MOVIMENTO SENOIDAL
Mais do que sabido o -MOVIMENTO SENOIDAL-, ou -ONDA SENOIDAL- ocorre naturalmente na NATUREZA, podendo ser observado, por exemplo, no nosso batimento cardíaco, no movimento de um pêndulo, nas ondas do mar, nos terremotos, na eletricidade, etc. Como tal, os gráficos que desenham as frequências se manifestam por ciclos -ora subindo e ora descendo- com picos de alta e de baixa, que se identificam claramente como uma SENOIDE.
FADIGA
Praticamente obedecendo a mesma lógica, o economista Gustavo Franco, em artigo recente publicado no site da Exame, diz que o principal adversário do presidente que concorre a seu quarto mandato é a FADIGA. Como a idade vem para todos, LÍDERES E REGIMES, é inexorável o envelhecimento da pessoa e do projeto. A longevidade do líder tem muito a ver com a INEXISTÊNCIA DE HERDEIROS e com a tibieza dos projetos alternativos, tanto da oposição quanto da situação. Mas não é um acidente. Tampouco um esquecimento da autoridade: - o que pode ser mais ameaçador que um substituto especialmente preparado pelo titular, pronto para começar sua missão antes do tempo?
Muitos líderes são longevos porque não preparam sucessores, nem seus partidos, para existir sem eles. A eleição que se aproxima com irritante lentidão vai se tornando um plebiscito sobre um presidente longevo. Sublinhe-se, não há NEM HERDEIRO, NEM PROGRAMA.
COMBO ELEITORAL
A página inteira de jornal tomada por programas sociais e bondades eleitorais com impecável curadoria marqueteira, cada programa com seu material publicitário, não é um programa de governo, ou uma ideia de país. É, na verdade, um poderoso COMBO ELEITORAL DE ALTÍSSIMA OCTANAGEM (ou SACANAGEM, eu diria).
Muitos líderes SÃO LONGEVOS PORQUE NÃO PREPARAM SUCESSORES, NEM SEUS PARTIDOS, para existir sem eles. A eleição que se aproxima com irritante lentidão vai se tornando um PLEBISCITO sobre um presidente longevo. Sublinhe-se, não há NEM HERDEIRO, NEM PROGRAMA.
Na visão dos economistas, da maior parte deles, na verdade, ressalvadas as exceções de sempre, o PACOTE ELEITORAL bem demonstra a CONTINUIDADE DA INCONSISTÊNCIA ENTRE AS POLÍTICAS FISCAL E MONETÁRIA, cuja expressão mais flagrante é a TAXA DE JUROS, que o GOVERNO ACHA QUE NÃO LHE PERTENCE, e que não consegue fazer cair.
DESCONFORTO
Claro que os juros não podem cair se a POLÍTICA FISCAL política fiscal SÓ FICA PIOR. O que podem fazer os dirigentes do Banco Central do Brasil se lhes é dada uma META DE INFLAÇÃO QUE NÃO FUNCIONA COMO RESULTADO FISCAL QUE O PALÁCIO ENTREGA?
Mas o presidente da República não está pensando em herdeiros, ou na continuidade do seu projeto. O único herdeiro da inconsistência é o IMPASSE. Na verdade, não se concebe que a presente inconsistência possa se manter por muito mais tempo, sem provocar uma mudança de rumos.
O Brasil parece procurar estabelecer a máxima de Lampedusa (tudo tem que mudar para que tudo fique como está) só que ao contrário: é preciso manter as coisas como estão, inclusive com este mesmo Presidente, para que tudo possa, afinal, mudar.
Pois é. Enquanto não muda, o Banco Central do Brasil precisa articular a espera, um enorme desafio de comunicação. Na verdade, quando se estuda a disciplina “comunicação para bancos centrais” não há notícia de protocolos para a defesa de uma política fiscal inconsistente com a meta, para não dizer coisa pior.
Parecem próximos de se esgotar os primeiros meses de harmonia entre o Palácio do Planalto e o seu indicado para a presidência do Banco Central. O Palácio emite sinais de desconforto com os comunicados da Autoridade Monetária, o que pode trazer o Doutor Sidônio para o comitê de redação dos comunicados do COPOM. Para evitar isso, ao que tudo indica, o presidente Galípolo explicou que o Banco Central do Brasil não deve se exceder em explicações.
SÓ FALTA O BRASIL...
Por tudo que estamos vendo na América Latina, o MOVIMENTO SENOIDAL está se fazendo presente, claramente, através do voto da maioria dos eleitores. A curva mostra que a FADIGA deu lugar à necessidade de mudança de líderes e, principalmente, do REGIME. Só falta o eleitor fazer valer o que impõe a ONDA SENOIDAL.