosidade de, um dia, espiar o universo paralelo onde vivem alguns analistas e comentaristas dos nossos grandes meios de comunicação. Deve ser quase como no STF, só que com menos LSD. Sei que jamais me será dada tal oportunidade, mas deve ser uma experiência muito doida ver em Trump, subitamente, a encarnação do divisionismo na sociedade norte-americana e em Bolsonaro sua réplica brega.

Os Estados Unidos sempre tiveram um elevado grau de consenso. As diferenças entre republicanos e democratas eram sutis e esse consenso contribuía para a solidez e pujança daquela sociedade. Acontece que nas últimas décadas passou a atuar sobre ela o mesmo ideário esquartejador que agiu aqui por dentro do poder, como se toda nação fosse um grande açougue onde retalhistas malucos passaram a dividir a sociedade em frações antagônicas.

De fato, perdida a luta de classes, dezenas de outras lutas foram imediatamente chamadas aos tablados e nunca para conversar porque manter os ânimos alterados é parte da estratégia. Talvez você não tenha se interessado ou visto isso acontecer nos Estados Unidos, mas aqui no Brasil, querendo ou não, foi parte contada da armação.

Em matéria de  01 de novembro, O Globo reuniu um grupo de “especialistas” para concluir que os EUA vivem uma crise identitária causadora de uma “guerra de narrativas”. Ou seja, exatamente como aqui, só que tais especialistas livram Barack Obama e o Partido Democrata de suas responsabilidades na gestação e gestão desses conflitos e os trazem – claro! – para 2016 com a eleição de Donald Trump. Assim, num passe de mágica, no universo paralelo em que vive o movimento revolucionário no Brasil, Trump (e Bolsonaro) deixam de ser consequência para se tornarem causa das divisões criadas durante décadas ao longo das quais ambos viveram à margem do poder político real.

O que escrevo é um alerta nascido do fundo da alma. Pondere, leitor, a importância que passa a ter, no Brasil, aqui no nosso torrão natal, a criação de um consistente movimento conservador. Se as estratégias estabelecidas por influência dos autores da Escola de Frankfurt foram capazes de fracionar desse modo a sociedade norte-americana, imagine o que poderia acontecer em nosso país. Cabe, então a pergunta: quando haverá um novo ano de 2018 se o poder político retornar a qualquer dos partidos que há apenas dois anos perderam a hegemonia no Brasil?r


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