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07 mai 2012

O SOCIALISMO AVANÇA NA EUROPA


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ELEIÇÕES NA FRANÇA
Nada há de mais importante neste momento do que a vitória do socialista François Hollande, eleito ontem como novo presidente da França. Principalmente, porque as decisões dos destinos da União Europeia dependem quase que exclusivamente das vontades de dois países: Alemanha e França.
MAIOR TRIBUTAÇÃO
Com a vitória de François Hollande, o socialismo volta a dominar o país, que tem grande peso político na região. Isto significa que, entre tantas incertezas que a eleição de um novo presidente normalmente promove, uma coisa parece muito certa: a tributação vai aumentar.
PROMESSA
Enquanto os franceses ainda vão precisar aguardar alguns dias para ver esta providência se confirmar, uma outra o novo presidente já havia prometido, quando disse que após a confirmação de sua vitória enviaria um memorando aos presidentes de todos os países da União Europeia pedindo a renegociação do tratado fiscal europeu. Foi o bastante para deixar os mercados bastante nervosos.
REUNIÃO DE CÚPULA
Isto significa que François Hollande não vai esperar a reunião de cúpula da União Europeia, prevista para os dias 28 e 29 de junho, em Bruxelas. Ainda não se sabe como os demais países vão reagir. Mas é sabido que a Alemanha não vai concordar, o que já é um grande problema.
PACTO FISCAL
É pra lá de sabido que a negociação do Tratado Fiscal (considerado uma Lei de Responsabilidade Fiscal) foi extremamente difícil embora necessária para garantir a existência do Euro. Mesmo que o pacto seja mantido, só o fato de Hollande querer flexibilizar o que foi acordado já basta para deixar as economias em alerta.
PRETENSÕES PERIGOSAS
Como é de praxe, os presidentes de quase todos os países que são regidos pela democracia do voto já parabenizaram o novo presidente da França, pela vitória nas urnas. Isto, no entanto, não significa que todos estão de acordo com as declarações de Hollande sobre suas malucas e perigosas pretensões.
A ORIGEM DA CRISE
Ninguém pode discordar que exatamente por falta de austeridade a Europa mergulhou nesta imensa crise. Ora, como o socialista Hollande disse ontem, no seu primeiro pronunciamento, que reduzirá medidas de austeridade, a lógica nos conduz a um raciocínio claro: o novo presidente da França gosta de crise e não quer que ela vá embora tão cedo. Nada disso surpreende. Afinal, todo socialista adora ver a economia destruída, não?