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31 mai 2011

PRAZER PELA DOR


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PRA LÁ DE COMPLACENTE
Ultimamente não tenho feito outra coisa senão comentar decisões equivocadas e/ou a incapacidade que os governos mostram para transformar o Brasil num país competitivo, sério e justo. Como nada de salutar acontece, especialmente nestes pontos, a conclusão é óbvia: o brasileiro, além de não ter muito discernimento, é pra lá de complacente.
PERFIL
Tomando por base a avalanche de casos que sacudiram o Brasil somente nesses últimos oito anos, como:- farta corrupção;- incessante desvio de dinheiro público; - progressiva má gestão pública;- manutenção de privilégios imperdoáveis, e tantas outras coisas ruins,o silêncio, a compalcência e a resignaçãodo povo é a prova que faltava para definir o perfil do brasileiro.
POR TRÁS DE TUDO
Por mais que não aceite esta passividade, antes de ficar lamentando tal comportamento é meu dever entender corretamente, o que está por trás disto tudo. Afinal, se o masoquismo existe e seus portadores encontram grande prazer na tortura e no sofrimento, quem sabe estamos diante de algo parecido, não é mesmo?
VONTADE DIVINA
A história e a religião dão conta que muita gente aceita os sacrifícios com grande resignação, simplesmente porque está convencida de que tudo que acontece nesta vida é por exclusiva vontade divina.Portanto, se o grande carma dos brasileiros é se deixar roubar, esfolar e não ter legítimos direitos, aí o caminho certo é este mesmo. Se foi Deus Nosso Senhor quem escolheu e reservou este destino para os brasileiros, não há qualquer razão para uma reação.
GENTE HONESTA
Para ver a dor dminuída, ainda há quem afirme que o nosso povo é formado, na sua grande maioria, por gente honesta e justa. Até aí concordo. Mas é indiscutível que o número de safados está aumentando de forma incrível, dia após dia. Assim, dentro de pouco tempo esta relação já será outra. Basta que a velocidade seja semelhante ao crescimento do patrimônio do Palocci.
TERCEIRO SETOR
É bom er em mente que de uns anos para cá, o TERCEIRO SETOR (definido como território das ONGs) , como se sabe, cresceu muito. Como as pessoas que atuam no setor não fazem qualquer tipo de produto, o que obtêm é pela via da apropriação. Ou seja, se apropriam daquilo que foi produzido por alguém.
MAD MAX
Pois, para desespero nacional, o que mais está crescendo atualmente não é o TERCEIRO, mas o QUARTO SETOR. Ou seja, aqueles que atuam no mundo do crime. Aí, apesar de seus participantes também se apropriarem dos bens adquiridos pela sociedade, a diferença do QUARTO para o TERCEIRO SETOR está na ilegalidade. Mas, aqui entre nós, como ambos vivem da apropriação, tudo dá no mesmo. Detalhe: quem vem estimulando, de maneira impressionante esta cultura do crime (porque já vai além do costume) é o PRIMEIRO SETOR (governamental). Como no ambiente político vale tudo, menos a decência, o exemplo da safadeza é copiado por um número cada vez maior da sociedade.Chegaremos, muito provavelmente, ao estágio vivido no filme MAD MAX. Portanto aquela pergunta (- Até quando vamos suportar tanta roubalheira?) será respondida da seguinte maneira: - Até o momento em que só existir ladrão no Brasil. Portanto, ainda há espaço para o QUARTO SETOR crescer. Viva!