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06 jul 2026

GOLEADA EM CIMA DE GOLEADA


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MAIS DO QUE SABIDO...

Mais do que sabido, ainda que em pouquíssimas rodas, o fato da seleção brasileira, ou um clube qualquer, GANHAR ou PERDER uma partida de futebol está longe de se constituir em sério e IRREMEDIÁVEL PROBLEMA para o nosso mais do que DERROTADO BRASIL, que sofre -CONSTANTEMENTE- dos EFEITOS de CENTENAS DE DESGRAÇAS PRODUZIDAS POR DECISÕES TOMADAS PELOS NOSSOS PÉSSIMOS GOVERNANTES assim como pela SUPREMA CORTE. 


GOLEADA EM CIMA DE GOLEADA

Tomando por base o resultado do jogo do BRASIL X NORUEGA, por exemplo, melhor seria se a eliminação da nossa seleção ficasse restrita apenas e tão somente ao FUTEBOL, onde o placar de 1 x 2 é considerado como apertado. O REAL E GRANDE PROBLEMA é que o nosso empobrecido país -PERDE -FRAGOROSAMENTE- para a NORUEGA naquilo que faz a GRANDE E VERDADEIRA DIFERENÇA: no ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO (IDH), na SEGURANÇA PÚBLICA, na CORRUPÇÃO, na EDUCAÇÃO e na TECNOLOGIA,  Aí é -GOLEADA EM CIMA DE GOLEADA!


CRIMINALIDADE

Vale muito lembrar a todo momento que em matéria de SEGURANÇA PÚBLICA, enquanto o BRASIL OSTENTA TAXAS DE CRIMINALIDADE E VIOLÊNCIA EXTREMAMENTE ELEVADAS, registrando médias de aproximadamente 20,1 homicídios por 100 mil habitantes, a NORUEGA apresenta um dos MENORES ÍNDICES DE CRIMINALIDADE DO MUNDO, com uma TAXA DE HOMICÍDIOS INFERIOR A 1 para cada 100 mil habitantes, além de ter uma das MENORES TAXAS DE DESIGUALDADE SOCIAL DO PLANETA. Que tal?


ISSO PODE MUDAR

A propósito, no editorial de sábado 4 de JULHO, o pensador e cientista Paulo Moura, fazendo referência aos 250 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DOS EUA lembrou que o BRASIL e EUA -FORAM DESCOBERTOS E DECLARARAM INDEPENDÊNCIA NA MESMA ÉPOCA, AMBOS TÊM DIMENSÕES CONTINENTAIS, RIQUEZAS NATURAIS E POPULAÇÃO MULTIÉTNICA e TIVERAM AS MESMAS CONDIÇÕES DE LARGADA. Resultado: os EUA DERAM CERTO E O BRASIL FRACASSOU!!! Ainda assim Moura deixou bem claro: ISSO PODE MUDAR. É questão de escolha, da escolha que você vai fazer em outubro.   


A METÁFORA MAIS FIEL DO PENSAMENTO MÁGICO BRASILEIRO

Já o pensador Alex Pipkin escreveu o seguinte texto, explicando -tim tim por tim tim- que o FUTEBOL NÃO É APENAS O ESPORTE NACIONAL. É A METÁFORA MAIS FIEL DO PENSAMENTO MÁGICO BRASILEIRO. Eis:

- Durante noventa minutos, suspendemos a realidade. Esquecemos a produtividade medíocre, os impostos sufocantes, a insegurança jurídica, a pobreza persistente e a lenta erosão das instituições. 

Por alguns instantes, acreditamos que a vontade derrota os fatos, que o talento torna os fundamentos desnecessários, que o improviso supera o planejamento e que a esperança substitui a responsabilidade.

A bola nos oferece uma trégua emocional. Talvez seja exatamente por isso que o futebol nos fascine tanto.

Durante noventa minutos, podemos acreditar que o desejo vale mais do que a realidade. O problema começa quando levamos essa fantasia para fora do estádio.

A eliminação do Brasil não foi uma novidade trágica. Foi apenas mais um encontro entre a fantasia e a realidade.

O mais curioso é que nada disso é um mistério. Há décadas sabemos o que produz grandes seleções, empresas competitivas e países prósperos: planejamento, disciplina, liderança, responsabilidade, mérito e trabalho consistente. A receita nunca esteve escondida. O Brasil apenas continua à procura da fórmula que dispense os fundamentos.

O pensamento mágico não consiste em acreditar no impossível. Consiste em acreditar que os resultados sobreviverão ao desprezo pelas suas causas.

É exatamente essa lógica que atravessa o país. Queremos prosperidade sem produtividade, crescimento com impostos sufocantes, equilíbrio fiscal sem disciplina, liberdade sem instituições sólidas e desenvolvimento sem os fundamentos que o tornam possível.

No futebol, apostamos no talento. Na economia, na improvisação. Na política, nas narrativas. Em todos os casos, adiamos o indispensável e celebramos o improviso.

Em bom português, fazemos tudo errado esperando que tudo dê certo.

O problema do Brasil nunca foi a falta de esperança. Foi a convicção infantil de que a esperança pode substituir os fundamentos.

Amanhã termina o campeonato que mobiliza as emoções. Recomeça o campeonato que decide o destino de um país. 

Nesse campeonato, não existem milagres. Existem causas, consequências e uma verdade que insistimos em adiar.

O Brasil não fracassa por desconhecer a receita. Fracassa porque continua procurando um milagre onde sempre existiu apenas trabalho.

A realidade pode ser ignorada por algum tempo. Jamais pode ser derrotada.