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03 jun 2016

ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS


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ESCLARECIMENTO

Diante da forte repercussão que teve a decisão da Câmara Federal ao aprovar o escandaloso aumento de salários dos servidores públicos, com impacto de R$ 60 bilhões nas Contas Públicas, volto ao tema com algumas observações que reputo importantes e necessárias para produzir esclarecimentos àqueles que estão dispostos a tanto. 


PREMISSAS BÁSICAS

Começo por duas premissas básicas e verdadeiras, ainda que poucos brasileiros saibam disso:

1- Quem assina as ORDENS DE PAGAMENTO das DESPESAS PÚBLICAS é o GOVERNANTE.

2- Quem proporciona o SALDO NA CONTA-CORRENTE para que o GOVERNANTE possa satisfazer as DESPESAS PÚBLICAS é apenas, e exclusivamente, o PAGADOR DE IMPOSTOS. 


PRIMEIRA CLASSE

Ora, como o nosso sistema político é representativo, a cada eleição o povo vai às urnas para escolher aqueles que, gostem ou não, vão decidir o destino dos Municípios , dos Estado e do País. Esta realidade, por si só pressupõe que ninguém seria capaz de eleger um algoz, ou seja, alguém disposto a  ferrar com o eleitor.  

 


SEGUNDA CLASSE

Pois, por incrível que possa parecer, a maioria dos políticos eleitos, com a ajuda daqueles que os cercam, não satisfazem, minimamente, os interesses e vontades da maioria de seus eleitores, que pertencem à SEGUNDA CLASSE de brasileiros. Ao contrário, só tomam decisões que beneficiam, e muito, uma minoria de privilegiados, que pertencem à PRIMEIRA CLASSE. 


PRESSUPOSTO

Partindo do pressuposto que a renda das pessoas em geral depende exclusivamente do comportamento da economia, a lógica do raciocínio impõe que:

1- se o PIB cresce, isto significa que a renda -per capita- aumentou.

2- da mesma forma, se o PIB recua, a renda -per capita- também recua.  Simples assim.  


DECISÃO CRIMINOSA

Sendo assim, quando os deputados federais resolvem aprovar um aumento de R$ 60 bilhões nas DESEPSAS PÚBLICAS para conceder aumento de salários a funcionários públicos ATIVOS E INATIVOS, no exato momento em que o IBGE divulgou que o PIB teve queda de 5,4% em relação ao 1º trimestre de 2015, esta decisão deve ser vista como CRIMINOSA. 


REAJUSTE PELA INFLAÇÃO?

Salário não deve ser reajustado por inflação. O que deve ser levado em consideração para tanto é o comportamento do PIB e a PRODUTIVIDADE. Nada mais. Vejo com muita preocupação quando os comunicadores dizem que é JUSTO conceder reajuste inflacionário quando não há recursos para repassar a qualquer trabalhador assalariado. 

De novo: tudo que não vier do PIB e da Produtividade só produz mais custo.