O RESISTENTENos últimos anos, em duas oportunidades, entrevistei o ex-presidente do BC, Gustavo Franco. O assunto central foi o câmbio flutuante, coisa que o Brasil não adotou no período em que ele esteve à frente do BC. E, em ambas entrevistas percebi claramente o quanto ele resistia à idéia. O que já está provado, todavia, é que o Brasil poderia ter evitado a catástrofe financeira caso ele tivesse adotado a flutuação cambial, coisa que só aconteceu depois de sua saída, já com Chico Lopes na presidência do BC.
PREJUÍZO FANTÁSTICONão foi, certamente, o cambio fixo o único responsável pela brutal sangria de mais de U$ 40 bilhões das nossas reservas. Afinal, a situação complicada pela qual passavam os países emergentes obrigava o capital, de qualquer nacionalidade, a caírem fora daqui. Caso FHC tivesse adotado o sistema de flutuação cambial, o risco e o prejuízo financeiro teriam sido, ao menos, repartidos entre os diversos agentes. Assim, o saque rápido, em duas semanas apenas, não teria provocado um estrago tão violento nas nossas reservas.
OUTRA COTAÇÃOO preço de saída dos dólares na época, por forte pressão de demanda, implicaria em outra cotação, bem mais alta. Só isto já levaria a repartir os prejuízos com quem precisasse fechar câmbio. Estaríamos, assim, dividindo o risco e o custo com os retirantes. Sendo fixa a cotação do dólar, só nós perdemos enquanto os sacadores foram beneficiados. Ou seja, tomamos uma decisão tardia. A única recompensa que tivemos foi a lição da tragédia, coisa que nunca se sabe se foi bem aprendida. Por isso espero não repetirmos tal erro.
MAIS SENSATEZAgora, Gustavo Franco veio a Porto Alegre e preferiu usar da sensatez e da racionalidade. Felizmente. O que não significa que tenha conseguido fazer a cabeça de muitos empresários e políticos, os ainda resistentes ao câmbio flutuante. Estes são mercantilistas e, obviamente, só lhes interessa o risco zero. Câmbio bom, para estes, é moeda nacional desvalorizada a qualquer preço e sustentada pelo governo. Como o flutuante não está trazendo vantagens para exportadores, os malandros estão clamando pela volta do câmbio fixo tendo o governo como único comprador. Pode?
MAIS IMPORTAÇÃOEspero que a frase de Gustavo Franco, a qual venho repetindo várias vezes aqui neste espaço, tenha sido aprendida: - Uma maior importação é o que salva a exportação -. Bingo. Mais importação é mais pressão cambial e mais valorização do dólar. Infelizmente, ainda há aqueles que pensam que importação é ruim e que faz mal à saúde. Por isso defendem que nós precisamos só exportar. Coisa ridícula, pois sem importadores quem acabará comprando os dólares ofertados pelos exportadores?
FALTA POUPANÇAÉ certo que juros menores ajudam no processo, pois diminuem a pressão na entrada de recursos que aqui aportam para melhorar seus ganhos no mercado financeiro. Por outro lado, para quem se recusa a fazer reformas, a necessidade de se financiar é cada vez maior. E como não há poupança suficiente entre os brasileiros, nós precisamos desesperadamente do dinheiro dos estrangeiros. O que precisamos é de decisão: vamos reformar o Brasil para depender menos de capital financeiro e aumentar o investimento? Ou vamos ficar querendo praticar burrices? A decisão é nossa. Só nossa.
ESTUDE NO EXTERIORQuem busca informações sobre cursos ou trabalho remunerado no exterior, agende-se para participar da ExpoEstudenoExterior, no dia 2 de abril (domingo), no Sheraton Porto Alegre Hotel, das 14h às 19h. A Feira vai trazer para Porto Alegre os diretores das principais instituições de países com tradição em intercâmbio como os Estados Unidos, Inglaterra e França e também aqueles que hoje estão na moda por apresentar custos mais reduzidos como o Canadá, a Nova Zelândia e a Austrália, além de países como a Espanha, Argentina, Irlanda, África do Sul, Malta, entre outros. Nesta edição, pela primeira vez em feiras de intercâmbio, estará presente, com programas de MBA em Política, a Harvard University, uma das mais tradicionais e conceituadas universidades do mundo, fundada em 1636, em Cambridge.
COSMÉTICOSEm breve, mais uma linha de marca própria vai ocupar as prateleiras da rede de lojas Panvel. O lançamento está previsto para o segundo domingo de abril e toda a produção é gaúcha, sai diretamente das esteiras do laboratório Lifar para as 226 lojas da rede. Os cosméticos são à base de nove princípios ativos extraídos da natureza que proporcionam sensação de brilho, maciez e suavidade a pele.
LOJA VARIGInaugura hoje, 27, a nova loja da Varig no Bourbon Shopping Country. Situada no segundo piso, ao lado da micro-cervejaria Dado Bier, a nova operação vai centralizar os serviços disponíveis no antigo quiosque já existente no shopping e na filial da Rua dos Andradas. Com uma área de 130 m², o espaço vai oferecer todos os serviços habituais, como reservas, compra de passagens e check-in antecipado para passageiros sem bagagem. O coquetel de lançamento acontece às 19h30.
LANÇAMENTOAmanhã, 28, às 12 horas, no Tryp Hotel POA, a Laticínios Bom Gosto, segunda maior empresa do setor no RS, estará promovendo encontro com a imprensa para anunciar o lançamento de uma nova linha de produtos e os novos planos e investimentos da empresa para o ano de 2006.
PALESTRADia 31, sexta, 18h30min, acontece o lançamento do livro "A Ética da Malandragem - No submundo do Congresso Nacional", na Cave da Vinícula Aurora no Shopping Total. Na ocasião será realizada uma palestra com debate. Lugares limitados. Confirme a presença pelo e-mail polibio@polibiobraga.com.br
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