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A LOCOMOTIVA E OS VAGÕES - 03.08.26


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Texto do pensador e historiador José Gabriel Pena de Moraes 


Uma parábola consentânea com a realidade. As LOCOMOTIVAS são os empresários,  empreendedores, que produzem as riquezas do país, pagando impostos sobre tudo, de modo a poder sustentar a máquina pública, representada pelos vagões. Os VAGÕES representam as instituições públicas e, principalmente,  os políticos. São as locomotivas que puxam os vagões, não são os vagões que empurram a locomotiva.
No entanto, são os vagões que decidem o que a locomotiva deve pagar, que combustível ela deve usar e, enfim, regulam a sua vida.
O povo, usuário dos vagões, é que escolhe,  periodicamente,  quais deles vão exercer o poder.  
As locomotivas não têm direito de opinar,  de participar, de apoiar algum vagão, têm só que cumprir sua obrigação de puxar os vagões.  
Isso acontece no Brasil, somente no Brasil, onde os empresários foram “domesticados” desde a ditadura Vargas a não se meterem na política, eis que,  segundo ele, a “política é para os políticos”
Para os vagões,  os políticos, os empresários, a locomotiva,  são a personificação do “demônio capitalista”. Esta foi a Lição ensinada pelo fascista Getúlio Vargas.
Então, na verdade, os empresários brasileiros são escravos dos “vagões”, os políticos, tanto que criam associações, federações e entidades similares mas não tomam posição política, por medo ou comodismo.
São escravos e se acostumaram a ser, porque são covardes, por conveniência.
“O PREÇO A PAGAR POR NÃO PARTICIPAR DA POLÍTICA É O DE SER GOVERNADO POR UM INFERIOR”. PLATÃO,  400 a.C.
Enquanto a locomotiva, os empresários, não se conscientizarem da sua força e de sua obrigação para com a sua pátria, mais o Brasil “afundará no pântano do comunismo, onde já está atolado quase até os joelhos”.