LUTO OFICIAL
No nosso empobrecido Brasil, o PRAZO PADRÃO DE OBEDIÊNCIA DE -LUTO OFICIAL- costuma ser de TRÊS DIAS, podendo ser estendido para -SETE DIAS- em CASOS EXCEPCIONAIS, e, em caso de falecimento do presidente da República, para -OITO DIAS-. Entretanto, quando o FALECIDO é o PAÍS, e a MORTE FOI CAUSADA POR UM ATENTADO ELEITORAL, aí o LUTO OFICIAL É DE -QUATRO ANOS-, ou seja -ATÉ A PRÓXIMA ELEIÇÃO-, desde que não se repita a MANOBRA ASSASSINA.
SNIPER
Mais do que sabido, exatamente às 17h03 do último domingo, 25, o BRASIL, representado por CIDADÃOS BRASILEIROS IDENTIFICADOS com a -DIREITA-, que lutavam -DENTRO DA LEI E DO VOTO-para dar fim ao -SISTEMA- PETISTA, identificado como -PROJETO DE APARELHAMENTO DO ESTADO-, foi alvejado com um tiro mortal, disparado por um MINISTRO -SNIPER-, quando deu início ao LUTO OFICIAL DE -QUATRO ANOS-, com a certeza inequívoca de que o PERÍODO SERÁ MARCADO POR GRANDE SOFRIMENTO DO POVO BRASILEIRO e não apenas dos eleitores de DIREITA.
FIM DA LINHA
Pois, em meio a centenas de manifestações que recebi apontando para as enormes dificuldades que o povo brasileiro vai enfrentar, eis aí o que diz o artigo do jornalista e consultor estratégico Antonio Fernando Pinheiro Pedro, com o título -O DAY AFTER DO ABISMO- LULA REELEITO E O FIM DA LINHA-:
- A conta chegou, as urnas fecharam e a ilusão de que o Brasil encontraria uma saída negociada virou pó. Lula está reeleito. Mas a celebração no Palácio do Planalto dura exatamente o tempo de abrir a primeira planilha de contas públicas ou olhar para o plenário do Congresso Nacional. A vitória de virada, cavada no detalhe e ancorada no ressentimento cultural e regional, não entrega um país pacificável; entrega uma carcaça institucional em estado de combustão espontânea. O pacto de 1988 morreu, foi enterrado neste pleito, e o que temos pela frente não é um mandato comum: é a aceleração terminal rumo a uma ruptura de proporções inéditas.
A FARSA DA MAIORIA
Vamos falar a verdade nua e crua: o novo mandato nasce sem autoridade moral e sem maioria real no país que produz. A engenharia eleitoral vencedora apostou todas as fichas em jogar o Brasil contra o Brasil. Estimulou-se o rancor geográfico, transformando o Nordeste em uma trincheira eleitoral blindada por programas assistenciais, enquanto o Centro-Sul, onde estão os motores da indústria, dos serviços e do agronegócio, foi tratado na retórica oficial como território hostil.
O resultado é um país rachado ao meio por linhas geográficas e econômicas muito claras. De um lado, uma população que depende visceralmente do cheque emitido por Brasília para sobreviver; do outro, quem acorda cedo para gerar a riqueza que banca esse cheque e que, no dia seguinte à apuração, descobre que seu voto, seu trabalho e seus valores foram derrotados por uma máquina de subsistência eleitoral. A solidariedade federativa artificial acabou. Ninguém sustenta um sócio que só consome e ainda por cima cospe no prato.
A PINÇA FISCAL
O modelo econômico que sustenta esse arranjo opera como uma pinça implacável sobre a classe média e o setor produtivo. NO TOPO, vige o parasitismo de elite: Uma corte burocrática encastelada nos Três Poderes, intocável, imune à realidade do mercado, acumulando supersalários, penduricalhos e privilégios previdenciários nababescos que drenam dezenas de bilhões todo ano. NA BASE, vige a dependência clientelista: Metade das transferências de renda drenadas para regiões onde o dinheiro público já supera com folga a massa salarial do setor privado formal, criando um eleitorado cativo que vota pela sobrevivência do benefício, nunca pela produtividade. NO MEIO dessa engrenagem está o pagador de impostos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Ele trabalha cinco meses por ano só para pagar impostos de primeiro mundo. Em troca, recebe ruas esburacadas, hospitais colapsados e o medo constante da violência. No mais, assiste ao fruto do seu suor financiar o luxo de Brasília e o assistencialismo em série. Essa conta estourou. A tolerância tributária atingiu o limite matemático da exaustão.
O DIA SEGUINTE: E AGORA?
Constatar o colapso e denunciar a podridão da engrenagem é o passo elementar da lucidez. Porém, cruzar os braços e esperar a carcaça explodir não é estratégia, é suicídio cívico. Se a quebra da ordem atual é inevitável, a pergunta que realmente importa para a sobrevivência do Brasil produtivo não é se ela virá, mas quando e o que vamos colocar de pé, no dia seguinte aos escombros. Precisamos discutir abertamente as bases de um novo pacto. Demandaremos uma refundação federativa radical.
Inevitavelmente, ocorrerá o fim definitivo dos privilégios de casta burocrática, o desmonte do assistencialismo eleitoreiro e a devolução do poder e do dinheiro para quem trabalha e produz. Adiar esse resgate... somente tornará o desfecho mais trágico.
O debate é inadiável, e é exatamente sobre esse projeto de reconstrução e sobrevivência que nos debruçaremos no próximo ensaio.