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O NOME DA BARBÁRIE - 18.03.26


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Por Alex Pipkin, PhD em Administração

 

Quem ainda preserva um neurônio funcional sente o ar rarefeito. 
Nós estamos vivendo o auge de um teatro do absurdo, onde a mídia dita "progressista" — do atraso — e sectários de umbigo próprio sequestraram o dicionário. 
Para essa turma, qualquer dissidência é carimbada como "extrema direita", enquanto a própria barbárie que eles alimentam é vendida como virtude sob um véu sujo de sangue.
O espetáculo é vil. O grito de ordem “Morte a Israel" deixou de ser um crime de ódio para virar "contexto" em universidades e redações. Não é metáfora; é o desejo explícito de extermínio percorrendo as ruas com a tranquilidade de quem carrega um selo invisível de legitimidade. 
É o antissemitismo saindo do armário com uma fúria global que faz ecoar os capítulos mais sombrios da história, talvez pior pelo escopo, agora blindado pelo aplauso de quem se diz "humanista".
Como podem, em nome do progresso, abraçar a teocracia iraniana? Um regime que oprime mulheres e financiou o massacre de 7 de outubro. Onde está a empatia pelos mais de 35 mil cidadãos iranianos assassinados pelo próprio Estado? A resposta é amarga. Para os fiéis do "ódio do bem", essas vidas não cabem na narrativa. O iraniano que busca liberdade e prosperidade é rechaçado por esse "clube do mal" porque comete o crime de querer dignidade em vez de ideologia.
Criou-se uma blindagem semântica onde o óbvio tornou-se controverso. Essa versão degenerada da política troca a realidade por utopias impossíveis, escolhendo quais cadáveres merecem luto e quais merecem o descarte. Enquanto bradam contra o fascismo, esses "ativistas de barro" beijam as mãos de quem aniquila direitos fundamentais.
O Irã é um país maravilhoso sequestrado por instituições corroídas, assim como o debate público foi sequestrado pelo cinismo de intelectuais de araque. 
A pergunta não é mais se esse movimento é extremista; isso já está escancarado. 
A pergunta que queima a garganta e exige honestidade é por quanto tempo o mundo vai fingir que essa força destruidora não tem nome?
É hora de arrancar as máscaras e batizar o monstro. Isso factualmente é a mais legítima, pura e cruel extrema-esquerda.
Quando eles serão classificados como merecem?