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24 set 2007

SÍNDROME DE ESTOCOLMO


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ASSUNTO DE BRANCO
O deputado Ciro Gomes, de forma enlouquecida, atacou os que defendem a extinção da CPMF. Ciro disse que criticar a CPMF é assunto de branco que não quer pagar imposto para que o povo perca o Bolsa Família. Mais: se acabar a CPMF, acaba o Bolsa Família. Isso é o que a oposição quer e não tem coragem de dizer, afirmou.
DECLARAÇÃO CRETINA
Não satisfeito arrematou: o fim da CPMF, que é responsável por um montante de R$ 40 bilhões por ano para o orçamento da União, pode ocasionar recessão e contribuir para o aumento da inflação. Fantástica e cretina a declaração do ex-ministro. Estamos assistindo, enfim, alguém defender aumento de impostos para evitar uma recessão. Pode?
INSTRUMENTO DE PODER
A coisa mais óbvia que poderia acontecer já virou, portanto, uma grande realidade: o governo que viesse a criar o Bolsa Família estaria colocando em prática o seu mais poderoso instrumento de poder. O PT, de forma magnífica, instituiu o perigoso programa e daqui para frente só deixa o poder se quiser. Simplesmente porque os beneficiados já se transformaram em numerosos soldados que vão lutar sempre em defesa do assistencialismo.
A MAIORIA NO PODER
Até a criação do Bolsa Família o Brasil ainda era um país onde a maioria se submetia a vontade de poucos, aqueles mais escolarizados. Porém, com o avanço fantástico dos programas assistenciais, a realidade agora já é bem outra: quem está no poder é a maioria esmagadora, ou seja, o contingente de pessoas de baixa escolaridade.
VOTO DESTINADO
Como todos somos eleitores, independente da condição social e econômica, e o grupo de beneficiados vem aumentando de forma cada vez mais impressionante, os votos deste enorme contingente já está destinado. Irá sempre para os candidatos que mais prometerem manter os programas sociais intactos.
EDUCAÇÃO IDEOLÓGICA
Vai, enfim, para o PT e seus aliados, que para não perder os votos não admitem melhorar a educação do povo. Ao contrário: o governo petista está adotando programas educacionais totalmente ideológicos (lavagem cerebral), de forma tal para que as crianças sejam devidamente formadas para olhar tudo sob o prisma socialista. O PT criou, portanto, um círculo vicioso sem fim, de poder.
SÍNDROME DE ESTOCOLMO
Cada um tem o direito de se apaixonar por quem e pelo que achar melhor para si. Porém, quando a paixão é por impostos, aí é coisa doentia. E, sinceramente, não creio que sentimentos desta ordem já tenham sido tratados pela psiquiatria.O fato, entretanto, é que há parlamentares que já se declararam apaixonados pela CPMF. Pelas entrevistas concedidas, alguns estão amando de paixão a tal bruxa. Um caso muito sério de sado-masoquismo ou masoquismo puro, quando se trata de apreciar o sofrimento dos eleitores, que certamente não aprovam o intrigante noivado. O deputado Ibsen Pinheiro e o senador Pedro Simon, por exemplo, se declararam encantados com a CPMF a ponto de afirmarem que todos pagam proporcionalmente ao tamanho de suas posses: pobres pagam pouco, remediados um pouco mais e ricos pagam muito. Não é uma pérola?Mais uma vez se percebe que, no caso destes políticos, nem deputado nem senador estão preparados para analisar o problema que representam os impostos. Pelo que disseram só entendem de expropriar a sociedade. E ainda se apaixonam pelo sequestrador. E ainda assim continuam recebendo votos e se elegem. Estão sempre lá. Como? Com o que disseram, só deram demonstrações de paixão desenfreada pela CPMF e pelo sequestrador.