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O BRASIL E O BEIJO NO CARRASCO - 02.03.26


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Por Alex Pipkin, PhD em Administração

 

Desde 1979, o regime iraniano não deixa margem para dúvidas. “Morte à América” e “Morte a Israel” não são figuras de linguagem. São metas explícitas.
O que opera em Teerã não é uma diplomacia convencional; é uma patologia teocrática que pendura dissidentes em guindastes, açoita mulheres e terceiriza o sadismo para grupos terroristas como o Hamas.
Eu me pergunto: como chegamos ao ponto de ignorar o óbvio “lulante”? O financiamento do terror e a negação do Holocausto não são “detalhes” de percurso; são a espinha dorsal de um projeto de aniquilação. E é aqui que a nossa diplomacia mergulha na infâmia.
Ao condenar Israel e os EUA por tentarem frear o arsenal nuclear iraniano, o governo brasileiro faz uma escolha sórdida. Invoca-se a “soberania” como se ela fosse um salvo-conduto para tiranos que juram riscar o Estado de Israel do mapa. Transforma-se o Direito Internacional em um biombo de conveniência para esconder a face nua de um regime que odeia tudo o que o Ocidente representa.
Existe um padrão de cegueira deliberada no Itamaraty. Sempre que o tabuleiro opõe democracias imperfeitas a ditaduras absolutas, o Brasil se inclina com uma mesura servil em direção aos carrascos. É o velho e mofado “anti-imperialismo” de quem prefere abraçar déspotas a admitir que a liberdade dói, mas é o único caminho a seguir.
Lula não apenas se omite; ele escolhe. Ao flertar com a narrativa do Hamas após o massacre de 7 de outubro e retirar o Brasil da IHRA, ele tripudia sobre a tradição humanista brasileira. Sinto que, se o mal absoluto ressurgisse hoje sob uma bandeira “anti-hegemônica”, este governo o batizaria de “resistência”.
O sectarismo produz essa paralisia moral. O Brasil não está sendo independente. Está sendo pequeno, covarde e cúmplice.
A história não tem amnésia. Ela não perdoa quem disfarça o alinhamento ideológico com o verniz da prudência diplomática.
Ao se postar como advogado do abismo, o Brasil abandona sua grandeza para ser o conselheiro do eixo que quer ver o mundo em chamas, o eixo do mal.
É cristalino. É vergonhoso.
O rastro de sangue dessa escolha não será apagado por nenhuma nota oficial emitida de dentro de gabinetes vermelhos, verde-amarelos refrigerados.
O silêncio diante do mal é a assinatura da própria queda.
E lembrem. A história não perdoa quem estende o tapete vermelho para carrascos.