PLANOS E ORÇAMENTOS
De outubro a dezembro de 2010, como acontece a cada período, as pessoas, empresas e governos trataram de fazer planos e elaborar orçamentos para o ano de 2011. Alguns, inclusive, até mais à frente.
ÍNDICE DE ACERTO
Para tentar melhorar o índice de acerto, além de levar em conta o ritmo do desempenho da economia até então, as projeções futuras ainda contaram, em quase todas as análises, com alguma possível recuperação dos países desenvolvidos. Os quais, por sua vez, estão se esforçando para se reerguer da queda sofrida pela forte crise de crédito.
CRISES SUPERLATIVAS
Pois, nenhum dos estudos e projeções explorados pela mídia, segundo observei até o presente momento, colocou como provável, ou mesmo possível, a ocorrência das crises que estão sacudindo o mundo todo. Duas delas, por exemplo, de grande magnitude, como é o caso das crises políticas que atingem a África e/ou o Oriente Médio e a recente e tenebrosa catástrofe que atinge o Japão.
PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA
O fato é que, embora tudo neste mundo sempre tenha alguma probabilidade de ocorrência, mesmo que ínfima, ninguém atribuiu peso algum nas suas projeções, para estas graves crises que estão mexendo fortemente com as economias e os mercados mundiais.
NO BRASIL
No Brasil, se as crises que estão abalando o mundo já preocupam, se levarmos em conta as nossas catástrofes climáticas, que só nos dois primeiros meses de 2011 produziram rombos fantásticos nas nossas contas públicas, pelo tamanho das destruições ocorridas em vários Estados e Municípios, a apreensão não pode ser pequena.
JAPÃO
Mesmo que o Japão precise ser reconstruído, e será, o que representa uma janela importante para países produtores e exportadores de matérias primas e materiais de construção, é importante observar que qualquer decisão neste sentido representa maior endividamento do governo japonês, extremamente endividado.
A GRANDE VIRADA
Como as dívidas dos países desenvolvidos aumentaram significativamente nos últimos anos, enquanto as dívidas dos países em desenvolvimento nunca diminuíram, caso do Brasil, o futuro, no curto e médio prazo, não é muito promissor.Entretanto, como as crises não deixam de existir só porque são indesejáveis, num momento como este o melhor é se preparar para a grande virada que certamente virá. Quem fizer, correta e adequadamente, as lições de casa, reformando leis e orçamentos, melhor estará preparado para a hora da virada. Lamento que o Brasil, mais uma vez, pelo vício incrível da gastança desmedida, não aproveitará a grande oportunidade.