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10 nov 2010

O PROBLEMA É NOSSO


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GUERRA CAMBIAL
O assunto do momento no mundo todo, principalmente em Seul, é a tal de Guerra Cambial. Como já mencionei em editoriais anteriores, por mais que o tema precise ser discutido, estamos diante de um fato: a imensa crise de crédito exigiu medidas drásticas por parte de muitos países.
ESTIMULAR O CONSUMO
Como os países desenvolvidos, sabidamente, precisaram aumentar suas dívidas públicas para enfrentar a crise. E para estimular o consumo a maioria reduziu à zero as taxas de juros. Como isto não se mostrou suficiente para aquecer a economia dos EUA, o governo americano resolveu injetar dólares no mercado mundial, via FED.
SEM SOLUÇÃO FÁCIL
Como se vê, cada um está fazendo o que pode. Não há, portanto, uma solução fácil que atenda todos os players mundiais. Assim, dificilmente esta reunião do G-20, em Seul, terminará com um bom acordo como pretendem os países em desenvolvimento, que viraram atração para o dinheiro mundial.
PAPAS DA ENGANAÇÃO
O presidente Lula, e a sua sucessora Dilma Rousseff, estão fazendo mil declarações como se fossem Papas no assunto. Na realidade só são Papas da enganação. Como tal vão continuar acusando os EUA e a China, principalmente, chamando-os de vilões, quando o nosso problema está na falta das reformas que fariam do Brasil um país mais competitivo.
TAXA DE JUROS NO BRASIL
Dilma Rousseff, por exemplo, na semana passada, disse que as taxas de juros no Brasil só podem cair quando a relação dívida/PIB chegar ao nível de 30%, aproximadamente. Como os jornalistas não têm noção do assunto, a simples afirmação da presidente eleita satisfez a todos. É uma pena, pois Dilma faltou com a verdade sem ser minimamente importunada.
POUPANÇA
Na realidade, o que impede a queda das taxas de juros no Brasil, conforme já informei em edições anteriores, é a remuneração da Caderneta de Poupança, que é definida por lei e não pelo mercado. E também não é definida pelo COPOM. Assim, a SELIC não pode ficar abaixo de 8%. Ponto. Caso contrário todas as aplicações que hoje vão para títulos públicos migrariam, imediatamente, para a Poupança, que é remunerada pela taxa de 6,17% ao ano, mais a TR. Com isenção total do IR.
EXCOMUNGADO
Sob pena de ser excomungado, ninguém se arrisca a mexer na remuneração da Caderneta de Poupança. Assim, não há como reduzir as taxas de juros no Brasil. Com isto ficamos sujeitos a receber cada vez mais investimentos financeiros, comparados com outros países em desenvolvimento. Deu para entender?